seguranca
Acredite: O Facebook sabe tudo (ou quase) sobre você
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 28 de setembro de 2011 às 08h00
http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2011/...obre-voce/
Grupo europeu conseguiu o material elaborado pela rede social sobre uma internauta, e o publicou. São quase 900 páginas de informações.
O Facebook sabe quem te cutucou. O Facebook sabe que máquinas você usa. O Facebook sabe para quais eventos você foi convidado. O Facebook sabe disso e muito mais.
A prova de que a rede social talvez saiba demais partiu de um grupo de usuários denominado “Europe X Facebook”. Graças a uma lei da União Europeia – que dá a cada cidadão o direito de solicitar a quaisquer sites as informações que eles possuem dele – eles descobriram o que, afinal, a empresa de Zuckerberg guarda sobre cada usuário.
A fim de exemplificar do que estavam falando, o grupo publicou um documento no qual a internauta L.B. – que não teve o nome verdadeiro revelado por motivos óbvios – teve todo o seu histórico no portal transcrito. São nada mais, nada menos, do que 880 páginas de informações das mais diversas, agregadas desde 2007, quando L.B. se cadastrou no Facebook.
Leia mais: Será que seu navegador pode mesmo bloquear o rastreamento na web?
O site da revista norte-americana Forbes investigou o arquivo e selecionou as partes mais curiosas – ou perturbadoras. Constatou que a L.B. foi cutucada mais de 50 vezes em quase quatro anos, sendo que "K.D." foi quem mais interagiu com ela dessa forma, principalmente em 2008. Soube quais computadores foram usados para conectar-se à rede, com que frequência e, ainda por cima, que outros internautas utilizaram a mesma máquina para entra no portal.
O Facebook sabe não só quem são seus amigos, como também tem conhecimento de quais contatos você não aceitou a amizade – e mesmo os que você excluiu posteriormente. Mais grave ainda é que, segundo o grupo, que diz ter recebido o alerta de alguns usuários, a rede social guarda as mensagens que você armazena, mas também possui aquelas que você apagou.
A maioria dos internautas sabe que os portais costumam guardar informações suas a partir de cookies – arquivos trocados entre o navegador e o servidor de páginas – deixados nas máquinas. Julian Assange, criador do WikiLeaks, já chamou o Facebook de uma “máquina de espionagem”. Para Richard Stallman, “smartphones são o sonho de Stalin”. A questão suscitada pelo documento é que, se antes os usuários desconfiavam do que as empresas guardavam sobre eles, agora eles podem ter uma noção exata do quanto eles estão entregando.
http://idgnow.uol.com.br/internet/2011/0...to-na-web/
Artigo: Será que seu navegador pode mesmo bloquear o rastreamento na web?
Por David Daw, da PC World/EUA
Publicada em 21 de março de 2011 às 13h00
A nova geração de browsers traz um recurso para impedir o rastreio utilizado em publicidade dirigida. Se funciona ou não, é outra história.
Algo assim já deve ter ocorrido com todo mundo: Você compra um relógio para presentear um amigo e, por uma semana, qualquer site que visita lhe mostra anúncios de... Relógios. Parece que todos - a começar pelo Google, mas não limitado a ele - rastreiam onde você vai e o que faz na web, e usam essa informação para lhe entregar publicidade segmentada.
A Microsoft anunciou recentemente que o Internet Explorer 9 vai suportar o padrão Do Not Track, que envia uma mensagem para sites web avisando que você optou por não ser rastreado. Se lembrarmos que o Firefox 4 e o Chrome também admitem o Do Not Track, poderemos considerar o recurso como o mais quente do ano no setor de browsers. Mas como o Do Not Track funciona e que valor ele traz aos usuários?
Diversas soluções para o problema de rastreamento online foram propostas (como código para bloqueio de rastreio ou uso de cookies para opt-out). Mas o Do Not Track é uma solução relativamente simples, que acrescenta um header HTML a todo pedaço de informação que você enviar aos sites web, e que indica que você não quer ser rastreado. Este header pode ser lido por sites que, em teoria, atenderão a seu pedido de opt-out e não o incluirão em seu rastreamento.
No momento, contudo, este header não tem nenhum efeito no rastreamento. O padrão depende do comprometimento de cada site de honrar o header Do Not Track, mas até agora nenhum serviço de rastreamento adere ao padrão - e nem mesmo houve anúncio de intenção neste sentido.
Sim ou não
Um segundo problema é a falta de flexibilidade do padrão em si. O Chrome e o Firefox tratam o Do Not Track como algo binário - ou você permite, ou não.
Embora isso funcione para a maioria dos usuários, é preciso considerar: Será que não gostaríamos de ser rastreados algumas vezes? Não é que eu perderia o sono caso os sites web parassem de me enviar anúncios dirigidos, mas quando a Amazon sugere produtos para mim com base nas últimas compras e nas páginas que visitei, essas recomendações costumam ser realmente bastante úteis. Algumas vezes o fato de que a Internet sabe um monte assustador de coisas sobre mim é realmente útil.
É claro que o estado binário das coisas não vai durar para sempre. De fato, o IE9 lhe dá mais controle sobre a tecnologia Do Not Track ao permitir exceções para alguns sites, como o da Amazon, no qual você pode obter dicas de valor ao permitir o rastreamento.
Sera então que o Do Not Track é o caminho do futuro? Admito que fico contente ao ver que a próxima geração de navegadores traz essa opção, mas ainda não dá para dizer que ela é a solução verdadeira para o problema. Há tantas questões, tanto em relação à aceitação do padrão por sites como na natureza on-off do Do Not Track em alguns browsers, que fica difícil nos contentarmos por enquanto.