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Método de Datação geológica posto em cheque
23-01-2016, 12:22 AM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 12:35 AM por Marcusmho.)
Resposta: #1
Método de Datação geológica posto em cheque
   

Na edição de Outubro da revista Geology, Donald R. Lowe (Stanford) e Gary R. Byerly (Louisiana State) dizem que as rochas anteriormente datadas como sendo do Período Archeano, afinal são do Período Quaternário. O Periodo Quaternário, segundo a geologia darwinista, é o mais recente da tabela geológica (entre 10.000 a 1,8 milhões de anos). Por outro lado, o Período Archeano tem mais de 3,5 biliões de anos, segundo a datação convencional.[OLHA A GRANDE DIFERENÇA ENTRE AS DUAS DATAÇÕES]
.
Exemplos como este são evidência empírica em como os métodos de adivinhação darwinistas não são de confiança. Curiosamente, a crença em “milhões de anos” para a idade da Terra foi o fundamento que permitiu à teoria da evolução ter alguma legitimidade, uma vez que seria complicado acreditar-se que um dinossauro evoluiu para um pássaro em 6,000, 5,000 ou 4,000 anos.


Outras evidências no qual não são confiáveis estas datações é a coluna geológica
Segundo a coluna geológica, a várias camadas que se sobrepõe na crosta terrestre onde os fósseis mais antigos ficam abaixo e os mais recentes acima, entretanto, A famosa falha de carreamento Heart Mountain , no Wyoming, tem mantido os geólogos perplexos há anos; de acordo com a datação pelos fósseis, os estratos mais antigos, com uma espessura entre 450 a 500 metros e entre 50 a 100 km de extensão, estão colocados por cima dos mais recentes. Argumenta-se que a parte mais antiga foi levantada e transportada por cima da mais recente; Pierce (1957) admite que esta explicação ortodoxa é fantástica mas que não encontra uma explicação alternativa (Taylor 1996, 448).
Contrariando o princípio dos fósseis "antigos" e "novos" conforme os paleontólogos os classificam, existem longas faixas onde as coisas estão invertidas. Os fósseis antigos encontram-se situados por cima dos fósseis novos no Glacier National Park no Canadá (com 800 km de comprimento), na China e na Escandinávia (com 140.000 km 2 de extensão). Em vários lugares encontram-se camadas pré-cambrianas (as mais antigas) sobre um leito cretáceo.
E nos estados de Tennessee e Geórgia (E.U.A.) uma grande "falha" estende-se por centenas de quilómetros em que os depósitos cambrianos se sobrepõem aos depósitos carboníferos. Isto, em termos evolucionistas, representa uma inversão na ordem dos acontecimentos em, pelo menos, 300 milhões de anos (Santos 1988).


Qual o problema, então, nestas datações geológicas
isto foi desvendado a décadas atrás, mas nem um pio do Discovery channel, nem um pio do HBO, nem um pio dos livros de geografia e biologia, todos em estranho silêncio...

Decaimento constante?

O decaimento radioactivo tem sido considerado como sendo um processo constante, que ocorre por transmutação aleatória dos átomos do elemento instável.
Quando estamos perante um número elevado de átomos existe uma certa certeza estatística de que em qualquer momento um número específico de átomos estará num processo de decaimento ou mudança espontâneo. Estes números dar-nos-ão a taxa de decaimento mas tudo está baseado no pressuposto de que se trata de um processo aleatório. No entanto, trabalhos estatísticos levados a cabo por Anderson e Spangler (1973) mostraram que, de facto, o processo de decaimento não é aleatório; isto significa que a taxa de decaimento não pode ser conhecida ao certo, pondo em questão todo o processo de datação radiométrica (Anderson 1972). Não é de admirar que, apesar de ocuparem postos científicos de responsabilidade, estes autores admitem terem tido dificuldade na publicação dos seus trabalhos e desde então confessaram que este foi "posto de lado, rebaixado, desacreditado ... por virtualmente toda a comunidade científica" (Anderson e Spangler 1974).
Apesar deste trabalho o resto da fraternidade científica manteve-se fiel à sua crença de que as taxas de descaimento atómico se têm mantido constantes ao longo do tempo. Desta forma, uma vez que estas taxas de descaimento dos isótopos radioactivos tenham sido determinadas e publicadas, uma confirmação posterior levada a cabo de tempos em tempos não é considerada justificada. Na verdade, o próprio termo "taxa constante" não promove uma atitude dessas.

Até mesmo cientistas seculares admitem que existem sérios problemas com a datação radiométrica. Como o evolucionsta Dr. William Stansfield afirmou:
"É óbvio que as técnicas radiométricas podem não ser os métodos de datação absolutos que afirmam ser. As estimativas de idade em um determinado estrato geológico, medidos por diferentes métodos radiométricos são frequentemente diferentes (às vezes em centenas de milhões de anos). Não existe absolutamente um 'relógio' radiológico confiável de longo prazo." [The Science of Evolution, Macmillan, Nova York, 1977].

por que nunca expõe isso publicamente?
olha uma dica:
   

trata-se do anjo caído, que deu a "luz" do conhecimento do bem e do mal a adão e eva, para que estes pudessem apartir do conhecimento tentar ser igual a Deus.
mas claro a intenção era somente condená-los ao inferno, mas não é esta a mensagem que querem passar.


OUTRAS OBSERVAÇÕES:
Os evolucionistas insistem que uma série de mutações aleatórias precisam eventualmente levar ao aparecimento de uma que de algum modo confira uma vantagem real, ou potencial, a uma espécie, por menor que seja a mudança. Em sua obstinação em fornecer evidências experimentais disso, eles criaram incontáveis gerações da mosca drosófila (Drosophila melanogaster) sob condições controladas nos laboratórios e induziram mutações aleatórias em seu código genético por meio da irradiação e outros métodos. Como a mosca-da-fruta pode produzir uma nova geração a cada duas semanas, os cientistas podem observar os resultados em centenas de gerações. Quantas novas espécies foram produzidas por esse processo? Quantas novas proteínas? Quantas novas enzimas? A resposta: nem uma sequer.
isso por que para ter uma mutação benéfica é preciso ter milhões de mutações maléficas.

AGORA RACIOCINEM COMIGO...
Havia um problema em particular que me incomodava, um problema que nenhum dos especialistas parecia disposto a tratar, ou até mesmo reconhecer. Se milhões de mutações aleatórias são necessárias antes que uma mutação verdadeiramente benéfica apareça, então o que produzem aquelas mutações que não são imediatamente fatais[PORTANTO, NÃO SELECIONADOS PELO AMBIENTE] para o organismo e que são transmitidas para a próxima geração? Essas mutações deletérias, a partir de um ponto de vista estatístico, excederiam em muito o número de mutações benéficas. Assim, a inevitável entrada delas no banco genético resultaria na progressiva deterioração de uma espécie e no seu eventual desaparecimento. Se Dawkins, Gould e os outros estivessem corretos, então o mecanismo que eles estavam usando para explicar a evolução precisaria levar inexoravalmente, não à criação de novas espécies, mas à destruição das existentes! Mesmo se este fosse o único problema lógico com essa assim chamada ciência, ele a destruiria completamente. Mas, existem muitos outros. Na verdade, a Teoria da Evolução contradiz tantos princípios bem estabelecidos da física, da química e da matemática que é difícil compreender por que tantos homens e mulheres, que de outro modo são indivíduos racionais, continuam a acreditar nessa teoria. Este trabalho de pesquisa conta a história que está por trás da história, a verdadeira natureza e propósito da pseudociência conhecida como Evolução.

PEÇO POR GENTILEZA AOS MODERADORES QUE NÃO COLOQUEM ESTA PERGUNTA NO LIMBO.
MAS QUE DEIXEM NA PÁGINA INICIAL E NA COLUNA AO LADO COMO FICOU OS POSTS A FAVOR DA EVOLUÇÃO "7 possibilidades para a origem da vida" GRATO DESDE JÁ
ISSO TRATA-SE DE CONSPIRAÇÃO, A CONSPIRAÇÃO DO SISTEMA DE ENSINO CONTRA A VERDADE DA CRIAÇÃO
DESDE JÁ AGRADEÇO.

Série de vídeo SAINDO DA MATRIX entenda tudo sobre as conspirações
http://forum.antinovaordemmundial.com/To...-da-matrix
"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões." (Joel 2:28-30)
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23-01-2016, 01:19 AM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 01:20 AM por Urtiga.)
Resposta: #2
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 12:22 AM)Marcusmho Escreveu:  PEÇO POR GENTILEZA AOS MODERADORES QUE NÃO COLOQUEM ESTA PERGUNTA NO LIMBO.
MAS QUE DEIXEM NA PÁGINA INICIAL E NA COLUNA AO LADO COMO FICOU OS POSTS A FAVOR DA EVOLUÇÃO "7 possibilidades para a origem da vida" GRATO DESDE JÁ

Isso não depende da moderação, depende se esse poste terá ou não participação.

Citar:ISSO TRATA-SE DE CONSPIRAÇÃO, A CONSPIRAÇÃO DO SISTEMA DE ENSINO CONTRA A VERDADE DA CRIAÇÃO

Não existe nenhuma conspiração contra a verdade da criação.
O que existe é um estudo sobre a evolução, o que é BEM diferente do criacionismo.
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23-01-2016, 01:50 AM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 01:56 AM por Padmé Amidala.)
Resposta: #3
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
Só gostaria de fazer duas perguntas iniciais:

Quem é Moisés C. Bezerril?

Quem são as fontes citadas por ele, ou seja, quem são "(Anderson e Spangler 1974)" e qual é o currículo acadêmico desse cientistas?

(23-01-2016 12:22 AM)Marcusmho Escreveu:  PEÇO POR GENTILEZA AOS MODERADORES QUE NÃO COLOQUEM ESTA PERGUNTA NO LIMBO.
MAS QUE DEIXEM NA PÁGINA INICIAL E NA COLUNA AO LADO COMO FICOU OS POSTS A FAVOR DA EVOLUÇÃO "7 possibilidades para a origem da vida" GRATO DESDE JÁ
ISSO TRATA-SE DE CONSPIRAÇÃO, A CONSPIRAÇÃO DO SISTEMA DE ENSINO CONTRA A VERDADE DA CRIAÇÃO
DESDE JÁ AGRADEÇO.

Amigo, a sua fé não lhe basta? Não é forte o suficiente? Você não tem certeza das suas crenças religiosas? Se sim, por que insiste em tentar encontrar evidências científicas das verdades que seu livro sagrado cita?

As 7 hipótese para a origem da vida presentes no tópico que você mencionou, são cientificamente embasadas em tudo o que a ciência já encontrou até hoje, não foram inventadas por homens milenares com parco conhecimento científico. São apenas hipóteses, mas são hipóteses científicas. Se você não sabe diferenciar hipótese científica (e costumam fazer a mesma confusão em relação às teorias) de uma simples hipótese imaginada por qualquer pessoa, sugiro pesquisar.

Onde estão as suas referências bibliográficas científicas, os artigos científicos publicados que embasam essa sua tese, a ponto de você julgar esse tópico digno de permanecer no sub 'Ciência' do fórum, que tem a pretensão de divulgar "a verdade", se nem a ciência se julga dona da verdade porque jamais será dogmática? Suas fontes científicas é um livro de um pastor que cita "cientistas" a cujo respeito não se encontra nada na web?
Tenhamos bom senso, por favor!

Quer ler uma matéria científica, com vasta referência bibliográfica, apenas para ter um contraponto e, assim, poder ponderar o que é ciência e o que é crença? Se sim, ótimo! Leia com a mente aberta, de boa vontade e senso crítico o que vou postar. Se não quer nem ler, eu te pergunto: se você já tem uma opinião formada embasada na sua fé, com certeza absoluta sobre as verdades da Bíblia, o que faz no subfórum 'Ciência'??? Reflita...

Boa leitura!

Citar:MÉTODO DE DATAÇÃO – A GEOLOGIA ENTERRANDO A TERRA JOVEM.

Antes do Iluminismo e da Revolução Industrial a humanidade baseada sua forma de medir o tempo de existência da Terra tinha seu fundamento em escrituras bíblicas que afirmavam que nosso Universo tinha cerca de 6 mil anos. O Arcebispo James Usher, calculou que a Terra tinha sido criada ás 9 horas da manhã do dia 23 de Outubro (um domingo), do ano 4004 antes de Cristo. Por incrível que pareça, ainda hoje existem pessoas que realmente acreditam neste tipo de método de datação. Acreditam pela fé, não pelas evidências. Criacionistas defensores da Terra Jovem, como aqueles encontrados no Answer in Genesis, acreditam neste tipo de proposta e tentam justificar isso de modo científico. Infelizmente, para eles, este tipo de datação é rejeitada, é imprecisa e totalmente anti-científica, dada a quantidade de métodos de datação desenvolvida nas ultimas décadas. Ainda assim há certos grupos religiosos que “adaptam” esses modelos a modos interpretativos da bíblia pra justificar essas crenças pessoais. De fato, é até contraditório, pois o principal grupo crítico do desenvolvimento da ciência no iluminismo foram os grupos religiosos, os mesmos que hoje querem usar a ciência para justificar ideias como a Terra jovem em uma tentativa cientificista de provar Deus e crer não pela fé, mas pela evidência. Com o avanço do conhecimento científico outros modelos alternativos de datação foram surgindo. Por exemplo; uma forma de calcular o tempo necessário para que o mar se tornasse salgado e baseando-se que ele um dia teria sido doce propõe que o sal chegou ao mar através de rios, a partir da dissolução das rochas aflorantes nos continentes. Um cálculo obtido em 1899 indicou que a água do mar teria cerca de 90 milhões de anos. Obviamente, os pesquisadores começaram a perceber que nem sempre o sal das rochas vai diretamente para o mar, ou seja, existem variáveis, onde o mar não é a fase final. E que a salinidade pode ser reciclada, que o sal é proveniente do manto da terra, que a salinidade da água do mar é constante no tempo. Em geologia, uma das primeiras formas de se estabelecer a datação foi através da espessura das camadas de areia do solo. Isso quer dizer que se soubéssemos quanto tempo leva para formar uma camada de determinado tamanho (taxa de sedimentação) poderíamos datar locais. Esse método há limites, por que não temos o registro preservado com todas as camadas de areias empilhadas desde o princípio da Terra, exatamente por questões geológicas e de taxa de sedimentação que obviamente não é constante. Diversos modos de calcular a idade da Terra foram desenvolvidos, entretanto, não datavam mais do que 100 milhões de anos e não contribuíam para a aceitação da então nova teoria da origem das espécies de Charles Darwin (1809-1882), pois uma Terra jovem (100 milhões de anos) não poderia ter mantido a longa estabilidade que Darwin julgava necessária para a evolução gradual das espécies e sua diversificação. Ou seja, a datação geológica esta completamente relacionada a origem e evolução das espécies. Talvez por essa razão, criacionistas sejam defensores da Terra Jovem. Hoje, temos dois modos principais de saber o quão velha é uma rocha: o método de datação relativa e o método de datação absoluta. No primeiro método, observa-se a relação temporal entre camadas geológicas, baseando-se nos princípios estratigráficos de Steno (1669) e Hutton (1795). Ou seja, observa-se a presença de fósseis, o período de tempo de existência deles e até indicar a idade da camada geológica em que o fóssil foi encontrado só pela presença do animal. Isso indicará que a camada que está abaixo é mais velha e a camada de cima é mais nova. No método absoluto utilizam-se princípios físicos da radioatividade que fornecem a idade da rocha com precisão baseada nas leis do decaimento radioativo. Desta maneira, o uso desse método, só foi possível depois da descoberta da radioatividade (1896).

Em 1911, o geólogo britânico Arthur Holmes publicou um trabalho sobre datação radioativa, onde destacou que certos elementos químicos possuem o núcleo do átomo instável e denominou-os de nuclídeos radioativos. Estes elementos, através da emissão espontânea de radiação, se transformam em elementos estáveis (nuclídeos radiogênicos). Dessa maneira o elemento-pai (radioativo) se desintegra emitindo radiação e se transforma no elemento-filho (radiogênico). Isso foi fundamental para a geologia porque permitiu o cálculo da idade absoluta de uma rocha ou mineral. As rochas são formadas por minerais, os quais são constituídos por elementos químicos, ou seja, são nuclídeos radioativos, e o conceito de decaimento radioativo envolve uma constante da física denominada de calculo de meia-vida, que é o tempo necessário para que metade da massa do elemento-pai se transforme no elemento-filho.

Cada grão mineral que se forma, dá início ao decaimento radioativo. Sendo assim, determinando-se a quantidade de elemento-pai e de elemento-filho em um mineral hoje, é possível saber há quanto tempo está acontecendo o decaimento radioativo e, consequentemente, quando o mineral se formou. Para calcular isso a rocha é pulverizada com ácido, ou seja, dissolvida até o estado líquido para que os elementos radioativos fiquem dispersos na forma de íons em solução. Dessa maneira fica mais fácil extrair os elementos-pai e filho que serão analisados e medidos. Cada elemento químico tem uma característica físico-química peculiar, se comportando de maneira variada em função da condição do ambiente. Posteriormente, os elementos são individualizados em outra solução e vão para um Espectrômetro de Massa onde cada elemento separado será medido. Depois, então, os cálculos baseados na meia-vida do elemento radioativo são feitos e a idade da rocha é obtida. O Centro de Pesquisas Geocronológicas da USP faz datações de rocha pelo método absoluto desde 1964 e é referência hoje no país. Por exemplo, a idade da Terra calculada pelo método absoluto indica que a Terra tem 4,5 bilhões de anos. Bem mais velha do que os estudiosos antigos imaginavam, onde os registros mais antigos em cristais contidos em rocha são encontrados na Austrália. Como a Terra permanece em constante mudança, sua crosta está continuamente sendo criada, modificada e destruída e como resultado, rochas que registram a história embrionária do planeta não foram encontradas e provavelmente não existem mais. Sendo assim, a idade da Terra não pode ser obtida diretamente de material terrestre. Assim, os cientistas presumem que todos os corpos do Sistema Solar se formaram na mesma época, inclusive os meteoritos provenientes de cinturões de asteróides. Como os meteoritos são corpos extraterrestres que caem na superfície da Terra, eles podem ser datados e sua idade é a mesma da formação do planeta, ou seja, 4,5 bilhões de anos. Esta idade foi determinada, pela primeira vez, por Claire Patterson em 1956, usando os isótopos de chumbo.

Os métodos de datação, assim como qualquer ferramenta tem aplicações específicas e obviamente, suas limitações. Se usada de forma inadequada pode fornecer dados imprecisos, e é desta forma que os defensores da Terra jovem se baseiam em seus cálculos. Nos Estados Unidos existem correntes religiosas que ainda defendem a idade de 6000 anos para a Terra e defendem que o criacionismo seja ensinado como ciência oposta ao ensino da teoria da evolução de Charles Darwin (Martins & Babiski – IGC).

Cálculos Tendenciosos – Pseudomatemática

Muitos cálculos feitos por criacionistas são realmente tendenciosos, e no caso da geologia conferem somente um exemplo simples em que a metodologia geralmente se adapta a uma conclusão pré-concebida. Eles alegam que há contaminação no material, que a taxa de decaimento muda e supervalorizam variáveis de tal forma que a datação seja calibrada com a proposta da Terra jovem.

Em outros modelos matemáticos há este tipo de pré-concepção também estabelecida. No caso da teoria da informação, sabe-se que há a origem de informação genética a qual é fluxo dessa informação matemática. Criacionistas, como Dembski, afirmam que os algoritmos não mostram isso, embora experimentos e modelagens matemáticas demonstrem claramente tal fluxo de informação (Veja COMPLEXIDADE ESPECIFICADA – UMA MASCARA PARA UM DEUS-DE-LACUNA).

É praxi também, tal grupo utilizar conceitos como complexidade irredutível, complexidade especificada ou mesmo algoritmos matemáticos que justifiquem crenças teleológicas pessoais. Talvez o caso mais comum que demonstre como estes falsos positivos surgem a partir de matemáticas tendenciosas seja a extrapolação da Lei de Borel. Por exemplo, a probabilidade de um evento é expressa como um número real no intervalo entre 0 e 1, isto é {X∈ R/ 0 ≤X ≤1}, sendo mais provável quanto mais o número aproximar-se de 1. Um evento pode ter apenas uma probabilidade, a qualquer momento, No entanto, uma forma extrapolada da Lei de Borel usada por criacionistas e proponentes do designer inteligente é implicar em absurdos matemáticos, onde eventos de baixa probabilidade ganham duas atribuições probabilísticas diferentes; sua verdadeira probabilidade e uma probabilidade de 0. Se um computador gerar 100 dígitos aleatórios, haveria 10100 resultados igualmente prováveis e ​​possíveis. A probabilidade de um determinado resultado seria, assim, 10-100. Aplicando a “Lei do acaso” segundo os defensores do designer inteligente, teríamos de concluir que qualquer resultado é concebível, porque ele tem uma probabilidade de menos de 1 em 1050. Portanto, literalmente impossível, não tendo possibilidade de ocorrência, assim, teria uma probabilidade de 0. É lógico que nenhum evento pode ter uma probabilidade de 1 em 10100 e ter probabilidade de 0. Além disso, uma vez que os resultados possíveis são o que os matemáticos chamam mutuamente exclusivos e exaustivos em conjunto, a soma de todas as suas probabilidades individuais deve ser igual a 1, O que eles não podem fazer se todos forem 0 (Robson, 2000) Um caso bastante comum de como a matemática é mal aplicada (pelos criacionistas) esta na premissa de o código já surge pronto para atuar como nós o conhecemos hoje. Ora, o código também esta sujeito á evolução. Aliás, por essa razão ele é quase universal, pois há alguns grupos biológicos em que códons correspondem a aminoácidos distintos.

A capacidade de reagir quimicamente já da um direcionamento ao seu processo evolutivo. Isto quer dizer que as probabilidades de uma futura construção ser o que é começa a subir (probabilidade é fácil, trabalha entre zero e 1 e subir quer dizer que se aproxima de 1). Isso já elimina qualquer tentativa de se aplicar a lei de Borel, pois o código não surge complexo da forma como o conhecemos. (Borel, 1962 & 1963).

Logo, os processos em questão não tratam de processos ao acaso, mas de processos direcionados pelas próprias leis da química, em que determinadas combinações se apresentam com mais rendimentos que outras, como ocorre em isômeros e mesmo com os famosos isômeros ópticos em que um excesso enantiomérico, levam à preferência de um em detrimento do outro. Esta é a seleção natural ocorrendo ao nível da química.

Sendo assim, não é possível calcular a probabilidade de uma bactéria chegar a um elefante ou de a vida ter surgido da matéria inerte porque esses dados não existem, porque não se conhece o processo que realizou tal fenômeno e porque evolução das espécies não tem uma direção, um projeto, um objetivo.

Podemos calcular essa probabilidade desde que adotemos a premissa falsa de um direcionamento evolutivo. Mas claro, essa probabilidade é só uma curiosidade e não algo que mereça crédito.

A lei de Borel é de onde surge a fundamentação dos criacionistas para dizer que o acaso não cria nada. No universo há muita causalidade e casualidade, sendo que estabelecer tudo a um acaso cego é um erro recorrente dos criacionistas. Mesmo porque a química tem modelos explicativos coerentes e aceitos academicamente que explicam a origem e evolução do código genético (Veja PARADIGMAS SOBRE A ORIGEM DO CÓDIGO GENÉTICO E SUAS IMPLICAÇÕES NA ÁRVORE DA VIDA)

Muitos abusam da matemática por ser uma ferramenta complexa de compreensão e de fácil engodo. Talvez o melhor modelo que demonstre isso é uma simples soma que se respalde em uma falácia.

Na soma de 2+2=4 não encontramos contradição lógica, uma vez que se o resultado de tal soma fosse 5 entenderíamos que o autor desconhece a lógica de seu material de estudo (a teoria dos números reais e os axiomas de Peano). Ou seja, ou ele desconhece a definição do número 2, do número cinco, ou do sinal de mais. E sendo a matemática uma ferramenta complexa, o abuso de tal ferramenta se torna recorrente, uma vez que as massas de seguidores de grupos criacionistas pouco compreendem como o mundo acadêmico científico trabalha suas modelagens matemáticas, inclusive na datação de materiais geológicos. Por essa razão, textos como este, que explicam como funciona o método de datação são fundamentais para elucidar a metodologia cientifica e desenvolver o espírito critico do leitor.

Sem esse tipo de informação, qualquer afirmação dada por proponentes do designer inteligente, ou do criacionismo é aceita sem qualquer tipo de critério, ou mesmo revisão por pares. Razão pela qual seus artigos de datação são apenas postados em sites e blogs informais e não em revistas científicas de grande impacto acadêmico.

Vejamos o exemplo hipotético da soma 2+2 e como ela nos fornece um insight sobre o calculo criacionista:

Começamos nossa conta com uma simples igualdade, que é verdadeira:

16-36 = 25-45

Se somamos (81/4) nos dois lados, não há alteração da igualdade:

16-36+(81/4) = 25-45+(81/4)

Sendo assim, tal equação pode ser escrita seguindo o trinômio do quadrado perfeito:

(4-(9/2))2 = (5-(9/2))2

Tirando a raiz quadrada em ambos os lados temos:

4-(9/2) = 5-(9/2)

Somando (9/2) nos dois lados da igualdade temos:

4 = 5

Em conclusão, como 4=2+2 chegamos a seguinte conclusão:

2+2=5

Seguindo esta regra teríamos um falso resultado positivo, pois não notamos um item essencial da soma. O erro da conta esta no trinômio do quadrado perfeito porque a raiz quadrada de um número elevado ao quadrado é igual ao módulo deste numero. Portanto:

O trinômio do quadrado perfeito:

| 4-(9/2) | = | 5-(9/2) |

| -0,5 | = | 0,5 |

Cuja solução correta (e lógica) da equação é 0,5 = 0,5

Muitas pessoas não notam este tipo de resultado exatamente por se tratar de matemática, e aceitam acriticamente tais contas como verdades absolutas, inclusive quando lhes são pregadas em forma de resultados pseudocientíficos.

A mesma lógica ocorre em processos de datação. Por exemplo, o método de datação por Carbono14 (14C), ao contrário do que muitos criacionistas afirmam, não é usado para datar fósseis. Como sua meia-vida é de 5.730 anos, ele não é o mais apropriado para datar materiais além de cerca de 50 a 70 mil anos. E muitos textos criacionistas usam o 14C para alegar que a datação da Terra esta errada. Em analogia, é como usar uma régua para medir a distância entre São Paulo e o Rio Grande do Norte, medir a sala de sua casa com a difração de raios X, ou por triangulação de satélites. Outro viés, é que ele só serve para datar estruturas orgânicas, e não rochas e fósseis. O processo de formação de subfósseis demora 11 mil anos para ocorrer e fósseis geralmente tem mais de 1 milhão de anos dada as condições tafonômicas e diagênicas de sua formação (Mendes, 1977). Sendo assim, qualquer afirmação criacionista que use 14C para datação geológica ou de registros fósseis pode ser automaticamente descartada, devido à imprecisão de tal método de datação, uma vez que ele se encontra fora de seu limite de medidas. As datações por 14C são consistentes com objetos orgânicos que tenham datas conhecidas, como tumbas de faraós e troncos de árvores centenárias, ao se contar os anéis de crescimento (Plastino, 2001).

O outro problema freqüentemente citado por criacionistas é o da contaminação, que obviamente é um problema real, mas que pode ser contornado com métodos alternativos. O que os criacionistas não demonstram é que os cientistas estão cientes disso, e conhecem formas de descobrir e evitar amostras contaminadas. Ao examinar o contexto geológico de onde as amostras são retiradas, eles podem experimentar diferentes técnicas em diferentes minerais sujeitos a diferentes condições, para determinar quais são as melhores técnicas dependendo da situação. Se há suspeita de contaminação de argônio em um material, o melhor método a se utilizar é com base no urânio-chumbo. Se há contaminação de chumbo, usa-se o método de potássio-argônio, samário neódmio e rubídio estrôncio. Muitos dos casos que os criacionistas alegam ser discordantes e imprecisos são na verdade resultados de experimentos que usaram os métodos de forma errada, por desconhecimento ou por desonestidade mesmo. Além disso, ao datar fósseis geralmente eles vêm com outras formas de datação juntas, como a do relógio molecular. Isso acaba funcionando como um calibrador da datação e fornece mais confiabilidade ao resultado obtido (Dalrymple, 2000).

Vale destacar, que muitas medições independentes são feitas por métodos radiométricos diferentes e por profissionais diferentes e oferecem resultados consistentes.

Um dos casos mais absurdos de datação e que é defendido cegamente pelos criacionistas é o caso do 14C presente em fósseis e diamantes e a defesa de uma Terra jovem por meio dos Halos de Polônio de Robert Gentry. E a partir deles é que vamos ter um exemplo real de como o uso errado da ferramenta gera falsos resultados e imprecisões.

O Carbono14 dos Criacionistas.

Carbono14 deve ser usado somente para datar materiais de meia vida relativamente curta e que já se tem uma breve noção de sua datação, como por exemplo; materiais arqueológicos, madeira e múmias. Criacionistas como o Baumgardner alegam que a presença de carbono no material fóssil e isso seria um indicativo de Terra Jovem. Este é um exemplo errado de como a datação é feita. Se vamos datar um trilobita encontrado em uma camada correspondente ao Cambriano devemos coletar material que seja correspondente a sua camada estratigráfica e não do fóssil propriamente (mesmo porque o fóssil é uma rocha). Não podemos usar 14C, porque não há a presença de carbono orgânico nesses materiais.

Usar este material para datação é cometer erros cruciais na metodologia. Primeiro, não devemos tirar material do fóssil em si e sim da camada, especialmente das rochas ígneas; Segundo, usar o 14C é errado pois demonstra que não há mais decaimento e sugeriria que o tempo de existência daquele material supera 50 ou 100 mil anos, que é o período correspondente a capacidade que o 14C tem de datar, ou seja, mais velho que a Terra Jovem (Thompson, 2003); Terceiro, se há 14C decaindo, indica contaminação. Por essa razão há fontes de diatomita e poços de petróleo datados em 40 mil anos, pois sofreram contaminação. Criacionistas usam rochas metamorfizadas para fazer datação, por essa razão medem carbono contaminado (Lowe, 1989).

Se vamos datar um trilobita, só podemos usar rochas ígneas com material de longo decaimento que estão próximos ao fóssil, ou seja, ali na camada estratigráfica onde o fóssil está. É das rochas ígneas e não do fóssil que se retira o material a ser analisado. Isso permite estimar a data de tal material. Carbono só pode ser encontrado em subfósseis e mesmo assim, a datação sempre demonstra uma data superior a 11 mil anos. Fósseis só se formam a partir de um pouco mais de um milhão de anos.

Se os elementos radioativos decaíssem a uma taxa alta, significaria que até mesmo elementos não radioativos passariam a decair, pois isso tem a ver com a estabilidade do núcleo atômico e a meia vida depende de uma série de constantes universais, tais como a carga do elétron, velocidade da luz e até a constante de Planck. Portanto, o uso do 14C para datação de fósseis é uma datação sob diversas perspectivas inviável, falha e imprecisa. Como dito acima, é como uma usar uma régua para medir distâncias em quilômetros.

Halos de Polônio – Robert Gentry

Robert Gentry é mestre em física, com doutorado honorário na Columbia Union College. Por mais de uma década ocupou a posição de um pesquisador da Oak Ridge National Laboratory, onde ele fazia parte de uma equipe que investigou maneiras de imobilizar resíduos nucleares. Passou grande parte de sua vida profissional estudando a natureza da descoloração de rochas como mica e outros minerais, e concluiu que eles são a prova de uma jovem Terra. Alguns minerais, como o zircão e monazita, são constituintes vestigiais comuns em rochas ígneas, têm estruturas cristalinas que podem acomodar quantidades variáveis ​​de elementos radioativos naturais, como o Urânio e Tório. Quando estes minerais ocorrem em inclusões a outros minerais, principalmente do grupo da mica, eles podem desenvolver a descoloração e formas halos. Os halos são causados ​​por danos da radiação da estrutura cristalina do mineral hospedeiro. A zona de dano é aproximadamente esférica ao redor de uma inclusão mineral central ou fonte radioativa. No halo a maior intensidade de coloração fica perto da fonte, desaparecendo gradualmente com a distância no mineral. Esses danos causados pela radiação formam os halos em torno das inclusões minerais, muito bem conhecidos na literatura geológica. Halos de descoloração em rochas mais novas tendem a ser menores e menos intensos do que em rochas mais velhas, o que indica que a zona de danos de cristal aumenta com o tempo uma vez que elementos com menor taxa de meia vida, como é o caso dos isótopos de polônio, decaem mais rapidamente e emitem, portanto maior energia, que significa halos maiores. A partir dessas observações iniciais foram feitas tentativas de usar as dimensões de halos como uma técnica de datação. Isto nunca foi uma técnica inteiramente bem sucedida que oferece precisão a datação (Gentry, 1968 & 1970).

Alguns cristais no granito têm os halos minúsculos causados pelos decaimentos de elementos radioativos. Pelos seus diâmetros Gentry pode inferir que a energia das partículas alfa causaram tais halos. Tomando-se as séries de decaimentos naturais, alguns destes halos possuem a forma característica dos isótopos de Po-210, cuja meia-vida é de 138 dias, Po-212 cuja meia vida é de 299(2) ns e Po-211, cuja meia-vida é de 0.516(3)s.

De acordo com a geologia convencional, as rochas em que os halos de Po ocorrem, existem há milhões dos anos e, portanto, todo polônio original deve ter decaído nesse tempo.

Robert Gentry postulou em 1988, em um texto chamado Creation’s Tiny Mystery que os índices de decaimento de numerosos elementos foram usados para demonstrar uma Terra antiga e que na verdade justificavam uma Terra Jovem.

Gentry ainda afirma que encontrou radio-halos de Po órfãos e estes, portanto, indicam uma criação repentina do polônio na rocha o que quer dizer uma Terra jovem.

Ele postula, ainda que sem evidências (em um tremendo ad-hoc), que as taxas dos decaimentos eram muito mais elevadas no passado recente. Não somente este decaimento acelerado afetaria diferentemente todos os isótopos radioativos, mas que inexplicavelmente as taxas dos decaimentos dos isótopos do polônio não foram afetadas.

A tese de Gentry tem vários componentes falhos. O primeiro é sua afirmação de que suas amostras de rochas graníticas supostamente constituíram a crosta “primordial” da Terra. Dentro destas rochas há biotita que é da classe dos silicatos rica em ferro e cristais de fluorita que carregam uma classe relativamente incomum de minúsculas descolorações concêntricas.

Estes halos foram considerados como sendo o resultado da estrutura cristalina dos minerais hospedeiros, causadas por partículas alfa de alta energia. Em vários artigos publicados em revistas científicas em 1970 e 1980, Gentry postulou que as energias originadas a partir de decaimentos alfa de vários isótopos radioativos, que ocorrem naturalmente, resultou em diferentes diâmetros para os halos. E isso de fato ocorre, pois cada isótopo dependendo de sua meia vida, ao emitir uma partícula alfa a expulsará do núcleo com maior energia e esta avançara dentro do material formando um halo, que depende tanto dessa energia, como do poder de frenagem do material. Logo cada material apresentará o mesmo halo resultante de um determinado decaimento (ex. Rn-222 em Po-210) com um diâmetro diferente. Assim, Gentry concluiu que ele podia distinguir halos resultantes exclusivamente do decaimento radioativo de vários isótopos do elemento Polônio. O Polônio, parte da cadeia de decaimento de urânio (U-238 /Po-210; U-235/Po-218, Po-211) e tório (Th-232/Po-212) e tem uma meia – vida muito curta – medida em microssegundos para 138 dias dependendo do isótopo. Halos concêntricos associados ao decaimento do polônio (sem todos os anéis correspondentes a quaisquer outras séries de decaimento do urânio) foram tratados como evidência de que a rocha hospedeira tinha se formado quase que instantaneamente, e não pelo resfriamento lento de um magma original ao longo de milhões de anos.

Gentry extrapola que todos granitos pré-cambrianos devem ter se formado em menos de três minutos, e que os halos de polônio são, portanto, a prova do modelo de criação da Terra jovem, conforme disposto em Gênesis. Se a hipótese do Gentry estiver correta, então os halos associados com todos os isótopos de Po devem ser atuais e igualmente abundantes.

Entretanto, Gentry não relata a presença dos halos que correspondem à decaimento de Polônio-215 e de Polônio-211 (decaimento Urânio-235); ou Polônio-216 e Polônio-212 (decaimento do Tório-232); ou Polônio-218 e Polônio-214 e Polônio-210 (Urânio-238 decaimento).

Para Brawley (1992) esta discrepância está completamente de acordo com a teoria geológica atual para uma Terra antiga. De fato, uma vez que a ideia de taxas inconsistentes dos decaimentos (e energias dos decaimentos) é introduzida, toda a base teórica atribuível ao tamanho específico de determinado halo relacionada a um isótopo específico torna-se impossível. Portanto, afirmar que as taxas de decaimento não forma constantes ao longo das eras e que a do Po se manteve estável é incoerente com as leis naturais. Isso até mesmo contradiz a idéia de afinação do universo, advogada pelos criacionistas. Se isso tivesse ocorrido, nem mesmo o próprio universo teria se formado, uma vez que até mesmo os isótopos estáveis decairiam pois seus núcleos não suportariam os prótons e nêutrons, conforme demonstra a faixa de estabilidade dos isótopos abaixo:

A metodologia usada por Gentry foi (e ainda hoje é) extremamente criticada, especialmente no tocante à duvida se suas amostras realmente se tratam de rochas primordiais do planeta. Quanto aos os halos concêntricos vistos por Gentry, realmente são causados por danos provocados pelas partículas alfa, à estrutura cristalina. Porém, não se sabe se o decaimento dos isótopos de polônio é a única causa possível.

Grande parte das alegações de Gentry são especulações criadas sobre especulações. Gentry é um físico, não um geólogo e certamente não tem prática com relatórios geológicos e por essa razão não forneceu informações básicas sobre o assunto. Em sua pesquisa, ele usou lâminas delgadas de rochas de vários lugares ao redor do mundo. Assim, ele é incapaz de dizer como suas amostras se encaixam com a configuração geológica local ou regional. Sendo mais provável então que o granito utilizado esteja contaminado. Seu trabalho poderia ser desconsiderado desde o inicio uma vez que não há uma descrição correta acerca o tipo de rocha analisada. Se ele realmente trabalhou com granito, possivelmente trabalhou com rochas recentes e não primordiais. Se ele trabalhou com granito deve certificar-se de que tal rocha não passou por processo de metamorfismo, pois este processo pode reconfigurar a mineralização do material via recristalização. Se ela ocorre sobre a influência de fluidos liberados pelo magma pode transportar íons que contaminariam suas amostras, distorcendo os halos, tornando-os ovalados pelo realinhamento de minerais.

Isso é bem provável ter acontecido uma vez que são poucos os lugares do planeta Terra onde há realmente granito antigo.

O mais antigo granito da terra tem cerca de 3,5 bilhões de anos e não representa um granito primordial. É o granito de Bastar encontrado na Índia (Voronov, et al. 2010). Há outras ocorrências antigas também na Escandinávia, Inglaterra e aqui mesmo no Brasil (Serra Caiada) (Martins & Babiski – IGC).

Gentry também não fornece informações descritivas sobre as amostras de rocha individuais que compõem os seus estudos. Sem saber a distribuição as características de textura, tamanho dos cristais, a alteração das rochas e a presença (ou ausência) de fraturas e descontinuidades não é possível ter uma descrição correta confiável da amostra.

Como Gentry não reconhece que o período de tempo pré-cambriano representa grande parte da história da Terra, ele não reconhece a grande diversidade de terrenos geológicos que surgiram e foram afetados ao longo da historia. Sendo assim, segundo o modelo de Gentry, qualquer rocha semelhante ao granito poderia representar uma rocha “primordial”, ainda que fosse recente. Granitos verdadeiros geralmente são fruto de recristalização da crosta (Taylor e McLennan, 1996) , e não pode ser considerada primordial . Em 1988 Wakefield mostrou que pelo menos um conjunto de amostras de rochas estudadas por Gentry não são de granitos em tudo, mas foram tiradas de uma variedade de jovens rochas metamórficas pré-cambrianas e veios de pegmatita na região em torno de Bancroft, Ontario. Algumas dessas unidades continham até mesmo fósseis. Gentry não fornece nenhuma explicação de como o polônio só encontra seu caminho em biotita e fluorita, ou mesmo porque há danos causados ​​pela radiação formando halos nestes minerais são comuns em áreas de enriquecimento de urânio, e raros onde a concentração de urânio é baixa. A hipótese de Gentry sugere que deveria haver uma distribuição uniforme de todos os isótopos de Polônio em rochas primordiais, ou pelo menos nenhuma associação espacial marcante com urânio. Em 1974, ele mesmo notou que halos não foram encontrados em meteoritos ou amostras lunares, rochas conhecidas por terem baixas concentrações de urânio. Lorence Collins (1997) observou estas e várias outras contradições. Collins sugere que nem todos os corpos de granito são formados por cristalização de magma, em muitos lugares o granito se forma a temperaturas abaixo de condições de fusão, onde antigas rochas ígneas solidificadas foram deformadas e fraturadas permitindo a circulação de fluidos. Nesses lugares, se o Urânio é abundante, também tem o Radônio (Rn – 222), que é um gás que se move livremente através das fraturas, e ele é o elemento pai do Polônio-218. Sua livre circulação facilita a formação natural de halos Polônio. Ou seja, lugares onde há antigas rochas ígneas há muito urânio espalhado e o sistema aberto permite que o gás radônio possa migrar em fluidos para onde a biotita está sendo cristalizada (ou recristalizada) e os isótopos de polônio derivados do radônio radioativo podem precipitar-se na rede. Assim, os três diferentes tipos de halos de Po podem formar-se naturalmente em biotita durante milhões de anos enquanto as deformações e substituições químicas vão acontecendo. Em resumo, naturalmente há uma explicação, sem necessidade de recorrer ao criacionismo da Terra jovem, sem necessidade de mudar a taxa de decaimento de tudo quanto é elemento como supôs Gentry. Nos lugares onde ocorrem halos de polônio em cristais de biotita o próprio Collins encontrou mirmequita associada com as rochas graníticas (Collins, 1997 & 1999).

E evidente que a associação de halos coloridos concêntricos de polônio se torna meramente especulativa. Gentry então adota e amplia o trabalho de um pesquisador chamado Joly (1917) que fez a maior parte de seu trabalho com halos de descoloração na primeira década do século XX, época na qual a estrutura do átomo estava sendo descoberta, a natureza da radioatividade ainda era pouco compreendida e antes que a estrutura cristalina dos minerais fossem compreendidas. Joly especulou que se as partículas alfa poderiam viajar de 3 a 7 centímetros no ar, poderiam viajar apenas 1/2000 do que a distância em biotita. Joly tentou relacionar o tamanho dos halos com as partículas alfa de isótopos específicos (e foi o primeiro a sugerir o polônio). A partir disto, tentou desenvolver uma técnica de datação com base no diâmetro das características de halo, ou seja, quanto maior o halo mais radiação afetou o mineral hospedeiro. Henderson (1939) desenvolveu um esquema de classificação para os diferentes padrões de halos de descoloração sugerindo a hipótese do polônio como isótopo com curta duração de meia vida.

Halos pequenos e gigantes não podem ser conciliados com qualquer energia de decaimento alfa. Gentry especulou que esses halos de tamanho anômalo constituem elementos novos, ou novas formas de decaimento alfa. Nenhuma explicação parece provável, dado o estado atual do conhecimento de elementos radioativos (Parrington, et al, 1996). Alguns halos mostram anéis “fantasmas” que não correspondem a qualquer energia decaimento alfa medido, e que permanecem sem explicação. Existem halos “de coloração invertida” supostamente de urânio. Outras exceções ao modelo de Gentry energia vs raio do anel foram anotados por Odom e Rink (1989) e Moazed et al. (1973). Gentry especula sobre as causas de algumas destas características anômalas, mas não fornece dados empíricos para apoiar qualquer explicação, preferindo questionar as evidências fornecidas pelas amostras físicas do que a validade de seu próprio modelo, o que é conveniente.

O maior impacto na hipótese de Gentry vem da ausência de dados e evidências. Dos três elementos radioativos – urânio, tório e potássio – dois (urânio e tório) são marcados por séries de decaimento envolvendo emissões de partículas alfa. Os halos de Polônio de Gentry são atribuídos ao decaimento de isótopos radioativos por meio da emissão de partículas alfa a partir dos núcleos de polônio (Gentry, 1968 & 1971). O Tório- 232 decai para chumbo -208 por meio de uma série de etapas que incluem dois isótopos de polônio adicionais, Po -212 e Po -216.

O tório tem uma abundância elementar entre três e quatro vezes maior do que o urânio na crosta da Terra. Além disso, em áreas de enriquecimento de urânio, tais como aquelas de onde vieram as amostras de Gentry, o tório também é abundante. Estes isótopos de polônio resultantes do decaimento do tório têm energias de emissão alfa dentro da faixa documentada para o urânio. Assim, os isótopos de polônio que resultam do decaimento natural de tório-232 também devem produzir halos característicos. De fato, de acordo com o modelo de Gentry, todos os isótopos de polônio devem ser representados de forma igual. Mas Collins (1997) aponta que Gentry apenas identificou halos para esses isótopos de polônio associados ao decaimento do urânio-238; halos atribuíveis ao polônio-212 e polônio-216 não são encontrados. Além disso, halos atribuíveis aos dois isótopos de polônio na série de decaimento do urânio -235 (Po -211 e Po -215) também não foram identificados. O urânio é atualmente composto por 0,71% de urânio -235 e 99,3% de urânio-238, que ocorre naturalmente na crosta terrestre. O urânio-235 já foi responsável por mais de 3% de isótopos de urânio natural dede há 3 bilhões de anos.

Se assumirmos que halos concêntricos na verdade são devido aos danos ocorridos pela emissão de partículas alfa, um problema imediato surge com a meia-vida curta dos isótopos de Polônio. Para deixar um dano em forma de halo visível a mica afetada ou os grãos de fluorita teriam de cristalizar antes do polônio ter decaído. A hipótese de Gentry requer polônio puro concentrado no centro de cada anel.

O modelo estabelecido por Gentry não faz distinção se os isótopos de polônio devem estar presentes, portanto, a probabilidade de existência desses isótopos no material não deve ser igual para todos. Ele ressalta que não há nenhum processo geoquímico conhecido pelos quais essas concentrações podem ocorrer durante a cristalização de um magma, concluindo então que os halos de polônio são indicativos de alguma ocorrência não natural ou sobrenatural.

O desenvolvimento de fraturas nos grãos de mica após a cristalização ocorreu, e a migração de radônio ao longo destas fraturas ao longo de milênios esta muito mais de acordo com os modelos geológicos atuais da formação rochosa. Assim, esta hipótese é mais atraente do que o modelo de Gentry, uma vez que se encaixa à evidência observada e não necessita de ocorrências sobrenaturais, o que é muito conveniente para ele.

Para conciliar a Terra Jovem com as idades isotópicas das rochas ao redor do mundo, Gentry (1992) argumentou que as taxas de decaimento radioativo têm variado ao longo do tempo, forçando-o a concluir que as taxas de decaimento de isótopos de polônio foram as únicas a manterem-se constantes, enquanto os de dezenas de outros isótopos radioativos foram muitas ordens de magnitude maior. Isto, obviamente, dá origem a varias das principais inconsistências e conveniências.

Convencionalmente, a datação é feita usando muitas rochas que foram datadas por uma variedade de técnicas que utilizam pares de isótopos diferentes com diferentes processos de decaimento, os resultados mostram a consistência notável nas idades medidas. A hipótese de Gentry exigiria que todos os diferentes esquemas de decaimento para os diferentes isótopos radioativos deveriam ter sido aceleradas para dar as datas idade consistentes que encontramos para rochas hoje. Por exemplo, a taxa de decaimento do urânio-238 (meia-vida = 4,5 bilhões de anos) teria que ser acelerada por quase quatro vezes; a taxa de potássio-40 (meia-vida = 1,4 bilhões de anos) deveria ser acelerada do dobro. Dado o grande número de diferentes isótopos radioativos e esquemas de decaimento que foram utilizados na datação de rochas, a chance de essa coincidência ocorrer é zero (Baillieul, 2005).

Uma lei de decaimento radioativo é que quanto mais rápida a taxa de decaimento, mais energia é liberada. O decaimento radioativo lento de urânio, tório e potássio -40 foi identificado como uma fonte primária de calor interno da Terra. Acelerar as taxas de decaimento radioativo de isótopos destes por várias ordens de magnitude para ser consistente com uma terra de 6 a 10 mil anos exige que as energias de decaimento de 10 mil anos atrás fosse extrema, mantendo a Terra em um estado de fusão nos dias atuais. Obviamente, isso não ocorreu e não há razão alguma para pressupor que as taxas de decaimento de inúmeros isótopos de polônio também não devam ter variado. Gentry ainda propôs que as taxas de decaimento polônio levaram muito mais tempo do que o observado hoje. Na verdade, uma vez que a ideia de taxas de decaimento variável é introduzida, torna-se impossível atribuir halos de descoloração a qualquer isótopo específico ou uma série de isótopos e hipótese de Gentry cai completamente por terra.

Mais ainda o fato da meia vida depender de constantes universais (ver equação abaixo) não apóia a incoerência das taxas de Po terem se desacelerado e as taxas dos demais isótopos terem sido altamente aceleradas.

A taxa de decaimento e a energia de partículas alfa emitidas estão ambas relacionadas ao desequilíbrio nas quantidades de nêutrons e prótons do núcleo atômico e são controlados pela força nuclear forte, e os decaimentos radioativos são controlados pela força nuclear fraca que faz um nêutron decair em próton. Nada mais do que uma mudança fracional na taxa de decaimento ao longo do tempo exigiria variação das forças fundamentais da natureza e a relação de matéria e energia. Não há nenhuma evidência de que qualquer coisa do tipo tenha ocorrido. Há muitas linhas independentes de raciocínio ao lado da datação radiométrica que concluem que a Terra é muito mais velha que 6 mil anos. Outros processos geológicos, com mecanismos totalmente independentes demonstram um longo período de história da Terra. Por exemplo, a cristalização lenta e deposição de grandes espessuras de calcários que ocorrem no registro geológico; o crescimento de domos de sal na região da costa do golfo de os EUA e sob os desertos do Irã levaram a deformação plástica de uma camada de sal profundamente enterrada , ao longo de milhões de anos, o que ocorreu em resposta à lenta acumulação de sedimentos que a recobre; a propagação de bacias oceânicas do mundo, registra-se em padrões simétricos de magnetização dos basaltos de cada lado das cadeias meso-oceânicas onde a taxa de medição atual da bacia do Pacífico de cerca de 170 milhões anos, idade na qual foi corroborada por datação radiométrica. O próprio Gentry reconhece isso como um problema a sua ideia.

Saiba mais em “Polonium Halos” Refuted A Critique of “Radioactive Halos in a Radiochronological and Cosmological Perspective” by Robert V Gentry".

Referências

Baillieul, T. “Polonium Haloes” Refuted A Review of “Radioactive Halos in a Radio-Chronological and Cosmological Perspective” by Robert V. Gentry. 2005. The Talk Origins.

Borel, Emil (1962), Probability and Life, Dover, translated from the original, Les Probabilite et la Vie, 1943, Presses Universitaire de France.

Borel, Emil (1963), Probability and Certainty, Dover, translated from the original, Probabilite et Certitude, 1950, Presses Universitaire de France

Brawley, John, 1992. Evolution’s Tiny Violences: The Po-Halo Mystery.

Brawley, John, 1992, “Evolution’s Tiny Violences: The Po-Halo Mystery: An Amateur Scientist Examines Pegmatitic Biotite Mica”, Talk.Origins Archive.

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Collins, L. G., and Davis, T. E., 1992, Origin of high-grade biotite-sillimanite-garnet-cordierite gneisses by hydrothermal differentiation, Colorado; in Augustithis, S. S., ed., High Grade Metamorphics: Athens, Theophrastus Publications, p. 297-338.

Collins, Lorence G., 1997, “Polonium Halos and Myrmekite in Pegmatite and Granite,”

Collins, Lorence G., 1999, “Equal Time for the Origin of Granite – a Miracle,” Reports of the National Center for Science Education, Volume 19, No. 2, pp. 20-28.

Dalrymple, G. Brent, 2000. Radiometric dating does work! Some examples and a critique of a failed creationist strategy. Reports of the National Center for Science Education 20(3): 14-17

Gentry, Robert V., 1992, Creation’s Tiny Mystery, Earth Science Associates, Knowville, TN, 3rd Edition.

Gentry, Robert V., 1968, “Fossil Alpha-Recoil Analysis of Certain Variant Radioactive halos” Science, Vol. 160, p. 1228-1230.

Gentry, Robert V., 1970, “Giant Radioactive Halos: Indicators of Unknown Radioactivity,” Science, Vol. 169, pp. 670-673

Henderson, G.H., 1939, A quantitatve study of pleochroic halos, V. the genesis of halos, Royal Society of London, Proceedings, Series A, v. 173, p. 250-264.

Joly, J., 1917, The genesis of pleochroic halos, Philosophical Transactions of the Royal Society of London, Series A, v. 217, p. 51.

Mendes, J.C. 1977. Paleontologia geral. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora e Editora da Universidade de São Paulo, 342p.

Moazed, Cyrus; Richard M. Spector; Richard F. Ward, 1973, Polonium Radiohalos: An Alternate Interpretation, Science, Vol. 180, pp. 1272-1274.

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Parrington, Josef R., Harold D. Knox, Susan L. Breneman, Edward M. Baum, Frank Feiner, 1996, Nuclides and Isotopes: Chart of the Nuclides, 15th Edition, General Electric Co. and KAPL, Inc.

Plastino, L.; Kaihola; Bartolomei, P.; Bella, F. (2001). “Cosmic Background Reduction In The Radiocarbon Measurement By Scintillation Spectrometry At The Underground Laboratory Of Gran Sasso”. Radiocarbon 43 (2A): 157–161.

Robson, T. Creationism and Pseudomathematics. The National Center for Science Education. Volume: 20. Issue: 4. Year: 2000.

Taylor, S. Ross, and McLennan, Scott, 1996, “The Evolution of the Continental Crust,” Scientific American, January, 1996.

Thompson, Tim, 2003. A radiometric dating resource list.

Veridiana T. de S; Marly Babinski.Geocronologia: O tempo registrado nas rochas. Instituto de Geociências da USP.

Voronov, J.; Tarduno, J. A.; Mukul, M.; Cottrell, R. D.Paleomagnetic and paleointensity investigations of a 3.6 billion-year-old granite from India. American Geophysical Union, Fall Meeting 2010.

Wakefield, J. Richard , 1988, Geology of Gentry’s “Tiny Mystery”, Journal of Geological Education, May, 1988.
Fonte

PS: retirei as imagens porque estavam cortando a página. Para melhor compreensão, vejam as ilustrações diretamente no link.
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23-01-2016, 10:53 AM
Resposta: #4
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
Um dos problemas do debate criacionismo X evolucionismo é que são dois modelos com fundamentações distintas. Não é como debater dois modelos científicos (ou até dois modelos religiosos) entre si. Isso porque os criacionistas acreditam ter uma verdade e querem encaixar os fatos nas suas crenças. É claro que cada um tem o direito de acreditar no que quiser, mas a partir do momento em que não querem confrontar as evidências com as suas crenças, não existe mais debate.
A teoria da evolução também não é uma verdade pronta. Como o próprio nome diz, é uma teoria. Pode ser contestada, aperfeiçoada ou trocada por outra que explique melhor os fatos. E a datação, como método, é sujeita a muitos erros. No entanto, isso não é suficiente para invalidar a teoria enquanto existirem outras evidências que a suportem e enquanto um método de datação mais aperfeiçoado ou confiável não apontar para outra explicação.
Nesse sentido, não vejo criacionistas apontando argumentos que justifiquem sua crença, exceto o famoso "está escrito na Bíblia". Se puderem sustentar seu modelo com evidências e argumentos coerentes, aí já seria outra história.
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23-01-2016, 12:48 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 01:46 PM por Marcusmho.)
Resposta: #5
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
Ninguém comentou meu post em si

só vi críticas a mim e um copy-coly simplesmente GIGANTE.

os argumentos dos posts foram totalmente ignorados e apenas ficaram me acusando disso e daquilo.

por isso a desonestidade no dabete tá muito grande por aqui.

como dizia Morfeu a Neo no filme Matrix:

"vc vê estas pessoas Neo? não confie nelas, elas estão tão apegadas a Matrix que vão lutar pelo sistema, mesmo que este sistema os escravize."

se houver pessoas maduras, a ponto de ler o que eu postei, sem mimimi, sem xiliques, sem acusações, sem PRECONCEITOS, eu agradeço.

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS A RESPEITO DA DATAÇÃO DO PONTO DE VISTA CRIACIONISTA:

HOVIND, Kent. 1998. Creation Science Evangelism - Seminar Notebook. 94 pp
MORRIS, Henry M. e Morris, John D. 1997. The Modern Creation Trilogy, vol.II - Science and Creation. Master Books, Green Forest, 343 pp
OARD, Michael J. 2001. The supposed consistency of evolution’s long ages” TJ 15(3) 2001
Taylor, Ian T. 1996. In The Minds of Men – Darwin and the New World Order, 3rd ed. TFE Publishing, Minneapolis, EUA, 498 pp

INCLUSIVE A CITAÇÃO DE UM CIENTISTA EVOLUCIONISTA DENUNCIANDO AS DATAÇÕES GEOLÓGICAS:

vou citá-lo de novo:
Como o evolucionsta Dr. William Stansfield afirmou:


"É óbvio que as técnicas radiométricas podem não ser os métodos de datação absolutos que afirmam ser. As estimativas de idade em um determinado estrato geológico, medidos por diferentes métodos radiométricos são frequentemente diferentes (às vezes em centenas de milhões de anos). Não existe absolutamente um 'relógio' radiológico confiável de longo prazo." [The Science of Evolution, Macmillan, Nova York, 1977].

outras citações de cientistas no meu texto para vocês que exigem, são FATOS EMPÍRICOS que contradizem a datação:

edição de Outubro da revista Geology: Donald R. Lowe (se formou em Stanford) e Gary R. Byerly (se formou em Louisiana State) que apontam duas datações diferentes com diferenças de bilhões de anos

William Luther Pierce, que eu citei, que refutou a falsa explicação para a diferença grande nas datações das colunas geológicas se formou na Universidade do Colorado em Boulder, Instituto de Tecnologia da Califórnia, Rice University

AGORA LEIAM O MEU POST COM HONESTIDADE
GRATO DESDE JÁ
SE QUISEREM COMENTAR, ANTES DE COMENTAR, LEIAM O POST
AGRADECIDO.

Padmé Mandala.
Não queria apelar para o control/c e control/v, mas já que vc não leu o meu texto e apenas fez isso, deixo aqui também com as fontes acadêmicas para mostrar que a refutação as datações é coisa de cientistas e de gente séria:

Datas estranhas (datações que não se coadunam com a coluna geológica) são a regra e não a excepção. Só são usadas as que estão de acordo com as idades pré-concebidas. As datações "estranhas" são chamadas de "datas discordantes" e ou são ignoradas ou constroi-se uma explicação para explicar o "erro".
Existem pelo menos seis métodos radiométricos disponíveis. A data que se assume que a amostra tem determinará qual o método que será usado porque cada um deles dará um resultado diferente.
Por exemplo: quando ossos de dinossauro contendo carbono são encontrados, não se lhes faz datação com C-14 porque o resultado seria de apenas alguns milhares de anos. Visto que isto não estaria de acordo a data assumida baseada na coluna geológica, os cientistas usam outro método de datação de modo a se obter uma idade mais próxima do resultado desejado. Todos os resultados radiométricos que não estão de acordo com as idades pré-designadas na coluna geológica são rejeitadas. (Hovind 1998, 47)

Podem-se estudar os aspectos físicos da rocha e parte envolvente e tentar, com base num raciocínio uniformitarista, estender no tempo algum processo actual relevante e fazer uma estimativa do tempo que decorreu desde a sua formação. No entanto, há fortes indícios que apontam para uma formação rápida e catastrófica das rochas em vez de uma formação uniformitarista.
Na escola foi-nos ensinado apenas um modelo explicativo das origens do universo. Apenas os processos que parecem apontar para uma terra e um universo com muita idade foram incluídos na nossa instrução. Os professores acreditaram e ensinaram os seus alunos, já faz meio século, que, por exemplo, a datação com o urânio prova que a terra tem milhares de milhões de anos. Mas o facto é que estes métodos não são passíveis de verificação experimental, visto que ninguém poderia fazer um registo do decaimento de urânio (por ex.) durante milhões de anos.
Para se obter uma data considerada pré-histórica é necessário basearmo-nos num processo físico cuja actuação seja suficientemente lenta para ser medida e suficientemente regular para produzir mudanças significativas. Elaborando então alguns pressupostos poderemos obter uma data a que podemos chamar data aparente. Se esta data aparente é ou não a data real depende totalmente da validade dos pressupostos. Visto não haver nenhum processo para testar esses pressupostos não existe nenhuma maneira (excepto por revelação divina) de saber a idade verdadeira de qualquer formação geológica. Os métodos que mais provávelmente nos darão datas aproximadas às verdadeiras serão aqueles cujos pressupostos tenham menos probabilidade de estar errados.
Teóricamente existiria um variado número de métodos que poderiam ser usados para medir o tempo, visto todos envolverem mudanças ao longo do tempo (ver anexo .....). Não é surpreendente que os únicos métodos considerados aceitáveis pelos evolucionistas serem aqueles cujas suposições e cujas "constantes" nos fornecem grandes quantidades de tempo?
No que diz respeito à idade das formações geológicas e da terra própriamente dita, apenas os processos de decaimento radioactivo são considerados úteis hoje em dia pelos evolucionistas. Existem vários destes processos, mas os mais importantes são: (1) os métodos urânio-tório-chumbo; (2) o método rubídio-estrôncio, e (3) o método potássio-árgon. Em cada um destes sistemas, o elemento-pai (por ex. urânio) transforma-se gradualmente no elemento-filho (ex. chumbo), e as proporções relativas dos dois são consideradas como um indicador do tempo que decorreu desde a formação inicial do sistema.
Para estes e outro métodos de geocronometria é necessário partir dos seguintes pressupostos:
1. O sistema teve de ser um sistema fechado.
Isto é, não pode ter sido alterado por factores estranhos ao processo de datação; não se pode ter retirado nem adicionado nada ao sistema.
2. No início o sistema não podia ter contido nenhum dos seus elementos-filhos.
Se algum elemento-filho estivesse presente no início, esta quantidade inicial terá de ser corrigida de modo a se obter um cálculo com significado.
3. As taxas de actuação do processo devem ter sido sempre as mesmas.
De igual modo, se a taxa de actuação do processo se alterou desde que o sistema foi estabelecido, então esta mudança deve ser conhecida e ter-se-ão de fazer as correcções necessárias para que a datação possa ter algum significado.
Outras suposições podem ser necessárias para outros métodos particulares, mas as três mencionadas acima são sempre necessárias e são extremamente importantes. ...

(Morris 1998, 138) juntar p.160















Decaimento constante?

O decaimento radioactivo tem sido considerado como sendo um processo constante, que ocorre por transmutação aleatória dos átomos do elemento instável.
Quando estamos perante um número elevado de átomos existe uma certa certeza estatística de que em qualquer momento um número específico de átomos estará num processo de decaimento ou mudança espontâneo. Estes números dar-nos-ão a taxa de decaimento mas tudo está baseado no pressuposto de que se trata de um processo aleatório. No entanto, trabalhos estatísticos levados a cabo por Anderson e Spangler (1973) mostraram que, de facto, o processo de decaimento não é aleatório; isto significa que a taxa de decaimento não pode ser conhecida ao certo, pondo em questão todo o processo de datação radiométrica (Anderson 1972). Não é de admirar que, apesar de ocuparem postos científicos de responsabilidade, estes autores admitem terem tido dificuldade na publicação dos seus trabalhos e desde então confessaram que este foi "posto de lado, rebaixado, desacreditado ... por virtualmente toda a comunidade científica" (Anderson e Spangler 1974).
Apesar deste trabalho o resto da fraternidade científica manteve-se fiel à sua crença de que as taxas de descaimento atómico se têm mantido constantes ao longo do tempo. Desta forma, uma vez que estas taxas de descaimento dos isótopos radioactivos tenham sido determinadas e publicadas, uma confirmação posterior levada a cabo de tempos em tempos não é considerada justificada. Na verdade, o próprio termo "taxa constante" não promove uma atitude dessas.
No caso do Urânio 238, a t.d. (taxa de decaimento) e a respectiva constante foi estabelecida há mais de meio século atrás. O método consistiu em pegar num pequeno cristal do mineral que continha urânio, tanto zircão como, menos vulgarmente, uraninite, e, através de um contador Geiger, registar o número de partículas alfa libertadas num certo período de tempo, geralmente dois ou três dias; com um simples cálculo aritmético calculam-se o nº de unidades por miligrama da amostra por hora; a taxa de decaimento é então expressa matemáticamente a partir desta informação com o nome de constante de decaimento ou, no termo mais familiar, meia-vida.
A quantidade de partículas alfa emitidas por hora depende da quantidade de átomos de urânio que estão em processo de decaimento, isto é, depende do tamanho da amostra, razão pela qual a taxa é expressa em "por miligrama". Contudo, a t.d. diminui lentamente com o tempo, à medida que a quantidade de átomos de urânio diminui, mas, como os períodos de tempo são tão longos, isto nunca foi observado. Noutras palavra, as únicas medições que existem foram feitas a partir do século 20, enquanto que nos dois ou três dias da experiência, a taxa dá a aparência de ser uniforme. O tratamento matemático da t.d. utilizado para elaborar a constante de decaimento, ou a meia-vida, retira o efeito do decréscimo do elemento-pai. É, por isso, assumido que a constante de decaimento tem de facto sido constante durante toda a idade do aglomerado de átomos de urânio presente na amostra. Este é o pressuposto mais importante e é baseado na constatação que a contagem por mg/hora parece ser constante, quer tenha sido medido nos anos 50 ou nos anos 80 ou numa ou noutra amostra. Além disso, esta taxa parece não ser alterada nem pela temperatura, nem pela pressão, nem por uma série de outras condições impostas aos materiais radioactivos. Deverá ter-se presente que o pretensão de uma taxa constante é um grande passo de fé, baseado em observações efectuadas num curto período de anos e que se crê se possa aplicar a processos que levaram milhares de milhões de anos.
(Taylor 296)















Carbono-14

O método do Carbono-14 foi inventado por Willard Libby no início da década de 1950 na Universidade de Chicago. Embora não sejam de desprezar, os métodos de datação são sobre-valorizados. Willard Libby disse que o seu método só era correcto para objectos com apenas alguns milhares de anos.
A radiação cósmica atinge a atmosfera, transformando o Azoto (N14) em Carbono 14 (C14). Este C14 é radioactivo) pode ser detectado por um contador Geiger). Este carbono radioactivo mistura-se com o carbono existente na atmosfera, geralmente sobre a forma de dióxido de carbono (CO2).
As plantas absorvem o dióxido de carbono e este passa a fazer parte dos seus tecidos. Os animais comem as plantas e o CO2 torna-se parte dos seus tecidos corporais. Quando a planta ou animal morrem deixam de absorver CO2.
O carbono radioactivo é muito raro na atmosfera hoje em dia (sómente 0,0000765 % ou à volta de 4,5 quilos no mundo inteiro) e torna-se cada vez mais raro à medida que se decompõe em elementos mais simples. Metade do C14 decompor-se-á (decairá) em componentes mais simples em aproximadamente 5.730 anos. A isto chama-se a meia-vida do C14. No espaço de duas "meias-vidas" (11.460 anos), só existirá um quarto do C14 original no objecto. Usando o nº de cliques no contador Geiger como guia, os cientistas poderiam determinar a idade de um objecto. Visto que a atmosfera de hoje produz à volta de 16 cliques por minuto para cada grama de carbono, o contador Geiger deveria assinalar 8 estalidos por minuto se a amostra tiver 5.730 anos e 4 estalidos se tiver 11.460 anos.
Apesar deste método até aqui parecer funcionar bem, vários pressupostos errados estão na base deste processo. A maior parte dos outros processos radiométricos partem dos mesmos pressupostos errados:

1) O C14 atmosférico está em equilíbrio: este pressuposto está errado. A quantidade de C14 na atmosfera continua a aumentar. Calculou-se que a quantidade de C14 na atmosfera atingirá o equilíbrio (a taxa de formação será igual à taxa de decaimento) dentro de 30.000 anos.
Além disso, à medida que o campo magnético da terra está a enfraquecer, mais radiação cósmica vai penetrando na nossa atmosfera. Num contador Geiger, 16 cliques por minuto por grama (16 DPM/Gc) é o típico em seres vivos hoje em dia. Plantas ou animais que vivessem na terra há 4.000 anos teriam tido muito menos C14 nos seus corpos. A pequena quantidade de C14 faria com que aparentassem idades milhares de anos mais velhas do que a realidade. Muitos factores podem afectar a taxa de formação de C14. O ciclo de manchas solares de 11 anos é um desses factores.

2) A taxa de decaimento é constante: esta suposição foi várias vezes demonstrada como incorrecta. Porque a taxa de decaimento pode não ser constante, as datas obtidas com o método do C14 só podem ser aceites com caução.

3) Podem ser conhecidos as quantidades originais de C14: muitas vezes esta suposição foi demonstrada estar errada. Várias zonas da mesma amostra muitas vezes apresentam taxas diferentes. Várias amostras de seres vivos dão taxas muito díspares. Alguns vestígios não serão testados com o C14 mesmo que contenham carbono (ver introdução). Pinguins vivos foram datados como tendo 8.000 anos! A amostra mais antiga cuja idade é conhecida com independência é a múmia egípcia Hemaka, de 2.700 - 3.100 a.C. (os escritores laicos sobre a antiguidade têm tendência para exagerar as idades, por isso mesmo esta datação é suspeita.)

4) A amostra não foi contaminada durante milhares de anos: esta suposição é muito difícil (senão impossível) de provar. Elementos pai ou filho podem ter contaminado ou sido retirados da amostra. Muitos testes laboratoriais confirmaram que isto pode acontecer. (Hovind 1998, 47)













Carbono-14 ainda não estável

É interessante constatar que o Carbono-14 (i.e., o isótopo instável do estável Carbono-12), que tem sido a base para argumentos a favor da antiguidade humana, constitui, de facto, um forte argumento sim, mas a favor de uma terra jovem. O C-14 é formado na atmosfera pela acção dos raios cósmicos sobre os átomos de Azoto-14 (N-14) do ar. Contudo, a instabilidade relativa deste C-14 origina que ele comece imediatamente a decair para N-14, a forma isotópica estável do carbono. A "meia-vida" do C-14 (i.e., o tempo que leva para metade do C-14 de um sistema dado decair de volta a N-14) é aproximadamente de 5.730 anos. Por isso, depois de mais ou menos seis meias-vidas, ou seja, à volta de 35.000 anos, não existiria práticamente nenhum C-14 para ser medido (alguns cientistas afirmam poder medir quantidades extremamente pequenas até aos 80.000 anos, ou 14 meias-vidas, mas isso é muito duvidoso).
Portanto, se os raios cósmicos fossem de qualquer modo interrompidos, de modo a não ser gerado mais C-14, levaria, digamos, à volta de 50.000 anos para todo o C-14 da atmosfera, biosfera e hidrosfera decair de volta ao azoto. Da mesma maneira, se a radiação cósmica fosse iniciada de novo, com a mesma intensidade, levaria 50.000 anos para repor o C-14 a um nível de estabilidade, em que a quantidade sendo produzida mundialmente seria igual à quantidade em decaimento.
O problema é que todas as medições indicam que o volume mundial de C-14 ainda não atingiu este nível, o que prova que a sua produção só se tem vindo a efectuar há muito menos de 50.000 anos! Ainda não atingiu o estado de estabilidade, pois ainda se está a incrementar no planeta. No entanto as datações de artefactos humanos são invariavelmente baseadas no pressuposto de que, independentemente do que mostram os dados actuais, o volume de C-14 está num estado de equilíbrio. A atmosfera e a terra têm muito mais de 50.000 anos, segundo o raciocínio deles, pelo que obrigatóriamente o C-14 terá de estar num nível de equilíbrio.
Mas os dados dizem-nos outra coisa! "Sabemos hoje que o pressuposto de que o estoque biosférico de C-14 se tem mantido constante nos últimos 50.000 anos ou perto disso não é verdade." (Ralph 1974, 555). Para aqueles que queiram ter uma noção quantitativa de quão errado está este pressuposto transcrevemos a seguinte passagem de um autor com autoridade na matéria: "Reparamos, de passagem, que o estoque natural total de C-14 de 2.16 x 1030 átomos ... corresponde a uma taxa de decaimento de 1.63 x 104 desintegrações/m2s da terra, considerávelmente inferior à produção média estimada de átomos de C-14, calculada nos últimos 10 ciclos solares (111 anos) em 2.5 x 104 átomos/m2s. De um ponto de vista geofísico, seria muito surpreendente se a taxa de decaimento e a taxa de produção estivessem tão desiquilibradas como estes dois números sugerem. É difícil reconciliar esta discrepância considerando que tenham havido erros ao computar o estoque de C-14, visto que a maior parte do C-14 localiza-se no mar, onde a concentração de C-14 relativamente à biosfera terrestre é bem conhecida." (Fairhall 1970, 401-418) Portanto, estão a ser gerados 25.000 átomos de C-14 por metro quadrado por segundo e apenas 16.300 desintegrações são efectuadas. Isto é, a produção é 50% superior ao decaimento, e isto só pode significar que a atmosfera terrestre (onde a produção é efectuada) é muito mais jovem do que 50.000 anos! (Morris 1997, 321)












Carbono-14 em fósseis e diamantes - Um dilema evolucionista


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Se o elemento radioactivo carbono-14 se decompõe rapidamente — no prazo de uns milhares de anos — por que motivo ainda o encontramos nos fósseis e nos diamantes? É um dilema para os evolucionistas, que acreditam que as rochas têm milhões de anos.

Muitas pessoas acham que os cientistas utilizam o radiocarbono para a datação de fósseis. Afinal de contas, devíamos ser capazes de estimar há quanto tempo viveu uma criatura com base na quantidade de radiocarbono que ficou no seu organismo, não é verdade?



Datação pelo carbono-14

Parte 1 Compreender o básico
> Parte 2 Um dilema evolucionista
Parte 3 Um puzzle criacionista



Por que motivo não se utiliza o radiocarbono para a datação de fósseis?

A resposta é uma questão de física básica. O radiocarbono (carbono-14) é um elemento muito instável que muda rapidamente para nitrogénio. Metade da quantidade original de carbono-14 volta a decair no elemento estável nitrogénio-14 ao fim de apenas 5730 anos. (Este período de 5730 anos tem a designação de meia-vida do radiocarbono, Figura 1).1 2 A esta taxa de decaimento, restarão muito poucos átomos de carbono-14 ao fim de apenas 57.300 anos (ou dez meias-vidas).

Portanto, se os fósseis têm realmente milhões de anos, como defendem os cientistas evolucionistas, não iriam restar neles nenhum átomo de carbono-14. Efectivamente, se todos os átomos que constituem a terra inteira fossem de radiocarbono, então, ao fim de apenas 1 milhão de anos, não deveriam restar absolutamente nenhuns átomos de carbono-14!

O poder da tecnologia de detecção por radiocarbono

A maioria dos laboratórios mede o radiocarbono com um instrumento muito sofisticado chamado espectómetro de massa de aceleração. Este instrumento consegue, literalmente, contar os átomos de carbono-14 um de cada vez.(3) Teoricamente, esta máquina consegue detectar um átomo radioactivo de carbono-14 em 100 mil biliões de átomos regulares de carbono-12!

No entanto, há um problema. Os espectómetros de massa de aceleração têm de ser verificados de vez em quando para se ter a certeza de que não estão também a fazer a “leitura” da contaminação do laboratório, a chamada "contaminação de base". Por conseguinte, de vez em quando são colocadas nos instrumentos, para testar a sua precisão, amostras de rochas cuja leitura devia ser igual a zero. Haverá melhores amostras do que os fósseis, os carvões e os calcários, que supostamente têm milhões de anos e não deviam ter radiocarbono?

Radiocarbono encontrado!

Imaginem a surpresa quando todos os pedaços de carbono “antigo” testados revelaram quantidades mensuráveis de radiocarbono!(4) Fósseis, carvão, petróleo, gás natural, calcário, mármore e grafite de todas as camadas de rocha relacionadas com o Dilúvio — e mesmo alguns depósitos anteriores ao Dilúvio — todos continham quantidades mensuráveis de radiocarbono (Figura 2). Todos estes resultados foram relatados na literatura científica convencional.




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Figura 1 O radiocarbono tem uma meia-vida muito curta. Às actuais taxas de decaimento, o número de átomos de radiocarbono é reduzido a metade ao fim de cada 5730 anos. Devido a este decaimento exponencial, os átomos de carbono-14 não conseguem sobreviver milhões de anos.

Figura 2 O radiocarbono não devia encontrar-se em rochas “antigas”, mas encontra-se! Uma vez mortas as criaturas, o radiocarbono existente nos seus organismos devia decompor-se rapidamente. Após milhões de anos, os seus restos estariam completamente livres de radiocarbono. Mas as amostras de materiais orgânicos retirados de todas as camadas de rocha, como fósseis, carvão, calcário, gás natural e grafite, têm todas radiocarbono mensurável. Estas descobertas são relatadas na literatura científica secular (mas geralmente são rejeitadas como erros de medição).



Este gráfico mostra a percentagem de radiocarbono que resta em 40 amostras de várias camadas da coluna geológica. (Esta percentagem, tecnicamente conhecida como percentagem de carbono moderno [pMC], mostra o rácio de radiocarbono existente nas rochas e fósseis em comparação com a quantidade que se encontra nas coisas vivas).

Esta descoberta é compatível com a crença de que as rochas só têm milhares de anos, mas, definitivamente, os especialistas que obtiveram estes resultados não aceitaram esta conclusão. Não se encaixa nos seus pressupostos. Para não terem de concluir que as rochas têm apenas milhares de anos, eles reivindicam que o radiocarbono deve dever-se a contaminação, quer do terreno quer do laboratório quer de ambos. Contudo, quando o técnico limpa meticulosamente as rochas com ácidos fortes quentes e outros tratamentos prévios para remover qualquer contaminação possível, estes materiais orgânicos (que já foram vivos) “antigos” ainda contêm radiocarbono mensurável.

Uma vez que um porta-amostras em branco do espectómetro de massa de aceleração apresenta, previsivelmente, zero radiocarbono, estes cientistas deviam concluir naturalmente que o radiocarbono é “intrínseco” às rochas. Por outras palavras, o radiocarbono real faz parte integrante dos materiais orgânicos “antigos”. Mas os pressupostos destes cientistas impedem-nos de chegar a esta conclusão.

Radiocarbono em fósseis confirmado



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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 3 Amostra de Marlstone Rock Bed, um calcário argiloso numa parede das pedreiras de Hornton em Edge Hill, a oeste de Banbury, em Inglaterra. Pedaços de madeira fossilizada de rochas jurássicas, supostamente com milhões de anos, produziram “idades” por radiocarbono de apenas 20.700 a 28.820 anos.



Há alguns anos que os cientistas criacionistas vêm fazendo as suas próprias investigações por radiocarbono em fósseis. Pedaços de madeira fossilizada em camadas de rocha do Oligoceno, Eoceno, Cretáceo, Jurássico, Triássico e Pérmico, supostamente com 32 a 250 milhões de anos, continham todos radiocarbono mensurável, equivalente às “idades” de 20.700 a 44.700 anos (Figuras 3–5). (5,6,7,8,9,10,11) (Os geólogos criacionistas acreditam que, com uma recalibração cuidadosa, mesmo estes períodos de tempo extremamente “jovens” seriam menos de 10.000 anos.)

Igualmente, pedaços de carvão submetidos a uma amostragem cuidadosa provenientes de dez jazigos carboníferos dos EUA, variando do Eoceno ao Pensilvaniano e supostamente com 40 a 320 milhões de anos, continham todos níveis de radiocarbono semelhantes equivalentes às “idades” de 48.000 a 50.000 anos.(12) Mesmo conchas de amonite fossilizadas encontradas ao longo da madeira fossilizada numa camada do Cretáceo, supostamente com 112 a 120 milhões de anos, continham radiocarbono mensurável equivalente às “idades” de 36.400 a 48.710 anos (Figura 5).(13)

Radiocarbono até nos diamantes



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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 4 Amostra de argilito no topo da Great Northern Seam na Newcastle Coal Measures do Pérmico Superior, na mina de carvão Newvale n.º 2 a norte de Sydney, na Austrália. Um cepo de árvore fossilizada, encontrado em camadas do Pérmico, supostamente com centenas de milhões de anos, produziu casca carbonizada com uma “idade” por radiocarbono de 33.700 anos.




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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 5 Estes fósseis encontravam-se em argilito da Budden Canyon Formation do Cretáceo Inferior perto de Redding, na Califórnia. Uma amonite (um crustáceo marinho) fossilizada foi descoberta com um pedaço de madeira (de uma planta terrestre) fossilizada cravada junto dela. Localizadas em camadas do Cretáceo supostamente com milhões de anos, a concha e a madeira fossilizadas produziram “idades” por radiocarbono de 48.710 e 42.390 anos, respectivamente.



Igualmente intrigante é a descoberta de radiocarbono mensurável em diamantes. Os geólogos criacionistas e evolucionistas concordam que os diamantes se formam a mais de 161 km de profundidade, no interior do manto superior da terra, e não são constituídos por carbono orgânico de seres vivos. Vulcões em erupção trouxeram-nos muito rapidamente para a superfície da terra através de “chaminés”.

Sendo a substância natural mais dura que se conhece, estes diamantes são extremamente resistentes à corrosão química e à contaminação externa. Além disso, a ligação forte dos seus cristais teria impedido que o carbono-14 existente na atmosfera substituísse os átomos regulares de carbono existentes no diamante.

Contudo, os diamantes foram testados e revelaram conter radiocarbono equivalente a uma “idade” de 55.000 anos.(14,15) Estes resultados foram confirmados por outros investigadores.(16) Portanto, mesmo que estes diamantes sejam convencionalmente considerados pelos geólogos evolucionistas como tendo biliões de anos, este radiocarbono tem de ser intrínseco aos mesmos.

Este carbono-14 ter-lhes-ia sido implantado quando se formaram nas profundezas da terra e não podia ter vindo da atmosfera da terra. Isto não constitui um problema para os cientistas criacionistas, mas é um problema grave para os evolucionistas.


O “puzzle” do radiocarbono

Os cientistas evolucionistas do radiocarbono ainda não admitiram que os fósseis, os carvões e os diamantes só têm milhares de anos. A sua interpretação uniformitarista (lenta e gradual) requer que as rochas da terra tenham milhões ou milhares de milhões de anos. Continuam a insistir que o carbono-14 é “contaminação de base da máquina” que contamina todas estas amostras testadas.

Entre as explicações que avançam dizem que os espectómetros de massa de aceleração não se reajustam devidamente entre as análises de amostras. Mas se isto fosse verdade, por que motivo iria o instrumento encontrar zero átomos quando não tem nenhuma amostra no porta-amostras?

Convém notar que as “idades” por radiocarbono até 50.000 anos também não correspondem ao período de tempo bíblico. O cataclismo do Dilúvio foi apenas há cerca de 4.350 anos. No entanto, estas “idades” jovens por radiocarbono estão muito mais de acordo com o relato da Bíblia do que a escala temporal uniformitarista. A descoberta de que os diamantes têm “idades” por radiocarbono de 55.000 anos pode ajudar-nos a deslindar este mistério.

O artigo na próxima edição da revista Answers vai examinar como poderá ser possível corrigir sistematicamente as “idades” por radiocarbono. Uma vez interpretado correctamente, o radiocarbono deve ajudar os criacionistas a datar os restos arqueológicos da história humana pós-Dilúvio, mostrando de que forma se encaixam na cronologia da Bíblia.

O Dr. Andrew Snelling é doutorado em geologia pela Universidade de Sydney e trabalhou como geólogo investigador e consultor para organizações tanto na Austrália como na América. Autor de numerosos artigos científicos, o Dr. Snelling é actualmente director de investigação da Answers in Genesis – EUA.


Notas de rodapé

1. S. Bowman, Interpreting the Past: Radiocarbon Dating (London: British Museum Publications, 1990). Back
2. G. Faure and T. M. Mensing, Isotopes: Principles and Applications, 3rd edition (Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, 2005), pp. 614–625. Back
3. A. P. Dickin, Radiogenic Isotope Geology, 2nd edition (Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2005), pp. 383–398. Back
4. P. Giem, “Carbon-14 Content of Fossil Carbon,” Origins 51 (2001): 6–30. Back
5. A. A. Snelling, “Radioactive ‘Dating’ in Conflict! Fossil Wood in ‘Ancient Lava Flow Yields Radiocarbon,” Creation (January–March 1997), pp. 24–27. Back
6. A. A. Snelling, “Stumping Old-Age Dogma: Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Tree Stump Casts Doubt on Traditional Rock/Fossil Dating,” Creation (October–December 1998), pp. 48–51. Back
7. A. A. Snelling, “Dating Dilemma: Fossil Wood in ‘Ancient’ Sandstone,” Creation (July–September 1999), pp. 39–41. Back
8. A. A. Snelling, “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating,” Creation (April–June 2000), pp. 44–47. Back
9. A. A. Snelling, “Conflicting ‘Ages’ of Tertiary Basalt and Contained Fossilised Wood, Crinum, Central Queensland, Australia,” CEN Technical Journal 14.2 (2002): 99–122. Back
10. A. A. Snelling, “Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Wood,” Impact #415, Acts & Facts, January 2008, pp. 10–13. Back
11. A. A. Snelling, “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California,” Answers Research Journal 1 (2008): 123–144. Back
12. J. R. Baumgardner, A. A. Snelling, D. R. Humphreys, and S. A. Austin, “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model,” in Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism, ed. R.L. Ivey Jr. (Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003), pp. 127–147. Back
13. Ref. 11. Back
14. J. R. Baumgardner, “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth,” in Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative, eds. L. Vardiman, A. A. Snelling, and E. F. Chaffin (El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005), pp. 587–630. Back
15. D. B. DeYoung, Thousands . . . Not Billions: Challenging an Icon of Evolution, Questioning the Age of the Earth (Green Forest, Arkansas: Master Books, 2005), pp. 45–62. Back
16. R. E. Taylor and J. Southon, “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds,” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282–287. Back


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a Padmé Mandala disse:
"Amigo, a sua fé não lhe basta? Não é forte o suficiente? Você não tem certeza das suas crenças religiosas? Se sim, por que insiste em tentar encontrar evidências científicas das verdades que seu livro sagrado cita?"

por que usam a ciência para espalhar mentiras contra a verdade, inclusive neste fórum, por isso uso a ciência, defendo a verdade, não só por defender e para levar as pessoas a verdade, mas por que na verdade está a salvação.

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23-01-2016, 04:02 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 04:16 PM por Padmé Amidala.)
Resposta: #6
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 12:48 PM)Marcusmho Escreveu:  Ninguém comentou meu post em si

só vi críticas a mim e um copy-coly simplesmente GIGANTE.

os argumentos dos posts foram totalmente ignorados e apenas ficaram me acusando disso e daquilo.
(...)

"É óbvio que as técnicas radiométricas podem não ser os métodos de datação absolutos que afirmam ser. As estimativas de idade em um determinado estrato geológico, medidos por diferentes métodos radiométricos são frequentemente diferentes (às vezes em centenas de milhões de anos). Não existe absolutamente um 'relógio' radiológico confiável de longo prazo." [The Science of Evolution, Macmillan, Nova York, 1977].


AGORA LEIAM O MEU POST COM HONESTIDADE
GRATO DESDE JÁ
SE QUISEREM COMENTAR, ANTES DE COMENTAR, LEIAM O POST
AGRADECIDO.


Padmé Mandala.
Não queria apelar para o control/c e control/v, mas já que vc não leu o meu texto e apenas fez isso, deixo aqui também com as fontes acadêmicas para mostrar que a refutação as datações é coisa de cientistas e de gente séria:

Marcusmho, o seu primeiro texto também é um "copy-coly". então quer dizer que só vale colar textos que convenientemente se coadunem à sua crença? Eu trouxe UM estudo científico, apenas um dos milhares existentes, para que você pudesse comparar com o que vem lendo dos criacionistas e pseudocientistas que, nitidamente (e isso é claramente demonstrado no texto que eu colei) têm distorcido os dados a fim de adequarem a datação radiométrica às anedotas bíblicas.

Nenhum cientista diz que os métodos de datação são absolutamente precisos, mas que, sim, existem maneiras de se medir de forma bem aproximada e com pouca margem de erro. Mas você quer permanecer um ignorante completo nesse assunto, então que seja feita a vossa vontade, majestade.

Não só li as besteiras escritas pelo seu pastorzinho e pelos "cientistas" criacionistas, como trouxe um texto científico que desmonta toda essa baboseira alegada. Mas, pelo visto, você sim é quem não leu, pois se tivesse lido, não estaria aqui simplesmente repetindo, de novo, como um papagaio adestrado os mesmos argumentos iniciais que o seu pastor lhe ensinou, e que o texto "gigante" que eu postei já derrubou por terra. Se leu, por que não refuta a contra-argumentação? Se não leu, por que não o fez? Por preguiça ou porque seu pastor te orienta a não ler "coisas do capiroto" que podem te "confundir" na sua fé cega e manipulada?

Tem preguiça de ler um simples texto científico, que toma apenas uns 10 minutos de leitura, mas não tem preguiça de ler e reler um milhão de vezes um livro gigantesco recheado de abobrinhas dantescas... Ora, faça-me o favor, né... Leia o que bem entender, mas não venha trazer os mitos bíblicos para o campo científico se você nem ao menos sabe o que é um isótopo ou um elemento químico.

Maluca sou eu de insistir em jogar xadrez com você!Tongue

Passar bem!
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23-01-2016, 04:06 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 04:24 PM por Urtiga.)
Resposta: #7
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 12:48 PM)Marcusmho Escreveu:  por que usam a ciência para espalhar mentiras contra a verdade, inclusive neste fórum, por isso uso a ciência, defendo a verdade, não só por defender e para levar as pessoas a verdade, mas por que na verdade está a salvação.

Então SÓ o que diz sua crença é que é verdade?
A crença dos Índios, dos Budistas, dos Hindus, dos Maias, Astecas, etc, etc, etc. estão todos errados?
Já eu não acredito na crença dos Índios, dos Budistas, dos Hindus, dos Maias, dos Astecas e nem na sua.
Entenda que a ciência não está espalhando mentiras, esse computador que você usa, não foi feito por obra e graça do espírito santo, para ele existir tem um pessoal que estudou ciência da computação e engenharia da computação. Não tem como se formar engenheiros e cientistas com a biblia, não dá, não tem como.
Agora, o que eu vejo é você ficar indignado que as pessoas estudem para realmente saber a verdade. A verdade não está num livro escrito por homens há alguns séculos atrás, traduzindo de uma língua morta com centenas de interpretações impostas por cada tradutor. Cada um que traduziu, "garantiu brasa pra sua própria fogueira"

P.S.: não é Padmé Mandala, é @Padmé Amidala.
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23-01-2016, 05:13 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 05:15 PM por A.Xavier.)
Resposta: #8
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 10:53 AM)Lotus Escreveu:  Um dos problemas do debate criacionismo X evolucionismo é que são dois modelos com fundamentações distintas. Não é como debater dois modelos científicos (ou até dois modelos religiosos) entre si. Isso porque os criacionistas acreditam ter uma verdade e querem encaixar os fatos nas suas crenças. É claro que cada um tem o direito de acreditar no que quiser, mas a partir do momento em que não querem confrontar as evidências com as suas crenças, não existe mais debate.
(...)

Belíssima explicação.

(23-01-2016 04:02 PM)Padmé Amidala Escreveu:  (...)
Maluca sou eu de insistir em jogar xadrez com você!Tongue

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Isso te lembra algo?

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23-01-2016, 05:21 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 05:37 PM por Marcusmho.)
Resposta: #9
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 04:02 PM)Padmé Amidala Escreveu:  
(23-01-2016 12:48 PM)Marcusmho Escreveu:  Ninguém comentou meu post em si

só vi críticas a mim e um copy-coly simplesmente GIGANTE.

os argumentos dos posts foram totalmente ignorados e apenas ficaram me acusando disso e daquilo.
(...)

"É óbvio que as técnicas radiométricas podem não ser os métodos de datação absolutos que afirmam ser. As estimativas de idade em um determinado estrato geológico, medidos por diferentes métodos radiométricos são frequentemente diferentes (às vezes em centenas de milhões de anos). Não existe absolutamente um 'relógio' radiológico confiável de longo prazo." [The Science of Evolution, Macmillan, Nova York, 1977].


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Marcusmho, o seu primeiro texto também é um "copy-coly". então quer dizer que só vale colar textos que convenientemente se coadunem à sua crença? Eu trouxe UM estudo científico, apenas um dos milhares existentes, para que você pudesse comparar com o que vem lendo dos criacionistas e pseudocientistas que, nitidamente (e isso é claramente demonstrado no texto que eu colei) têm distorcido os dados a fim de adequarem a datação radiométrica às anedotas bíblicas.

Nenhum cientista diz que os métodos de datação são absolutamente precisos, mas que, sim, existem maneiras de se medir de forma bem aproximada e com pouca margem de erro. Mas você quer permanecer um ignorante completo nesse assunto, então que seja feita a vossa vontade, majestade.

Não só li as besteiras escritas pelo seu pastorzinho e pelos "cientistas" criacionistas, como trouxe um texto científico que desmonta toda essa baboseira alegada. Mas, pelo visto, você sim é quem não leu, pois se tivesse lido, não estaria aqui simplesmente repetindo, de novo, como um papagaio adestrado os mesmos argumentos iniciais que o seu pastor lhe ensinou, e que o texto "gigante" que eu postei já derrubou por terra. Se leu, por que não refuta a contra-argumentação? Se não leu, por que não o fez? Por preguiça ou porque seu pastor te orienta a não ler "coisas do capiroto" que podem te "confundir" na sua fé cega e manipulada?

Tem preguiça de ler um simples texto científico, que toma apenas uns 10 minutos de leitura, mas não tem preguiça de ler e reler um milhão de vezes um livro gigantesco recheado de abobrinhas dantescas... Ora, faça-me o favor, né... Leia o que bem entender, mas não venha trazer os mitos bíblicos para o campo científico se você nem ao menos sabe o que é um isótopo ou um elemento químico.

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Passar bem!

a frase do evolucionista q eu citei e vc recitou diz q as diferenças nas dataçoes sao de milhoes de anos, portanto nao tem nada de precisos.
o meu topico foi feito de maneira resumida com minhas proprias palavras, para que as pessoas lessem e entendessem.
Vc flodou meu topico com um texto q nem leu, se quer entrar em um debate, experimente explicar o seu ponto de vista.
Experimente comentar sobre o que foi exposto pelo autor do topico.
nao peguei estas informaçoes de pastor nenhum.
Citei os artigos, as pesquisas cientificas q vc pediu.
Peço mais tolerancia e menos preconceito da sua parte.
Por que encontro muito preconceito nos seus comentarios, e ate com odio.
Se vc nao tem estomago e nem tolerancia para entender a opniao do outro, responda so topicos com qual vc concorda.
Desculpe qualquer coisaw

Série de vídeo SAINDO DA MATRIX entenda tudo sobre as conspirações
http://forum.antinovaordemmundial.com/To...-da-matrix
"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões." (Joel 2:28-30)
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23-01-2016, 05:26 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-01-2016 05:26 PM por A.Xavier.)
Resposta: #10
RE: Método de Datação geológica posto em cheque
(23-01-2016 04:06 PM)Urtiga Escreveu:  Então SÓ o que diz sua crença é que é verdade?
A crença dos Índios, dos Budistas, dos Hindus, dos Maias, Astecas, etc, etc, etc. estão todos errados?
Já eu não acredito na crença dos Índios, dos Budistas, dos Hindus, dos Maias, dos Astecas e nem na sua.
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Agora, o que eu vejo é você ficar indignado que as pessoas estudem para realmente saber a verdade. A verdade não está num livro escrito por homens há alguns séculos atrás, traduzindo de uma língua morta com centenas de interpretações impostas por cada tradutor. Cada um que traduziu, "garantiu brasa pra sua própria fogueira"

P.S.: não é Padmé Mandala, é @Padmé Amidala.

Confesso que, nunca vi você dialogar tanto em um único comentário e como sempre, mostrou coerência do início ao fim, todavia, pelo empirismo, acho que não vai funcionar.

Para tirar um coelho da cartola você precisa colocá-lo antes.
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