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Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
08-09-2017, 02:01 AM (Resposta editada pela última vez em: 08-09-2017 02:26 PM por Bruna T.)
Resposta: #1
Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
[Imagem: homeccompiauimediauploadsalbumfotos20170..._media.jpg]


25/07/2015 12h18 Por Marcelo Gouveia Edição 2090
Moradores da Vila Itatiaia alegam não ter informações sobre o funcionamento da nova instituição de ensino do setor e até acionaram o Ministério Público. A reportagem foi atrás de respostas

[Imagem: escola_waldemar_mundim-1.jpg?w=620&ssl=1]

Colégio Estadual Waldemar Mundim, na Vila Itatiaia: uma das escolas de Goiânia que serão transformadas em instituições de ensino militar | Foto: Fernando Leite

Marcos Nunes Carreiro

Terça-feira, 21 de julho de 2015.
De modo improvisado, com algumas cadeiras dispostas em círculo na calçada do Colégio Estadual Waldemar Mundim, na Vila Itatiaia, em Goiânia, cerca de 100 moradores se reuniram para debater um tema de interesse da comunidade: a educação de suas crianças e adolescentes.

O encontro foi uma iniciativa de alguns professores da escola, em parceria com docentes da Uni­versidade Federal de Goiás (UFG), cujo campus fica a poucos metros do local. O motivo da reunião: a lei de iniciativa do Executivo, aprovada pela Assembleia Legislativa, que transforma oito escolas estaduais em instituições de ensino geridas pela Polícia Militar (PM); três em Goiânia e o restante em Aparecida e Senador Canedo.

Geralmente, escolas militares são bem vistas pela população, sobretudo por seus índices na qualidade do ensino, que é, aliás, uma das justificativas do governo para implementá-las. De acordo com o projeto que foi aprovado pelos deputados goianos, os colégios militares têm apresentado bons resultados, devido a seu rigoroso padrão de qualidade, visto que alcançou destaque no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Goiás e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

E é verdade, afinal, das oito escolas estaduais que tiveram média de desempenho acima de 500 no Enem de 2013 — último exame cujo desempenho pode ser consultado por escola — apenas três não são militares: Colégio Estadual José Ribeiro Magalhães, em Uruana; Colégio Estadual Polivalente Dr. Tharsis Campos, em Catalão; e Colégio Estadual Dr. Genserico Gonzaga Jaime, em Anápolis. Dos seis colégios militares existentes à época em Goiás, somente a unidade Ayrton Senna, no Jardim Curitiba, em Goiânia, não obteve média acima de 500. Assim, a intenção do governo seria a de ampliar esse padrão de qualidade transformando em colégios militares outras escolas do Estado.

Porém, essa realidade foi colocada em xeque pelos moradores da Vila Itatiaia durante a reunião ocorrida no dia 21 de julho, ao informarem, por exemplo, terem procurado o Ministério Público (MP) para saber se é possível reverter a lei e impedir que o único colégio da região seja “militarizado”. A reportagem procurou o MP e recebeu a informação de que os promotores estudam o caso e esperam que a lei entre em vigor — o que deverá acontecer na segunda-feira, 27 — para saber se é possível ou não fazer algo.

Um dos pontos que podem ser abordados pelo MP é o prazo: a lei estabelece um período de 30 dias para que as escolas se adequem à nova realidade. É pouco? Para a secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, não. “Trabalhamos em julho e já está praticamente tudo pronto para o início das aulas”, relata.

A reunião na Vila Itatiaia contou com explanações de professores da UFG, professores da escola, de pais e alunos. E, ao contrário do que se pensa, a grande maioria se colocou contra a “militarização” da escola, que atualmente atende a 1192 estudantes da região nos três turnos. O motivo principal são as taxas e o alto valor dos uniformes cobrados pelo colégio.

Os colégios militares, embora sejam públicos, cobram de seus alunos uma “taxa voluntária”, que varia de unidade para unidade. É uma espécie de mensalidade, cujo valor, segundo a PM, é revertido em melhorias para a própria escola. Além disso, os três uniformes usados pelos alunos — fardas e de educação física — somam aproximadamente R$ 350, fora os calçados que também devem ser padrão: tênis preto e sapato social.

Mas há outras questões que preocupam os moradores. Um dos organizadores da reunião, o professor de História do Colégio Estadual Waldemar Mundim, Marcelo Vaz de Souza, diz que tanto a comunidade quanto o corpo docente estão sem nenhuma informação a respeito do que será realizado no colégio, visto que não houve consulta prévia por parte do governo para implantar a mudança.

[Imagem: marcelo_vaz-1.jpg?resize=600%2C339&ssl=1]

Professor Marcelo Vaz de Souza: “Transformar a escola em uma instituição militar pode trazer graves consequências para a comunidade” | Fernando Leite/Jornal Opção

O problema, segundo ele, não está na ação do Estado, mas na natureza dela. “Se fosse uma ação positiva que viesse a melhorar o ensino na escola e que respeitasse a comunidade local e escolar, não teríamos problema em aceitar. Agora, não houve consulta à comunidade. E essa mudança criará um impacto muito grande na região. Logo, é dever do grupo docente do colégio chamar a comunidade ao debate para que ela decida o que quer. Não somos contra, por exemplo, uma educação militar. Porém, temos que oferecer uma escola militar e outra não. Militarizar a única escola da região é um problema sério”, afirma.

E quais são esses problemas? Marcelo explica: “Com a militarização, o acesso à escola pública e gratuita garantida pela LDB [Lei de Diretrizes e Bases] e pelo ECA [Estatuto da Criança e do Ado­lescente], que falam sobre o direito que o aluno tem de se matricular em uma escola próxima a sua casa, estará ameaçado. Isso porque os indicadores sociais mostram que quem estuda nas escolas militares não são alunos próximos da comunidade”.

Ele cita o exemplo do Colégio da Polícia Militar Ayrton Senna, localizado no Jardim Curitiba, Região Noroeste de Goiânia. O nível socioeconômico que consta no banco de dados do Ins­tituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para aquela escola é “médio alto”. “E nós sabemos que aquela comunidade é carente. Conheço pessoas que moram na Vila São José e que vão de van, um transporte privado, para estudar nessa escola. O que isso mostra: que as pessoas que tinham dificuldade de aprendizado em função de desigualdades sociais, serão prejudicadas. Então, essa manifestação é para evitar essas consequências”, relata.

O professor tem razão em um ponto: praticamente todas as escolas militares de Goiás aparecem no índice socioeconômico do Inep — que é baseado em um questionário respondido pelos alunos que fazem a prova do Enem — como “médio alto”, isto é, a média salarial das famílias dos alunos que estudam nessas escolas está entre R$ 3 mil e R$ 8 mil. A exceção é a unidade Carlos Cunha Filho, de Rio Verde, cujo índice é “alto”. Nessas famílias, segundo o Inep, além de uma renda consideravelmente alta, os pais geralmente têm formação superior ou pós-graduação.

Para Marcelo, esse é um fator fundamental. “Há uma correspondência entre os índices das escolas particulares e os das escolas militares. Indicadores sociais mais altos incidem em nutrição melhor do aluno, que também não precisa trabalhar. E alunos que não precisam trabalhar podem se dedicar integralmente ao estudo. E não é essa a realidade dos alunos carentes da comunidade. Assim, o risco é que os nossos alunos tenham que se deslocar para escolas mais distantes, o que será um estímulo para que eles deixem de estudar”, analisa.

Aluno da escola, desde o 6º ano do ensino fundamental, Alecsandro Samuel, de 17 anos, tem outra preocupação: “Estudo aqui desde o 6º ano e gosto da educação. Aqui o aluno tem liberdade. Muitos acham isso ruim, mas quem quer corre atrás, certo? Será que a escola só serve para preparar os alunos para o Enem e para a faculdade? Nós não precisamos ser instruídos a receber ordens ao invés de criticar. Toda forma de repressão começa com o militarismo”.

Contudo, há quem apoie a ideia de um colégio militar na região. A mãe de um ex-estudante do Waldemar Mundim, Sandra Maia aponta que a disciplina é o fator fundamental que a faz querer a mudança: “Acho que o colégio militar tem mais disciplina, tem mais organização. Hoje, o que nós vemos são alunos desrespeitando professor. Por isso acho que o aluno precisa saber que existe uma ordem. Conheço pessoas com filhos que estudaram em colégios militares e que gostaram muito do ensino. Inclusive, em Brasília, tem filhos de colegas que passaram até para medicina”.

“Escolas militares usam recursos públicos a serviço de uma ideologia”, afirma ex-secretária de educação

[Imagem: walderes-nunes-loureiro1.jpg?w=620&ssl=1]

Ex-secretária de Educação do município e professora da UFG Walderês Nunes: “Eu sou contra a militarização por vários motivos” | Foto:Arquivo Pessoal

Uma das professoras da Univer­sidade Federal de Goiás (UFG) que falaram para a comunidade da Vila Itatiaia foi a ex-secretária de Edu­cação de Goiânia Walderês Nunes Loureiro. Ela se diz contra a “milita­rização” das escolas por várias razões. A principal delas é a ideológica, visto que, em sua visão, os colégios militares induzem “nos alunos uma concepção de obediência, de não participação, de não discernimento, de falta de crítica”.

Além disso, ela aponta que essas instituições se utilizam de “recursos públicos a serviço dessa ideologia, pois os prédios das escolas já estão construídos, cuja manutenção tam­bém é feita pelo Estado, que também paga os professores. E toda essa estrutura é colocada a serviço dessa ideologia, que é prejudicial na formação da juventude. Os jovens devem ser preparados para a crítica, para a participação, para uma inserção de uma sociedade”.

Mas a grande questão para Walderês, já apontada no início da reportagem, é: “Sou absolutamente a favor do ensino público gratuito, que é aquele que garante educação para todos que procuram. Se haverá cobrança e seleção de quem entra, não se trata de um ensino público e gratuito. Outra coisa: por uma luta dos professores, se implantou a democracia na gestão da escola. Os diretores são eleitos. Existe um projeto político-pedagógico construí­do por professores e alunos. Nas escolas militares não. Os diretores são nomeados pela Polícia Militar e não existe projeto político-pedagógico. Aliás, as escolas sequer cumprem as determinações da Secretaria de Educação do Estado, pois não têm os mesmos objetivos”.

Sobre esta última questão, a secretária de Educação de Goiás, Raquel Teixeira, explica que os oito diretores das escolas a serem modificadas foram convidados a permanecer como vice-diretores. Seis aceitaram, dois não. Além disso, Raquel diz que todos os colégios militares seguem o currículo da Secretaria de Educação do Estado (leia entrevista com a secretária nas páginas seguintes), assim como todas as outras escolas estaduais.

O outro lado: o que diz a Polícia Militar

[Imagem: rosangela_pereira.jpg?resize=600%2C339&ssl=1]

Tenente-coronel Rosângela de Moraes: “Investir em educação é diminuir os índices de criminalidade do Estado e essa é a nossa missão”

A subdiretora do comando de ensino da Polícia Militar, tenente-coronel Rosângela Pereira de Moraes, foi a pessoa que a reportagem procurou para responder a todas as críticas feitas às escolas militares. Ela respondeu às questões por telefone, um dia antes de viajar com a equipe que fará a gestão das novas escolas para Valparaíso, onde iriam conhecer o modelo de educação implantado.

A primeira pergunta feita à tenente-coronel foi: os colégios militares são públicos, mas cobram caro pelo uniforme, além de uma taxa de seus alunos. Por quê?

— Os colégios militares são públicos. Pertencem à rede estadual de educação. A única diferença é que eles são administrados pela Polícia Militar (PM). Sobre o uniforme: todas as escolas devem usar uniforme. Cada escola tem o seu e os colégios militares também. Agora, a questão da contribuição funciona da seguinte maneira: a associação de pais é que verifica a possibilidade de, posteriormente, administrar isso junto à comunidade escolar. Não é nada imposto. Ou seja, a situação varia de acordo com a comunidade, que avalia a necessidade e as condições de aplicar essa cobrança.

— Afinal, o que torna uma escola militar melhor? Quais são os pontos positivos?

— Os pontos positivos são: valorização profissional de todos os envolvidos e trabalhamos muito a questão de valores humanos. Também temos uma matriz curricular melhorada: pegamos a matriz da secretaria e aumentamos a carga horária, com mais disciplinas. Assim, as aulas têm 50 minutos de duração e o professor não precisa se preocupar em fazer chamada ou colocar os alunos sentados para começar a ministrar o conteúdo. Então, sua aula rende muito mais. Além disso, a escola tem condições de proporcionar a esse profissional os meios de desenvolver os projetos que ele pretende em sua disciplina. Logo, suas aulas podem ser dinâmicas. Incen­tivamos a prática esportiva por parte dos alunos e queremos que eles se envolvam com atividades culturais no contra turno, horário em que acontecem também os reforços das disciplinas. E tudo isso não é disponibilizado para os alunos nas demais escolas.

— As escolas militares têm reserva de vagas para os dependentes dos policiais. Isso não diminui a possibilidade de que os alunos civis também tenham uma educação de qualidade?

— Sim, 50% das vagas são destinadas para filhos de militares. Porém, o que tem ocorrido ultimamente é o seguinte: como as vagas destinadas para filhos de militares geralmente não são preenchidas, no ato do sorteio essas vagas são sorteadas para a comunidade civil. Mas o que precisa ficar claro é que as vagas reservadas são uma forma de beneficiar quem paga um preço diferenciado. Os colégios foram criados para atender tão somente os dependentes dos policiais militares. Foi assim lá em 2000, com o Hugo de Carvalho Ramos, que tinha, à época, sérios problemas com criminalidade. Transforma­mos a realidade da escola e, desde então, viram que o modelo de gestão tinha dado certo e abriram espaço para a sociedade civil. Logo, não são as pessoas que disputam vaga com os militares, mas os militares que disputam vaga com a comunidade civil.

— Mas o que acontece com os alunos que não são filhos de militares e que estudam nas escolas que serão “militarizadas”?

— Os alunos que já estavam na escola, ficam. O Colégio Estadual Waldemar Mundim, por exemplo, tem 1192 alunos. Todos eles, se quiserem continuar estudando lá, têm esse direito. Eles são prioridade. A reserva para militares será apenas para aquelas vagas que sobrarem. Por exemplo, em 2016, os alunos que estão no 6º ano vão para o 7º e os do 3º ano deixam a escola. Logo, teremos vagas. Dessas, a metade será reservada. Nós não nos reunimos com a comunidade escolar para explicar tudo isso porque ainda não temos legalidade. A lei ainda não entrou em vigor. Tão logo possamos, faremos isso.

— Como os colégio militares trabalham a questão crítica com seus alunos? É comum ouvirmos dizer que o pensamento crítico não é incentivado.

— A questão crítica é trabalhada de modo muito transparente. O contexto histórico é ensinado de forma objetiva e transparente e não de maneira filosófica. Não podemos trabalhar o contexto histórico de forma filosófica, pois, assim, estaríamos ensinando a nossa ideologia. E isso é que nós não concordamos. O aluno é que precisa tirar as suas conclusões. Os nossos alunos são muito críticos e têm ocupado cargos importantes na sociedade. Tivemos um aluno, por exemplo, que defendeu um projeto seu no Senado, em 2012. Foi convidado para estar lá. Isso mostra que nossos alunos são levados a pensar, discutir e verbalizar. Não são alunos alienados. Muito ao contrário, são alunos impulsionados a participar de debates para se prepararem para o mundo. São pegos de surpresa, por exemplo, em sala de aula para trazer uma pauta e discuti-la. São alunos que leem obrigatoriamente um livro por mês; livros que as universidades cobram em seus vestibulares. Se os alunos não conseguem comprar, a biblioteca compra e empresta esses livros a eles. Pessoas que leem tanto não podem ser alienadas.

Efetivo

Um ponto bastante criticado em relação às escolas militares toca no seguinte aspecto: a PM de Goiás tem déficit de efetivo. Logo, tirar policiais das ruas para gerir escolas apenas piora esse aspecto. Contudo, a tenente-coronel Rosângela de Moraes diz que, embora haja déficit de efetivo, a PM encara a educação também como um trabalho da corporação.

“Realmente temos déficit de pessoal nas ruas, mas essa é uma missão a mais que a PM tem para cumprir. É um trabalho preventivo. A PM tem a missão constitucional de prevenção e entendo que prevenir é mais barato que reprimir. Acredito que investir em educação é fazer com que os índices de criminalidade do Estado, a longo prazo, sejam menores”, afirma.

A secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, pontua também que os policiais que estarão ligados às escolas têm formação na área educacional. “São formados em cursos de licenciatura, como Pedagogia, História, Matemática etc. Não pegamos qualquer um e dizemos: ‘Ao invés de pegar bandido você vai gerir uma escola’. Não é assim. A gestão é no ritmo e disciplina militares, mas quem atua nas escolas são sempre educadores”, ressalta.

Alunos dos novos colégios não terão de pagar uniforme ou “taxa voluntária”

[Imagem: raquel_teixeira-11.jpg?w=620&ssl=1]

Secretária de Educação, Raquel Teixeira: “A ideia das escolas militares encanta muitos
em Goiás”


A secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, diz que tem conhecimento sobre as críticas feitas não apenas pelos moradores da Vila Itatiaia, como também de outros locais. Porém, ressalta que esta foi uma decisão do governador Marconi Perillo (PSDB), que foi aprovada pelos deputados estaduais, e que a insatisfação por parte de algumas pessoas é comum. “É claro que haveria insatisfações. E da mesma forma houve surpresas. Em algumas das escolas já há fila de espera de 200 alunos, porque a ideia das escolas militares encanta a muitos em Goiás”.

Mas, afinal, o que é que tanto “encanta a muitos em Goiás” acerca das escolas militares? Para Raquel, a principal diferença é a disciplina, pois em um lugar disciplinado os alunos aprendem mais. “Em uma sala em que o professor perde vários minutos para conseguir silêncio, para fazer chamada, isso não é possível. E no próprio cenário criado nas escolas militares há uma disciplina muito rígida, fora o acompanhamento de qualidade que existe. Há uma coordenação central que acompanha o desempenho de cada professor e cobra dele”, analisa.

E por que isso não é possível nas escolas estaduais comuns? Segundo a secretária, isso poderia acontecer nas demais escolas, se o diretor tivesse esse tempo. “Infelizmente, uma das dificuldades da gestão das escolas públicas é que o sistema é muito grande. Temos quase duas mil escolas em 246 municípios”. Ou seja, ter uma gestão mais próxima da realidade escolar também é apontado como um diferencial das instituições militares, pois “permite que haja uma correção de rumo e solução para os problemas de maneira mais rápida. Isso não permite que os problemas se acumulem”, afirma.

Entretanto, esse padrão de qualidade não vem sem um preço. E a tal “taxa voluntária”? A respeito disso, Raquel relata que já se reuniu com a Polícia Militar (PM) — tanto com a cúpula quanto com aqueles policiais que estarão à frente das escolas — e garante: “Esclareci a situação e pedi que as exigências comuns às escolas militares fossem eliminadas, pois essas comunidades não têm condições de atender a isso”, afirma. Ou seja, nesses oito novos colégios, os alunos não terão que pagar pelos uniformes ou pelas chamadas “taxas voluntárias”. Tudo isso será custeado pela própria PM.

Currículo estadual

Quando questionada acerca de qual projeto político-pedagógico é adotado pelos colégios militares, a secretária informa que é o mesmo de todas as outras escolas. Ela diz que, independentemente de a gestão das escolas ser feita pela PM, por uma Organização Social (OS), ou por uma Parceria Público-Privada (PPP), o ordenamento da política educacional é dado pela Secretaria de Educação.

“Há um currículo, que é co­mum a todas as escolas e que é in­clusive um avanço que Goiás tem em relação aos demais Estados, pois tem material de apoio para o professor e para o aluno. Tanto que estão construindo agora o currículo nacional, mas nós já temos um. É claro que em todo currículo há espaço para especificidades locais. Tem escola que foca mais dança ou teatro e outras querem mais aulas de matemática, ou aula de reforço. Com as escolas militares não seria diferente”, diz.

FONTE: https://www.jornalopcao.com.br/reportage...ues-41217/



Citar:Estou colocando um outro texto, é bom ler para ter um melhor entendimento sobre o assunto em questão, que explica que seriam difíceis de replicar, e um pdf sobre o desempenho dos alunos de escolas militares



Escolas federais são bons modelos, mas difíceis de replicar

Destaque em avaliação internacional, rede federal tem professores muito bem pagos, infraestrutura cara e seleção de alunos

[Imagem: article?img_id=7742187&t=1473080169007]


Professores com pós-graduação e bem remunerados, infra-estrutura de ponta e, em alguns casos, seleção de alunos. Essa é a receita da rede federal de educação que tradicionalmente tem um bom desempenho no País. No último índice conhecido em 2010, o destaque foi internacional. Os resultados dos colégios militares e institutos federais, que compõem o sistema federal, colocaram os estudantes destas escolas entre os melhores do mundo no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa). Os desempenhos obtidos por eles foram superiores aos obtidos por França, Estados Unidos, Israel e Canadá e só ficaram atrás de Japão, Coréia, Cingapura, Finlândia, Hong Kong e Shangai.

O Ministério da Educação (MEC) fez questão de divulgar os resultados obtidos pela rede federal em separado para mostrar que o Brasil consegue oferecer ensino público de qualidade. Porém, os diferenciais deste grupo vão muito além das carências primárias da rede pública comum.

O primeiro ponto de divergência é o investimento. Enquanto o gasto médio com cada aluno desta etapa de ensino da rede pública de Estados e municípios foi de R$ 2.317 em 2009, a média de investimento por aluno nos institutos federais foi de R$ 7,2 mil no mesmo período. Nos colégios militares, o investimento foi bem maior: R$ 14 mil. Com mais recursos, essas escolas conseguem oferecer equipamentos, laboratórios, bibliotecas, computadores, aulas de dança e atividades esportivas. No caso dos institutos, formação técnica e profissional no turno contrário ao das aulas.

[Imagem: res20151021203741789560a.JPG]


Professores muito bem pagos
Além disso, podem investir na formação de professores e pagar salários bem mais altos. A média de um docente da educação básica no País é de R$ 1,5 mil, segundo o MEC. Quem consegue entrar nos concorridos concursos públicos dos institutos federais começa a carreira ganhando R$ 4 mil. Um doutor chega a receber R$ 11,7 mil por mês. Os gestores da rede federal, por tudo isso, já esperavam os bons resultados.

O diretor do Instituto Federal de São Paulo, Carlos Alberto Vieira, explica que a instituição vai do ensino médio integrado ao técnico até a pós-graduação. "Os professores são contratados para o instituto e podem dar aula tanto aos adolescentes quanto no mestrado. São profissionais muito bons", explica.
Getúlio Marques Ferreira, secretário adjunto de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, foi aluno, professor e diretor de institutos federais. Ele reconhece que a valorização da carreira dos professores, que possuem planos bem definidos de crescimento e encontram boa estrutura de trabalho, é um ponto central para o sucesso das escolas federais. Mas defende que a preocupação com uma formação mais ampla é o grande diferencial da rede.

“A estrutura de laboratórios, biblioteca, quadras esportivas e de lazer permite que o aluno permaneça na escola os três turnos. A formação integral do indivíduo é o que nos orgulha. Nosso objetivo não é manter uma formação tecnicista”, ressalta o secretário.

Para o Exército, esse também é um dos aspectos fundamentais para o sucesso dos colégios militares. Os estudantes têm inúmeras atividades disponíveis, como clubes de estudo, atividades de música, dança e esportivas.

Para poucos
Hoje, há 38 institutos federais funcionando no País, responsáveis por 354 unidades acadêmicas espalhadas em capitais e cidades do interior. Segundo Ferreira, eles são responsáveis pelo atendimento de 348 mil alunos. Até 2014, a expectativa é atender 500 mil jovens.

O sistema de colégios militares é composto por 12 instituições, que ficam nas cidades de Santa Maria (RS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (JF), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Manaus (AM). Juntos, eles atendem cerca de 14 mil alunos. O calendário e a proposta pedagógica é a mesma em todos eles.

Além de pouco numerosas, essas escolas não atendem qualquer aluno. No caso dos institutos federais, há prova de seleção para distribuir as vagas que chegam a ter concorrência de 70 inscritos por vaga. “Com certeza, o fato de pegarmos os melhores tem impacto, mas acredito que ele não é maior do que a estrutura oferecida pela escola”, pondera Ferreira. Vieira concorda. "Nossos alunos da Educação de Jovens e Adultos entram sem seleção e também têm resultado diferenciado", alega.

Alunos dizem que fazem a diferença
Os alunos pensam diferente. Para a maioria, o diferencial é a seleção, tanto de professores, quanto deles mesmos. "Aqui todo mundo tem um grande interesse em aprender", comenta Laerte Vidal Júnior, de 17 anos, que estudou em escolar particular antes de ser aprovado na seleção do Instituto Federal de São Paulo. O colega Ricardo Oba Costa, da mesma idade, é uma amostra do interesse pelo conhecimento. "Estou fazendo técnico em informática para aprender mais conteúdos da área de exatas. Pretendo cursar filosofia ou sociologia e sou realmente bom nas áreas de humanas, por isso vim para cá, para me ensinarem o que eu não sei", comenta.

Os amigos Caio Nery, de 17 anos, e Carolina Costa Silva, de 18, também acham que os alunos são o grande diferencial. Os dois estudaram o ensino fundamental em particulares, e ela chegou a fazer um cursinho para passar no Instituto Federal de São Paulo. "Sempre quis o melhor. O fato de todos aqui serem inteligentes, bem preparados e interessados faz as aulas renderem mais e os professores poderem ir mais longe", avalia ela.

No caso dos colégios mantidos pelo Exército, 70% dos alunos são filhos de militares (que ainda estão na ativa) e entram sem provas de seleção. Os outros 30% são civis ou militares que precisam passar em concurso. A prioridade das vagas nas escolas é para os estudantes que são transferidos de cidade com os pais.

Perspectivas ampliadas
Para Ângela Menezes, diretora do campus de Planaltina do Instituto Federal Brasília, o papel das escolas federais mudou ao longo dos anos. Inicialmente, o objetivo era colocar jovens de baixa renda no mercado de trabalho, os ajudando a definir uma profissão. Com o destaque que a rede ganhou nos últimos anos, o público e a disputa por vagas mudaram. “Os alunos sabem que, além de sair daqui com uma perspectiva profissional, eles podem ser aprovados nos melhores vestibulares do País e continuar sua formação”, comenta.

No campus de Brasília, um dos dois cursos oferecidos na modalidade integrada com o ensino médio, o de agropecuária, não tem uma concorrência grande. Cerca de quatro candidatos disputam cada vaga. Mas a formação atrai jovens de outros Estados, como Goiás, Minas Gerais e Bahia. Quem não tem condições de se manter pode disputar uma vaga na casa do estudante local, onde receberá alojamento e alimentação.

Os 550 alunos da instituição são atendidos por 68 professores. Desse total, 27 são mestres e sete, doutores. A maioria deles só atua na escola e pode desenvolver projetos de pesquisa e extensão. O salário mínimo inicial é de R$ 2,1 mil. Os alunos também contam com psicólogo, assistente social, médico e dentista para atendê-los. Podem fazer aulas de dança, teatro, música. “O que precisamos hoje é divulgar melhor a rede. Todos os semestres sobram vagas aqui”, afirma Ângela.

Os amigos Italo Daniel da Silva, 16, Ellen Cristina Gomes, 16, Geyse Luiza Fernandes, 16, Bruno dos Santos, 16, Helinton Soares, 16, Marcelo Ricardo da Silva, 16, e Laércio Mendes, 17, escolheram fazer o ensino médio junto com o ensino técnico em agropecuária por causa das possibilidades de mercado. Alguns pensam em cuidar dos negócios da família, que é produtora rural. É o caso de Marcelo, que saiu da Bahia para estudar em Brasília.

“Acho que vamos sair à frente dos outros. A gente amplia muito nossa visão aqui e os professores são muito capacitados”, afirma o estudante do 2º ano do ensino médio. Para os jovens, a experiência prática desenvolvida desde o começo do curso favorece a compreensão, inclusive, de conteúdos teóricos do ensino médio, que talvez não fariam sentido se restritos às explicações em sala de aula.

Italo conta que dificilmente um professor falta às aulas e isso, para ele, é fundamental. “Às vezes, temos aulas até domingo”, conta. “Acho que sairemos à frente na faculdade também”, completa.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/...18366.html


PDF
DIFERENCIAL DE DESEMPENHO DAS ESCOLAS
MILITARES: BONS ALUNOS OU BOA ESCOLA?
Alesandra de Araújo Benevides (UFC - Campus de Sobral)

Ricardo Brito Soares (CAEN/UFC)
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08-09-2017, 01:57 PM (Resposta editada pela última vez em: 08-09-2017 01:59 PM por Sanderson S. Pierre.)
Resposta: #2
Brick RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Sou totalmente contra,isso é uma ideia abominável!
Não que nossas escolas atuais e nosso modelo educacional seja exemplar,muito pelo contrário,mas militarizar as escolas e a educação é substituir um problema por outro.
Certa vez vi um vídeo no Facebook de método de aprendizado de tabuada em uma escola militar do AM,as crianças faziam fila na saída e o professor covardão militar perguntava algum cálculo de tabuada,caso o aluno(a) acertava ia embora para casa,caso não acertasse voltava ao fim da fila e só ia embora quando acertasse,isso é traumatizante demais,é ensinar pelo trauma,é errado,não é justo,você via que as crianças ficavam com medo e apreensivas na fila.
Sabe-se também que nossas instituições militares são problemáticas e decadentes demais,você vai em uma junta de alistamento militar eles não tem nem água para servir,nem banco para sentar,alguns quartéis do brasil liberam seus recrutas ao final do serviço da manhã para irem para casa,pois não terão como manter financeiramente eles no quartel pelo resto do dia,isso é de um nível de má gestão,imaginem esses incapazes administrando algo tão difícil como uma escola ou o sistema educacional brasileiro....
Fora que nossos militares e suas instituições sempre estão envolvidos em problema de corrupção,abuso da lei,abuso da força,prática de bullying,escândalos de homossexualidade ,perversidade e outros fatos que são incompatíveis com um educador.
É isso mesmo que vocês querem para os filhos de vocês?

Idiotização:

https://www.youtube.com/watch?v=aiTY5pgaO3g

Desrespeito a pátria:

https://www.youtube.com/watch?v=JogpMGKckNo

Preconceito com as diferenças:

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/not...erno.ghtml

Extremismo que culmina em morte:

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/...z-mae.html

Ensino da mentira e do mal caratismo:

https://www.youtube.com/watch?v=4cGfAyxHWm8

Corrupção:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/notic...ntes.ghtml

Pedofilia:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/notic...o-rio.html

Drogadição e tráfico de drogas:

https://oglobo.globo.com/brasil/caminhao...p-20007995

Homossexualidade e pederastia:

Nossos militares não são bom exemplo para ninguém,muito menos para crianças e para o modelo educacional.
Volto a repetir,nossa educação é acabada,mas dar ela aos decadentes militares é trocar um problema por outro...


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gonçalo ribas (10-09-2017)
08-09-2017, 03:15 PM
Resposta: #3
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Aqui na cidade tem uma escola gerida pela PM e noutra cidade vizinha abrirá uma. Essa escola já teve homicídios e era gerida pelo tráfico. Agora os pais brigam para colocar o filho lá. Vejo alguns que moram aqui no condomínio e são crianças normais. Creio que a disciplina assusta alguns, mas não necessariamente vai prender os alunos numa teia e caixa de militarização.
Os alunos mais brilhantes do DF, alguns que ganharam bolsa em Harvard, se tornaram excelentes profissionais, estudaram no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros.
Creio que a cultura do nosso país funcione com disciplina, pois aqui as pessoas ainda não foram preparadas para escolas dinâmicas como se vê em outros países que deram certo. Aqui há muito jeitinho, então precisa dessa disciplina.
Não acredito que as crianças serão traumatizadas, mas sim preparadas pra vida adulta. Coisa que a maioria dessa geração não está.
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Andre Specker (08-09-2017), borges (08-09-2017), CaféSemAçúcar (08-09-2017), DeOlhOnafigueira (08-09-2017), Doc S (08-09-2017), Fire Fox (08-09-2017), MALLBORO (08-09-2017), marcosarierom (08-09-2017), Salsichinha (10-09-2017), vLP (08-09-2017)
08-09-2017, 08:38 PM
Resposta: #4
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Complementando meu comentário anterior:

Seleção do Colégio Militar é mais concorrida que vestibular da UnB

E essa é a Escola que mencionei.
Notícia de hoje, por coincidência.
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Bruna T (09-09-2017), Doc S (08-09-2017)
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08-09-2017, 10:26 PM (Resposta editada pela última vez em: 08-09-2017 10:39 PM por MALLBORO.)
Resposta: #5
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Mais um favor da militarização das escolas publicas!
Até que fim uma solução que realmente funcionou e esta rendendo ótimos frutos!

ONGS: Detestam passam mal,quando veem uma instituição publica,funcionar com zelo seriedade e amor a pátria!

Que atualmente são geridas por traficantes de drogas ,como disse o amigo acima.
Escola publica tem casso de aluno do segundo grau que não sabe ler e escrever direito!!!!!

Na atual situação do Brasil vale até o Kim Jong-un (Semideus da Coreia do Norte) para presidente do Brasil!

Só para finalizar, é engraçado ver pessoas fazerem protestos contra a militarização das escolas falidas publicas. Mas...Porque não vão la expulsarem os traficantes que vendem drogas livremente nos pátios e salas de aula!

E os professoras esquerdistas, esta hora enfiam o rabinho entre as pernas! E esta tudo muito bom tudo muito belo!

Hipócritas malditos! Militarização já!
Como dizia o próprio cantor Renato Russo: "Disciplina é Liberdade!"


"Você diz que acredita na necessidade da religião...Seja sincero!
Você acredita mesmo é na necessidade da polícia!"
Friedrich Nietzsche
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aioria (08-09-2017), borges (08-09-2017), Doc S (08-09-2017)
08-09-2017, 10:27 PM
Resposta: #6
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Gostei muito deste tópico.

Vemos exemplos de países, ao qual temos como grande base seus colégios militares, EUA, Inglaterra e dentre outros espalhados pelo globo, são democracias fundamentadas em suas normativas de ensinamento diferenciado.

E veja o nível de educação ao qual são estes países.

Você percebe que seu país é um lixo, quando você tem que construir muros ao redor de sua habitação para evitar ser roubado.

Caso isso hoje fosse de uma forma geral implantado, os frutos seriam colhidos apenas daqui a 20 ou 30 anos...

Aceitem que dói muito menos, o Brasil já era e não tem mais jeito isso aqui!

Jedermanns Freund ist niemals Freund

Na multidão de palavras, existem aquelas que edificam e as que destroem... o muito falar não significa sabedoria, mas sim a impaciência no ouvir!


A língua do sábio, destila o conhecimento; porém a boca dos tolos derrama a estultícia. PV-15:2
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aioria (08-09-2017), borges (08-09-2017), Bruna T (09-09-2017), Doc S (09-09-2017), MALLBORO (08-09-2017)
08-09-2017, 11:45 PM
Resposta: #7
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
Não gosto de ser repetitivo, eu acredito que se você é um bom vendedor e se suas ideias forem postas de maneira clara e bem elaborada, as pessoas vão comprar seu produto.

No meu caso, não sou vendedor aqui, mas quero mostrar que aqui no Brasil, não há mais o que fazer.

De uma olhada neste link: https://m.facebook.com/story.php?story_f...0280388349

E tirem suas conclusões com o que vai ser ouvido.

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aioria (09-09-2017), borges (08-09-2017), Doc S (09-09-2017)
Compre amendoim e derivados pelo menor preço aqui - Loja Tudo Saudável
09-09-2017, 12:32 AM
Resposta: #8
RE: Colégios militares: uns querem, outros não. Entenda os porquês
(08-09-2017 02:01 AM)Bruna T Escreveu:  A principal delas é a ideológica, visto que, em sua visão, os colégios militares induzem “nos alunos uma concepção de obediência, de não participação, de não discernimento, de falta de crítica”.

Nunca cheguei perto de uma escola militar mas estudei a vida toda em escola pública, inclusive numa considerada umas das "melhores" da cidade, e posso afirmar que o que não havia lá era pensamento crítico, participação, discernimento etc. Pra não ser injusto, havia um ou outro professor que ás vezes tentava levar um assunto pra ser debatido, ou fazer uma atividade diferente, mas em meio ao desinteresse + desinformação + "gracinhas" dos alunos, a coisa nunca rendia.
Por outro lado, acho que nem seja necessário militarizar as escolas, o problema é a falta de disciplina. Os alunos fazem o que bem quiser, os pais deixam praticamente a educação toda dos filhos nas costas da escola, ,o professor não se impõe (seja por medo dos pais, por medo da violência do próprio aluno ou por simples falta de vontade) e quando chega a se impor, lá se foi uma aula perdida com gritos e ameaças de B.O. E no fim, com a progressão continuada, o aluno passa de ano de qualquer jeito.
Se fosse resgatada essa disciplina que, segundo os mais velhos, já existiu, acho que não haveria essa busca por escolas militares.
Ouso dizer que somente nesse ambiente de disciplina (ou "concepção de obediência" como a professora prefere chamar) seria possível desenvolver pensamento crítico nesses adolescentes de hoje. Big Grin

Também já estudei em um dos institutos federais, não como aluno do ensino médio, mas tinha contato com coordenadores do curso. Ao contrário do mencionado no artigo, os alunos não entravam por seleção e sim por sorteio. O que acontecia é que muitos alunos que se inscreviam forçados pelos pais acabavam voltando para a escola comum pra não perder o ano por mal desempenho, desperdiçando a vaga que poderia ser preenchida por jovens realmente interessados e esforçados.
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aioria (09-09-2017), Doc S (09-09-2017)
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