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Coringa - a ideologia da destruição.
09-10-2019, 04:45 PM
Resposta: #1
Coringa - a ideologia da destruição.
"É apenas um filme sobre um homem se afundando na loucura", disse ele. "Só isso".

Assim me alertou o vendedor de ingressos na bilheteria do cinema quando eu lhe disse qual filme queria ver: Coringa.

Muito estranho. Por que o bilheteiro foi instruído a me alertar sobre o filme? Por que ele me apresentou esta análise prévia do filme? Isso nunca aconteceu antes. A frase soou ostensivamente ensaiada, como uma nota de advertência dada aos espectadores com o objetivo de prevenir algo que vem preocupando as pessoas: a hipótese de que o caos fictício apresentado no filme venha a inspirar imitadores no mundo real.

Ainda assim, sua mini-análise de fato me trouxe alguma tranquilidade. Eu me vi obrigado a ir assistir ao filme sobre o qual todos estão falando. As cenas prévias que vi já eram, por si sós, sinistras. A vida já é amarga o bastante e não necessita de filmes nos introduzindo mais tristeza, e é exatamente por isso que eu prefiro filmes mais edificantes. Mesmo assim, eu me mobilizei para ir assistir a este filme.

O bilheteiro estava certo, mas apenas superficialmente. É apenas um filme sobre um homem. Mesmo após sair do cinema, eu ainda fiquei repetindo essa frase para mim mesmo. E, ainda assim, após o término, vivenciei exatamente aquilo que muitas outras pessoas relataram. O filme transmite uma aura da qual você não consegue se livrar. Você leva o filme para casa. Você dorme com ele. Você acorda na manhã seguinte e vê aquele maldito rosto novamente. Você relembra, repassa e repensa várias cenas. E então você relembra de mais coisas. E aí mais elementos passam a fazer sentido — não sentido moral, mas sentido narrativo.

Assistir a este filme foi tremendamente desagradável. Foram as duas horas cinematográficas mais difíceis das quais me recordo. E foi assim porque cada quadro do filme é brilhante e emocionante. Você não consegue se desvencilhar. Não consegue se desprender. A trilha sonora é perfeita. E o mais espantoso: a atuação não parecia ser uma atuação.

Quanto à interpretação de que "é apenas um homem", ela é difícil de ser sustentada. As cenas nas ruas. Os metrôs lotados de pessoas usando máscaras de palhaço para ir às manifestações. O empresário rico e estabelecido concorrendo a prefeito e os protestos que isso gera. A maneira estranha como esta figura perturbadora e violenta se torna um herói popular nas ruas. Certamente, há algo muito mais amplo aqui.

Sim, eu já li boa parte das resenhas e, principalmente, todo o cabo-de-guerra no Twitter sobre qual seria a verdadeira ideologia do filme. Para alguns, ele é de extrema-esquerda e faz apologia da ideologia antifa. Para outros, trata-se de um filme conservador que faz um alerta sobre as consequências de políticas extremistas. Alguns gritam que o filme é uma calúnia direitista contra a forte guinada à esquerda do Partido Democrata. Outros juram que o filme é uma apologia esquerdista da revolta dos trabalhadores contra as elites, na qual há a defesa explícita da máxima socialista de que ovos devem ser quebrados para se fazer uma omelete. E, por fim, não faltaram conservadores anti-establishment idolatrando o filme.

O problema é que nenhuma das narrativas explica as reviravoltas, o desconforto e a ambiguidade que o filme cria dentro do espectador.

Eu demorei um dia inteiro para enxergar uma teoria alternativa.

O destrutivismo

A tese provavelmente diz respeito a todas as caracterizações do Coringa tanto nos quadrinhos quanto no cinema, mas esta é particularmente presciente porque se concentra exclusivamente na personalidade apresentada neste filme, pois foi a primeira vez em que a história da vida desta personagem é apresentada de maneira elaborada e detalhada.

Todo o problema começa com sucessivos fracassos na vida pessoal. Embora ele seja um homem visivelmente perturbado, em alguns momentos você acredita que ele talvez não tenha chegado ao ponto de se tornar um caso perdido. Ainda há cura. Ele pode voltar a funcionar bem. Ele pode superar isso, assim como todas as outras pessoas aprendem a lidar com seus próprios demônios. Joaquim Phoenix faz um excelente trabalho ao retratar a personagem entrando e saindo da loucura, de maneira inconstante. Ele parece se comportar bem ao lado da mãe e de sua breve namorada (aqui, não posso falar mais do que isso para não gerar spoiler). Ele possui interações que não são totalmente destruídas por sua excentricidade.

Entretanto, circunstâncias da vida continuamente o frustram e lhe causam desespero, até que finalmente o empurram ao ponto em que ele perde todo o amor pela vida que tem. E então ele renuncia a qualquer esperança e passa a abraçar por completo a descrença e o niilismo como um meio de pensar e de viver. Ele então passa a cometer atrocidades e descobre algo que lhe traz poder e satisfação: sua consciência não lhe fornece um corretivo. Ao contrário: as atrocidades que ele comete o fazem se sentir fortalecido, autoconfiante e valorizado.

Revisando: sua vida não estava funcionando; ele descobriu algo que finalmente passou a funcionar para ele; e então ele abraçou essa descoberta.

E o que foi que ele descobriu e abraçou? Trata-se de algo que possui um nome específico na história das idéias: Destrutivismo.

Não se trata apenas de uma predileção, de um pendor. Trata-se de uma ideologia; uma ideologia que se considera capaz de moldar a história e o sentido da vida. Esta ideologia diz que o único propósito da vida de uma pessoa deve ser o de destruir tudo o que outras pessoas criaram, inclusive a própria vida delas.

Esta ideologia se torna uma necessidade quando um indivíduo passa a acreditar que não tem mais capacidade para fazer o bem; quando ele acredita que fazer o bem se tornou praticamente impossível. E ele adota esta ideologia porque ainda quer fazer alguma diferença no mundo, porque quer sentir que sua vida ainda possui algum propósito, e porque fazer o mal é fácil.

A ideologia do destrutivismo permite a um indivíduo racionalizar que o mal que ele está praticando ao menos está preparando o terreno para uma sociedade melhor no futuro.

Qual seria essa "sociedade melhor"? Pode ser qualquer coisa utópica que se encaixe em sua mente. Pode ser um mundo no qual todo mundo possui tudo igualmente. Pode ser um mundo sem felicidade ou um mundo de felicidade plena e universal. Pode ser um mundo sem fé. Pode ser um mundo em que todos vivem em autarquia sem nenhum comércio internacional. Pode ser uma ditadura (uma sociedade em que todos obedecem a esta pessoa). Pode ser um mundo que aboliu o patriarcado. Pode ser um mundo sem combustíveis fosseis. Pode ser um mundo sem propriedade privada e tecnologia. Pode ser um mundo que aboliu a divisão do trabalho. Pode ser um mundo de moralidade perfeita. Pode ser um mundo de uma só religião.

Qualquer que seja o arranjo sonhado, ele é anti-liberal e, consequentemente, é impraticável e inalcançável. Consequentemente, por ser inexequível, seu proponente irá encontrar consolo e alívio não na criação de algo, mas sim na destruição da ordem vigente.

A primeira vez que li sobre este conceito foi no livro Socialismo, escrito por Ludwig von Mises em 1922. Mises apresenta este conceito já ao final da obra, após ter provado que o socialismo é, em si mesmo, uma impossibilidade prática. Se não há nada de positivo a ser feito, nenhum plano real para se alcançar um arranjo tido como "socialmente benéfico" — porque toda a idéia é completamente insana —, então você deve ou abandonar a teoria ou encontrar satisfação na demolição da sociedade vigente. Os socialistas optam pela segunda. Mises diz que tal atitude é muito óbvia no comunismo. No entanto, diz ele, tal atitude também é presente nas versões mais leves do socialismo, como a social-democracia, pois o objetivo de se atingir o ideal utópico por meio de etapas é igualmente inalcançável na prática.

O destrutivismo, portanto, é uma psicologia de escombros gerada por uma ideologia inexequível na teoria e na prática. O Coringa fracassou na vida. Consequentemente, ele passa a ter como objetivo destruir a vida dos outros.

O mesmo comportamento têm aquelas pessoas que são consumidas por uma visão ideológica a qual o mundo teimosamente se recusa a adotar.

É por isso que qualquer interpretação sobre o filme ser de direita ou de esquerda é excessivamente limitada. Em nossa atual era, estamos empanturrados de personalidades midiáticas e políticas com visões insanas sobre como a sociedade deveria funcionar. Não deveríamos nos surpreender quando esses visionários recorrem à raiva, e então à desumanização dos oponentes, e finalmente à criação de planos voltados abertamente a destruir tudo o que já existe, apenas pelo prazer da destruição. Esse "tudo que já existe" pode ser qualquer coisa: bilionários, consumo de energia, exploração de florestas, comércio internacional, consumo de carne, diversidade, escolhas humanas, pessoas degeneradas, pessoas tradicionalistas, ou mesmo a simples frustração de um indivíduo ao constatar sua ausência de poder total e efetivo.

O destrutivismo é a segunda etapa de qualquer visão inalcançável e impraticável sobre como a sociedade deveria ser em contraposição a uma realidade que se recusa a se conformar à sua utopia.

Por fim, vale ressaltar que o destrutivismo também é estranhamente cativante para movimentos políticos de esquerda e de direita ansiosos em exteriorizar seus inimigos e em destruir toda e qualquer força que esteja no caminho impedindo sua retomada de poder. Com o tempo, tais movimentos sempre acabam encontrando satisfação na destruição — como um fim em si mesmo —, pois é isso que os faz se sentir vivos e que fornece algum sentido à vida.

Conclusão

O Coringa, portanto, não é apenas um homem, não é apenas um indivíduo maluco, mas sim a incorporação dos perigos insanos e mórbidos associados a contínuos fracassos pessoais, os quais são reforçados por uma convicção de que, quando há um conflito fundamental entre uma ideologia utópica e a realidade, este conflito só pode ser resolvido pela criação de caos e sofrimento.

Por mais desagradável que seja, Coringa é o filme que temos de ver para entendermos — e, consequentemente, nos prepararmos para — os horrores que esta mentalidade descontrolada (utópica e, por isso mesmo, vitimista e derrotista) pode desencadear no mundo.

Em outras palavras, o Coringa já inspirou imitadores, e vem fazendo isso há secular. No caso, é o filme quem está imitando a realidade.

Fonte: Mises.Brasil

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09-10-2019, 07:21 PM (Resposta editada pela última vez em: 09-10-2019 07:24 PM por rmuller.)
Resposta: #2
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
Tem um tópico que foi criado semana passada com o mesmo assunto,

http://forum.antinovaordemmundial.com/To...do-baralho

Acredito que não tenha se dado conta dado a enxurrada de posts todo santo dia da Sra. Bruna.

Tem outro usuário que estava na geladeira que tinha o mesmo habito o sr. caspito.

Ja imaginou dois users todo santo dia despejando quilos de posts.

olho vivo e faro fino
"charrúas vive"
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09-10-2019, 09:25 PM
Resposta: #3
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
Coringa... Vou ver o filme, mas fica para depois.
Há muito exagero em torno dessa personagem, e uma adoração por parte da molecada, que é difícil de entender.
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09-10-2019, 10:36 PM
Resposta: #4
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
O melhor filme dos últimos anos.
---

Por que a elite ficou com medo de Coringa?

Todos nós percebemos isso com um pouco de espanto. A elite cosmopolita lançou uma campanha de “terrorismo psicológico” em relação ao filme “Coringa” de Todd Phillips, baseado no personagem homônimo da editora de quadrinhos DC Comics.

Por elite eu estou me referindo aqui à “intelligentsia” composta por críticos de cinema e das artes em geral, jornalistas da mídia de massa e de publicações “intelectuais” especializadas e a acadêmicos e intelectuais, que constituem o braço cultural da ordem global liberal, aqueles que na terminologia do filósofo Diego Fusaro são chamados os “oratores”, a casta sacerdotal, garantidora da hegemonia cultural, na ordem neofeudal do capitalismo liberal pós-moderno.

Nas últimas semanas, antes mesmo da estreia do filme, esses elementos têm levantado as suas vozes vilipendiando o filme, dizendo que esse filme é perigoso, que ele nunca deveria ter sido feito, que ele é irresponsável, e muitas outras coisas mais. Segundo eles, esse filme é uma “fantasia de violência” que pode incitar ao terrorismo milhões de jovens introvertidos e socialmente deslocados radicalizados pela internet. Observe-se, porém, que esse pânico não foi exclusivo da fração esquerdista da intelectualidade liberal. No Brasil, por exemplo, os olavetes tiveram uma reação conspiranoica e neurótica semelhante, acusando o filme de ser esquerdista, globalista, etc. O mesmo ocorreu no exterior entre intelectuais e jornalistas neoconservadores.

Bem, sabemos que, de modo geral, a produção da indústria cultural norte-americana não é mais do que uma massa amorfa de obras propagandísticas, cuja finalidade é, através do soft power, garantir a hegemonia cultural da elite cosmopolita global do capitalismo financeiro. Os seus porta-vozes na crítica artística, no jornalismo, no meio acadêmico, são os “sacerdotes” dessa ordem, que impõem o consenso e determinam o “politicamente correto” conforme os interesses da classe dominante.

Assim, quando praticamente em uníssono, esses porta-vozes entram em modo de pânico histérico por conta de uma obra produzida no seio dessa mesma indústria cultural, o nosso papel como representantes do dissenso e da contra-hegemonia é parar para analisar.

Por que esse filme fez a elite global entrar em pânico? O que está por trás do medo?

A essência do problema está na própria pessoa de Arthur Fleck, personagem que se torna o Coringa. A causa do medo está em quem e no que ele é.

Arthur Fleck é um homem, branco, heterossexual que, apesar de ser inteligente, é parte do precariado, a nova subclasse escrava global, tendo que fazer inúmeros trabalhos temporários e intermitentes arranjados por ele por uma agência terceirizada.

A essa precariedade econômica se soma uma precariedade psicológica. Fleck, por conta de um histórico familiar abusivo e muito provavelmente por todas as pressões sociais e econômicas que sofre, possui diversos problemas psicológicos, a esquizofrenia estando provavelmente entre eles. Fleck faz terapia e depende de remédios para seguir vivendo uma vida normal. Para finalizar, Fleck é celibatário involuntário e fantasia um relacionamento inexistente com uma vizinha que ele segue e que mal o conhece.

Quando o governo municipal da cidade de Gotham decide realizar diversos cortes orçamentários por conta de uma política de austeridade ele perde o acesso à terapia e aos remédios. Paralelamente, ele perde seu emprego intermitente, a sua mãe abusiva e esquizofrênica morre e ele tem o seu talento como comediante desprezado e insultado publicamente. Fleck afunda em um abismo, a sua personalidade se dissolve e “morre”, para no seu lugar renascer o Coringa, avatar do caos e da violência niilista.

O Coringa mata alguns jovens especuladores, mata um jornalista-entertainer ao vivo e lança a cidade no caos.

Poderíamos dizer que a razão do pânico está nessa construção de Arthur Fleck/Coringa e encerrar por aí. Todos os “gatilhos” que levaram a “intelligentsia” cosmopolita ao pânico estão aí de forma bem explícita.

Mas nós, brasileiros, enraizados e envolvidos em problemas de uma realidade bastante particular e própria, não raro somos completamente inconscientes dos grandes temas globais. Nós, em nosso “provincianismo”, temos o nosso horizonte completamente ocupado por “Bolsonaro vs Lula”, enquanto os grandes conflitos de nossa época passam despercebidos por nós.

O problema fundamental para a elite aqui é que toda a identidade de Arthur Fleck está disposta em camadas demográficas que são vistas com uma mistura de medo e ódio por parte da elite cosmopolita, e que são objeto de desconstrução, liquefação e lavagem cerebral por parte de todo o aparato cultural de engenharia social. A noção de que diante de determinadas pressões insuportáveis essas camadas demográficas poderiam recorrer à violência e ao terrorismo é anátema para a elite porque ela sabe que será a vítima dessa violência.

A elite cosmopolita construiu mitos de um “perigo incel”, de um “terrorismo branco”, de uma “masculinidade tóxica” e subitamente viu tudo isso misturado em um personagem que, ademais, é vítima de um sistema econômico injusto e inseguro, ao ponto de ser propenso a causar esquizofrenia e outros problemas psicológicos, e “explode” violentamente.

É por isso que o seu esforço para desintegrar essas camadas é imenso. Incels? Merecem todo bullying de que são alvo e muito mais. Homens? Tem que ter a sua masculinidade desconstruída. Brancos? Tem que abrir passagem para minorias e aceitar a sua substituição demográfica. Heterossexuais? O futuro é da fluidez de gênero. Insatisfeitos com as condições existenciais do precariado? Pois esqueçam o passado retrógrado dos sindicatos fortes e das leis trabalhistas eficazes.

Diante da noção de que determinadas tendências promovidas por essa elite poderiam levar a uma reação violenta por parte das camadas que se veem objeto de ódio e propaganda demonizadora, a resposta da elite não é voltar atrás ou pensar duas vezes, mas acelerar essas tendências.

Nesse sentido, enquanto a elite, por meio de seu aparto de propaganda e de sua casta de “sacerdotes” culturais, tenta convencer o mundo inteiro a se conformar com as mudanças que apontam para a construção de uma sociedade global, sem fronteiras, desterritorializada, privatizada, financeirizada, com os povos do mundo tornados uma massa amorfa, os sexos desconstruídos e substituídos por gêneros infinitos, aparece um filme que aponta para uma “válvula de escape” violenta. Se muita gente verá o filme e se identificará com Fleck ao ponto de vê-lo como herói e seu filme como uma fantasia heroica, para a elite cosmopolita “Coringa” é um filme de terror. Esse terror não é forçado, ele é sincero.

A isso deve-se somar elementos do “submundo” virtual que compõem o pânico que a intelectualidade liberal e pós-moderna sentiu.

O Coringa tem sido adotado como símbolo mobilizador por incels, gamers e antifeministas desde pelo menos 2017, quando começaram a aparecer no 4chan memes correlacionando o Coringa com essas camadas demográficas e interesses. Os gamers, mais especificamente, têm sido considerados um “público de risco” pela polícia do pensamento global desde pelo menos 2014, quando o caso GamerGate expôs a expansão do lobby feminista e SJW dentro da indústria dos games.

Paralelamente, as decepções com Trump fizeram uma parte significativa da alt-right, que se interpenetra com os grupos acima mencionados, assumir uma postura aceleracionista que saúda o caos e o colapso da civilização como único meio de dar fim à percebida decadência social. A figura do sapo “Pepe”, meme-símbolo da alt-right, foi substituída pelo “Honk”, um “Pepe” vestido e maquiado como palhaço, como representação de uma condição cultural no qual a realidade se tornou tão absurda que se tornou indistinguível da sátira.

Para esses aceleracionistas, a frase de Arthur Fleck, “Primeiro eu achei que minha vida fosse uma tragédia, então eu descobri que ela era uma comédia”, se tornou um lema extremamente descritivo de sua percepção da atual situação da civilização ocidental. Os absurdos pós-modernos de nossa época não devem ser mais encarados com raiva e indignação, mas com zombaria, gargalhada e satirização.

Quando o filme “Coringa” foi anunciado, portanto, todos esses grupos abraçaram o projeto com absoluta convicção, e fizeram o possível para associarem e terem associada a sua imagem à imagem do filme. A isca foi mordida.

Não se enganem, porém. “Coringa” não é um filme político. O personagem do Coringa não é um líder político ou um revolucionário. Ele é um niilista. Ele não quer salvar Gotham, quer vê-la queimar. Ele não quer substituir a ordem defeituosa de Gotham por uma ordem melhorada, mas instaurar o caos. É por isso que ele não se importa, por exemplo, com usar manifestantes como escudo humano.

Essa obra, porém, não é apolítica. Ela é metapolítica. Ela lida diretamente com mitos e símbolos profundos que são subjacentes à política e que movem a política e que estão em disputa em uma “guerra cultural” que coloca, de um lado, uma elite global e, do outro lado, os povos do mundo.

A elite não está errada em temer. Milhões de pessoas ao redor do mundo se identificaram positivamente com o Coringa.

O que nos cabe é canalizar construtivamente essa identificação, para dar forma, direção e sentido a tudo isso. Mesmo que toda obra revolucionária dependa, naturalmente, de um primeiro momento destrutivo e incendiário.

Só o Caos pode limpar o terreno e permitir o nascimento de uma nova Ordem.

Fonte: Nova Resistência Brasil.
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Marck Vini (09-10-2019)
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09-10-2019, 11:35 PM
Resposta: #5
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
Existe uma teoria que o personagem Joker é mais que apenas um personagem. Seria uma entidade. Uma entidade que personifica o caos.

Se não me engano, existe até um post neste nosso forrum falando sobre isso.

"Cantadas nas catedrais, sussurradas nas sombras, sempre inconstantes, raramente imutáveis. Assim se constroem as LENDAS."
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10-10-2019, 07:23 AM
Resposta: #6
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
A personificação de uma entidade do caos?
O Comediante dos Watchmen estaria mais categorizado para tal personificação. O Coringa (de acordo com a Piada Mortal) amava sua mulher e seu fracasso em lhe dar amparo o levou ao crime e do crime, à loucura. O Comediante deu um tiro na barriga da amante vietnamita grávida.
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Marcelo Almeida (10-10-2019), Marck Vini (10-10-2019)
10-10-2019, 08:59 AM
Resposta: #7
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
(09-10-2019 10:36 PM)CaféSemAçúcar Escreveu:  O melhor filme dos últimos anos.
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Por que a elite ficou com medo de Coringa?

Todos nós percebemos isso com um pouco de espanto. A elite cosmopolita lançou uma campanha de “terrorismo psicológico” em relação ao filme “Coringa” de Todd Phillips, baseado no personagem homônimo da editora de quadrinhos DC Comics.

Por elite eu estou me referindo aqui à “intelligentsia” composta por críticos de cinema e das artes em geral, jornalistas da mídia de massa e de publicações “intelectuais” especializadas e a acadêmicos e intelectuais, que constituem o braço cultural da ordem global liberal, aqueles que na terminologia do filósofo Diego Fusaro são chamados os “oratores”, a casta sacerdotal, garantidora da hegemonia cultural, na ordem neofeudal do capitalismo liberal pós-moderno.

Nas últimas semanas, antes mesmo da estreia do filme, esses elementos têm levantado as suas vozes vilipendiando o filme, dizendo que esse filme é perigoso, que ele nunca deveria ter sido feito, que ele é irresponsável, e muitas outras coisas mais. Segundo eles, esse filme é uma “fantasia de violência” que pode incitar ao terrorismo milhões de jovens introvertidos e socialmente deslocados radicalizados pela internet. Observe-se, porém, que esse pânico não foi exclusivo da fração esquerdista da intelectualidade liberal. No Brasil, por exemplo, os olavetes tiveram uma reação conspiranoica e neurótica semelhante, acusando o filme de ser esquerdista, globalista, etc. O mesmo ocorreu no exterior entre intelectuais e jornalistas neoconservadores.

Bem, sabemos que, de modo geral, a produção da indústria cultural norte-americana não é mais do que uma massa amorfa de obras propagandísticas, cuja finalidade é, através do soft power, garantir a hegemonia cultural da elite cosmopolita global do capitalismo financeiro. Os seus porta-vozes na crítica artística, no jornalismo, no meio acadêmico, são os “sacerdotes” dessa ordem, que impõem o consenso e determinam o “politicamente correto” conforme os interesses da classe dominante.

Assim, quando praticamente em uníssono, esses porta-vozes entram em modo de pânico histérico por conta de uma obra produzida no seio dessa mesma indústria cultural, o nosso papel como representantes do dissenso e da contra-hegemonia é parar para analisar.

Por que esse filme fez a elite global entrar em pânico? O que está por trás do medo?

A essência do problema está na própria pessoa de Arthur Fleck, personagem que se torna o Coringa. A causa do medo está em quem e no que ele é.

Arthur Fleck é um homem, branco, heterossexual que, apesar de ser inteligente, é parte do precariado, a nova subclasse escrava global, tendo que fazer inúmeros trabalhos temporários e intermitentes arranjados por ele por uma agência terceirizada.

A essa precariedade econômica se soma uma precariedade psicológica. Fleck, por conta de um histórico familiar abusivo e muito provavelmente por todas as pressões sociais e econômicas que sofre, possui diversos problemas psicológicos, a esquizofrenia estando provavelmente entre eles. Fleck faz terapia e depende de remédios para seguir vivendo uma vida normal. Para finalizar, Fleck é celibatário involuntário e fantasia um relacionamento inexistente com uma vizinha que ele segue e que mal o conhece.

Quando o governo municipal da cidade de Gotham decide realizar diversos cortes orçamentários por conta de uma política de austeridade ele perde o acesso à terapia e aos remédios. Paralelamente, ele perde seu emprego intermitente, a sua mãe abusiva e esquizofrênica morre e ele tem o seu talento como comediante desprezado e insultado publicamente. Fleck afunda em um abismo, a sua personalidade se dissolve e “morre”, para no seu lugar renascer o Coringa, avatar do caos e da violência niilista.

O Coringa mata alguns jovens especuladores, mata um jornalista-entertainer ao vivo e lança a cidade no caos.

Poderíamos dizer que a razão do pânico está nessa construção de Arthur Fleck/Coringa e encerrar por aí. Todos os “gatilhos” que levaram a “intelligentsia” cosmopolita ao pânico estão aí de forma bem explícita.

Mas nós, brasileiros, enraizados e envolvidos em problemas de uma realidade bastante particular e própria, não raro somos completamente inconscientes dos grandes temas globais. Nós, em nosso “provincianismo”, temos o nosso horizonte completamente ocupado por “Bolsonaro vs Lula”, enquanto os grandes conflitos de nossa época passam despercebidos por nós.

O problema fundamental para a elite aqui é que toda a identidade de Arthur Fleck está disposta em camadas demográficas que são vistas com uma mistura de medo e ódio por parte da elite cosmopolita, e que são objeto de desconstrução, liquefação e lavagem cerebral por parte de todo o aparato cultural de engenharia social. A noção de que diante de determinadas pressões insuportáveis essas camadas demográficas poderiam recorrer à violência e ao terrorismo é anátema para a elite porque ela sabe que será a vítima dessa violência.

A elite cosmopolita construiu mitos de um “perigo incel”, de um “terrorismo branco”, de uma “masculinidade tóxica” e subitamente viu tudo isso misturado em um personagem que, ademais, é vítima de um sistema econômico injusto e inseguro, ao ponto de ser propenso a causar esquizofrenia e outros problemas psicológicos, e “explode” violentamente.

É por isso que o seu esforço para desintegrar essas camadas é imenso. Incels? Merecem todo bullying de que são alvo e muito mais. Homens? Tem que ter a sua masculinidade desconstruída. Brancos? Tem que abrir passagem para minorias e aceitar a sua substituição demográfica. Heterossexuais? O futuro é da fluidez de gênero. Insatisfeitos com as condições existenciais do precariado? Pois esqueçam o passado retrógrado dos sindicatos fortes e das leis trabalhistas eficazes.

Diante da noção de que determinadas tendências promovidas por essa elite poderiam levar a uma reação violenta por parte das camadas que se veem objeto de ódio e propaganda demonizadora, a resposta da elite não é voltar atrás ou pensar duas vezes, mas acelerar essas tendências.

Nesse sentido, enquanto a elite, por meio de seu aparto de propaganda e de sua casta de “sacerdotes” culturais, tenta convencer o mundo inteiro a se conformar com as mudanças que apontam para a construção de uma sociedade global, sem fronteiras, desterritorializada, privatizada, financeirizada, com os povos do mundo tornados uma massa amorfa, os sexos desconstruídos e substituídos por gêneros infinitos, aparece um filme que aponta para uma “válvula de escape” ...

Só o Caos pode limpar o terreno e permitir o nascimento de uma nova Ordem.

Fonte: Nova Resistência Brasil.

Só esta última frase é suficiente para fazer prova cabal e definitiva de que o "café sem açúcar" é um prosélito a favor da NOM, militando impunemente no nosso meio.
O ódio que ele sente contra a "elite" é, nada mais nada menos, que a canalização do seu negro interior, que emerge de maneira exacerbada contra tudo e contra todos, em uma válvula de escape, para culpar os outros pelo próprio fracasso e própria incapacidade de encarar a sua realidade e a sua própria culpa.
"Elite" meu caro, é a esquerda canalha que se apropria de todo o poder político, monopolizando o controle da opinião.
"Elite" são esses falsos paladinos da justiça, que se apresentam em nome de uma multidão injustiçada, sem possuir procuração de ninguém, a não ser de seus ventríloquos.

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10-10-2019, 09:18 AM (Resposta editada pela última vez em: 10-10-2019 09:24 AM por CaféSemAçúcar.)
Resposta: #8
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
(10-10-2019 08:59 AM)Marcelo Almeida Escreveu:  Só esta última frase é suficiente para fazer prova cabal e definitiva de que o "café sem açúcar" é um prosélito a favor da NOM, militando impunemente no nosso meio.

Meu caro, eu ao ler no fim esta frase também não gostei muito do uso da frase "Nova Ordem". Estamos habituados a de fato repudiar tal frase Big Grin

Mas o sentido da frase é clara e direta no ponto de vista niilista destrutivo aonde o caos e destruição são necessários para uma Nova Era.

Eu concordo. Infelizmente chegamos a um ponto que é necessário resetar o sistema e salve-se quem puder.


Citar:O ódio que ele sente contra a "elite" é, nada mais nada menos, que a canalização do seu negro interior, que emerge de maneira exacerbada contra tudo e contra todos, em uma válvula de escape, para culpar os outros pelo próprio fracasso e própria incapacidade de encarar a sua realidade e a sua própria culpa.

Eu diria que você quase acertou porque você não me conhece. Na verdade meu ódio pela elite é um hobby e algo bem pessoal e particular. Tento sim e de fato canalizar meu Yang contra eles. Todos os problemas deste mundo direto ou indiretamente tem culpa deles.

Citar:"Elite" meu caro, é a esquerda canalha que se apropria de todo o poder político, monopolizando o controle da opinião.
"Elite" são esses falsos paladinos da justiça, que se apresentam em nome de uma multidão injustiçada, sem possuir procuração de ninguém, a não ser de seus ventríloquos.

Bom, temos que repetir uma verdade já batida mas tento sempre ser um pouco professoral mesmo diante de fanáticos olavistas. A elite pratica o hermetismo dual, ou seja, ela manipula espiritualmente ambos os lados distraindo o gado com questões secundárias envolvendo principalmente questões de cunho moral. Isso vem das Escolas de Mistério Herméticas que a elite pratica.

Você pode facilmente achar na internet conexões de grupos antagônicos aonde você encontra membros da elite investindo em ambos os lados. Um exemplo bem notório para ser ilustrado é o George Soros que por um lado investe em grupos new-left e por outro lado investe na família Trump através de Jared Kushner. Ou você pode simplesmente olhar o CFR, Skull And Bones e qualquer grupo político da elite aonde você sempre encontra membros tanto da esquerda como da direita. Todo o sistema político e financeiro americano é conectado e possui ramos tanto na esquerda como na direita.

Se você conhecesse um mínimo da política americana e europeia saberia disso. Partido republicano, Tea Party e demais grupos ditos conservadores e liberais(no sentido econômico brasileiro), recebem vultuosas doações de grupos, famílias e barões americanos.

Então, não é só uma elite esquerdista como você diz.
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[-] O(s) seguinte(s) 1 usuário disse obrigado a CaféSemAçúcar pelo seu post:
Xevious (10-10-2019)
10-10-2019, 09:36 AM (Resposta editada pela última vez em: 10-10-2019 09:37 AM por Beobachter.)
Resposta: #9
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
(10-10-2019 09:18 AM)CaféSemAçúcar Escreveu:  Meu caro, eu ao ler no fim esta frase também não gostei muito do uso da frase "Nova Ordem". Estamos habituados a de fato repudiar tal frase Big Grin

Mas o sentido da frase é clara e direta no ponto de vista niilista destrutivo aonde o caos e destruição são necessários para uma Nova Era.

Eu concordo. Infelizmente chegamos a um ponto que é necessário resetar o sistema e salve-se quem puder.

O fórum já possui seu próprio Joker... Comediante, apenas isso!

Já não sou quem eu era nem voltarei a ser quem fui, mas serei sempre fiel aos meus princípios.


Não há prisioneiro pior do que aquele que não busca conhecimento, mas pensa estar livre.
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10-10-2019, 09:44 AM
Resposta: #10
RE: Coringa - a ideologia da destruição.
(10-10-2019 09:36 AM)Beobachter Escreveu:  
(10-10-2019 09:18 AM)CaféSemAçúcar Escreveu:  Meu caro, eu ao ler no fim esta frase também não gostei muito do uso da frase "Nova Ordem". Estamos habituados a de fato repudiar tal frase Big Grin

Mas o sentido da frase é clara e direta no ponto de vista niilista destrutivo aonde o caos e destruição são necessários para uma Nova Era.

Eu concordo. Infelizmente chegamos a um ponto que é necessário resetar o sistema e salve-se quem puder.

O fórum já possui seu próprio Joker... Comediante, apenas isso!

Sim, uma Nova Era. Não me referi no sentido esotérico e sim no sentido literal, uma Nova Era aonde tudo é diferente do período anterior. Também não sou fã de movimentos da Nova Era.

Ah, obrigado pelo Joker, me sinto lisonjeado. Virei fã desse filme, fazia muito tempo que não via um filme que tanto me animou e alegrou Big Grin
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