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Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
21-07-2016, 01:46 AM (Resposta editada pela última vez em: 21-07-2016 01:58 AM por Julio Cesar.)
Resposta: #21
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

Maior burrice, sair as sete da manhã, voltar as seis da tarde e ainda ter que se preocupar com os ranhentinhos, fazer comida, lavar roupa e o dinheiro que recebe trabalhando fora de casa, muitas vezes, metade disso vai para pagar alguém para cuidar dos filhos justamente para que ela possa trabalhar fora de casa (what fuck?). Isso tudo é obra do capitalismo.

Eu só trabalho porque não me casei, e eu só não me casei porque trabalho.

Melhor coisa, acordar meio dia, ficar o dia todo em casa sozinha sem ninguém enchendo o saco e quando faltar uma hora para marido chegar correr fazer algum serviço doméstico.

Alguém que casar comigo? Tongue

Tiveram que vender essa ideia porque pra essa ideia colar tem que se criar um ar heroico no processo. As mulheres teriam começado a trabalhar com ou sem feminismo, o sistema capitalista precisa de constante expansão, tirar as mulheres de casa era a forma mais rápida de conseguir isso. Com isso conseguiram dobrar a quantidade de produtores e consumidores.

Mas tem um grande porem também, a mulher pobre SEMPRE trabalhou. Quem não trabalhava era da classe media pra cima. Sem contar que numa época que não se tinha maquina de lavar, fogão a gás, comida já limpas pronta pra cozinhar, pode ter certeza que mesmo as que não trabalhava fazia coisa pra caramba.

Pra terminar lembrei desse texto que li esses dias.
Citar:FEMINISMO PRA QUÊ?

O título é uma provocação. O conteúdo, no entanto, é um convite ao pensamento: afinal, pra que serve este tal de feminismo? Ele tem razão de ser? Há diversas maneiras de se abordar o assunto e para os preguiçosos a resposta curta é: ele bem que serviu pra algo e ainda é necessário, mas uma forma particular dele mais atrapalha do que ajuda. Pronto, se leu até aqui pode se contentar e amar ou odiar o conteúdo e sair espalhando que a AJS é feminazi ou então que é misógina, à sua escolha, e seja feliz em sua bolha de autoconfirmação de opiniões. Se de alguma forma o título e este pequeno trecho te provocaram, instigaram, incitaram a curiosidade, então prossiga a leitura. Desta vez, poucas imagens e nenhuma muito bonitinha, nenhuma pra colorir e muitas palavrinhas, então se procura memes é melhor partir pra outro canto.

O mundo de ontem e as mulheres

O papel das mulheres e suas liberdades individuais variam conforme a época e local, as culturas são muito “plásticas” neste sentido, mas não o suficiente para parecermos alienígenas entre nós. Na maioria esmagadora do tempo, a maioria esmagadora dos indivíduos teve poucas liberdades individuais, por falta de recursos, oportunidades e educação, vivendo sob as limitações tradicionais que, em geral, impõem rigorosos deveres (e também alguns amplos direitos) com relação à família e à comunidade próxima. O ponto a ser explicitado aqui é que as pessoas em geral, na maior parte do tempo e na maioria dos lugares, foram severamente limitadas por tradições que lhes exigiam enormes compromissos familiares e comunitários. De maneira geral, a maior parte dos primatas bípedes com hábitos incomuns que viveu neste planeta foi de alguma forma “reprimida”, “constrangida”: isso vale, obviamente, para as fêmeas, mas não só para elas.

Até recentemente a enorme maioria das pessoas era iletrada ou pouco letrada, com poucas posses, praticamente sem poder político e acesso a informações, bens e serviços e precisavam labutar duro para ter o mínimo necessário à subsistência. Poucos eram os que tinham possibilidade de atuar politicamente no mundo e que possuíam condições de viver uma vida confortável, segura, saudável e com algum acesso a informações. Dentre estas poucas pessoas, algumas certamente eram esposas, irmãs e filhas de homens afortunados. Aqui começam os problemas: mesmo com a maioria da população, indiscriminadamente quanto ao gênero, sobrevivesse na dificuldade e na ignorância, com direitos limitados, dentre os de “boa vida” era muito comum às mulheres terem mais dificuldades no acesso à informação e na expressão de seus anseios e, principalmente, dificuldades em atuar na estrutura política formal de suas sociedades.

Há de se ressaltar aqui que, no entanto, na maioria dos casos as fêmeas humanas — em especial as de elevado status social — foram fisicamente protegidas na medida do possível dos humanos de ambos os sexos de agrupações vizinhas que, em geral, eram no mínimo moderadamente hostis. Isso ocorre porque fêmeas são o pivô da reprodução e da custosa e lenta criação dos filhos, tornando-se assim um “recurso social” tão precioso como alimento, abrigo ou água e, portanto, igualmente cobiçado por outros agrupamentos. Como não faz sentido “defender” este recurso colocando o próprio recurso em risco (isto é, na linha de frente de defesa ou ataque físico contra assaltantes), as fêmeas foram em geral poupadas o quanto fosse possível das atividades bélicas e/ou de alto risco físico. Nota-se, também, que a prática de machos exógenos atacarem (e matarem) os machos do grupo social de fêmeas exógenas e, então, tomarem-nas à força e integrá-las forçosamente ao próprio grupo é um comportamento corriqueiro entre primatas, inclusive entre chimpanzés.

Assim, na configuração mais comum ao redor do globo e ao longo do tempo eram sociedades em que as mulheres tinham muita relevância no núcleo familiar e nas decisões cotidianas de como e o quê deve ser feito e pouca influência nos contatos e decisões entre grupos diferentes e nos acordos (e desacordos) de suas interações. Conforme as sociedades humanas se tornaram maiores, mais complexas e cada vez mais dependentes de recursos remotos, o poder “exógeno” ao núcleo familiar se tornou muito maior e mais importante do que o poder “endógeno” a este núcleo, deixando as fêmeas em desvantagem neste aspecto. Mas conforme as sociedades se tornaram mais complexas e dependentes de recursos remotos, também se tornaram mais seguras. Com a segurança decorrente de sociedades altamente especializadas, hierarquizadas, os antigos pudores acerca da segurança das fêmeas que as apartavam da influência sobre assuntos “exógenos” ao núcleo familiar deixaram de fazer sentido.

Dois ou três séculos atrás, quando os grandes Estados ocidentais (e alguns orientais) se reorganizaram para subsistirem em redes de interesse e poder cada vez mais complexos e especializados e dependentes de recursos remotos, o próprio núcleo familiar perdeu muita relevância social frente aos agrupamentos e associações especializados e objetivos necessários à manutenção da sociedade. Com isso os indivíduos tiveram seus compromissos familiares afrouxados e diversas liberdades individuais aprimoradas dentro de um limite que fosse interessante ao Estado. Mas ficaram para trás a maioria das mulheres que, num anacronismo curioso, mantiveram sua influência no núcleo familiar (agora pouco relevante como órgão vital da sociedade) e, desta forma, foram excluídas da nova maneira de ser na sociedade. E é neste ponto que “nasce” o feminismo, que nada mais é do que uma tentativa organizada de equalizar os direitos e liberdades individuais e potencial de influência política entre machos e fêmeas em sociedades suficientemente complexas, hierarquizadas e seguras. E nasce como um requerimento das mulheres mais cultas (e de muitos homens de seu convívio), ou seja, como um movimento inicialmente endereçado para as mulheres mais abastadas. Vale lembrar que não faz sentido dizer que “mulheres conquistaram o direito de trabalhar”, já que elas labutaram pesado desde o paleolítico: com isso se quer dizer que mulheres oriundas de famílias abastadas queriam, como seus irmãos, professarem a advocacia, a medicina, as profissões acadêmicas, administrarem propriedades, bens e serviços.

Não faz assim tanto tempo, mulheres mal podiam herdar (e, quando o faziam, muitas vezes era como mero usufruto até um “macho legalmente autorizado”, fosse seu filho, irmão ou marido, pudesse, através dela, herdar os reais direitos sobre os bens e propriedades), não tinham participação política e diversas de suas liberdades individuais eram severamente cerceadas: elas praticamente não podiam fazer qualquer coisa que lhes proibisse seu “dono” (pai, irmão, marido ou, em alguns casos, irmão do falecido marido ou mesmo o filho mais velho). Muitas vezes seu acesso à informação e instrução eram limitados, mesmo nas classes mais altas. Se não te parece estranho, absurdo, que haja mulheres ricas, as que ganham a vida com arte, as que frequentam escolas e universidades, as que chefiam departamentos, as que são eleitas e, óbvio, as que votam, então é fácil sugerir que entre a época que aderecei logo acima e hoje ocorreram muitas mudanças sociais e culturais. E o feminismo tem algo a ver com isso, seja como provável causa, seja como provável beneficiário.

Ganhos e Perdas

Aliás, quem ganha com o feminismo? A resposta óbvia seria “as mulheres, é claro”. Mas ela é falsa. Toda a sociedade ganha com o feminismo. Mas há perdas no meio do caminho, a maioria delas às mulheres. Mas os ganhos superam — e muito — as eventuais perdas. Mas o que se ganha com o feminismo? “Muito e ainda mais”, diria G.R.R. Martin, um escritor e ativista feminista. Tempos atrás, Glenda Varotto escreveu de forma interessante como um ícone feminista demonstra os ganhos pontuais das mulheres com o machismo e as perdas pontuais dos homens com o machismo, o que sugere que numa sociedade menos machista, homens tenham ganhado algo e mulheres perdido algo. Recomendo o texto, mas focarei noutros ganhos e em algumas poucas perdas.

A economia ganha. Com a maioria das mulheres tendo acesso à mesma educação dos homens e ao mesmo mercado de trabalho dos homens, o “preço” do trabalhador cai e mais deles, de ambos os sexos, são potencialmente contratáveis. Além de produzir, mulheres consomem, alimentando o mercado, principalmente o mercado interno. Com mais gente, de ambos os sexos, trabalhando, mais novas (e por vezes boas) idéias surgem, dinamizando a maioria dos setores. Além disso, com mais gente trabalhando, maior será a renda familiar e, portanto, as condições de consumo (que podem — ou não — se refletir na qualidade de vida) familiar também aumentam. Mulheres estudando e trabalhando ajuda e desenvolver e manter sociedades mais ricas, prósperas e pacíficas.

O que foi dito para a economia é facilmente transposto para a política, para a ciência, para as atividades culturais. Não só porque incrementos econômicos podem gerar incrementos nestas outras áreas, mas porque o efeito geral é o mesmo: mais gente atuando, maior a oferta, mais idéias, mais pares, grupos maiores, maiores contribuições. E, com isso, maior diversidade de pontos de vista (por mais gente se dedicar às mesmas tarefas) e maior diversidade de estratégias. Afinal, teria sido uma lástima desperdiçar as mentes e os esforços de tantas pesquisadoras, engenheiras, arquitetas, programadoras, etc: certamente seria uma sociedade menos diversa, menos próspera, sem a contribuição das mulheres.

As perdas? Em sociedades “tradicionais”, com as mulheres constituindo ou orbitando o núcleo familiar, havia bastante segurança material e física às mulheres, pelo menos às mulheres de famílias mais abastadas. Agora as mulheres perderam seu status romântico de seres inatingíveis, frágeis, a serem protegidos ou tutelados e tem de lidar com o dia-a-dia de esforço e frustrações, cobranças e inseguranças empregatícias e financeiras. A filha de um barão carvoeiro do século XVII não precisava mais do que saber ler cânticos religiosos e literatura água-com-açúcar “apropriada” para seu sexo e idade, preocupando-se em ser uma jovem atraente e interessante para se tornar uma esposa dedicada. Não é um curso de vida muito estimulante, mas é seguro, principalmente se o corno for manso. A filha de um diretor de mineradora de hoje tem de, no mínimo, ser tão bem preparada para seguir os passos de seu pai quanto seus irmãos, sem garantias de que isso dará certo e geralmente sem as pretensões casamenteiras: que marido rico se dispõe a casar com comunhão total de bens hoje em dia?

Feminismo e Humanismo

Mas fêmeas humanas são, antes de tudo, humanas, são pessoas. Como tais, são detentoras de todas as capacidades — para as melhores e piores atitudes — de toda outra pessoa, independentemente da configuração de sua genitália. Para promover o bem-estar das fêmeas humanas e, com isso, a prosperidade social decorrente, o Humanismo basta. E não só isso, do Humanismo é possível derivar a defesa e promoção de todas as pautas racionais da justa e necessária equidade reivindicada pelos movimentos feministas. Isso tudo é, no geral, muito correto. Deste ponto de vista o feminismo seria “descartável”, supérfluo e, talvez, antes uma ameaça sectária do que uma promessa progressista. Novamente, há alguma razão em dizer estas coisas.

Mas — tem sempre um “mas” — não reconhecer o feminismo por conta de entendê-lo como uma “aplicação” particular do humanismo é ou pode ser uma simplificação exagerada, com alguma dose de “purismo teórico” perigoso. Primeiro, se é verdade que todo humanista é feminista (ao reconhecer a mulher como um ser humano e daí aplicar a ela toda a ladainha humanista), não necessariamente todo feminista é um humanista. E não seria muito produtivo excluir dos que reconhecem os benefícios da igualdade da mulher os que não se declaram (e que talvez não o sejam, mesmo) humanistas. Além disso, uma pessoa qualquer, dentre elas uma pessoa humanista, pode concordar com diversas pautas (até coerentes entre si… mas às vezes incoerentes também), mas por razões individuais preferir se dedicar ativamente mais a uma ou outra ou a um grupo seleto de pautas. Deste ponto de vista, parece muito sensato chamar alguém que não só “concorda” com as pautas feministas (como todos ou a maioria dos humanistas), mas que de fato promove ações neste sentido de feminista. Levando em conta não só o reconhecimento e concordância, mas a manifestação política e/ou social, um humanista pode ser “teoricamente” a favor do feminismo, mas não fazer nada a respeito (o que não é condenável, as pessoas não precisam ser todas ativistas e menos ainda ativistas da mesma causa), não sendo “feminista na prática” (no sentido de ser um ativista). Da mesma forma, alguma pessoa pode não só concordar com o feminismo, mas ser uma ativista sem, necessariamente, sequer ter interesse pelo humanismo.

Por estas razões é útil e até prudente não querer “extinguir” o termo “feminismo” em prol do “humanismo”, ainda que, de maneira geral, as pautas sensatas do feminismo estejam completamente cobertas pelo escopo teórico (e prático) do humanismo.

Feminismo e o Mundo

Anteriormente eu relembrei um mundo meio sombrio, onde as mulheres, por razões históricas diversas, acabaram numa situação desvantajosa no advento do estabelecimento de sociedades complexas, especializadas, hierarquizadas e dependente de recursos remotos. Contrastei aquela situação com uma situação muito melhor hoje “por aqui”. Mas há duas observações a serem feitas: a primeira é que nem tudo está perfeito; a segunda é que não é em todo lugar que as coisas vão bem. Afastemos nosso pensamento por um momento na questão de que nem tudo está como seria o ideal e nos concentremos na “questão geográfica”: se pudesse escolher, onde preferiria nascer mulher, no Brasil ou na Somália? Nos EUA ou no Irã? Na China ou na Eslováquia? Na Holanda ou no Paraguai?

Ainda hoje há muitas diferenças geográficas no modo como as mulheres participam da sociedade. Isso leva a pautas completamente distintas num canto e no outro do mundo. É verdade que, mesmo na Suécia, menos mulheres se formam como engenheiras do que homens e que no Japão mulheres sequer podem usar pílula anticoncepcional. Mas em boa parte do mundo os direitos das mulheres e de uma cabra são, em grande medida, equivalentes, às vezes com alguma ligeira vantagem às cabras (que nunca são genitalmente mutiladas, por exemplo). Há diversas pautas a respeito dos direitos e liberdades individuais das mulheres no Ocidente (o que inclui, culturalmente e materialmente o Japão e a Austrália, apesar de suas localizações), mas elas são completamente diversas das pautas noutros cantos. E não só diferentes nas reivindicações, mas na gravidade dos problemas e na urgência de soluções.

A questão é que várias sociedades ainda não atingiram a situação de complexidade e hierarquização, ou de captação de recursos remotos, necessária à pacificação e segurança que permite às mulheres deixarem de ser “um recurso” protegido e, no entanto, disputado e controlado (ou, ao menos, cuja exposição pública garanta segurança a ela e à sociedade). Há, também, sociedades que já caminharam largamente nesta direção, mas não “atualizaram” as liberdades individuais, não só em relação às mulheres. A maioria destes lugares são pouco prósperos, ainda que haja pessoas riquíssimas, poderosas e instruídas nestas sociedades. Ser mulher em muitos cantos do mundo quase não difere de uma longa sessão de tortura, mas ser homem também não é tão vantajoso assim.

Infelizmente esta condição faz com que o ativismo feminista voltado a tais regiões tenha, para ser efetivo, de ser muito pouco feminista. Há necessidade de, antes, resolver as questões de poder, bélicas, econômicas, étnicas e culturais antes de se conseguir promover o bem-estar das mulheres, caso contrário os poucos avanços serão ou muito limitados ou de vida muito curta. Em outras palavras, uma coisa é protestar contra os impostos sobre absorventes na Inglaterra (o que pode, por incrível que pareça, levar a alguma mudança na situação), outra é lidar com o Boko Haram. E não adianta simplesmente combater o Boko Haram e deixar que algum grupo tribal, às vezes constituinte do próprio Estado, ocupe seu lugar com pouca distinção de hábitos.

Infelizmente, os grupos feministas que quiserem mudar algo positivamente nestes cantos do mundo tem de abandonar sua “expertise” em “assuntos de mulher” e focar na pacificação e no acesso de mulheres a saneamento, condições de saúde e controle de natalidade, educação e acesso ao crédito para mulheres. Todas pautas muito complexas e de resolução difícil e demorada, além de custosa. Sociedades com direitos individuais universais garantidos são mais prósperas (e tais direitos não só promovem, mas dependem da prosperidade), focar nas condições de vida das mulheres pode, sim, ser a melhor opção para reduzir a miséria de nações devastadas, desde que se assegurem as condições para a promoção de seus direitos.

Feminismo e o Ocidente

Agora sim, aquele papo de que nosso mundo não é perfeito para as mulheres. Não penso ser necessário comentar, mas já comentando, que ele não é perfeito para ninguém, o que não impede que tentemos melhorá-lo. É verdade que comparado a um passado recente, ou a nossos vizinhos do planeta, as condições atuais das mulheres em nossa sociedade são quase o paradisíacas. Entretanto, há problemas e ameaças. E, como sempre, a maioria destes problemas não é exclusivo às mulheres, mas talvez as afetem de maneira mais pungente nalguns casos. Como não deveria deixar de ser, são problemas difíceis de superar, custosos e demorados para se tratar, em sua maioria. Mas alguns são muito simples, fáceis e rápidos e dependem mais de sobrepujar resistências tradicionais do que de problemas técnicos ou da complexidade do problema.

Não apresentarei uma lista exaustiva de pautas a serem trabalhadas, estou longe de ser um nome relevante no ativismo feminista para sequer conhecer todas elas e as situações nas quais se encontram em cada canto. Mas comentarei alguns pontos que me parecem importantes ou interessantes.

Expressão da Sexualidade: batendo na tecla de que outrora o “mundo feminino”era o mundo das relações relevantes ao núcleo familiar e ao entorno deste núcleo, enquanto sua relevância era fundamental à sociedade os costumes e religiões exerceram enorme poder e influência ao impor regras e etiquetas muito restritivas à mesa, às tarefas domésticas, ao modo de se comunicar entre as pessoas deste núcleo e, como não deveria deixar de ser, à expressão e realização da sexualidade. Conforme a complexidade e tamanho das sociedades moveram o eixo de relevância do núcleo familiar e seu entorno para as instituições impessoais do Estado ou da iniciativa privada, relaxaram-se paulatinamente os tabus e regulamentos da vida privada, dos hábitos alimentares e etiqueta à mesa à sexualidade.

Principalmente na segunda metade do Século XX, houve progressos enormes neste tópico. Mas culturalmente ainda há alguma depreciação e/ou imposição normalizadora quanto à expressão e realização da sexualidade, particularmente com relação à sexualidade feminina, que pode levar a danos colaterais, especialmente na esfera dos abusos sexuais, na desproteção das profissionais do sexo (ou até criminalização de suas atividades em lugares que se consideram “liberais”, como os EUA, onde o Estado quer regular a vulva alheia) e na segregação de mulheres com hábitos sexuais heterodoxos, o que pode comprometer sua educação e vida profissional. Outrora houve avanços incríveis neste campo, mas nos últimos anos o Ocidente vê ameaças sérias ou mesmo retrocessos neste aspecto, vindos de grupos religiosos organizados e/ou dos que se dizem conservadores (que não se contentam em conservar suas tradições a si próprios, mas querem impô-las aos demais).

Controle de Natalidade: enquanto as mulheres eram pouco mais do que bestas parideiras sua vida era brutal, sofrida e curta, com mulheres consumindo sua saúde ao parir seguidamente uma ou duas dezenas de rebentos, muitas vezes morrendo precocemente. Talvez nalgumas ocasiões, quando a mortalidade infantil era catastrófica, este “sacrifício” feminino fizesse sentido, mas não mais. Livres para criarem os filhos que escolher ter, se os escolher ter, as mulheres voltaram a superar largamente a expectativa de vida dos homens e a viver vidas mais interessantes do que a de vacas reprodutoras. O planejamento familiar é fundamental para a prosperidade de agrupamentos sociais carentes, limitando a população e concentrando recursos materiais, técnicos, afetivos e educacionais, o que promove o bem-estar de toda a população.

Novamente, houve avanços incríveis em décadas passadas neste assunto, com o tema sendo debatido abertamente e com a verdadeira revolução que a Pílula causou. Entretanto, tal qual filme repetido, grupos religiosos organizados e autodenominados conservadores ameaçam ou mesmo retrocedem as liberdades individuais neste campo, que já conta com outro ponto de disputa, este sim muito controverso, que é o aborto. Facilmente justificável nos casos em que o prosseguimento da gestação ameaça a vida da gestante, com ampla aceitação quando a gestação é decorrente de estupro ou se houver má-formação do feto, a disputa é ferrenha na liberação generalizada e incondicional para gestações comuns abaixo de três meses (antes de determinado estágio de formação do sistema nervoso central).

Proteção a Abusos Sexuais: não faz tanto tempo assim que mulheres tinham “donos”, o que deixa marcas culturais resistentes, principalmente quando o nível geral de instrução racional e humanista da população não é grande. Isso posto, há quem insista em sujeitar mulheres às condições tradicionais de sujeição e posse, mas também de proteção e tutela. Frequentemente há uma grande dissociação entre os valores tradicionais que prescrevem proteção e tutela de mulheres com respeito a suas liberdades individuais, de modo que muita gente, não apenas homens toscos, conclui que se a mulher usufrui de certas liberdades individuais, em especial na expressão e realização de sua sexualidade, então quaisquer pudores a respeito de sua integridade física devem ser abandonados. É meio que “se não valem as restrições tradicionais a respeito do que as mulheres podem fazer, não valem as antigas restrições acerca de sua segurança”.

Obviamente este não é nem de longe a única motivação para as ocorrências de abuso sexual voltado às mulheres, mas é uma das principais causas da manutenção de um ambiente onde tais ocorrências sejam recorrentes e, às vezes, racionalizáveis. A dificuldade em lidar com este tema advém da facilidade com que se instaura pânico acerca do assunto, levando a medidas emergenciais equivocadas, e no fato de que a maior parte do problema se resolve não com patrulhamento, mas com instrução.

Diferentes Potenciais Econômicos: ainda que em muitos lugares homens e mulheres ganhem aproximadamente a mesma remuneração quando desempenham as mesmas atividades (isso é certo particularmente no Brasil, onde a legislação não permite que dois funcionários que desempenhem a mesma função, no mesmo cargo, na mesma empresa tenham remuneração diferenciada), é muito comum que ao somar as remunerações de todos ou uma quantidade muito grande de homens e comparar com a remuneração de todas ou uma quantidade muito grande de mulheres o valor retorne muito diferente e concentrando ganhos na porção masculina. Isso ocorre porque há uma grande população de mulheres empregadas em funções de baixa remuneração e uma grande quantidade de homens empregados em funções de alta remuneração.

Este é um problema complexo que esbarra em toda a questão de desigualdade social e afins, mas cuja gênese se encontra nos tabus tradicionais de “profissões para garotos” e “profissões para garotas”. Nenhuma lei ou processo de seleção desfavorece mulheres a ingressarem em cursos de Economia, Engenharia, Direito ou Ciências da Computação, mas há pouca procura da parte delas nestas áreas que, muitas vezes, resultam em remunerações elevadas. Parte disso é cultural e pode facilmente ser alterado incentivando crianças, de forma indistinta, a se interessarem por matemática, geometria, programação e problemas interpretativos quanto às regras e leis. Mas curiosamente há muito mais interesse de mulheres do que de homens em profissões que lidam com o trato pessoas de pessoas, enfermos e crianças, o que remonta à tendência inata de primatas fêmeas priorizarem tais atividades.

De qualquer forma, mesmo uma auxiliar de enfermagem ganha mais do que um servente de pedreiro e a maior parte deste problema reside num problema geral de falta de infraestrutura, baixa expectativa futura e deficiências educacionais sistêmicas. Noutra ocasião eu já discorri sobre como a maioria das questões de ativismo social podem ser reduzidos a questões econômicas e de instrução, não só técnica, mas racional e humanista.

A Terceira Onda e o Escocês de Verdade

Então, depois de atingir o momento mais próspero e pacífico da história humana, quando a obesidade mata mais do que a desnutrição, graças aos avanços tecnológicos decorrentes de investimentos massivos em investigações objetivas e racionais e do lento progresso dos valores humanistas, o Ocidente é seriamente ameaçado por turbas abertamente irracionais, que desprezam a objetividade e o empirismo e que louva obsessões doentias, impressões subjetivas expressas numa críptica linguagem obscura e sedentos de um poder totalitário sobre a sociedade. Há toda uma série de fatores históricos, políticos, sociais e filosóficos que explicam como diabos o pós-modernismo se instalou no que deveria ser o círculo pensante do Ocidente e como não parece que ele perderá forças num futuro próximo.

Toda a AJS é uma crítica a este momento, um conjunto de piadas endereçada a absurdos que só poderiam ser piadas, noutros tempos. Mas focando aqui neste papo de “feminismo”, pois bem, o que, em geral, quer o ativismo sectário, agressivo, segregacionista e antipático da Terceira Onda? Eleger a mulher a um pedestal ideológico e ao mesmo tempo reforçar suas incapacidades e fragilidades, justificando sua tutela em nome da proteção; ditar como deve se comportar afetiva e sexualmente; dificultar a manifestação de seus direitos individuais a respeito de saúde, educação e trabalho; ditar como todas as demais pessoas devem se comportar a respeito de quase qualquer coisa, sob penas severas que no mínimo envolvem ostracismo social. Noutra oportunidade eu já indiquei como, teoricamente, a Arábia Saudita pareceria o paraíso às RadFems.

A questão é que, em geral, a enorme maioria das propostas e objetivos da Terceira Onda vão de encontro à trajetória geral de como as sociedades ficaram melhores e mais prósperas e pacíficas às pessoas, incluindo as mulheres. Deste ponto de vista, poderíamos dizer, com grande dose de acerto, que elas não são feministas: o Eli Vieira até cunhou o preciso termo “corporativistas de gênero”.

Mas elas se autodenominam feministas e, pior, há uma lenta e cambaleante progressão de certos grupos feministas históricos em direção ao ativismo tóxico da Terceira Onda. É meio irônico ver que, no fim das contas, o feminismo se tornou “anti-feminista” ou ao menos anti-humanista e irracional, tendo sido alavancado (se é que não surgiu) pelo humanismo e pela racionalidade. Então acusá-las de não serem feministas se não é, se aproxima muito, da Falácia do Escocês de Verdade. Pois bem, devem todos os outros que são a favor do bem-estar feminino e reconhecem sua humanidade abandonar o termo? Alguns dizem que sim, mas este não me parece ser o caminho: várias personalidades racionais e humanistas elogiaram ou se declararam feministas tendo em mente o bem-estar das fêmeas humanas e a trajetória histórica do feminismo.

A questão é que não apenas a turba intelectual (???) pós-moderna prosperou em diversos campos, não só nos ativismos sociais, não só no feminismo, mas que muita gente imatura, afetivamente desequilibrada quer mais saber de participar de uma terapia em grupo ineficaz do que em, de fato, promover o bem-estar das pessoas em geral e das mulheres em particular. A brilhante Cynthia Semíramis explicitou bem esta questão tempos atrás, noutro texto que eu recomendo muito. Então o termo está em disputa, ainda que cada vez mais o consenso busque igualar Terceira Onda e feminismo como sinônimos: mas no fim do dia, a população feminina apoiará a racionalidade aliada à bonança pacífica e prosperidade de nosso momento histórico ou a toxidade inerte e raivosa de portadoras de óculos exageradamente grandes e cabelos pintados? Talvez a crescente rejeição que “pessoas comuns” sentem expostas aos movimentos sociais “de academia” sejam um bom indício de como uma reviravolta ainda é possível.

O Futuro do Feminismo

Exceto no caso de ocorrer um advento péssimo que altere os rumos da pacífica e próspera “sociedade global” em vias de formação, o que não se limita a, mas pode incluir um longo domínio intelectual (???) do pós-modernismo, o feminismo tem o melhor dos destinos possíveis: o Nirvana, a extinção ao se realizar completamente. Não será hoje, nem será amanhã, mas se o progresso social em relação ao bem-estar e direitos individuais das mulheres continuar na marcha dos últimos 100 anos, nos próximos 100 ou 200 anos, pelo menos no núcleo cultural do Ocidente, os prejuízos e bônus socialmente determinados a homens e mulheres serão indiferenciáveis.

Parece estranho? Há quanto tempo você não encontra por aí Abolicionistas? Difícil encontrá-los após a escravidão ter sido, em grande medida, varrida do globo. Eles sobrevivem apenas nos rincões onde a escravidão perdura. Há quanto tempo não encontra sufragistas? Desde que o voto universal se tornou norma no Ocidente, só nas ditaduras você os encontra. Em algum momento Feministas serão uma peça de museu, numa sociedade igualitária entre homens e mulheres, e seus ativistas lutarão nos flancos anacrônicos do mundo, aqueles que já sabemos quais são. Infelizmente os ativistas da Terceira Onda atrasam este final, mas talvez a história nos surpreenda e nos mostre que eles foram o último espasmo de um futuro defunto que morre sorrindo, ao completar seu objetivo de vida.

O que queremos não é o feminismo por ele mesmo, mas que ele nos traga um mundo onde não seja mais necessário. A AJS deseja ao feminismo, e a diversas outras causas sociais, uma vida plena e breve, uma morte doce e um futuro no qual sejam peças orgulhosamente exibidas num museu que nos explique como chegamos ali. E que a vida de todos seja cada vez mais próspera, independentemente da forma de sua genitália, cor de sua pele, preferências dietéticas e sexuais, além de opiniões políticas.

Fonte

A verdade é que se a mulher não tinha opção de trabalhar (embora seja uma meia verdade) antes, os homens não tinham outra opção a não ser trabalhar.

“Todos os maus precedentes começam com medidas perfeitamente justificáveis.”
Julio Cesar
"Homens civilizados! Eles envenenam tudo à sua volta e definem isso como progresso!"
Conan, o barbaro
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21-07-2016, 03:02 AM (Resposta editada pela última vez em: 21-07-2016 07:37 PM por Nikoloz.)
Resposta: #22
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
@Angelick

Viu?, por isso que a bíblia está sempre certa.

Homem e mulher trabalhar ao mesmo tempo nunca dá certo, isso gera problema e estresse depois de algum tempo, culminando até a violência e divórcio de ambos sexos, independente da classe social.
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Angelick (21-07-2016), Jápeto (21-07-2016), Siouxsiesyw (22-07-2016)
21-07-2016, 09:17 AM
Resposta: #23
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

Maior burrice, sair as sete da manhã, voltar as seis da tarde e ainda ter que se preocupar com os ranhentinhos, fazer comida, lavar roupa e o dinheiro que recebe trabalhando fora de casa, muitas vezes, metade disso vai para pagar alguém para cuidar dos filhos justamente para que ela possa trabalhar fora de casa (what fuck?). Isso tudo é obra do capitalismo.

Eu só trabalho porque não me casei, e eu só não me casei porque trabalho.

Melhor coisa, acordar meio dia, ficar o dia todo em casa sozinha sem ninguém enchendo o saco e quando faltar uma hora para marido chegar correr fazer algum serviço doméstico.

Alguém que casar comigo? Tongue

Excelente ponto de vista e obrigado por compartilhar conosco.

Por isso admiro tanto as mulheres e as considero heroínas.

O caminho hediondo (hedonista) é muito fácil para os homens, o caminho de destruição da civilização.

Acho uma tremenda covardia o que o sistema patriarcado capitalista faz com as mulheres.

Também acho uma tremenda covardia o que estão fazendo com a Dilma.

Sinceramente acredito na força matriarcal como luta contra a NOM. Uma pena que as mulheres que o sistema considera "poderosa" são masculinizadas. A esperança é que o instinto materno as resgate como mulher poderosa.

Para os homens, é certo que mais uma farsa historia se repetirá: conflito, destruição, reset no sistema, refortalecimento do capitalismo. Mais uma rodada de ciclos prósperos ate outra crise sistêmica.

Assim seguimos comandados por chimpanzés.
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21-07-2016, 02:09 PM (Resposta editada pela última vez em: 21-07-2016 02:16 PM por fallen1232.)
Resposta: #24
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
Ainda é difícil crer em alguns comentários, parecem até ter saído do manifesto S.C.U.M.

A sociedade humana não pode ser diretamente comparada aos primatas primitivos devido a grandes alterações na conformação neurológica, conforme nos afastamos de nossos parentes na árvore genealógica, mais as semelhanças se perdem. Portanto, a comparação deve ser meramente artificial, devido a alterações naturais e poucas semelhanças, a civilização humana encontra-se singular em extensão e complexidade.
[Imagem: Prehistoric-people-weapons.jpg]

O amigo @Julio Cesar citou o capitalismo selvagem, e neste ponto concordo plenamente nesse tópico, e desejo acrescentar uma outra visão que talvez perturbe o conceito histórico da mulher que muitos podem possuir.
No nacionalismo do terceiro reich, existia a liga das mulheres nacionais socialistas ou liga das mulheres alemãs. Essa liga, era composta em sua maioria por jovens na hierarquia mais baixa, sendo lideradas por veteranas, elas eram voltadas para práticas filantrópicas, ajudar aos pobres, e aqueles que foram abandonados pelos pais. Além disso, as moças integrantes da liga também possuíam uma rotina árdua de exercícios físicos, competições e eram dotadas de uma espécie de clube do livro. Em 1953 é publicado o "Guia da boa esposa", na Era da falange espanhola, diretamente da companheira de Antonio Primo de Riviera Guia da boa esposa o mesmo guia, era um manual para mulheres que participavam de um clube muito semelhante a liga das mulheres alemãs, com a diferença de que dava dicas ilustradas de como a mulher ser uma boa esposa em casa quando o homem chegar farto do trabalho.

Não há contexto histórico para afirmar de que os homens e o culto a "testosterona" nos trouxe desgraças e destruições, o fato, é que homens tentando defender suas esposas, mulheres e suas terras, fizeram o possível e o impossível, até mesmo as guerras tornaram-se necessárias. A mulher nunca antes foi tão santificada e recebeu tanta atenção quanto nas políticas de cunho nacionalista e na época da idade média. Uma vez, na idade clássica, a mulher foi objeto de arte, culto e estudos mais aprofundados, desenvolvido em sua maioria por homens cultos que se interessavam pelos seus mistérios mais do que outros, com a mudança que se sugere aqui, as mulheres ainda serão mulheres com uma pitada de masculinização, com a diferença de que já não mais haverá homens com olhos que enxergam a natureza tal como ela é. Não mais existirá Vênus de Milo ou a Vênus na pintura, não mais haverá admiração por mitologias épicas mostrando o lado vingativo das mulheres através da deusa Hera, a capacidade de sedução através de Perséfone e Afrodite, o lado guerreiro através de Sekhmet e tantos outras deusas. Realmente acreditam que deixar todo o controle na mão das mulheres é evolução ? pedir inclusão da política é um avanço ? é um retrocesso sem tamanho. Mulheres incompetentes assumirão o controle simplesmente por serem mulheres, haverá agora uma "cota de gênero" ? .

O fato é que o mundo jaz doente em sua totalidade, eu observo a natureza como um todo e a história da civilização humana e vejo o seguinte :
Homens e mulheres são diferentes com sutis semelhanças, porém, suas diferenças são suficientes para que possuam diferentes funções, não digo que a boa mulher é aquela que fica em casa, cuidando dos filhos e dando ao homem um lar, isso fazia as esposas quando não possuíam espaço para o trabalho ( que irei tratar a seguir ), este é o papel da esposa no feminino, no entanto, ainda no feminino, nós temos a mulher em si, desnuda de funções, temos suas necessidades e até ambições, e isso é tão individual quanto é nos homens. Os discursos modernos sugerem que os homens são privilegiados, penso que a revolução industrial seja suficiente para derrubar essa fantasia.
Falei anteriormente da questão do trabalho, vocês realmente veem como benéfico uma introdução forçada ao mercado de trabalho ?
Estamos em uma Era isenta de moral, os indivíduos e o coletivo não possuem identidade alguma, está cada um por si, em busca de seu "lugar único e solitário" o qual pertence no cosmo. Nesse contexto de individualismo, apenas prejudicará as mulheres uma introdução forçada em posições de liderança ! não haveria problema algum se uma mulher que é uma boa esposa, dá atenção aos filhos e ao marido a medido que recebe, é estudiosa e de elevada estrutura intelectual, e possuindo as qualificações necessárias, desejar cargos mais elevados, realmente não há problema, pq antes de ser uma política ou uma líder, ela foi mulher, esposa e mãe, ela garantiu e assegurou que a civilização humana ainda possui uma chance através do seu filho, ela lhe deu a educação e estrutura necessária para que ele fosse o espelho dos pais. O que temos na realidade, no entanto, são muitas mulheres isentas de moral que dedicam-se aos prazeres, a redução da figura masculina, que acabam engravidando e deixa a criança de lado ou até mesmo separa do pai, que futuro tem a civilização diante desse dilema ? podemos ter mais um rebelde, são poucos os casos que se salvam. Ainda que ela crie um bom rapaz ou uma boa moça sozinha, é um outro sinal de individualismo, e uma consequência da ausência de moral e obrigações de nossos tempos.

Outro mal grande que assola as mulheres, fora o individualismo, é o materialismo, ora, pq uma mulher alçaria grandes cargos, trabalhando várias horas do dia, se não fosse por suas ambições ? para assegurar suas conquistas materialistas, assim como os homens possuem muitas, porém, os homens não dão a luz e nem asseguram sozinhos a continuidade da história humana. Sinceramente, na minha concepção, o ideal seria que as mulheres ( mães ) pudessem trabalhar menos horas do dia, cerca de 2 ou 3 a menos que os homens e evitar profissões noturnas, para que tenham mais tempo para a casa ou até para si mesma. As mulheres que não desejam constituir famílias ou até mesmo morar junto, também há um grande numero correspondente de homens, e isto é o mais triste. Por quê ? é triste pq os filhos são grandes testemunhos de que nós existimos para o mundo, são nossas raízes profundas na Terra e uma chance que damos a nós mesmos de sermos ainda melhores por mais tempo, corrigindo as falhas que acreditamos ter cometido. Este é um conceito tradicional de família, e família é o pilar de qualquer nação, infelizmente o maior mal persiste sendo o materialismo e o consumismo frutos da revolução francesa, iluminismo e o capitalismo selvagem, como se fosse tudo que valesse a pena existir, conceitos espirituais, morais e até tradicionais, estão descartados no mundo moderno por tempo indeterminado.

Não vi ninguém no tópico dizendo que a rotina estressante e masculina, o uso de pílulas, podem ser causa do aumento de AVCs em mulheres além de distúrbios hormonais. Não é só uma questão histórica, filosófica, lógica e social, também é uma questão de saúde ! ou é a natureza machista ?

Risco de AVC em mulheres - fonte 1


Principais riscos para o AVC - fonte 2
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21-07-2016, 02:52 PM
Resposta: #25
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

Maior burrice, sair as sete da manhã, voltar as seis da tarde e ainda ter que se preocupar com os ranhentinhos, fazer comida, lavar roupa e o dinheiro que recebe trabalhando fora de casa, muitas vezes, metade disso vai para pagar alguém para cuidar dos filhos justamente para que ela possa trabalhar fora de casa (what fuck?). Isso tudo é obra do capitalismo.

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Angelick (21-07-2016), pequeno gafanhoto (21-07-2016)
21-07-2016, 03:10 PM
Resposta: #26
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
Citar:Ainda é difícil crer em alguns comentários, parecem até ter saído do manifesto S.C.U.M.

A sociedade humana não pode ser diretamente comparada aos primatas primitivos devido a grandes alterações na conformação neurológica, conforme nos afastamos de nossos parentes na árvore genealógica, mais as semelhanças se perdem. Portanto, a comparação deve ser meramente artificial, devido a alterações naturais e poucas semelhanças, a civilização humana encontra-se singular em extensão e complexidade.

Comparada ela pode sim, não se pode levar ao pé da letra, ainda somos meros animais, tirar isso não é nada diferente do que a Valerie Solanas tenta fazer no seu S.C.U.M manifesto, ela também tenta criar uma nova humanidade onde os instintos sejam negados. Mas sim, a sociedade humana é complexa, mas não quer dizer que traços evolutivos tem como serem retirados disso, o mundo mudou, o ser humano nem tanto.

Citar:O amigo @Julio Cesar citou o capitalismo selvagem, e neste ponto concordo plenamente nesse tópico, e desejo acrescentar uma outra visão que talvez perturbe o conceito histórico da mulher que muitos podem possuir.
No nacionalismo do terceiro reich, existia a liga das mulheres nacionais socialistas ou liga das mulheres alemãs. Essa liga, era composta em sua maioria por jovens na hierarquia mais baixa, sendo lideradas por veteranas, elas eram voltadas para práticas filantrópicas, ajudar aos pobres, e aqueles que foram abandonados pelos pais. Além disso, as moças integrantes da liga também possuíam uma rotina árdua de exercícios físicos, competições e eram dotadas de uma espécie de clube do livro. Em 1953 é publicado o "Guia da boa esposa", na Era da falange espanhola, diretamente da companheira de Antonio Primo de Riviera Guia da boa esposa o mesmo guia, era um manual para mulheres que participavam de um clube muito semelhante a liga das mulheres alemãs, com a diferença de que dava dicas ilustradas de como a mulher ser uma boa esposa em casa quando o homem chegar farto do trabalho.

O fascismo via a sociedade com viés para a guerra, num ambiente de guerra é questão de vitoria ou derrota o homem ser um soldado e a mulher ser mãe. Um soldado tem os 4 atributos masculinos colocado por Donovan no livro ao qual se extraiu o texto (força, coragem, destreza e honra) e a mulher apenas como mãe, garante o reprodução desse sistema,afinal ela vai gerar soldados e mães também. O problema é que sem um inimigo, essa sociedade tende a se modificar por ausência de necessidade de se manter assim. E com um inimigo, ela gera guerras e extermínios que foi o que aconteceu com o próprio fascismo.

Citar:Não há contexto histórico para afirmar de que os homens e o culto a "testosterona" nos trouxe desgraças e destruições, o fato, é que homens tentando defender suas esposas, mulheres e suas terras, fizeram o possível e o impossível, até mesmo as guerras tornaram-se necessárias. A mulher nunca antes foi tão santificada e recebeu tanta atenção quanto nas políticas de cunho nacionalista e na época da idade média. Uma vez, na idade clássica, a mulher foi objeto de arte, culto e estudos mais aprofundados, desenvolvido em sua maioria por homens cultos que se interessavam pelos seus mistérios mais do que outros, com a mudança que se sugere aqui, as mulheres ainda serão mulheres com uma pitada de masculinização, com a diferença de que já não mais haverá homens com olhos que enxergam a natureza tal como ela é. Não mais existirá Vênus de Milo ou a Vênus na pintura, não mais haverá admiração por mitologias épicas mostrando o lado vingativo das mulheres através da deusa Hera, a capacidade de sedução através de Perséfone e Afrodite, o lado guerreiro através de Sekhmet e tantos outras deusas. Realmente acreditam que deixar todo o controle na mão das mulheres é evolução ? pedir inclusão da política é um avanço ? é um retrocesso sem tamanho. Mulheres incompetentes assumirão o controle simplesmente por serem mulheres, haverá agora uma "cota de gênero" ? .

Sim, demonizar os homens é tentar simplificar tudo, assim como santificar mulheres ou vice versa. A testosterona do homem fez com que a sociedade evoluísse, sem ela, estaríamos ou numa caverna ou instintos. Os próprios bonobos não saem o lugar, só o fazem quando são expulsos por invasores. Diferentes dos chipanzés que criam um perímetro seguro, para deixar mulheres, crianças e idosos em segurança e exploram tudo ao redor através de grupos de machos.

Citar:O fato é que o mundo jaz doente em sua totalidade, eu observo a natureza como um todo e a história da civilização humana e vejo o seguinte :
Homens e mulheres são diferentes com sutis semelhanças, porém, suas diferenças são suficientes para que possuam diferentes funções, não digo que a boa mulher é aquela que fica em casa, cuidando dos filhos e dando ao homem um lar, isso fazia as esposas quando não possuíam espaço para o trabalho ( que irei tratar a seguir ), este é o papel da esposa no feminino, no entanto, ainda no feminino, nós temos a mulher em si, desnuda de funções, temos suas necessidades e até ambições, e isso é tão individual quanto é nos homens. Os discursos modernos sugerem que os homens são privilegiados, penso que a revolução industrial seja suficiente para derrubar essa fantasia.

Sim, homens e mulheres não são melhores ou piores que o outro, são apenas diferentes. Numa sociedade agraria sem tecnologia, sim, os papeis diferentes e questão de sobrevivência. Se teve algo que modificou o mundo, chamasse revolução industrial. Ela nos tirou do mundo natural e nos tornou o que somos hoje. Tambem não tem como demonizar ela, não reconhecer as grandes evoluções que ela nos trouxe é besteira. Vivemos mais e melhor que nossos antepassados, temos curas pra doenças que matava a humanidade até, dentre outras varias evoluções.

Citar:Falei anteriormente da questão do trabalho, vocês realmente veem como benéfico uma introdução forçada ao mercado de trabalho ?
Estamos em uma Era isenta de moral, os indivíduos e o coletivo não possuem identidade alguma, está cada um por si, em busca de seu "lugar único e solitário" o qual pertence no cosmo. Nesse contexto de individualismo, apenas prejudicará as mulheres uma introdução forçada em posições de liderança ! não haveria problema algum se uma mulher que é uma boa esposa, dá atenção aos filhos e ao marido a medido que recebe, é estudiosa e de elevada estrutura intelectual, e possuindo as qualificações necessárias, desejar cargos mais elevados, realmente não há problema, pq antes de ser uma política ou uma líder, ela foi mulher, esposa e mãe, ela garantiu e assegurou que a civilização humana ainda possui uma chance através do seu filho, ela lhe deu a educação e estrutura necessária para que ele fosse o espelho dos pais. O que temos na realidade, no entanto, são muitas mulheres isentas de moral que dedicam-se aos prazeres, a redução da figura masculina, que acabam engravidando e deixa a criança de lado ou até mesmo separa do pai, que futuro tem a civilização diante desse dilema ? podemos ter mais um rebelde, são poucos os casos que se salvam. Ainda que ela crie um bom rapaz ou uma boa moça sozinha, é um outro sinal de individualismo, e uma consequência da ausência de moral e obrigações de nossos tempos.

Como disse, elas não tem mais essas escolhas, o sistema do capital nunca daria um passo pra trás, vê o exemplo da Europa. O sistema de lá estava entrando em colapso por falta de filhos e ao invés de sei lá, fazer propaganda pras mulheres terem mais filhos como a Russia esta fazendo, os grandes capitalistas preferem importar imigrantes. A ideia deles é tentar fazer com os muçulmanos a mesma coisa que fizeram com os cristãos, fazer propaganda para tirar as mulheres de casa. Claro que o plano não esta saindo dessa forma até porque antes de mudar a forma de vida deles, tem que estabilizar a sociedade europeia com eles lá.

Citar:Outro mal grande que assola as mulheres, fora o individualismo, é o materialismo, ora, pq uma mulher alçaria grandes cargos, trabalhando várias horas do dia, se não fosse por suas ambições ? para assegurar suas conquistas materialistas, assim como os homens possuem muitas, porém, os homens não dão a luz e nem asseguram sozinhos a continuidade da história humana. Sinceramente, na minha concepção, o ideal seria que as mulheres ( mães ) pudessem trabalhar menos horas do dia, cerca de 2 ou 3 a menos que os homens e evitar profissões noturnas, para que tenham mais tempo para a casa ou até para si mesma. As mulheres que não desejam constituir famílias ou até mesmo morar junto, também há um grande numero correspondente de homens, e isto é o mais triste. Por quê ? é triste pq os filhos são grandes testemunhos de que nós existimos para o mundo, são nossas raízes profundas na Terra e uma chance que damos a nós mesmos de sermos ainda melhores por mais tempo, corrigindo as falhas que acreditamos ter cometido. Este é um conceito tradicional de família, e família é o pilar de qualquer nação, infelizmente o maior mal persiste sendo o materialismo e o consumismo frutos da revolução francesa, iluminismo e o capitalismo selvagem, como se fosse tudo que valesse a pena existir, conceitos espirituais, morais e até tradicionais, estão descartados no mundo moderno por tempo indeterminado.

Não vi ninguém no tópico dizendo que a rotina estressante e masculina, o uso de pílulas, podem ser causa do aumento de AVCs em mulheres além de distúrbios hormonais. Não é só uma questão histórica, filosófica, lógica e social, também é uma questão de saúde ! ou é a natureza machista ?

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Entendo seu ponto de vista, só acho irreal (minha opinião). Apenas conceitos filosóficos como o marxismo cultural por exemplo, não modificam tanto uma civilização assim. O que modificou foi justamente as tecnologias criadas (como os métodos contraceptivos citados por você) e a inocência só se perde uma vez. Depois eu termino meu raciocínio[/quote] aqui.

“Todos os maus precedentes começam com medidas perfeitamente justificáveis.”
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Angelick (21-07-2016), Jápeto (21-07-2016), jonas car (21-07-2016), tarcardoso (22-07-2016)
21-07-2016, 08:35 PM
Resposta: #27
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
Interessante os pontos de vista e as informações trazidas, histórica, sociológica e econômica.

Minha percepção e opinião pessoal sobre as transformações nos relacionamentos humanos na sociedade ocidental atual tem como origem a manipulação e propaganda direcionada diretamente as mulheres que na minha visão são mais influenciáveis.

E não tem sistema econômico/politico que sabe fazer isso melhor que o capitalismo, onde estimula a competitividade, rivalidade, individualismo e egoísmo, tornando homens e mulheres adversários enquanto os iludem e os seduz com bens materiais e distrações diversas fazendo o esquecerem seus dons naturais, aptidões e desejos enquanto incutem nos mesmos os ideal necessário para manter esse sistema.

Penso que as pessoas (mulheres) deveriam refletir mais e parar de comprar a propaganda que nós é vendida de que se pode fazer tudo e que no fim é recompensador. Pura manipulação, eu que não sou trouxa de cair nessa.


(21-07-2016 02:52 PM)Marck Vini Escreveu:  
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

Maior burrice, sair as sete da manhã, voltar as seis da tarde e ainda ter que se preocupar com os ranhentinhos, fazer comida, lavar roupa e o dinheiro que recebe trabalhando fora de casa, muitas vezes, metade disso vai para pagar alguém para cuidar dos filhos justamente para que ela possa trabalhar fora de casa (what fuck?). Isso tudo é obra do capitalismo.

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21-07-2016, 08:42 PM
Resposta: #28
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
(21-07-2016 08:35 PM)Angelick Escreveu:  Interessante os pontos de vista e as informações trazidas, histórica, sociológica e econômica.

Minha percepção e opinião pessoal sobre as transformações nos relacionamentos humanos na sociedade ocidental atual tem como origem a manipulação e propaganda direcionada diretamente as mulheres que na minha visão são mais influenciáveis.

E não tem sistema econômico/politico que sabe fazer isso melhor que o capitalismo, onde estimula a competitividade, rivalidade, individualismo e egoísmo, tornando homens e mulheres adversários enquanto os iludem e os seduz com bens materiais e distrações diversas fazendo o esquecerem seus dons naturais, aptidões e desejos enquanto incutem nos mesmos os ideal necessário para manter esse sistema.

Penso que as pessoas (mulheres) deveriam refletir mais e parar de comprar a propaganda que nós é vendida de que se pode fazer tudo e que no fim é recompensador. Pura manipulação, eu que não sou trouxa de cair nessa.


(21-07-2016 02:52 PM)Marck Vini Escreveu:  
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

Maior burrice, sair as sete da manhã, voltar as seis da tarde e ainda ter que se preocupar com os ranhentinhos, fazer comida, lavar roupa e o dinheiro que recebe trabalhando fora de casa, muitas vezes, metade disso vai para pagar alguém para cuidar dos filhos justamente para que ela possa trabalhar fora de casa (what fuck?). Isso tudo é obra do capitalismo.

Eu só trabalho porque não me casei, e eu só não me casei porque trabalho.

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Por gentileza, traga um Oscar tb para esta mulher !!!!!!!Big Grin

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, David Rockefeller disse: "Encontramo-nos perante uma iminente transformação mundial. Tudo o que necessitamos é precisamente uma crise que envolva tudo para que as nações venham a aderir à Nova Ordem Mundial" .
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Angelick (21-07-2016), Marck Vini (21-07-2016)
21-07-2016, 11:47 PM
Resposta: #29
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
Mas este tópico é mais que cinco estrelas. Grato Julio.
Quem lê todas as opiniões e retém o que é bom fica bem esclarecido.

Mas como ressaltou o Fallen acima, é preciso cautela ao estabelecer comparações entre sociedades de "animais" tão distintos e nós, mesmo pq muito dessa semelhança é resultado de nossa capacidade humana em estabelecer padrões no que vemos, dai enxergarmos comportamentos onde talvez não estejam.
Exemplo disso é o comportamento dos felinos que de certa forma seria o misto entre chipanzes e bonobos, patriarcado dos leões mas controle de quase todas as atividades por parte das leoas.
Ou Aranhas viuva-negra ou louvadeus que matam seus parceiros sexuais.Tem tbm nos seres humanos.
Ou pinguins que uma vez "casados" não separam mais, mesmo após a morte.

Por coisas assim somos os seres mais incriveis na face da terra.
Somos capazes de TUDO mas também de por tudo a perder.
Não somos regidos por normas instintivas, optamos por elas.

Nunca esqueçam disso. Homem ou mulher, cada passo que damos depende de uma decisão singular e irrevogável.

É inegável no entanto que diante da capacidade humana de assimilar comportamento as elites tem inserido estruturas sociais animalescas entre nós através das mídias e governos.
É preciso perguntar quanto dessas alterações que vemos "nasceram" da demanda social e quanto foi empurrado de forma ilegítima goela abaixo do povo.
Mas em épocas onde é preciso ter um celular do ano que não tem absolutamente nada de diferente do anterior exceto uma letra S no fim do nome fica fácil entender que tem maior culpa nessa equação.

Será que da pra enganar os bobos, quero dizer bonobos, como se engana os bonobos/bobos humanos?

Abra sua mente! Você precisa entender.
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Angelick (22-07-2016), fallen1232 (22-07-2016)
21-07-2016, 11:53 PM (Resposta editada pela última vez em: 21-07-2016 11:55 PM por Marck Vini.)
Resposta: #30
RE: Jack Donovan - A Sociedade Masturbatória dos Bonobos
(21-07-2016 08:35 PM)Angelick Escreveu:  Interessante os pontos de vista e as informações trazidas, histórica, sociológica e econômica.

Minha percepção e opinião pessoal sobre as transformações nos relacionamentos humanos na sociedade ocidental atual tem como origem a manipulação e propaganda direcionada diretamente as mulheres que na minha visão são mais influenciáveis.

E não tem sistema econômico/politico que sabe fazer isso melhor que o capitalismo, onde estimula a competitividade, rivalidade, individualismo e egoísmo, tornando homens e mulheres adversários enquanto os iludem e os seduz com bens materiais e distrações diversas fazendo o esquecerem seus dons naturais, aptidões e desejos enquanto incutem nos mesmos os ideal necessário para manter esse sistema.

Penso que as pessoas (mulheres) deveriam refletir mais e parar de comprar a propaganda que nós é vendida de que se pode fazer tudo e que no fim é recompensador. Pura manipulação, eu que não sou trouxa de cair nessa.


(21-07-2016 02:52 PM)Marck Vini Escreveu:  
(20-07-2016 11:17 PM)Angelick Escreveu:  Sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, venderam uma ilusão de que trabalhar fora era algo vantajoso e libertador, mas pelo que eu vejo do dia a dia das mulheres comuns, ela continuam presas as tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos além de trabalhar fora.

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