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A Maçonaria E O Cinema
11-08-2013, 05:06 PM
Resposta: #1
A Maçonaria E O Cinema
Este artigo estabelece uma curiosa relação entre o Cinema e a Maçonaria, e foi retirado de http://bibliot3ca.wordpress.com/mitos-solares-e-cinema/

Procurei reproduzir as fotos que constam no artigo, mas nem todas foram possíveis de encontrar, e em quase todas as ilustrações utilizadas pelo autor no original, remetem a um página da Wikipédia, (cliquem nas respectivas fotos no texto original) o que também tentei fazer, sempre que possível, mas em determinadas fotos não obtive sucesso. Recomendo a todos que observem as fotos no texto original, pois notei que trazem mais mensagens ocultas do que aparentam e pelo que pude presumir, são informações que um maçon pode compreender com muita rapidez. Por isso também achei o artigo muito curioso e resolvi postá-lo, pois desmitifica que tais interpretações de imagens subliminares são fruto de "malucos da teoria da conspiração". Quero que observem também o estranho tom, um de certo desdém que o autor adota ao se referir a Jesus Cristo. Minha intenção é a de partilhar a informação e não de a de afirmar ou promover a Maçonaria.

[Imagem: 1-sol1.jpg?w=470]

Mitos Solares e Cinema
Por José Antonio S. Filardo – M.´. I.´.


Oceanos de tinta foram gastos na polêmica entre Criacionistas e Evolucionistas.


O Grande Arquiteto (William Blake)
[Imagem: 2-blake.jpg?w=470]

Os Criacionistas, por um lado, trazem à discussão a posição do Cristianismo centrada no Livro Gênesis da Bíblia, defendendo a idéia de que o mundo foi criado por um Deus onipotente, onisciente e onipresente, em sete dias, e que o Homem foi por Ele criado a partir do barro, e a Mulher a partir de uma costela do Homem. Ao ceder à tentação de ter acesso à árvore do conhecimento, o Homem e a Mulher caem em desgraça e são expulsos do Paraíso.

Os Evolucionistas, com base na teoria de Charles Darwin, sustentam ter o homem, assim como todas as espécies, passado por um processo de evolução, a partir do denso caldo de cultura criado nos mares, quando se amenizaram as condições da Terra, milhões de anos atrás.

Segundo a teoria, tudo o que existe na Terra, que se possa chamar de vida, é o resultado possível das condições existentes.

A condensação de elementos químicos e sua organização em sistemas mais complexos somente foi possível devido ao resfriamento da terra até o ponto em que a sobrevivência daqueles sistemas complexos fosse viável. Daí, a necessidade forçou sua evolução, em organismos progressivamente mais complexos, sempre balizados pela possibilidade, dentro das condições existentes. Mutações acontecem aos milhões, mas somente as mutações possíveis sobrevivem.

No período geológico cambriano, cerca de 500 milhões de anos atrás, houve uma explosão de mutações daqueles sistemas produzindo diferentes formas que submetidas à seleção, levou à sobrevivência das mais aptas.

Entre estes sobreviventes, um filo em particular nos interessa. Era vertebrado, independente, ou seja, não estava ligado a outro organismo ou à terra. Tinha um centro nervoso central que se ramificava por todo o organismo. Era dotado de um tubo digestivo que se encarregava de suprir as necessidades da musculatura. E consumia oxigênio em seus processos alimentares. A organização do esqueleto era uma coluna vertebral, uma caixa torácica e extensões articuladas.

Esta organização sistêmica presente nos vertebrados, desde peixes, mamíferos, répteis, etc. indica uma origem comum. E estes, juntamente com outros organismos cresceram e se multiplicaram pela superfície da terra….

O paraíso existiu. Ficava na África. Antes do deserto do Saara ser um deserto. Sua principal característica era a abundância e o equilíbrio ecológico. Dessa forma, as espécies viviam em harmonia com a natureza. E não precisavam evoluir. Mas, o crescimento populacional gerou forte desequilíbrio ambiental e uma espécie em particular foi precipitada das árvores e obrigada a evoluir. E, expulso do paraíso, o elo perdido teve, a partir daí, de ganhar a vida “com o suor do próprio rosto…”
[Imagem: Mapa_veg_ultim_glac.png]


Refúgios da Era Glacial
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Altimo...do_glacial
O elo perdido sofreu uma mutação eficiente há alguns milhões de anos e este mutante saiu da África iniciando a Diáspora e espalhou-se pelo mundo, evoluindo ao longo dos milênios e ocupando a Europa ao sul do meridiano 45, que corta o norte da Espanha, o Sul da França, o norte da Itália e o Mar Cáspio, pois o mundo passava por uma Idade do Gelo. Estes ocupantes da Europa eram os Neandertais, hominídeos rudes e fortes, vivendo da coleta e da caça.

Mais recentemente, há cerca de 200.000 anos, uma outra mutação do elo perdido caído das árvores do paraíso, o Homo Sapiens, deixou o Leste da África tomando direções distintas.


Recriação artística do Homem de Neanderthal
Alguns grupos ficaram perambulando pelo continente, ao sul e a oeste. Outros grupos seguiram para a Europa e Ásia, via Oriente Médio. Um outro grupo, ainda, seguiu pela costa do Oceano Índico e ocupou a Austrália, ramificou-se para o Sudeste da Ásia, a China e prosseguiu pela costa do Oceano Pacífico até chegar à América.

Parte do grupo que fora para a Índia fez o caminho inverso, voltando à Ásia menor e seguindo rumo norte até a região do Cáucaso e sul da Rússia. Eram os indo-arianos que desenvolveram uma sociedade pastoril e nômade. Avançaram pela Sibéria, cruzando o Estreito de Behring, na época coberto de gelo formando uma ponte natural para a América e a povoaram.

Com a chegada do Homo Sapiens à Europa, os Neandertais, menos aparelhados e menos inteligentes foram pouco a pouco reduzidos em número e acabaram extintos por volta de 30.000 anos atrás. Os recém-chegados eram os Cro-Magnon, hábeis fabricantes de ferramentas, caçadores e coletores.


Rotas de Migração do Homo Sapiens
Uma parte do grupo tinha ficado no Oriente Médio e ali descobriram a agricultura na Mesopotâmia. Mais tarde, grupos destes agricultores migram para a Europa via Bálcãs, transferindo a tecnologia agrícola aos Cro-Magnon e fixando-os à terra, como agricultores. A coesão destes grupos era relativamente frouxa, e a vida tribal girava em torno da mulher. Desenvolveu-se assim, uma sociedade agrícola matriarcal com o culto a deusas, as geradoras da vida. São desta época os monumentos megalíticos, tais como Stonehenge, pois os agricultores precisavam dominar o conhecimento das estações para desenvolver a agricultura.

Enquanto isso, aqueles grupos que tinham se desenvolvido ao sul da Rússia viviam em tendas, domesticaram o cavalo, inventaram a roda e o carro e eram muito belicosos. Sua sociedade era guerreira, patriarcal, e seus deuses eram masculinos.

[Imagem: Kurgan_map.png]

A Hipótese Kurgan
Com o tempo, estes grupos guerreiros Indo-Arianos invadiram a Europa e mudaram o perfil genético, lingüístico e cultural europeu que passou de matriarcal a patriarcal. Foi agregado ao aspecto agrícola um outro aspecto: o guerreiro. A cultura da velha Europa não desapareceu totalmente, foi sincretizada em um panteão de Deuses arianos e Deusas européias, com predominância de deuses masculinos. Esta cultura localizou-se principalmente ao redor do Mediterrâneo, mas, com o fim da Idade do Gelo, ela expandiu-se em direção norte até a Escócia e nordeste até os confins da Sibéria.

Os povos primitivos em geral tinham um comportamento religioso motivado pelo medo de fenômenos além da compreensão deles. Não davam grande importância a fenômenos corriqueiros ou repetitivos como o sol e a lua. Acreditavam em um poder divino terrível que se manifestava através das tempestades, de catástrofes, e a este poder divino eles oravam e sacrificavam, visando acalmá-lo.

Com o passar do tempo e com a evolução cultural, aumentou a capacidade de abstração e o Homo Sapiens começou a procurar causa e efeito para os fenômenos do mundo. Neste momento surgem as primeiras religiões.


A Carruagem de Apolo - Helios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Helios
Uma das primeiras manifestações religiosas teve como objeto o Sol. Talvez por sua beleza e por seu papel na sobrevivência, logo foi transformado em um dos principais deuses do panteão dos povos primitivos.

Entre os indo-arianos, havia uma entidade maior – Dyaeus, que representava o Universo, não uma individualidade divina. Existia uma série de “filhos” desta entidade maior, entre eles o Sol, representado por um deus guerreiro que cruzava os céus em uma carruagem puxada por cavalos. Assim é, que este mito solar evolui e atinge sua maior expressão na Grécia com o culto a Apolo.

Vejamos agora o que nos conta a tradição hindu:

5.000 anos atrás, Mithra ou Mitra era venerado como Itu (Mitra-Mitu-Itu) em cada casa de Hindus na Índia. Itu (derivado de Mitu ou Mitra) era considerado um deus da vegetação. Acreditava-se que este Mithra ou Mitra (Deus Sol) fosse um mediador entre Deus e o homem, entre o Céu e a Terra. Diz-se que este Mithra ou [o] Sol nasceu em uma Caverna em 25 de Dezembro. Também é uma crença que Mithra ou o Deus-Sol nasceu de uma Virgem. Ele viajou muito. Ele tinha doze satélites considerados seus discípulos… Os maiores festivais mitraicos eram observados no Solstício de Inverno e no Equinócio Vernal – o Natal e a Páscoa. Seu símbolo era o cordeiro… (Swami Prajnanananda)

Isso soa familiar?

Quem era ele?


Mithra, a origem do mito Jesus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitraismo
O Mithraismo chegou à Ásia Menor via Pérsia pelas mãos de Alexandre o Grande, e tornou-se a religião do império romano.

Uma das características do mito solar, é o próprio ciclo do Sol que nasce, morre, renasce. A noção da ressurreição e também seu papel na preservação da vida são fundamentais. Assim é que o solstício de Inverno sempre representou um momento muito importante na vida dos povos europeus e de outros povos submetidos ao inverno rigoroso do hemisfério norte. Depois do declínio da natureza sob a neve, quando virtualmente morre, o Sol reinicia sua trajetória em direção ao zênite, voltando para salvar a humanidade. E ele percorre doze segmentos temporais em seu percurso ao longo do ano.

Neste contexto cultural e religioso, temos a figura que se tornou o centro de uma das maiores religiões do mundo.

Sua biografia, construída ao longo dos séculos tem tantos pontos correspondentes à figura de Mithra e outros mitos solares que nos permitem considerar a hipótese de se tratar de uma montagem de lenda, um sincretismo criado para cooptar os seguidores do Mithraismo, então a religião oficial de Roma. O Mithraismo era uma religião que aceitava somente homens e seu culto acontecia em cavernas cuja disposição era muito semelhante às lojas maçônicas atuais. O cristianismo, ainda que exigisse exclusividade de crença, não estabelecia distinção entre servo e senhor, homem ou mulher, pobre ou rico e, assim, empolgou as massas com suas promessas de vida eterna e salvação.

Era o messias anunciado por um precursor, João Batista, que nasceu de uma virgem, no solstício de Inverno, em uma caverna, tinha doze apóstolos, desafiou o poder temporal de sua época,

Com vocês…… JC, filho de Joshua e Maria, marido de Madalena… foi traído, morreu para salvar a humanidade e ressuscitou com o sol no solstício de inverno.

O popular J.C.
[Imagem: fotos+de+jesus+cristo.jpg]

E foi representado de mil formas e faces, constituindo a base para uma religião que dominou o mundo ocidental. e até mesmo teve sua face reconstituída por procedimentos de antropologia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_cristo


No correr dos tempos, diferentes meios foram empregados para a transmissão da Tradição. Em nossos tempos, o cinema é um deles. E não estou falando das repetidas filmagens da lenda do Jesus Cristo ou de estórias bíblicas. Estou falando do uso de informações tradicionais em obras contemporâneas.

Matrix, a Trilogia
[Imagem: The_Matrix_Poster.jpg]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Matrix
Em 1999, foi lançado pelos Irmãos Wachowski o primeiro Matrix, de uma trilogia cujo último filme foi lançado em 2003. A trilogia conta a epopéia high-tech de uma personagem, Neo, e a salvação do povo de Sião.

Interpretações psicanalíticas vêm sendo dadas ao filme que já se tornou um clássico da filmografia de Holywood. Trata-se de uma produção com inúmeras referências e citações que apelam a uma audiência de alto nível cultural. Minha interpretação é apenas uma das possíveis.

Uma série de índices incluídos na estória orienta o espectador para a identificação da estória de Neo com a estória de um herói solar como Cristo.

Os nomes das personagens: Trinity (a santíssima trindade) que desempenha o papel de Madalena esposa e Madalena apóstolo; Anderson (o filho do homem – nome real de Neo); a nave Nabucodonosor (o rei da Babilônia que escravizou os judeus); o povo de Zion (Sião); os nomes das pessoas que habitam Zion são geralmente nomes hebraicos; o Merovíngio (dinastia que alega ser descendente de Jesus); na primeira cena da nave Nabucodonosor, aparece em uma placa no deck da nave: Mark III – 11 (Evangelho de Marcos, capítulo 3, versículo 11) – “Os espíritos imundos, quando o viam prostravam-se diante dele e gritavam ’Tu és o filho de Deus’.”


Chapa em aeronave no filme
Neo teria sido clonado pelas máquinas, logo foi concebido sem o pecado original; sua vinda foi anunciada pelo Oráculo (a Bíblia?); havia um precursor (Morfeus – João Batista); Neo desafia o poder, ressuscita Trinity (Lázaro) é tentado, torturado, traído por um de seus discípulos e, finalmente, morre crucificado na presença do Dyaeus ex-machina e salva Sião (a humanidade). Soa familiar?

Um aspecto nos interessa particularmente: o grupo de Morfeu, ele próprio, Trinity e Neo envergam longas vestes talares negras


Longas vestes talares...
e pertencem a uma confraria dedicada ao bem da Humanidade, libertando seres humanos de sua alienação. Não são sacerdotes da religião de Sião.


Pavimento Mosaico e escada de Jacó?
A sala onde Neo e Morfeu se encontram pela primeira vez é acessível por meio de uma escada espiral que parte de um pavimento mosaico, e Neo bate à porta para ser recebido por Morfeus. Sentam-se em poltronas entre as quais uma mesa com um tripé e uma estrutura composta de três hastes em triângulo sustenta um copo com água.

Quando ele se decide pela pílula vermelha, passa por um processo (iniciação?) onde renasce, é precipitado nos esgotos da Matrix e é resgatado por Morfeus e seus seguidores e içado à luz entre três holofotes em triângulo.


Ascendeu à luz...
Em um certo ponto de sua trajetória, ao receber a chave do Chaveiro, Neo abre uma porta, vê a luz e se encontra com o Grande Arquiteto da Matrix.

Estes elementos não parecem ser coincidência, visto que Larry, um dos irmãos Wachowski, autores da história seria membro da Ordem Maçônica, além de serem filhos de maçom. Curiosamente, um dos produtores é Andrew Mason…. e o outro irmão Wachowski se chama Andrew.


Grande Arquiteto da Matriz


Branca de Neve e os Sete Anões
http://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_de_neve


[Imagem: branca-de-neve_persongagens.jpg]


Cartaz do Filme



Outra obra, Branca de Neve e os Sete Anões de 1937, uma produção Walt Disney Productions é uma fábula tradicional na cultura européia reinterpretada pelo De Molay Walt Disney em um desenho animado que povoa nossas infâncias.


Em resumo, trata-se da Natureza (Branca de Neve) que morre com o Inverno (a Bruxa),


A bruxa-má
aqui existe um elemento de interferência religiosa, na medida em que a maçã, motivo da desgraça de Eva também é a desgraça de Branca de Neve. Depois de ser velada pelos anões, ela é reavivada pelo beijo do Sol (O príncipe). Mais um exemplo de mito solar, tratando da ressurreição da Natureza no Solstício de Inverno.


E maçã de Eva?
Mas, o pitoresco nisso tudo é que Disney, De Molay e maçom, portanto, tinha uma vivência em nosso meio, colocou na estória um grupo de sete anões.
[Imagem: Snow_white_1937_trailer_screenshot_%282%29.jpg]

anões retornando da mina de diamantes

Hummmm!

Estes anões trabalham em uma mina onde retiram pedras preciosas.

A Loja
Hummmm!

Disney teria atribuído nomes a cada um dos anões que refletem o comportamento de irmãos em Loja ou características de personalidade de irmãos ?

Assim temos:

Mestre

Feliz

Zangado

Dengoso

Soneca

Atchim

E, finalmente

o Mudinho Dunga
Também soa familiar?

Vemos, assim, que nada há de novo sob o Sol. Nossas crenças são recicladas e preservadas, modernizadas e transmitidas. E cabe a nós preservar e transmitir esta sabedoria que não mais encontra lugar no mundo moderno. Cabe a Maçonaria preservar a chama das tradições humanas, ao mesmo tempo em que age como a confraria de Morfeus, resgatando aqueles que se encontram presa da ignorância e da alienação da vida moderna.

Libertá-los é nossa missão!

*

* *

Bibliografia:

Matrix, a trilogia - Warner Bros Pictures – direção Andy e Larry Waschowski- 1999 – 2003

A Bíblia – tradução do Pe. João Ferreira d’Almeida – edição 1877

Kelmer, Ricardo. Matrix e o despertar do herói, Ed. Miragem, 2006

Diversos sites na Internet:

http://users.cyberone.com.au/myers/gimbutas.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Genetic_history_of_Europe

https://www3.nationalgeographic.com/geno...index.html

http://www.truthbeknown.com/mithra.htm

******
Incrível não? Sendo o texto de autoria de um maçon, não há como dizer que estamos aqui tecendo mais "teorias da conspiração". Esse texto acima descreve como somos manipulados desde criança, e sem o saber, nossas mães nos colocam diante de desenhos "inocentes" para nos distrair.

em outro site, encontrei isso;

Branca de Neve e os 7 anões - 83 min. - 1937
- Foi a 1ª obra prima de W. Disney - História baseada em conto de 'fadas' dos irmãos Grimm.
- Conta a história de Branca de Neve e sua madrasta, que também é rainha e bruxa e que tenta matá-la, com ciúme de sua beleza. Branca de Neve encontra refúgio na casa de 7 anõezinhos, que trabalham em uma mina.
- A analogia dos 7 anões com os Gnomos é muito clara. Por que os anões trabalham numa mina subterrânea ? Ora, os gnomos nada mais são que pequenos espíritos que, segundo os cabalistas, habitam nas regiões subterrâneas. Logo se conclui, que o objetivo é passar a idéia que, apesar de muito feios, eles são bons, são protetores e amigos.
- Foi redesenhado várias vezes por 570 artistas ate se chegar à qualidade desejada. Custou 700 mil dólares (uma fortuna para a época) e ganhou um Oscar especial pela inovação cinematográfica.
- Este filme inspirou Disney a produzir uma série de outros longas-metragens que seriam clássicos da animação
* Em 15/11/65, um homem chamado Walt Disney (1901-1966), revela ser o comprador das terras em Orlando, Flórida
que em 1º/ 07/71, abriria as portas para o mundo como a 'Disney World'.

*****
Como nunca consigo me satisfazer com pouca informação, pesquisei um pouco mais e encontrei esse outro artigo, que, para aqueles que como eu nada entendem de maçonaria, fica mais explicativo e menos misterioso. Resta saber se estas informações seriam as mesmas que tais iniciados possuem.

Branca de Neve e os sete pecados capitais
[Imagem: 0638-snow-white.jpg]

“Uma vez, no auge do inverno, quando flocos de neve caem como plumas das nuvens, uma rainha estava sentada à janela de seu palácio, costurando as camisas de seu marido. Nisto, levantou os olhos, espetou um dedo e caíram gotas de sangue na neve. E vendo o vermelho tão bonito sobre o branco, a rainha pensou:– Queria ter uma filha tão alva quanto a neve, tão vermelha como este sangue e tão negra como o ébano desta janela. Pouco tempo depois lhe nasceu uma filha que era branca como a neve, vermelha como o sangue e com uns cabelos negros como ébano. Por isso lhe puseram o nome de Branca de Neve. Mas, quando ela nasceu, a mãe morreu…”

Assim começa um dos mais famosos contos de fadas para crianças… mas será mesmo que a Branca de Neve foi escrito originalmente como uma inocente conto para colocar pequerruchos insones na cama?
Acompanhe a versão original e o simbolismo profundo por trás de um dos contos favoritos do tio Marcelo, e também do tio Walt Disney.


Logo de saída, a história de Branca de Neve nos indica que o ponto de vista a ser tomado para entendê-la mais profundamente é, sem dúvida, o iniciático. Chama atenção que o personagem central, Branca de Neve, sintetize em si as três cores que simbolizam, no Hermetismo, as três etapas da prática espiritual estabelecida por aquela doutrina: o negro, o branco e o vermelho, que correspondem respectivamente, ao Nigredo, Albedo e Rubedo dos alquimistas. Além disso, os sete anões, que trabalham numa mina buscando ouro, são uma clara alusão a outro aspecto do simbolismo alquímico, que nos informa ser a meta do alquimista a transformação dos metais impuros em ouro.

[Imagem: branca_de_neve_07-300x225.jpg]


Não é também por acaso que a história se divide claramente em três partes. Na primeira, Branca de Neve vive no castelo comandado pela rainha má desde o nascimento (Malkuth) até quando foge do caçador pela floresta; na segunda, vive na casa dos sete anões até se engasgar com a maçã envenenada; na terceira, vive no castelo do príncipe unida com ele, “felizes para sempre”. É evidente aqui a aplicação do simbolismo do número três aos graus do conhecimento e, por extensão, às três fases da realização na via espiritual.

A essência e o objetivo da via espiritual iniciática é a união com Deus. Essa união só é possível porque ser homem é sê-lo à imagem e semelhança de Deus. O mito de Adão (Hochma) e Eva (Binah) nos ensina que, depois da queda, este aspecto essencial do humano tornou-se ineficiente. Por isso, toda e qualquer tentativa de reintegração da forma humana no seu Arquétipo infinito e divino, (a tal da volta ao Paraíso), só é possível se antes for regenerada à pureza do estado original humano. Por conta disso, chegamos à máxima alquímica da “transmutação do chumbo em ouro”, que nada mais é do que a reintegração da natureza humana na sua nobreza original.

Comparando a história da Branca de Neve com a mitologia Bíblica, de modo análogo ao relato do Gênesis, o conto diz que, no princípio, viviam em harmonia complementar um par de opostos, o Rei e a Rainha-Mãe boa. (novamente: Adão e Eva primordiais, ou Hochma e Binah, além do Abismo).
Com a morte da Rainha-Mãe e após o nascimento de Branca de Neve instaura-se um desequilíbrio, uma espécie de afastamento da unidade, que é representado pela chegada da rainha má (o Demiurgo). Assim, depois da morte da mãe, Branca de Neve perde sua dignidade de princesa no castelo do pai e se torna uma serva da madrasta má. Branca de Neve, apesar de ter a marca das três cores, que a qualifica como um ser especial, cai numa função subalterna dentro do mundo profano, marcado pela dualidade, pela dispersão, pelas paixões e dominado pela rainha má (que simboliza ao mesmo tempo as paixões vis e a Igreja dogmática). O conto nos mostra que é necessário reunir em si o disperso, reintegrar-se em retiro além da floresta e nas montanhas, para depois se unir ao Espírito, que aqui é sem dúvida figurado pelo Príncipe (Tiferet, ou o espírito Crístico).

[Imagem: rainha.jpg]


A rainha madrasta descobre que Branca de Neve é a mais bela quando esta última faz sete anos. A rainha má é obcecada com a comparação quantitativa do aspecto estético (beleza física) e, portanto, apenas sensorial da realidade (Malkuth, a Matrix… vocês entenderam…). Ela é incapaz de perceber qualquer beleza interior. A unidade do belo, do bem e da verdade que todas as tradições religiosas e filosóficas sérias proclamam não existe na rainha má, por causa de uma concentração exagerada da inteligência dela no aspecto mais externo da realidade material (a ciência).

No íntimo do ser humano, o bem é bonito e o belo é verdadeiro. Significativamente, e por compensação, a rainha má manda um caçador matar Branca de Neve e trazer-lhe o coração, para que ela o coma. O coração, que no simbolismo astrológico e cabalístico é representado pelo Sol, e no alquímico pelo ouro, é considerado, nas mais diversas tradições, a morada do espírito, o centro (anatômico e simbólico) do ser onde habita o divino. No entanto, o coração que a rainha come (ou que ela pode comer) é o de um animal, que o caçador compadecido sacrifica no lugar de Branca de Neve. Consciente, daí por diante da enorme ameaça de destruição existente no mundo da rainha, e insatisfeita com ele, a alma qualificada (Yesod) foge correndo pela floresta. Sua vida acaba num mundo e se inicia em outro. Mas, essa iniciação não acontece antes que ela passe por uma provação que se revela, no fundo, uma purificação.

A floresta e as provas antes da iniciação
“A pobre Branca de Neve ficou sozinha, e transida de dor se pôs a caminhar, no escuro da floresta, por entre as árvores sem saber que rumo tomar. De repente começou a correr assustada com o barulho dos trovões, com o clarão dos relâmpagos e com a chuva que começava a cair. Correu saltando pedras e atravessando sarças; e os animais selvagens pulavam quando ela passava, mas não lhe faziam mal Ela correu até seus pés se recusarem a continuar, e como já era noite e viu uma choupana ali perto, entrou nela para descansar. Na choupana era tudo muito pequeno, porém nada podia ser mais limpo ou mais gracioso. No centro, via-se uma mesa coberta com uma toalha branca, e nela estavam sete pratinhos, cada um com sua colher, sua faca e seu garfo; havia também sete copinhos do tamanho de dedais. De encontro à parede se viam sete pequenos leitos, numa só fileira cobertos, cada um deles, com lençóis brancos como a neve.”

O texto parece sugerir que as provações iniciáticas são ritos preparatórios da iniciação propriamente dita. Elas representam uma preparação necessária, de tal forma que a iniciação mesma é como se fosse sua conclusão ou seu fim imediato. É bom lembrar que elas tomam a forma de viagens simbólicas em certas tradições (maçonaria, rosacruz, druidismo, wicca) e podem mesmo se apresentar como uma busca ou procura, que conduz o indivíduo das trevas do mundo profano para a luz da iniciação.

No fundo, as provações são essencialmente ritos de purificação; e essa é a explicação verdadeira para essa palavra num sentido claramente alquímico. A corrida de Branca de Neve pela floresta representa de modo muito preciso exatamente isso: uma viagem do mundo profano – figurado pelo castelo da rainha má, que é um mundo de maldade e mentira, o reflexo da mentalidade dela mesma – até o local claro, limpo e protegido, nas montanhas, onde se localiza a casa dos sete anões. É uma viagem do mundo exterior para um outro interior, onde ela vai encontrar e aprender a lidar com as sete faculdades de conhecimento corporal que estão esquecidas no mais íntimo dela mesma (os tais sete pecados capitais).

A chuva que aparece na nossa história mostra que o essencial nos ritos de purificação é que eles operam pelos “elementos”, entendidos no sentido cosmológico do termo, pois que elemento implica em ser simples; e dizer simples é o mesmo que dizer incorruptível. A água é um dos elementos mais usados nos ritos de purificação de quase todas as tradições (ver batismo egípcio, pela qual até mesmo Yeshua passou, e o batismo copiado em todas as tradições católicas/cristãs/essênias).
Talvez porque ela simbolize a substância universal. Notem a presença da limpeza e da cor branca na casa dos anões, indicadoras de que, depois da corrida pela floresta, a purificação se completou.

A casa dos anões é o Plano Mental, na qual todas as batalhas pela evolução do ser serão travadas até a conclusão do conto.

“Depois, estava tão cansada que se deitou numa das camas, mas não se sentiu à vontade. Experimentou outra e era muito comprida; a quarta era muito curta; a quinta dura demais; porém, a sétima era exatamente a que lhe convinha, e metendo-se nela se dispôs a dormir, não sem antes ter-se encomendado a Deus. Quando era noite regressaram os donos da choupana. Eram os sete anões que sondavam e perfuravam as montanhas em busca de ouro. A primeira coisa que fizeram foi acender sete pequenos lampiões, e imediatamente se deram conta – depois de iluminada toda a habitação – de que alguém havia entrado ali, já que não estava tudo na mesma ordem em que haviam deixado. (…) observando seus leitos gritaram: – Alguém deitou nas nossas camas! Mas, o sétimo anão correu à dele, e vendo Branca de Neve dormindo nela, chamou os companheiros que se puseram a gritar de assombro e levantaram seus sete lampiões iluminando a menina.”

Depreende-se desse trecho da história que, desde o ponto de vista das iniciações, a purificação tem como fim conduzir o ser a um estado de simplicidade indiferenciada comparável com o da matéria prima (ou pedra bruta), para usar uma expressão da alquimia, afim de que ele se torne apto a receber o Fiat Lux iniciático; é preciso que a influência espiritual, cuja transmissão vai dar a ele essa iluminação primeira, não encontre nenhum obstáculo devido a pré-formações desarmônicas provenientes do mundo profano (ou, em palavras mais claras, é necessário passar pelas provações dos sete planetas, por isso Branca de Neve deita-se em todas as camas). Relaxada e entregue, Branca de Neve não oferece nenhuma resistência à luz dos sete lampiões dos anões.
[Imagem: snow_white.jpg]

Os anões
Abandonar o mundo escuro e encontrar a luz tem suas conseqüências. Existem algumas indicações, sobre quais são essas conseqüências da “saída da floresta escura”. Nos primeiros versos do Inferno, na Divina Comédia de Dante Alighieri (outro grande iniciado: um dia vou explicar para vocês o real significado deste maravilhoso texto medieval), ele mesmo informa que a floresta representa o estado de vício e ignorância do homem. Estar perdido na floresta é o mesmo que estar perdido no labirinto da multiplicidade da manifestação (“Labirinto do Fauno”, anyone?).



Ora, a saída da floresta escura, ou, o que dá no mesmo, a morte ao mundo profano, implica logicamente numa mudança de mentalidade que surge como a primeira parte da fase inicial de mudança no direcionamento geral do ser, que é necessária para alcançar um grau mais elevado de clareza e iluminação. É evidente que a primeira providência prática, para alcançar essa mudança mental, está na revisão dos pontos de vista e das convicções pessoais, dos hábitos mentais, dos coágulos das emoções negativas, etc, etc. etc… ou seja, lapidar a pedra bruta até chegar ao elixir da longa vida.

Por isso mesmo, Branca de Neve deve se submeter a certas condições para poder ficar na casinha dos anões. As condições para ela ficar na casa eram: primeiro, seguir os conselhos deles para não abrir a porta para ninguém, porque a rainha má com o poder de se disfarçar e enganar, poderia atacá-la e matá-la; e segundo, manter a casinha sempre limpa e arrumada. Essa disciplina (em Branca de Neve) e essa limpeza interior (na casa dos anões, que representa nossa mente) são um espécie de treino para dominar todas as tendências obscuras e irracionais da alma, ambas necessárias para a realização do ouro interno, na sua pureza e luminosidade imutáveis. Isto corresponde ao que a alquimia chama de “extração dos metais nobres a partir dos metais impuros por meio da intervenção dos elementos solventes e purificadores, como o mercúrio e o antimônio, em conjunção com o fogo, e que se efetua inevitavelmente contra a resistência e a revolta das forças caóticas e tenebrosas da natureza” (bonito este texto, não?),

Ora, crianças… os anões são os conhecedores da técnica que permite a realização desse trabalho, porque eles sabem extrair ouro da montanha (aliás, a “montanha” será outro objeto de análise assim que eu voltar da Bienal do Livro). Na alma do homem são como que lampejos primitivos de consciência, de iluminação e de revelação. Anões são os gênios da terra, os famosos gnomos (e sim, eles existem mesmo… não como essas baboseiras pseudo-new-ages os retratam, mas um dia falo mais sobre eles).

Como o texto nos diz que são sete, eles correspondem exatamente aos sete metais/planetas que os alquimistas designavam pelos mesmos símbolos usados na astrologia para os sete planetas. Sol - ouro, Lua - prata, Mercúrio - mercúrio, Vênus - cobre, Marte - ferro, Júpiter - estanho e Saturno - chumbo. Essas correspondências colocam em evidência a relação que existe entre a alquimia e a astrologia e que se fundamenta no princípio que a Tábua de Esmeralda exprime assim: “O que está embaixo é semelhante ao que está em cima“. Por isso, Saturno, que é o planeta mais alto para Astrologia pois corresponde ao sétimo céu, eqüivale, na alquimia, ao chumbo, que está no ponto mais baixo da hierarquia. A hierarquia dos planetas é ativa, enquanto a dos metais é passiva.

No próprio filme da Disney, alguns dos anões representam estas características dos metais e dos planetas, como por exemplo, Mestre/Doc – O mais velho dos anões, representa o Sol, o líder. Feliz/Happy – representa a bonança e a fartura de Júpiter, gordinho e feliz. Juntos são os dois anões mais gordinhos na concepção de Disney. Em seguida temos Zangado/Grumpy representando a Ira de Marte, Dengoso/Bashful representando a beleza de Vênus, Soneca/Sleepy representando a Lua e seu pecado capital Preguiça, Atchim/Sneezy representando as atormentações de Saturno e Dunga/Dopey – Mercúrio, o mais rápido dos planetas, e também o menorzinho deles.

Mas, voltemos à parte do texto que descreve na linguagem simbólica e, portanto, mais rica do conto original:

“Quer ser encarregada de nossa casa? Será nossa cozinheira, fará as camas, lavará a roupa, coserá, fará meias para nós e conservará tudo limpinho e arrumado. Se trabalhar bem ficaremos com você, não terá falta de nada e será nossa Rainha. Branca de Neve respondeu: – Aceito, de todo meu coração! E foi assim que ela ficou com os anõezinhos e tomou conta da casa deles. De manhã os anões saiam pelas montanhas para procurar ouro, e quando regressavam, à noite, encontravam a comida preparada. Durante o dia a menina ficava sozinha, e por isto os anões nunca deixavam de lhe dizer quando saiam: – Tome cuidado com sua madrasta, que mais cedo ou tarde acabará sabendo que você está aqui, e não deixe entrar ninguém.”

O tempo que Branca de Neve fica na casa dos anões é um tempo de treinamento, disciplina interior e aprendizado. É nesse período, durante o qual acontecem seus três perigosos encontros com a madrasta disfarçada, que ela aprende a usar a sabedoria representada pelos anões (que no fundo está nela mesma) para lidar com os elementos ainda não ordenados que tem dentro de si.

As práticas ou rituais – implícitas no processo iniciático – preparam para o contato com o poder unificador do Espírito (Tiferet, a iluminação), cuja presença exige que a substância psíquica tenha se tornado um todo unificado. Os elementos mais ou menos dispersos de nossa personalidade mundana são, desse modo, compelidos a juntar-se. E, alguns deles chegam enraivecidos, vindos de lugares ocultos, remotos ou obscuros com os poderes inferiores ainda agarrados a eles. É mais correto dizer, neste caso, que é o inferno que ascende do que afirmar que é o praticante que desce nele.



Quem sai do seu castelo enraivecida pela inveja e vai procurar Branca de Neve é a Madrasta, e não o contrário! Essa guerra das forças inferiores conduz a uma verdadeira batalha que tem a alma como campo de luta (a tal simbologia da luta entre o “céu” e o “inferno” pelas nossas almas.
[Imagem: branca_de_neve_08.jpg]

As três tentativas da rainha má para matar Branca de Neve mostram, que no começo do caminho os elementos psíquicos pervertidos estão de certo modo adormecidos e afastados do centro da consciência, do mesmo modo que a madrasta está no castelo, longe da casa dos anões. Eles devem ser primeiramente acordados, pois não podem ser redimidos e transformados dentro do seu sono. E é no momento em que despertam, num estado de ódio enfurecido contra a nova ordem, que existe sempre o risco de que eles se apossem de toda a alma. O que não acontece no conto porque os anões, que são as partes de conhecimento da alma, não são atingidos pela rainha e por isso salvam a princesa nas duas ocasiões em que a madrasta disfarçada tenta matá-la. A primeira através de sufocação com um espartilho apertado e a segunda com um pente envenenado na cabeça (estas partes acabaram ficando de fora da versão de desenho animado, mas constam da versão original do conto).

Esses episódios são descrições simbólicas da transformação do metal vil em metal nobre. As faculdades corporais de conhecimento, representadas pelos anões, começam a atuar de modo consciente e é através de seu uso que Branca de Neve se salva por duas vezes.

A morte de Branca de Neve
A palavra morte deve ser compreendida neste caso no seu sentido mais geral, segundo o qual pode-se dizer que toda a mudança de estado, qualquer que seja, é ao mesmo tempo uma morte em relação a um estado antecedente e um nascimento em relação ao estado seguinte (como no mito da Fênix).
A iniciação é geralmente descrita como um segundo nascimento que implica, logicamente, na morte para o mundo profano. É bom lembrar que toda mudança de estado deve se passar nas trevas, no escuro, o que explica o simbolismo da cor negra quando relacionada a esse assunto. O candidato à iniciação deve passar pela obscuridade completa antes de alcançar a verdadeira luz. É nesta fase de obscuridade que se dá a chamada “descida aos infernos”, que é uma espécie de recapitulação dos estados antecedentes, através da qual as possibilidades relacionadas ao estado profano serão definitivamente esgotadas, afim de que o ser possa, daí por diante, desenvolver livremente as possibilidades de ordem superior que ele carrega consigo e cuja realização pertence propriamente ao domínio iniciático.

No nosso conto, Branca da Neve “morre” ou muda de estado, depois que come uma maçã. Come? Não. Ela se engasga. Os anões conseguem ressuscitar Branca de Neve por duas vezes, mas não são competentes para fazê-lo quando se trata da maçã porque, como explicaremos em seguida, a maçã representa, não uma provação de ordem corporal, e sim uma do domínio da inteligência, pois que a maçã é o fruto símbolo do conhecimento.

[Imagem: f0213.jpg]


A maçã
Desde a maçã de Adão e Eva até o pomo da Discórdia, passando pelo pomo de ouro do jardim das Hespérides, encontramos, em todas as circunstâncias, a maçã como um meio de conhecimento. Ela está carregada de duplicidade pois, ora é o fruto da Árvore da Vida que está no meio do Paraíso e ora é o fruto da Árvore da Ciência do bem e do mal que, paradoxalmente, lá também se encontra. Pode ser, portanto, conhecimento unificador que confere a imortalidade ou conhecimento desagregador que provoca a queda.

Se examinamos seu simbolismo, também, desde o ponto de vista de sua estrutura física, podemos constatar novamente essa duplicidade característica dos meios de conhecimento. Assim, ela é símbolo do conhecimento, pois um corte feito perpendicularmente ao eixo revela que, no seu íntimo, está um pentagrama, símbolo tradicional do saber, desenhado pela própria disposição das sementes (faça o teste em casa, crianças!). Por outro lado, o pentagrama é também um símbolo do homem-espírito e desde esse ponto de vista ela indica, ao mesmo tempo, a involução do espírito dentro da matéria.

“A Rainha disfarçada bateu à porta, e Branca de Neve enfiou a cabeça e disse:
- Não posso deixar ninguém entrar. Os sete anões me proibiram isso.
- Pior para mim, disse a velha, pois terei de voltar para casa com minhas maçãs. Mas, olhe, eu lhe dou esta de presente.
- Não tenho coragem de comer, respondeu Branca de Neve.
- Será que está com medo? gritou a velha.
- Olhe vou parti-la em duas metades; você come a parte de fora e eu comerei a de dentro. ( A maçã estava preparada com tanta habilidade que só as partes vermelhas estavam envenenadas).”

Os anões não enterraram Branca de Neve, mesmo depois que a encontraram envenenada pela maçã e não conseguiram ressuscitá-la, porque depois de passar por essa fase, Albedo, não se volta mais ao Nigredo, pois o processo segue em frente para o Rubedo, que é a união com o Espírito representado pelo príncipe. As cores alquímicas e seu simbolismo (indicadas também pelas aves que lamentam Branca de Neve) são claramente mostradas no texto abaixo:

“Quando os anõezinhos regressaram à noite encontraram Branca de Neve estendida no chão e aparentemente morta. Levantaram-na e procuraram nela alguma coisa venenosa, desapertaram-lhe o vestido e até lhe despentearam os cabelos e a lavaram com água e vinho. Mas, de nada serviu. A querida menina parecia realmente morta. Estenderam-na então num ataúde e os sete anões colocaram-se à sua volta e choraram sem cessar durante três dias e três noites. Depois quiseram enterrá-la, mas vendo-a tão fresca e com as faces tão coradas disseram uns para os outros:

- Não podemos enterrá-la na terra negra.

E encomendaram uma caixa de cristal transparente. Através dela se via o corpo de Branca de Neve por todos os lados e os anões escreveram seu nome em letras douradas no vidro, dizendo que ela era filha de um rei. Depois colocaram a caixa de cristal no alto de uma rocha e sempre ficava ali um deles vigiando. Até os animais selvagens lamentaram a perda de Branca de Neve: primeiro chegou um bufo, depois um corvo e por último uma pomba. Durante muito tempo Branca de Neve permaneceu placidamente estendida em seu féretro. Nada mudou em seu rosto e parecia que estava adormecida, pois continuava negra como ébano, branca como a neve, vermelha como o sangue.”

Como dissemos acima, a maçã é um símbolo do Mundo. Mas, o que a rainha má oferece a Branca de Neve é APENAS o aspecto mais externo, mais atraente e venenoso deste Mundo com o qual ela tem que entrar em contato para dominá-lo (novamente, temos um paralelo com Matrix). A história nos conta que, apesar de aparentemente morta, Branca de Neve mantinha o mesmo frescor de pele e a beleza luminosa do tempo em que estava viva. Isso nos indica que a alma, com o corpo transfigurado e dissolvido nela, está pronta para que o Espírito aja sobre ela e a torne indestrutível.

“Passaram-se meses, e aconteceu que o filho do rei viajava pelo bosque, e entrou na casa dos anões para passar a noite. Não tardou a dar-se conta do ataúde de cristal no alto da rocha, contemplou nele a bela jovem que repousava, e leu a inscrição dourada. Depois que leu, disse, dirigindo-se aos anões:

- Dêem-me esta caixa, e pagarei o quanto quiserem por ela.
Mas os anões responderam:
- Não venderemos nem por todo o ouro do mundo.
- Então quero-a de presente, disse o príncipe, porque não poderei viver sem Branca de Neve.

Os anões vendo a ansiedade com que ele fazia o pedido, ficaram compadecidos, e acabaram entregando a caixa, e o príncipe ordenou a um dos seus servos que a carregasse nos ombros. Mas, aconteceu que este tropeçou numa raiz, e com o baque, saltou no chão o pedaço da maçã envenenada que estava na boca de Branca de Neve. Imediatamente esta abriu os olhos e levantando a tampa da caixa de cristal, voltou a si, e perguntou:
- Onde estou eu ?
- Está salva e a o meu lado! respondeu o príncipe cheio de alegria. E lhe contou o que havia sucedido, terminando por lhe suplicar que o acompanhasse ao castelo do rei seu pai, pois ele a queria para esposa. Branca de Neve aceitou, e quando chegaram ao palácio celebraram-se as bodas o mais rapidamente possível, com o esplendor e magnificência adequados a tão feliz sucesso.”

[Imagem: snowwhite01.jpg]


O pedaço da maçã, que Branca de Neve não engoliu e, portanto, não se tornou parte dela é um último vestígio do mundo que nela se mantinha, de certo modo, sobreposto. Ele é retirado com a presença do príncipe. O Espírito, então, dá a forma final à alma.

Existe uma versão do conto, bem antiga, na qual o Príncipe mantém relações sexuais com a Branca de Neve e o movimento da transa é que faz o pedaço de maçã escapar da garganta da princesa. Esta versão é mais interessante do ponto de vista do Hieros Gamos, mas certamente daria alguns problemas com a censura se estivesse no desenho da Disney.

E a Rainha má?
“A rainha má a princípio resolveu não ir às bodas, mas depois não pode resistir ao desejo de ver a jovem Rainha, e, quando entrou e reconheceu Branca de Neve, de tanta raiva, e de tanto assombro, ficou como pregada no chão. Levaram-lhe então, seguros por uma tenazes, uns sapatos de ferro, aquecidos em brasa, e com eles a rainha teve que bailar até cair morta.”

O mundo manifestado, feito de agitação e desejo, esgota-se em seu próprio movimento, quando posto em frente da unidade do Espírito. O casamento, símbolo da unidade e do encontro dos opostos toma aqui uma acepção específica: é a união da alma com Espírito. União, impossível de acabar porque é feita de uma felicidade absoluta que está além e acima da matrix. Por isso todos os contos iniciáticos acabam com a expressão “e viveram felizes para sempre.”

É bom lembrar que o sapato tem entre suas acepções simbólicas duas principais: é, primeiramente, representação do viajante e, portanto, do movimento. Simboliza não só a viagem para o outro mundo, mas a caminhada em todas as direções, neste mundo mesmo. Em segundo lugar, é uma prova da identidade da pessoa, como em Cinderela, que é reconhecida pelo príncipe porque seu pé cabe num sapatinho de cristal.

Na história de Branca de Neve, o pé da rainha má cabe num sapato de ferro em brasa. Enquanto a delicadeza do cristal é a marca da identidade de Cinderela (outro dia eu falo sobre Cinderela), a rainha má é reconhecida pelo peso, dureza e densidade do ferro.

O símbolo deve pertencer sempre de uma ordem inferior à daquilo que é simbolizado; assim as realidades do domínio corporal, que são as de ordem mais baixa e mais estreitamente limitadas, não são simbolizadas por coisa alguma porque tal símbolo é completamente desnecessário, já que elas podem ser apreendidas diretamente por qualquer um. Por outro lado, qualquer fenômeno ou acontecimento, (por mais insignificante que seja), devido à correspondência que existe entre todas as ordens de realidade, pode ser tomado como símbolo de algo de ordem superior, da qual ele é de certo modo uma expressão sensível, pois que deriva dela do mesmo modo como uma conseqüência deriva de seu princípio.

Agradecimentos ao irmão astrólogo Cid de Oliveira pelo texto original que eu expandi e adicionei comentários meus.

http://www.deldebbio.com.br/2010/08/06/b...-capitais/
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FaNtOmAs (12-08-2013), jack award (16-08-2013), Ping (12-08-2013)
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11-08-2013, 08:50 PM
Resposta: #2
RE: A Maçonaria E O Cinema
Na parte que compara Cristo a Mithra há o erro de dizer que a data de nascimento dos dois é a mesma: quando a Igreja Católica foi criada por Constantino, este incorporou vários simbolismos pagãos, dentre eles a comemoração do nascimento do Messias no dia 25 de dezembro. Tal data na verdade era utilizada para a realização das Saturnálias, festas em honra à Saturno, o deus da agricultura. Além disso, se não me engano, o relato presente no Novo Testamento diz sobre os pastores estarem com suas ovelhas nos campos. Considerando que o final do ano é inverno no hemisfério norte, os animais na verdade estariam abrigados do frio nesta época e não soltos.

OBS 1: ao que parece, maçons costumam colocar em suas assinaturas figuras que remetem a pirâmide, por meio de pontos ou vírgulas, tal como mostrado no início do primeiro texto.

OBS 2: como é mostrado em vários outros tópicos, os maçons que realmente sabem o que é a organização são uma minoria, vide o que é dito por Albert Pike e Manly P. Hall. Aos iniciados e o restante é dado um monte de ensinamentos falsos, pois eles "merecem ser enganados", nas palavras de Pike.

"These chambers offer insight for those patient enough to look - in your haste to find me, perhaps you have not gazed deeply enough. Our futures are predestined - Moebius foretold mine a millennium ago. We each play out the parts fate has written for us. We are compelled ineluctably down pre-ordained paths. Free will is an illusion."
Kain
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Firenze (12-08-2013)
12-08-2013, 07:43 AM
Resposta: #3
RE: A Maçonaria E O Cinema
Eu notei também, ao fim do primeiro texto, três asteriscos, perfazendo uma pirâmide, que quase apago por não ter entendido num primeiro momento, depois resolvi deixar pra ver se alguém percebia também.
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