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Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
13-12-2014, 07:26 PM
Resposta: #41
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
(12-12-2014 11:53 PM)jonas car Escreveu:  Eu tenho uma teoria: os dinossauros deixaram de existir no diluvio e esse papo sobre extinção há milhões de anos é so uma farsa da NOM. Tongue

Eu também tenho uma ...
Os dinossauros foram extintos quando deus jogou lúcifer/diabo/satanás na terra, com a explosão a grande maioria dos dinossauros morreram, não todos, pois não justificaria a nossa existência.

(12-12-2014 11:53 PM)jonas car Escreveu:  Agora voltando a falar serio.
Onde o fato de apenas os brancos e asiaticos possuirem genes do homem-de-neandrthal, enquanto os negros possuiam genuinamente o gene homo-sapiens se encaixa nessa teoria de darwin?

E respondendo a sua excelente pergunta.
Na seleção natural.
Um detalhe salutar para melhor compreender essa explicação é entender que a seleção natural foi o inicio para os estudos do neo darwinismo, onde se encaixa a resposta para a sua pergunta. Mutação.

Basicamente, essa teoria faz referência a duas principais conclusões:
A evolução pode ser elucidada pelas mutações e pela recombinação gênica, norteadas pelo processo de seleção natural, como dito acima.

No caso da sua pergunta, ela se enquadra no quesito Mutação. Darwin não trabalhou com mutações, ou pelo menos ele não disse nada sobre, diferentemente do neo darwinismo.

Para tirar um coelho da cartola você precisa colocá-lo antes.
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Padmé Amidala (14-12-2014)
Desodorante Bion Vitta sem Alumínio ou Triclosan Você Encontra na Tudo Saudável Produtos Naturais
14-12-2014, 12:23 PM
Resposta: #42
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
(02-12-2014 05:43 AM)jonas car Escreveu:  se sou capaz de alterar o comportamento de meu cão também é possível que nossos ancestrais tenham sofrido "imposições" comportamentais que levaram nossa raça ao patamar atual.
Quais, por quem e por que, se soubéssemos com certeza, não estaríamos discutindo aqui no forum.
Concordo também que nossos ancestrais sofreram imposições, tais quais como sofremos atualmente.

Acredito que em poucas gerações, seremos bem diferentes do somos hoje assim como ja somos também bem diferentes de 3 ou 4 gerações passadas.

Nossos padroes de vida, estao sendo alterados em uma escala extremamente veloz. Claro para pior. deteriorando nossa capacidade de raciocínio.

Os motivos com bem citados nao é bem compreensível. Somente um controle?

De toda a forma penso que interferem porque sabem que podemos ser muito melhores somos capazes de nos superarmos a todo momento, somos capazes de proezas incriveis. alguem duvida?

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
Elmer G. Letterman
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A.Xavier (14-12-2014), avalon (14-12-2014), jonas car (14-12-2014), Padmé Amidala (14-12-2014)
14-12-2014, 08:45 PM
Resposta: #43
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
(12-12-2014 11:53 PM)jonas car Escreveu:  Eu tenho uma teoria: os dinossauros deixaram de existir no diluvio e esse papo sobre extinção há milhões de anos é so uma farsa da NOM. Tongue

Agora voltando a falar serio.
Onde o fato de apenas os brancos e asiaticos possuirem genes do homem-de-neandrthal, enquanto os negros possuiam genuinamente o gene homo-sapiens se encaixa nessa teoria de darwin?

vamos ver se entendi. Eu tenho parte loura na família e negro também.
os brancos asiáticos , seriam descendentes de Adão e Eva.
os negros são descendentes dos primatadas.
Meu Deus o que aconteceu dentro da arca ? Huh

Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir.
Albert Einstein
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A.Xavier (14-12-2014), Padmé Amidala (15-12-2014)
14-12-2014, 10:25 PM
Resposta: #44
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
(14-12-2014 08:45 PM)avalon Escreveu:  vamos ver se entendi. Eu tenho parte loura na família e negro também.
os brancos asiáticos , seriam descendentes de Adão e Eva.
os negros são descendentes dos primatadas.
Meu Deus o que aconteceu dentro da arca ? Huh

Ola Avalon, tudo bom?!
Quando perguntei não estava sendo retorico, eu realmente queria opniões que esclarecesse esta duvida.

Citar:
uma pesquisa recente feita pela Universidade de Montréal, no Canadá, e publicada no jornal especializado Molecular Biology and Evolution, concluiu que os euroasiáticos modernos possuem entre 1% a 4% de DNA dos neandertais no seu genoma, ao contrário da raça negra que tem originalmente 0%. Os neandertais foram uma espécie do género humano homo (o mesmo dos humanos modernos, o homo sapiens) que viveu na Europa e na Ásia Central durante um período de cerca de 30 a 130 mil anos atrás e que teria deixado África entre 400 a 800 mil anos atrás, muito antes dos homo sapiens que terão saído do continente negro há 50 a 80 mil anos. Os neandertais tinham o topo da testa proeminente e inclinada, bem como pernas mais curtas e ombros mais largos, encarnando o estereótipo do "homem das cavernas". O motivo da extinção dessa espécie é ainda alvo de imensa pesquisa, mas os estudos recentes indicam que os neandertais e os homo sapiens ter-se-iam cruzado entre si e que os primeiros teriam sido "absorvidos"... Damian Labuda, que liderou o estudo, afirma que a sua equipe identificou há dez anos atrás um pedaço de DNA no cromossoma X humano diferente do resto e cuja origem era desconhecida. Agora, depois de estar completo o genoma neandertal, a equipe comparou os cromossomos de ambas as espécies e descobriu que esse pedacinho desconhecido era, na verdade, DNA neandertal, algo que só não foi encontrado em pessoas da África.
O instituto alemão Max Planck, em colaboração com várias universidades de outros países, divulgou um estudo de quatro anos na revista Science onde ficou desvendado o genoma, ou código genético, dos homens de Neandertal, o gene responsável pela evolução humana moderna. Segundo a pesquisa, pelos menos parte dos neandertais teria tido pele clara e cabelos avermelhados ou loiros. No homem moderno, particularmente com origem europeia, as variações nesse gene são responsáveis pela manifestação de cabelos ruivos e de pele clara. Os cientistas identificaram uma forma até então desconhecida do gene em dois fósseis. Em seguida, inseriram o gene em células que cresciam in vitro para verificar como elas afectariam a produção de melanina. O estudo é a primeira demonstração de que os neandertais - ou pelo menos parte da espécie - teriam sido ruivos e de pele clara e com olhos também claros. A suspeita era antiga, uma vez que a pele clara facilitaria a produção de vitamina D, o que representaria uma vantagem para a espécie que habitou na Europa

No caso do Brasil, e do mundo atualmente, devido à miscigenação alta, é logico que mesmo pessoas negras possam ter tais genes. O que me "encuca" é como tal informação se encaixaria na teoria evolucionista, a possibilidade de especies diferentes cruzarem entre si e essas implicações.
Por exemplo o caso das mulas, que sendo crias forçadas de cavalos e burros, e que na natureza jamais procriam, são estereis....
Não é que eu acredite piamente nessa pesquisa, mas fiquei na duvida.

"Não seja tolo, o mal prevalece contra a ingenuidade.
Seja astuto como a serpente e sem malicia como as pombas!"

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18-12-2014, 10:48 AM
Resposta: #45
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
Citar:Fóssil de 240 milhões de anos é encontrado no RS

(...) - Ao contrário do que se pensa, é uma espécie que nada tem a ver com a história evolutiva dos dinossauros. Eles surgiram pelo menos 10 milhões de anos antes, no triássico médio. A anatomia é muito semelhante com a dos nossos atuais cachorros, só que eles variavam de exemplares com nove centímetros até animais de um metro e meio de altura - descreveu Silva.

O cinodonte é considerado um parente distante dos mamíferos atuais. Eles conviveram com os dinossauros a partir do final do triássico mas, ao contrário dos seus vizinhos, não se extinguiram e deram origem aos ancestrais de todas as espécies de mamíferos

De acordo com o pesquisador Rodrigo Müller, que faz parte da equipe de paleontólogos da UFSM, o bloco tem ossos de pelo menos três indivíduos diferentes. Segundo Müller, é a primeira vez no Brasil que são encontrados fósseis “pós-crânio” da espécie Luangwa, originária da África - até então, haviam sido descobertos apenas outros três fragmentos de crânios de cinodontes no país. (...)
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A.Xavier (18-12-2014), avalon (18-12-2014)
16-12-2015, 01:51 PM
Resposta: #46
RE: Fósseis de transição corroborando com a teoria evolutiva
Citar:ESTRANHA CRIATURA ANTIGA ERA ANCESTRAL DAS GIRAFAS ATUAIS

Samotherium major, conhecida a partir do Mioceno Superior em Samos, na Grécia e outras localidades da Eurásia, é um giraffideo-chave extinto; ele possui vértebras cervicais que são intermediários no alongamento evolutivo do pescoço das girafas.

Um parente distante das atuais girafas foi uma criatura um tanto estranha: Ele era do tamanho de um alce, mas ele tinha um pescoço longo que poderia esticar tanto para cima tentando comer as folhas das árvores quanto para baixo para comer grama. Essa é a conclusão da primeira análise abrangente de um conjunto completo de ossos fossilizados do pescoço do animal, conhecido como Samotherium major (no centro da imagem acima).

amotherium, que vivia nas florestas abertas de Eurasia a cerca de 7 milhões de anos atrás, tinha um pescoço de cerca de 1 metro de comprimento com cerca de metade do comprimento do que tem as girafas de hoje. (E como a grande maioria dos mamíferos, de minúsculo ratos a gigantescas girafas, tinha sete vértebras do pescoço.) Alguns cientistas há muito tempo tem presumido de que as girafa atuais (Giraffa camelopardalis, à direita na imagem), inclui um punhado de subespécies espalhadas por toda a África subsaariana, e evoluíram a partir de um animal que parecia ser seu primo próximo o okapi (Okapia johnstoni, à esquerda na imagem acima), que vive até hoje nas florestas tropicais da África central. Análises da equipe de ossos de todos os três animais reforçar essa noção e não apenas porque os ossos do pescoço são de um comprimento intermediário entre a girafa e as okapi (como na imagem abaixo).

Por exemplo, sulcos e outras características que são proeminentes nos ossos do pescoço de okapi e totalmente ausentes nas girafa presentes são tipicamente menores no Samotherium, relatam os pesquisadores na revista Royal Society Open Science.
Fonte





Citar:EVOLUÇÃO DAS GIRAFAS – FÓSSEIS FORNECEM EVIDÊNCIAS SOBRE O ALONGAMENTO DO PESCOÇO.

Um dos primeiros textos publicados aqui, há muitos anos atrás, tratou da descrever um perfil sobre como a ciência tratava a questão da origem das girafas. Hoje, novas análises criam um contexto mais claro sobre como se deu o alongamento do pescoço das girafas.

Lamarck e Darwin nunca utilizaram as girafas para descrever suas teorias. Eles jamais deram a descrição que encontramos nos livros didáticos. Darwin fala da cauda desses animais e só cita o caso do pescoço na 6ª edição de seu livro “Origem da espécies” para confrontar com as ideias de Saint George Mivart. Darwin nunca estudou o caso das girafas como ele se apresenta nos livros, mas usou-as como um exemplo hipotético para exemplificar a diferença de sua teoria com a de Lamarck. Ele exemplificou como a seleção natural atuaria, gradualmente, criando pescoços grandes. Darwin errou, mas também acertou em alguns pontos.

Ele errou ao defender a seleção natural como mecanismo que promoveu o alongamento do pescoço, pois neste contexto, Mivart estava certo ao defender que o mecanismo que melhor explicava essa característica era a seleção sexual. Darwin acertou ao descrever que o processo de alongamento foi gradual, e isto os fósseis demonstram como veremos aqui. Até pouco tempo atrás procurava-se um fóssil intermediário entre as girafas extintas que tinham pescoço curto e uma girafa de pescoço médio (a espécie Bohlinia attica) que estivesse relacionada a única espécie de girafa viva hoje, Giraffa camelopardalis. De fato, Bohlinia attica tem pescoço intermediário, mas o seu alongamento de pescoço é só parte de um processo mais amplo.

Em seu livro “A escalada do monte improvável”, o zoólogolo Richard Dawkins discute como a seleção natural trabalha com um mecanismo acumulativo, mas abre uma exceção postulando que a origem do pescoço das girafas é resultado de uma macromutação; uma exceção aberta por ele, que não acredita em macromutações. Dawkins afirma que uma simples mutação em genes Hox (que controla o desenvolvimento embrionário) é responsável pela definição estrutural do corpo do animal, e que poderia fazer com que um animal semelhante a Ocapi (Okapia johnstone) se transformar gradualmente em um animal como a girafa. De acordo com Dawkins, girafas e ocapias tem o mesmo número de vértebras no pescoço, são “primos evolutivos” e uma simples mutação poderia fazer com que as dimensões dessas vértebras aumentassem elevando assim o comprimento do pescoço. Apesar da conjectura ser vaga, ele tira essa conclusão com base em dados empíricos.

O gene Hoxc6 é expresso na coluna vertebral, sinalizando onde deve ocorrer a transição entre vértebras cervicais e torácicas. Então se ocorrer um deslocamento da expressão gênica é possivel definir planos corporais diferentes, como pescoços longos ou pescoços curtos. Em serpentes o deslocamento foi tão radical que não há formação das vértebras cervicais, perdendo as do pescoço e aumentando as torácicas. O mais impressionante de tudo é que este gene é expresso tanto em serpentes quanto em gansos, mudando somente a região onde é expresso de acordo com o que a evolução moldou e prevê sob os aspectos genéticos e moleculares (Meyer e El-Hani, 2007).

Seja como for, (e muitos estudos já se focaram na expressão de genes Hox, inclusive em girafas) o alongamento do pescoço tem implicações fisiológicas importantes ao animal.

A girafa tem a maior pressão sanguínea do reino animal. Isso porque seu sistema circulatório trabalha nos dois extremos, empurrando o sangue a mais de 4 metros de altura e compensando a pressão (e a força da gravidade) quando ela abaixa a cabeça para beber água nos rios do Serengeti africano.

Os vasos das pernas das girafas não se dilatam devido a espessura da pele, então toda pressão sanguinea é neutralizada e o sangue é obrigado a fluir naturalmente pela parte inferior do corpo. Na veia jugular, que parte da base do pescoço, o sangue migra para a cabeça.

Na jugular há um agrupamento de válvulas que auxiliam o sangue a subir. Cada válvula é formada por uma película fina (como um hímen feminino) que fica disposto de tal forma que o sangue caminha para cima passa naturalmente por um orifício e quando a pressão diminui entre a sístole e a diástole, o sangue não desce porque a válvula impede o contra-fluxo.

Na base do crânio há um conjunto de vasos cujas paredes também não se expandem e neutralizam a pressão sanguinea para que ela não danifique o tecido nervoso. Toda essa fisiologia surge como resultado de um processo de evolução modular. Isto é comum na biologia, da mesma forma que o alongamento da girafa levou a alterações no sistema circulatório, a alta velocidade alcançada por guepardos exigiu taxas ventilatórias correspondentes e assim por diante.

Durante a origem das girafas houve co-evolução entre um longo pescoço e o controle da pressão arterial elevada. O sistema cardiovascular foi adaptado para produzir uma pressão arterial elevada.

Um estudo publicado em 2009 por Mitchell e Skinner comparou a massa corporal e estrutura do coração de 56 girafas de ambos os sexos (de 18 a 1500 kg), e desenvolveu equações alométricas que se relacionam com as alterações nas dimensões do coração para o desenvolvimento da função cardiovascular. Previsões efetuadas a partir destas equações combinaram medições feitas nas girafas. Descobriu-se tanto o aumento da massa do coração como o aumento da massa do corpo, mas que tem uma massa relativa de 0,51 (± 0,7%) da massa corporal que é a mesma que em outros mamíferos. O ventrículo esquerdo e as paredes interventriculares são hipertrofiadas e suas espessuras são linearmente relacionadas ao comprimento do pescoço.

O aumento da pressão arterial sistêmica assim como o aumento do comprimento de massa corporal e do pescoço e é o dobro ao encontrado em mamíferos da mesma massa corporal. O débito cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração por minuto) é o mesmo, mas com o dobro da resistência periférica que é previsto para mamíferos de porte semelhante. Concluiu-se que o aumento da pressão hidrostática da coluna de sangue no pescoço resulta em alongamento, hipertrofia cardíaca e das paredes das arteríolas concomitante ao aumento da resistência periférica, com um aumento seguinte da pressão sanguínea (Mitchell & Skinner, 2009).

Estudos como este, direcionados ao entendimento do sistema cardiovascular de forma comparada podem ter implicações médicas. Em girafas, o “mecanismo de Cushing” é ativado pelo aumento do comprimento do pescoço durante o crescimento subsequente do animal, e é provocado pela hipotensão gravitacional que estimula um aumento da pressão arterial basal. No homem e ratos, o mecanismo é ativado pelo estreitamento das artérias do tronco cerebral. O mecanismo de Cushing é mecanismo fundamental subjacente a hipertensão essencial onde a resistência periférica total é elevada (Paton et al, 2009).

Este tipo de adaptação modular envolvendo vertebras e alterações fisiológicas permitiu alongar o pescoço e usar vegetação (acácias) em níveis mais elevados do chão como fonte de alimento, tendo implicações na seleção sexual, sendo pelo acesso facilitado ao alimento e pelo uso do pescoço na disputa por fêmeas.

Recentemente um estudo (Danowitz et al, 2015) fez uma abordagem ampla sobre as vertebras do pescoço das girafas. O estudo consistiu em pegar varias análises de diversas vértebras cervicais da Giraffa camelopardalis, ocapias e comparar com as vertebras de diferentes fósseis. Eles incorporaram os dados comparativos em uma análise anatomica abrangente sobre o alongamento do pescoço usando 20 caracteres distintos. Fizeram um cálculo de alongamento vertebral cranial e caudal, calcularam o comprimento e largura das vértebras, especialmente as cervicais (n = 71) de 11 táxons representando todas as sete subfamílias do grupo.

As sete subfamilias são Canthumerycinae, que apresentam uma dentição primitiva, com um canal lasolacrimal aberto e um pequeno lóbulo secundário no canino. Isto inclui Georgiomeryx georgalasi e Canthumeryx sirtensis. O material é conhecido a partir das colinas de Muruarot no Quênia e é datado em 17 milhões de anos; em Gebel Zelten na Líbia, datado entre 18 e 16 milhões de anos e Fort Ternan do Quênia 14 milhões de anos (Hamilton, 1978).

A subfamília Okapiinae é representado por Okapia johnstoni (ainda viva) e Afrikanokeryx leakey (Bohlin, 1926). O animal sobrevivente é conhecido do Zaire, e fósseis relacionados a estas espécies já foram encontrados em Ngorora do Quênia e datados em 9 milhões de anos.

A subfamília Giraffokerycinae é caracterizada pela presença de metapodios longos (popularmente chamado de metatarsos e metacarpos) e quatro ossicones (Solounias, 2007). Isto inclui Giraffokeryx punjabiensis e Giraffokeryx primaevus. O material é conhecido a partir do Fort Ternan do Quênia datado em 14 milhões de anos e a Formação Chinji do Paquistão, com a mesma datação.

Sivatheriinae é uma subfamília de girafideos que têm quatro ossicones e um tamanho corporal grande em comparação com outros girafideos e ungulados co-existentes. Isso inclui as espécies Bramatherium, Sivatherium, Birgerbohlinia e Helladotherium. O material é conhecido principalmente do Siwaliks, datado entre 5 e 2 milhões de anos (Plioceno); Pikermi e Samos da Grécia datado entre aproximadamente 7,5 e 7 milhões de anos; Piera de Espanha e Langebaanweg da África do Sul datado em 2 milhões de anos (Hamilton, 1978).
A subfamília Palaeotraginae (Hou et al, 2014) inclui as espécies de Schansitherium, Samotherium, Palaeotragus e Alcicephalus e caracteriza-se por tem ossicones desencapados com facetas de desgastadas. O material é conhecido principalmente a partir de Samos e Pikermi, na Grécia datado entre aproximadamente 7,5 e 7 milhões de anos, Taskinpasa, Kemiklitepe e Sinap na Turquia e Maragheh no Irã datados em 7,5 milhões de anos (Geraads, 1977).

A subfamilia Bohlininae tem metapodios longo e delgados, com uma calha profunda, e os seios cranianos estão ausentes (Solounias, 2007). Isso inclui a espécie Bohlinia attica e Honanotherium schlosseri,encontrados em Gansu e Shanxi da China, Samos e Pikermi, na Grécia datado entre aproximadamente 7,5 e 7 milhões de anos.

A última subfamilia é Giraffinae (Zittel 1893) na qual conta com girafas com metapodios mais longos, sem calhae inclui a Giraffa camelopardalis, Giraffa sivalensis, Giraffa jumae, Giraffa pygmaea, Giraffa stillei e Giraffa gracilis. O animal sobrevivente é encontrado em toda a África, e fósseis são conhecidos principalmente do Alto Siwaliks do Paquistão, datados entre 3 e 2 milhões de anos, e em Koobi Fora no Quénia e Olduvai Tanzânia datados em 2 milhões de anos (Geraads, 1986).

A comparação da vertebra cervical 3 (C3) de Samotherium e Giraffa camelopardalis demonstrou que o alongamento cervical ocorre desproporcionalmente ao longo do eixo vertebral crânio-caudal. As características morfológicas e as relações calculadas demonstraram que os estágios no alongamento cervical são suportados pelas transformações vistas em fósseis e exemplares existentes. O alongamento cervical é anisometrico (ou seja, assimétrico) e precede a família Giraffidae. Isso quer dizer que o alongamento do pescoço ocorreu gradualmente, ou melhor, ja estava acontecendo antes mesmo da origem da família das girafas modernas. Dentro desta família, o alongamento vertebral cranial é a primeira etapa de alongamento observado, seguido de alongamento vertebral caudal, que representa o longo pescoço da girafa (Danowitz et al, 2015).

Análise da taxa de aumento da massa do pescoço encontrou pouca diferença entre machos e fêmeas de girafas modernas, sugerindo um papel menor da seleção sexual, no alongamento do pescoço (Mitchell et al, 2013). Foi proposto que tanto o forrageamento e os combates masculinos provavelmente contribuíram para o alongamento do pescoço girafa; e as observações feitas com girafas se alimentando nas porções mais altas das árvores (de até 5m) favorece a hipótese da concorrência e a seleção direta de machos de pescoço maiores por fêmeas. Isto apoia a teoria da seleção sexual (Simmons et al, 2010). Quer dizer que o fator seleção sexual de Mvarti estava certo, mas pelos motivos errados. O forrageamento foi um fator da seleção sexual mais expressivo do que a disputa por fêmeas a partir de pescoçadas.

Os mecanismos fisiológicos que regulam a pressão arterial e perfusão cerebral para compensar o aumento maciço do comprimento do pescoço têm sido extensivamente estudadas (Paton et al, 2009; Mitchell G, Skinner, 2009). Vários estudos têm abordado as especializações únicas da vertebra C7 e T1 em Giraffa camelopardalis, sugerindo características anatômicas cervico-toráxica atípicas, contribuindo para o alongamento do pescoço (Solounias,1999 & Badlangana et al, 2009). Um estudo osteológico de vertebras de fetos e adultos de girafa concluiu que o alongamento cervical substancial ocorre após o nascimento (van Sittert et al, 2010), mas as demonstrações osteológicas dos fósseis e as respectivas transformações evolutiva do pescoço estavam faltando.

Um estudo sobre os comprimentos vertebrais de ungulados ainda existentes e girafideos extintos constatou que o alongamento cervical das girafas estava presente entre os Palaeotraginos, um grupo de girafas primitivas datado em aproximadamente 12 milhões de anos (Badlangana et al, 2009).

Características anatômicas das vértebras cervicais dos girafideos existentes e extintos representam as sete subfamílias citadas acima, e que estão relacionadas entre si na filogenia que demonstra a origem e evolução em função do alongamento do pescoço. Os dados matemáticos sobre as vertebras, para determinar regiões das vertebras cervicais expostas ao alongamento proporcionam um entendimento melhor sobre os estágios intermediários deste processo, culminando no alongamento final e expressivo do pescoço G. camelopardalis.

O estudo também avaliou a vertebra C2 e sua morfologia na espécie Bohlinia, um ancestral próximo a Giraffa, dez caracteres referentes a elongação vertebral em geral, cinco caracteres que se relacionam com o alongamento da parte craniana da vértebra e seis caracteres referem ao alongamento da parte caudal da vértebra Danowitz et al, 2015).

Ao examinar os pescoços articulados de Sivatherium, Bramatherium, Okapia, Samotherium e G. Camelopardalis usaram características morfológicas para distinguir C3 de C4 e C5; por exemplo, o processo espinhoso (ou spinous process) é mais restrito as vertebras C3 e C5.

O estudo também realizou uma transformação matemática da terceira vértebra cervical de Samotherium, um girafideo extinto, comparando com as proporções da G. camelopardalis para analisar o local onde ocorreu o maior alongamento cervical. O espécime foi ideal para análise porque está bem preservado e porque sua localização no cladograma marca a transição para as girafas de pescoço mais longo Danowitz et al, 2015).

Okapia, giraffokeryx, sivatherium e Bramatherium tem o comprimento e largura da vertebra C3 curtos. Sivatherium exibie o C3 mais curto de todos os girafideos (medidas – Okapia;1,41-2,07, Giraffokeryx;2-2,21, Sivatherium;1,21 e Bramatherium;1.3 ). Ao contrário dos outros girafideos de pescoço alongado, o processo espinhoso de C2 é alto, grosso e inclinado verticalmente em todos, exceto em Bramatherium, onde o C2 é profundamente côncava. Isto é consistente com as vértebras não-alongadas.

Os táxons restantes (Samotherium, Palaeotragus, Giraffa sivalensis e Giraffa camelopardalis) indicam um estado que beneficia o alongamento vertebral cranial de C3.

Não são conhecidas vértebras C3 de Bohlinia; portanto, o alongamento craniano não pôde ser avaliado. As vertebras C3 de Samotherium e Palaeotragus indicam um alongamento cervical moderado (Samotherium;2,26-3,75 e Palaeotragus;2,87-3,72).

Giraffa sivalensis possui a vértebra C3 mais alongada dentre todos os girafideos extintos. Esta vertebra é a mais semelhante proporcionalmente a C3 das girafas atuais.

Assim, o estudo comparou todas essas propriedades do alongamento do pescoço ao longo da evolução das girafas traçando os 20 estados de caráter comparando cladograma s publicados anteriormente (Hamilton, 1978 & Solounias, 2007) e fornecendo uma visão mais ampla. Desta forma, este estudo contribuiu para constatar aspectos ligados ao alongamento precoce do pescoço em girafideos; encurtamentos cervicais secundários em grupos de girafas ancestrais; alongamentos vertebrais cranial e caudal, uma análise comparativa com a C7 e axis de Bohlinia attica e as características únicas apresentadas em C7 das girafas atuais.

O que as vertebras nos diz

No que diz respeito ao alongamento precoce, o fóssil de Prodremotherium é considerado um antepassado potencial de Giraffidae baseado em metapodios fundidos e alongados, caninos pequenos e molares superiores (Janis & Scott, 1987). Canthumeryx é um girafideo basal com um canal nasolacrimal aberto e saliências occipitais (Hamilton, 1978). A análise dessas duas espécies revelou que não só a linhagem das girafas começou com um pescoço relativamente alongado, mas que este alongamento cervical precedeu a familia Giraffidae. Há uma série de características da vertebra cervical que os diferenciam de Prodremotherium e de Canthumeryx, e que ambos têm pescoços em um estágio intermediário de alongamento embora sejam primitivos. As características que unem as espécies dentro da familia Giraffidae contam com a presença de ossicones, um canino bilobado, além de um tamanho de corporal maior (Solounias, 2007). A novidade é que o comprimento do pescoço, atributo mais marcante e popular da Giraffa, não é, aparentemente, uma característica definidora da família.

Houve um encurtamento secundário nas vértebras cervicais de alguns girafideos. Okapia, Giraffokeryx, Sivatherium e Bramatherium tem o comprimento e largura das vertebras C3 secundariamente encurtado em comparação com Canthumeryx.

Tanto Sivatherium, quanto Bramatherium possuem vertebras C3 excepcionalmente robustas e maciças, proporcionais ao tamanho do corpo os grandes metapodials (Solounias, 2007). Estes quatro táxons são únicos em girafideos, com um processo espinhoso espesso em C2. É possível que esses táxons sejam unidos por um ancestral comum, e que o encurtamento secundário ocorreu uma única vez na filogenia. É também possível que este encurtamento ocorreu várias vezes de forma convergente. O encurtamento secundário parece ter ocorrido há relativamente pouco tempo em Okapia, Sivatherium e Bramatherium que são geologicamente mais recentes, com cerca de 3 milhões de anos. Giraffokeryx é um táxon bastante antigo, no entanto, a relação comprimento/largura e o número de estados de caracteres de alongamento indicam que as vértebras são mais alongadas do que a dos outros três girafideos não alongados. Sugere-se que Giraffokeryx é um ancestral plausível para os Sivatherium e Bramatherium (Solounias, 2007).

Alguns membros do grupo passaram por um alongamento cranial e/ou caudal nas vertebras. É possivel que o alongamento da porção cranial das vértebras represente um alongamento moderado que vemos em Samotherium e Palaeotragus. Estes táxons compartilham uma extensão ventral proeminentee possuem uma faceta articular cranial desconectada de certas estruturas anatômicas. Ao que parece, o alongamento craniano é a primeira fase de alongamento cervical visto em Giraffidae. Isto é consistente com a análise de comprimentos vertebrais em que constatou-se que o alongamento ocorreu entre os Palaeotragines (Badlangana et al, 2009).

O alongamento caudal das vertebras começou com um pescoço parcialmente alongado, o qual foi adicionalmente expandido por um alongamento vertebral craniano há aproximadamente 7,5 milhões de anos. A fase final resultou no pescoço longo de G. camelopardalis, que é alongado caudalmente. Giraffa sivalensis parece ser transitória, uma vez que partilha alguns, mas não todos, os estados de alongamento caudal com G. Camelopardalis.

Uma consequência deste alongamento caudal é o deslocamento da porção mais grossa da apófise espinhosa.

A concentração óssea central parece expandir-se caudalmente em G. sivalensis, enquanto o material é completamente caudal em G. camelopardalis. Presumivelmente, este alongamento caudal é a fase final que culminou no longo extremamente pescoço da girafa.

Correspondentemente, a parte caudal da vertebra C3 de G. camelopardalis compreende a maior parte do comprimento vertebral total. De acordo com os resultados obtidos no artigo, as medidas do corpo vertebral da Giraffa sp de Koobi Fora tem a forma alongada semelhante as vertebras de G. camelopardalis (Badlangana et al, 2009). Reconstruções do tamanho do corpo de G. sivalensis sugerem que ela foi modelada de forma semelhante à de G. camelopardalis (van Sittert & Mitchell, 2015). O alongamento caudal, combinado com o alongamento craniano de um estado anterior já alongado levou ao alongamento do pescoço da Giraffa.

No caso da Bohlinia attica é difícil analisar a situação da vertebra C3, a principal vértebra avaliados no alongamento, porque ela esta faltando no registro fóssil. No entanto, todos os estados de caracteres observado nos três espécimes encontrados exibem um alongamento significativo. O processo espinhoso é baixo, delgado e orientado horizontalmente ao corpo vertebral. É possível que este táxon tivesse um pescoço longo com base em seus metapodios altos. Medições revelam que os metapodios foram similarmente proporcionais e dimensionados como aqueles de G. camelopardalis (Geraads, 1979). A combinação de um pescoço “curto” em Bohlinia com membros alongados não é viável. Assim, existem duas hipóteses relativas para o alongamento do pescoço desse grupo; um propõe que os membros e o pescoço alongaram no mesmo ritmo; a segunda sugere que vértebra cervical foi alongada desproporcionalmente mais rápido do que os metapodios (Simmons et al, 2010) Nenhum dos cenários permite alongamento do membro precedendo o do pescoço. As medições dos substituintes em C2 e C7 de espécimes de Bohlinia demonstram que estas vértebras são alongadas.

Em conclusão, foi possível constatar que a Giraffa camelopardalis tem a vertebra C7 com várias especializações, únicas, não só para girafideos, mas dentre os mamíferos em geral. A artéria vertebral entra por um forame em C7 na G. camelopardalis, enquanto que nos outros mamíferos essa inserção ocorre na vertebra C6 (Badlangana et al, 2009). Além disso, a vertebra toraxica T1 tem sido “cervicalizada” pela localização de suas articulações com uma nervura, que em outros mamíferos ocorrem em C7 (Solounias,1999). A girafa atual é o mamífero que tem a vertebra C7 extremamente alongada, sendo a maior do que a de qualquer outra girafa ancestral. O comprimento de C7 é mais conservado entre os mamíferos, comparado com o do camelo e lhama, onde o pescoço é alongado, mas permanece com a C7 curta (Webb, 1965). A junção cervico-torácica é fundamental para o movimento do pescoço (Solounias,1999) de tal modo que essas especializações exclusivas em C7 e T1 permitiram esse alongamento visto apenas em G. Camelopardalis. A análise das espécimes fósseis de girafas não só forneceu evidências para a evolução do alongamento cervical, mas também demonstrar a local onde alongamento ocorreu.

Victor Rossetti

Palavras Chave: NetNature, Rossetti, Girafas, Sivatherium, Bohlinia, Giraffokeryx, Okapia, Bramatherium, Canthumeryx, Prodremotherium, Pescoço, Vertebra C3, Vertebra C7, Vertebra C2, Vertebra T1, Evolução, seleção natural, Seleção Sexual,

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Referências
Badlangana NL, Adams JW, Manger PR. 2009 The giraffe (Giraffa camelopardalis) cervical vertebral column: a heuristic example in understanding evolutionary processes? Zool. J. Linn. Soc. 155, 736–757.
Bohlin B. 1926 Die Familie Giraffidae. Pal. Sinica. Ser. C. 1, 1–178.
Danowitz, M. Aleksandr Vasilyev, Victoria Kortlandt, Nikos Solounias. Fossil evidence and stages of elongation of the Giraffa camelopardalis neck. The Royal Society Open Science. R. Soc. open sci.2: 150393. 2015
Geraads D. 1977 Les Palaeotraginae (Giraffidae, Mammalia) du Miocène supérieur de la region de Thessalonique (Grèce). Géol. Méditerr. 5, 269–276.
Geraads D. 1979 Les Giraffidae (Ruminantia, Mammalia) du Miocène supérieure de la region de Thessalonique (Grèce). Bull. Mus. Hist. Nat. 4, 377–389.
Geraads D. 1986 Remarques sur la systématique et phylogénie de Les Giraffidae (Artiodactyla, Mammalia). Geobios 19, 465–477.
Hamilton WR. 1978 Fossil giraffes from the Miocene of Africa and a revision of the phylogeny of Giraffoidea. Phil. Trans. R. Soc. Lond. B 283, 165–229
Hou S, Danowitz M, Sammis J, Solounias N. 2014 Dead ossicones, and other characters describing Palaeotraginae (Giraffidae; Mammalia) based on new material from Gansu, Central China. Zitellania 32, 91–98.
Janis CM, Scott KM. 1987 The interrelationships of higher ruminant families with special emphasis on the members of the Cervoidea. Am. Mus. Novit. 2893, 1–85.
Mitchell GD, Roberts D, van Sittert S, Skinner JD. 2013 Growth patterns and masses of the heads and necks of male and female giraffes. J. Zool. 290, 49–57.
Mitchell. G; Skinner J. D. An allometric analysis of the giraffe cardiovascular system. Comparative Biochemistry and Physiology Part A: Molecular & Integrative Physiology. Volume 154, Issue 4, December 2009, Pages 523–529
Mitchell G, Skinner JD. 2009 An allometric analysis of the giraffe cardiovascular system. Comp. Biochem. Physiol. 154, 523–529.
Myer, D. El-Hani, C, N. O homem em busca das origens – História da Ciência – A evolução da teoria darwiniana. Scientific American Brasil – Ed. nº 7. 2007
Paton JFR, Dickinson CJ, Mitchell G. 2009 Harvey Cushing and the regulation of blood pressure in giraffe, rat and man: introducing ‘Cushing’ mechanism’. Exp. Physiol. 94, 11–17.
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Webb SD. 1965 The osteology of Camelops. Bull. Los. Ang. Count. Mus. 1, 1–54.
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