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A teologia da libertação, tal como ela é
26-09-2018, 10:47 PM (Resposta editada pela última vez em: 26-09-2018 11:44 PM por Bruna T.)
Resposta: #1
A teologia da libertação, tal como ela é
[Imagem: dxaxl4bh0bvih913g.png]

“Ao fechar das cortinas, nos bastidores do teatro, percebemos que a teologia da libertação não passa de um braço da ideologia política marxista”

Há muito tempo eu venho abdicando de escrever sobre a TL (teologia da libertação), muito por conta do meu afastamento dos estudos teológicos e por meu real desinteresse pelo tema. Como católico eu tendo a entender a TL como sendo uma sistematização de ordem desvirtuada da caridade cristã do evangelho, uma construção política que tira o foco da espiritualidade para pôr num viés ideológico ateu. Como filósofo eu a vejo como um conglomerado de filosofias marxistas com retóricas religiosas, fortemente impulsionadas por regimes totalizantes do século passado.

O que me despertou para escrever sobre tal tema foi a declaração do Papa Francisco ao El País, onde ele disse: “A teologia da libertação foi uma coisa positiva na América Latina”[1]. Antes de tecer qualquer julgamento precipitado, cabe-nos refletir o que foi a TL e seus desenvolvimentos, além de ler o todo da matéria citada.

Primeiramente, posso afirmar que não considero o Papa Francisco um marxista, em sua história e críticas já conhecidas podemos ver suas oposições a esta matriz política. Não obstante, ele possui claras tendências socializantes e simpáticas à ideologia em questão, não por vias diretas, é bem verdade, mas por afluentes filosóficas fronteiriças; não o considero um infiltrado ou qualquer coisa que se assemelha mais à filmes da década de 90 do que com a realidade. Apenas o considero imprudente em algumas de suas aparições públicas e mal assessorado no que se refere a opiniões políticas deveras engajadas em ativismos.

História:
Historicamente dizendo não há um consenso sobre o nascimento específico da TL, alguns ancoram sua gênese na teologia americana e protestante de Richard Shaull, com um desenvolvimento prévio do badalado teólogo reformado, Jürgen Moltmann. Teologia esta que teria sido trazida ao solo nacional pelo marxista Rubem Alves e abraçado por muitos teóricos posteriores, como Leonardo Boff, Frei Beto, Paulo Freire — educador e simpatizante da teologia em questão — , João Batista Libânio, Gustavo Gutiérrez[2], entre outros. Todos eles de matrizes abertamente marxista.

[Imagem: dxaxnfwo0ouxurbv0.png]

Outros, por sua vez, localizam o nascimento desta teologia no Concílio Vaticano II. Cardeais mais ligados às lutas sociais e tendentes ao socialismo mais brando, tais como: Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Cláudio Hummes, entre outros, postaram-se firmemente a favor do progressismo católico, e contra o tradicionalismo. Posteriormente essa luta abraçaria o discurso social mais relativista, tendo aí, num pulo fácil, o marxismo como possibilidade discursal.

Sensíveis à situação de ditadura militar no Brasil, uniram um discurso socialista ao discurso religioso. Muitos, se aproveitando — em maior ou em menor grau — dos desenvolvimentos teóricos dos expoentes da TL já acima citados. Fizeram dessa teoria política um discurso oficial de suas visões eclesiásticas. Fazendo, assim, com que o marxismo se transformasse em mais uma via evangélica.

Ainda outros afirmam que seu nascimento é fruto de uma política soviética. Em maio de 2015, um ex-espião e general da KGB, Ion Mihai Pacepa, revelou a ACI Digital[3] que ele e outros foram incumbidos de fazer nascer a teologia da libertação para poder minar o discurso fechado e tradicional da Igreja Católica. O principal inimigo do comunismo.

Ainda que isso seja possível e nada absurdo de se acreditar, a verdade é possuímos poucas informações concretas sobre o assunto. É possível acessar documentos que visavam tais intentos, mas a URSS não teria sido a primeira a tentar tal coisa e nem a última. E como não é possível afirmar com certeza essa afluente histórica, apenas cito para que saibam que há tal explicação, e que tal via é sim uma possibilidade real da gênese de tal teologia da libertação.

Todas as vias que citei datam do final da década de 50.

A visão de Roma:

[Imagem: dxaxogq9327zg2oy4.png]

Papa São João Paulo II repreendendo publicamente, em 1983, o ex-sacerdote Ernesto Cardenal por sua aceitação do cargo de Ministro da Cultura na Nicarágua, e por suas opiniões claramente marxistas. Ernesto Cardenal ainda é um dos grandes entusiastas da teologia da libertação.

No final da década de 80, a teologia da libertação sofreria forte oposição da Igreja Romana, principalmente por seu viés claramente marxista, viés este nunca escondido por seus teóricos. Aquilo que era uma teologia supostamente voltada aos pobres, tornou-se meramente ativismo político, uma teologia pouca interessada na escatologia espiritual católica, focando unicamente suas lutas e “libertações” no aspecto político e de enfrentamento ideológico.

Nesta mesma década o magistério da Igreja Católica lançou um documento, seria as suas instruções diretas sobre a teologia da libertação, condenando-a em seu viés marxista. Tal documento chama-se: Libertatis nuntius (Instruções sobre alguns aspectos da “teologia da libertação”), de 1984. E aqui cabe um estudo mais profundo para sabermos o teor da condenação. É possível, além disso, citar demais condenações a pessoas específicas, como a pena do silêncio ao Leonardo Boff e a condenação e o descrédito ao seu livro: Igreja: Carisma e Poder. Mas citar os casos específicos seria em demasia cansativo e não muito instrutivo. Basta-nos saber o porquê da fonte estar contaminada, para depois entender os sintomas das doenças.

Análise do tema:
Logo no início do texto, Instruções sobre alguns aspectos da “teologia da libertação”, no segundo e terceiro parágrafo, vemos tal consideração:

“A libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça. […]
Na verdade, diante da urgência dos problemas, alguns são levados a acentuar unilateralmente a libertação das escravidões de ordem terrena e temporal, dando a impressão de relegar ao segundo plano a libertação do pecado e, portanto, de não atribuir-lhe praticamente a importância primordial que lhe compete. A apresentação dos problemas por eles proposta torna-se, por isso, confusa e ambígua”[4].

Esta apresentação curta já é o bastante para chegar ao cerne do problema enfrentado. A libertação que a Igreja propõe é, antes de tudo, a libertação do pecado. O que a teologia da libertação faz é transformar o evangelho em uma cartilha política, esvaziando sua essência do caráter espiritual e moral[5]. O evangelho torna-se um discurso sindical, migra-se o púlpito para os palanques políticos.

Quem estuda a história política do Brasil pode afirmar sem medo de inverdades que o PT, por exemplo, só chegou ao poder presidencial pela força da TL nas igrejas católicas do Brasil. Sem a influência da teologia da libertação ele nunca teria conseguido representatividade popular para tal feito. O próprio Lula fala disso em um vídeo:




Assista principalmente até 1:50 (recomendo que, após finalizar a leitura, assista o vídeo inteiro).

Neste sentido há de se perceber que há muitas distorções no discurso em questão, o principal deles é sobre o termo “libertação”. E aqui não se trata de julgar o sentido, a concepção semântica e originária do autor do termo, mas sim na forma em que sistematicamente ela é empregada nesses vises do qual debatemos.

Como é fácil perceber, a origem e o desenvolvimento da teologia da libertação são embrionariamente marxistas, seus teorizadores na América Latina nunca esconderam tal fato, ao passo que negá-lo atualmente torna-se um intento pateta. A libertação em questão, proposta por essa ideologia, é tão somente a libertação social, baseada no discurso da libertação proletária de Karl Marx e seus seguidores; a interpretação bíblica que se dá ao termo e a intenção da “libertação” simplesmente exclui as considerações espirituais originárias dos textos sagrados, além de sublimar as aspirações morais e virtuosas que é o cerne da mensagem cristã. Tal discurso torna-se apenas um intento ativista. No capítulo IV, no segundo parágrafo do referido documento, o magistério aponta que: a escravização social é um ramo em que raiz está na escravização do pecado. Mostrando, assim, que a libertação no sentido social é apenas um remédio para os sintomas, e que a verdadeira teologia deveria atacar a raiz do problema[6]: o pecado.

[Imagem: dxaxt9b0pddly0ma4.png]

Outra distorção do termo “libertação” é usada em paralelo ao êxodo. Não obstante, a característica do êxodo não é somente uma realidade política[7]. “A nova hermenêutica inserida nas ‘teologias da libertação’ conduz a uma releitura essencialmente política da escritura”[8]. Até mesmo o filósofo político, e agnóstico, Eric Voegelin, no primeiro volume de sua História das ideias políticas, aponta que é impossível fazer uma hermenêutica marxista das escrituras sagradas, ainda que a ideologia marxista e a ideia de caridade cristã se aproximem de certa forma. O problema está na diferença de seus conteúdos essenciais e em seus modi oprandi que se diferem de forma indiscutível. “A escatologia marxista trata, certamente, de uma ordem social; a ordem social tem que ser mudada e as características sociais do proletário são a base para a expectativa escatológica. O Evangelho trata de um evento na ordem divina do mundo; a qualificação das pessoas para pertencer ao reino é incidental à questão essencial da transformação da alma. […] Portanto, é estritamente impossível derivar qualquer ideia ‘comunista’ do Evangelho”[9].

Cito Eric Vogelin para mostrar que não precisa ser católico para perceber a inconsistência do discurso da teologia da libertação. Ademais, o documento pontifico que analisamos ainda afirma que, a libertação, no Novo Testamento, adquire o aspecto de redenção, pois o Cristo morreu e ressuscitou para a libertação do pecado historicamente herdado. Sendo assim, o que era um impulso de libertação espiritual, social e moral, na antiga lei, torna-se uma redenção escatológica — tendo em vista que o sacrifício e vitória de Cristo sobre a morte anuncia o reino de Deus que há de chegar em breve[10].

Autêntica teologia da libertação?
Por tudo isto devemos nos questionar se há uma autêntica “teologia da libertação”, sendo que sua origem é marxista, marxismo já condenado pelo magistério católico[11].

Segundo o documento que analisamos é sim possível uma reta TL, e, para essa teologia, o Papa São João Paulo II havia dito que ela deveria assentar-se sobre tais pilares: “a verdade sobre Jesus Cristo, a verdade sobre a Igreja e a verdade sobre o homem”[12]. Ou seja, em suma, a reta TL deveria abandonar a matriz marxista. A questão é: é possível uma teologia da libertação que segue os moldes acima citados pelo Papa São João Paulo II?

[Imagem: dxaxuqff9mpgl2k0c.png]

É sabido que, sob o nome de “Teologia da Libertação”, se posta tão somente a teologia marxista que acima descrevemos. Que haja outras matrizes teológicas que, por algum motivo, se utilizam ou utilizaram desse termo, não é possível afirmar com certeza. Pela discrição do, até então, Cardeal Joseph Ratzinger, havia uma autêntica teologia da libertação[13], teologia esta que seguia os moldes autênticos da fé católica. Todavia, ele não dá maiores informações sobre ela. O que nos deixa a interpretação bem vaga de que possivelmente havia correntes dissidentes daquela fundada sobre o marxismo, e isso não é tão pouco um espanto mim. Na era em que a divisão dos discursos teológicos é mais numerosa do que os estilos musicais nas rádios, isso não seria nenhuma anormalidade grotesca. Mas devemos ser realistas e preponderantes ao percebermos que, primeiro, a teologia da libertação na América Latina é estrondosamente marxista, seus teorizadores e consumidores são incansáveis militantes de esquerda. Negar tal fato é o mesmo que fugir da realidade que perpassa a todos de forma inconfundível. Segundo, não me parece haver uma matriz alternativa na América Latina de uma TL fiel aos princípios régios de Roma. Nesse sentido, temos a DSI (Doutrina Social da Igreja) e mais alguns trabalhos pastorais feitos por movimentos eclesiásticos, como a teologia do povo, de Scanonne, por exemplo. Além de pequenas comunidades pontuais, como a Toca de Assis.

A declaração do Papa Francisco:

[Imagem: dxaxvojyy3d7m92h8.png]

Ou seja, quando o Papa Francisco diz: “A teologia da libertação foi uma coisa positiva na América Latina” me parece que ele cometeu dois erros crassos. O primeiro foi de ordem interpretativa, pois, na mesma entrevista ele afirma ser errôneo a matriz marxista da teologia, seguindo assim à risca o discurso do documento pontifico. Não obstante, ao afirmar que a TL foi uma coisa positiva à América Latina, ele se contradiz, pois não houve na América Latina de forma retumbante ou significativa — ao menos — uma “teologia da libertação” sem estar sobre base marxista. Ou ele aceita que teologia da libertação marxista foi benéfica à América Latina, ou que não foi. Repito, até onde pude investigar, não houve outra teologia da libertação que não seja a marxista na América Latina. Não houve outra teologia dita “da libertação” que pudesse dar ao Papa dados e referências de ser “uma coisa positiva”, não aqui!

Sabemos que o Papa foi estudante, ou ao menos entusiasta, da “Teologia do Povo”, tendo como seu expoente originário o Padre Juan Carlos Scanonne. Entretanto, essa não é uma “teologia da libertação” em nenhum sentido, seja em seu nome, seja em seu conteúdo pragmático. Ambos possuem o pobre como motivação teórica, mas uma parte do estudo evangélico autêntico e outro da distorção evangélica compulsória; uma teologia — a de Scanonne — parte das metodologias teológicas autênticas do catolicismo, e a outra — a da libertação — dos métodos marxistas da luta de classes.

Aliás, é muito estranho considerar o fato da existência de uma teologia da libertação sem esta estar na base marxista, afinal, foi nela que tal teologia se fez, se estruturou e é homogeneamente é entendida. Quando essa se afasta do marxismo, me parece que, no mesmo instante, ela deixa de ser teologia da libertação. E se acham que não, perguntem a Boff ou a Gutiérrez se eles aceitariam outra TL que não a marxista.

O segundo erro do Papa foi de ordem prudencial; quando se busca um apaziguar de ideias, tendo a função pontifica em seu encalço, uma retórica mais firme e vigente se faz necessário. Quantas pessoas ligadas ao marxismo e, principalmente, à teologia da libertação não usarão de forma indiscriminada essa infeliz frase do Santo Padre para justificar seus erros doutrinais? A verdade é que, não é de hoje que o Papa alinha seus discursos às politicagens globalistas e às tendências socialistas. Ainda que minha boa vontade queira crer que ele não o faz de maneira proposital, está cada dia mais difícil acreditar que suas visões políticas se aglomeram ao lado de ideologias — que no passado mataram milhares de clérigos e fiéis católicos — apenas pelo puro acaso. Oro para que eu esteja completamente errado. Aliás, essa é uma das poucas vezes que eu me sentiria extremamente feliz em estar equivocado em minha análise.

[Imagem: dxaxx2wccwybn9ex8.png]

O Cardeal Ratzinger afirma: Os “conceitos tomados por empréstimo, de maneira acrítica, à ideologia marxista e o recurso a teses de uma hermenêutica bíblica marcada pelo racionalismo encontram-se na raiz da nova interpretação, que vem corromper o que havia de autêntico no generoso empenho inicial em favor dos pobres”[14]. O Papa deixa transparecer tal fato: o que caracteriza a própria TL é a ideologia marxista que encontra-se “na raiz” de tal teologia. Retirando o teor marxista dessa visão teológica se desfigurará o seu cerne, mutilando aquilo que a teologia da libertação de fato é. Me parece que a TL é essencialmente marxista e tentar esconder tal fato se mostra aporético; ainda que tal conciliação seja completamente compreensível por parte da Igreja e seus líderes.

É bom afirmar: quem lê o documento percebe que, apesar do Cardeal Ratzinger, deixar transparecer a possibilidade da existência de uma “boa” TL, as entranhas dessa teologia estão firmemente cravadas no marxismo. Tanto que, após afirmar sobre a possibilidade da “boa” TL, ele passa mais de 25 páginas, até o fim do documento, mostrando como as visões classistas e de luta proletária estão simbioticamente ligadas à teologia em questão. Considerar uma TL sem o marxismo beira à utopia. Mas, mesmo assim, o documento deixa aberto a possibilidade que, ao meu ver, nunca se concretizou, muito menos na América Latina.

Conclusão:
Para finalizar, gostaria de citar que, além desse documento específico que analisei há outro que aborda o tema de forma frontal. Trata-se do Libertatis Conscientia. Recomendo a leitura calma e sistêmica do texto que analisei, além do segundo documento que citei. Deixarei o link nas referências para que possam ler ambos[15].

Ao fechar das cortinas, nos bastidores do teatro, percebemos que a teologia da libertação não passa de um braço da ideologia política marxista. Sabemos que um dos maiores inimigos do comunismo e do discurso intelectual marxista, no século passado, foi a Igreja Católica e seus intelectuais; sabemos, também, que o lugar em que essa ideia política encontrou mais resistência foi entre as famílias tradicionais e nas Igrejas. Perguntem, por exemplo, a Max Horkheimer para tirarem a prova. Seria muito conveniente se tal ideologia fosse transportada, sob uma retórica vazia, para o seio do cristianismo mundial, a casa de Petrus, a Roma eterna.

Se existe algo que eu aprendi sendo um analista político foi que, mais difícil do que encontrar uma prova empírica da existência de Deus, somente mesmo o intento de achar provas do acaso nas ideologias políticas; tudo na política é calculado, não há nada que aconteça no marxismo que, em algum momento, não tenha sido teorizado, pensado e sistematicamente introduzido em algum lugar. Não sejamos tolos, a TL nunca foi um viés teológico somente, ela era — e é — um grupo com finalidades políticas muito bem organizadas buscando de forma gramsciana minar o terreno doutrinal da Igreja Católica.

Referências:
[1] http://www.acidigital.com/noticias/esta-...cao-99337/

[2] Sacerdote dominicano, peruano. Tornou-se muito famoso no Brasil por seu trabalho teórico a favor da teologia da libertação.

[3] http://www.acidigital.com/noticias/ex-es...cao-28919/

[4] Sagrado Magistério. Instrução sobre alguns aspectos da “teologia da libertação”, Paulinas: São Paulo, 1984, p. 5

[5] Idem, Cap. VIII

[6] Idem, p. 15

[7] “O erro aqui não está em privilegiar uma dimensão política das narrações bíblicas, mas em fazer desta dimensão a dimensão principal e exclusiva, o que leva a uma leitura redutiva da Escritura”. Idem, p. 42

[8] Idem

[9] VOEGELIN, Eric. História das ideias políticas: helenismo, Roma e cristianismo primitivo. É realizações: São Paulo, 2012, Vol I, p. 210 e 211(grifos meus)

[10] Sagrado Magistério. Instrução sobre alguns aspectos da “teologia da libertação”, Paulinas: São Paulo, 1984, p. 16

[11] Cito apenas uma condenação direta para ilustrar a minha afirmação: “Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” Encíclica Quadragesimo Anno, 15 de Maio de 1931, III, 2

https://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt...-anno.html

[12] Sagrado Magistério. Instrução sobre alguns aspectos da “teologia da libertação”, Paulinas: São Paulo, 1984, p. 23

[13] Idem, p. 25

[14] Idem, p. 26 (grifos meus)

[15] INSTRUÇÃO SOBRE ALGUNS ASPECTOS DA “TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO:” http://www.vatican.va/roman_curia/congre...on_po.html

LIBERTATIS CONSCIENTIA: http://www.vatican.va/roman_curia/congre...on_po.html

FONTE: https://blogdocontra.com.br/a-teologia-d...30be399b77

E deixo um video, um resumo do que é Teologia da Libertação




O pensador Antônio Gramsci estabeleceu que o processo revolucionário comunista não se daria mais através da violência e a da luta armada, mas sim pelo domínio de todos meios culturais e educacionais da civilização ocidental, e obviamente que a igreja não ficaria de fora, e assim surgiu a Teologia da Libertação, onde se mistura evangelho e marxismo, levando a luta de classes para o centro da doutrina Cristã. No Brasil durante o regime militar isso se alastrou dentro da Igreja Católica e também nas denominações protestantes e evangélicas, o Bernardo Kuster inclusive já fez inúmeros vídeos denunciando os bispos socialistas da CNBB, assim com a militância em favor do Lula e do PT promovida por alguns padres. Nesse vídeo vou refutar as principais passagens bíblicas que os Teólogos Socialistas fundamentam a Teologia da Libertação. Será que é possível alguém ser Cristão e ser de Esquerda?
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