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Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
10-09-2019, 09:09 PM (Resposta editada pela última vez em: 10-09-2019 10:16 PM por Bruna T.)
Resposta: #1
Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
[Imagem: 2019-09-10-19-47-59-www-gazetadopovo-com...a095f6.png]

"Os chineses seguem insistindo — apesar da falta de eleições justas e diretas, de uma mídia sob censura e de um poder judiciário comprometido — que o país é democrático"

Diante dos últimos acontecimentos em Hong Kong, estou procurando me aprofundar na relação China e Hong Kong, tentar saber o que motiva os protestos com os manifestantes com guarda chuvas.

O texto é o vídeo ao final da matéria são de 2017, o que chama a atenção é que o vídeo é de um casal que mora na China, tem um canal no YouTube, conta seu dia a dia, possui vários videos, vale a pena a quem quiser se aprofundar ou apenas matar um pouco a curiosidade sobre a China.


"Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim"

"Algumas horas após os ataques aéreos dos EUA em território sírio, a porta-voz de imprensa do Ministério de Relações Exteriores da China respondeu a uma pergunta sobre se Pequim ainda considerava o regime sitiado do presidente sírio Bashar al-Assad como o único governo legítimo da Síria. “Acreditamos que o futuro da Síria deveria ser deixado nas mãos do próprio povo sírio”, respondeu a porta-voz, sem a menor sombra de ironia.

Respeitamos a decisão do povo sírio quanto aos seus próprios líderes e o caminho do seu desenvolvimento”.

A ironia, é claro, é que nem os sírios, nem os chineses escolhem os seus próprios líderes, nem o caminho do seu desenvolvimento (a mídia estatal síria ainda alega que o país é um Estado democrático). Ambos são governos autoritários — um próspero, o outro falido — disfarçados de democracias.

A China é hoje a segunda maior economia do mundo, e seus governantes reinam com um autoritarismo tão implacável que políticos do mundo todo os invejam. E, no entanto, Pequim segue insistindo – apesar de sua falta de eleições justas e diretas, da falta de uma mídia sem censura e da falta de um poder judiciário independente – que o país é democrático.

12 valores socialistas

Um artigo recente publicado pela Xinhua, a agência de mídia estatal chinesa, declarava que “na China, democracia significa que ‘o povo é o mestre do país’”. Numa viagem a Pequim feita em outubro, eu observei vários pôsteres com a imagem de um senhor de idade que pedia aos chineses para “valorizarem o poder da democracia, lançando seus votos, sagrada e solenemente”.

Um dos slogans favoritos de Xi Jiping, secretário do Partido Comunista chinês, se refere aos “12 principais valores socialistas” – dentre os quais a democracia fica em segundo lugar apenas para a prosperidade nacional. Na conferência da qual participei no ano passado, vários oficiais do Partido Comunista chinês foram rápidos em enfatizar que, assim como os Estados Unidos, é razoável e adequado descrever a China como uma democracia.

Considerando a posição política em que Pequim se encontra agora, essa é uma alegação assombrosamente obtusa. Na realidade, o sistema político chinês, que garante a obediência ao governo às custas da liberdade pessoal, só poderia ser descrito como autoritário. É verdade que Xi não é um tirano como Mao Zedong, que detinha um poder virtualmente absoluto. Além do mais, Xi chegou ao topo do Partido Comunista através de um processo de seleção. O eleitorado de Xi, no entanto, não é o público em geral, mas sim um grupo muito menor do topo das elites: as centenas de membros ativos e aposentados do Politburo (o corpo político de elite), os secretários provinciais do Partido, generais, assessores sênior e os CEOs das grandes corporações estatais e privadas.

Hipocrisia e falsidade

Então, por que é que a China continua se chamando de democracia? Alegações dessas permitem a Pequim legitimar suas próprias ações – e, no caso da sua perspectiva sobre os ataques norte-americanos, legitimar também as ações do governo sírio – como sendo representantes da vontade popular.

Essa hipocrisia e falsidade vêm servindo bem a Pequim.

“Imagine se o país se chamasse Autocracia Popular da China ou Autocracia Gloriosa da China”, disse Perry Link, professor da University of California em Riverside, que há décadas vem estudando as questões de direitos humanos na China.

Alternativamente, diz ele, nomes como a República Popular da China, ou também, por exemplo, a República Democrática Popular da Coreia – o nome oficial da Coreia do Norte –, transferem o ônus da prova, de comprovar que o país é realmente democrático, para o outro lado da relação.

Sim, Pequim com a palavra “democracia” quer dizer alguma coisa bem diferente do sentido que os norte-americanos atribuem a ela – e isso tem muito a ver com as origens ideológicas do Partido Comunista chinês. Vladimir Lênin era defensor de um “centralismo democrático”, sistema no qual quem ditavam as políticas eram oficiais supostamente eleitos de forma democrática. De modo semelhante, Mao clamava pela “ditadura democrática do povo” – uma ditadura feita pelo povo, para o povo, supostamente superior ao sistema “falido” da “democracia burguesa ocidental”, nas quais as elites saqueavam a classe trabalhadora.

Populismo

Em seu ensaio de 2015, “O Sonho Populista da Democracia Chinesa”, Elizabeth J. Perry, cientista política da Harvard University, contextualiza a democracia chinesa como sendo um sistema mais próximo do populismo. Ela cita Xi Zhongxun, ex-chefe de propaganda (e o falecido pai do líder atual da China), que no passado havia exortado seus colegas de partido a “colocarem a mão na massa em prol das massas”.

Em novembro de 2014, quando um governo Trump ainda era uma coisa inimaginável, o embaixador chinês de longa data nos EUA, Cui Tiankai, comparou o sistema político estadunidense com o da China. “Nos Estados Unidos, você pode ter alguém que até uns anos atrás era desconhecido, e de repente essa pessoa pode concorrer a um cargo dos mais altos, porque tem acesso ao uso de todos os tipos de mídia”, disse-me Cui em entrevista. “Se você olha os líderes chineses, eles passam longos anos fazendo trabalho de base”.

De fato, Xi e a maioria da elite chinesa foram políticos durante sua vida inteira. Ao longo de quase quatro décadas na política, Xi serviu de suplente no Congresso nacional chinês, de comissário político no exército, de vice-prefeito executivo de uma das maiores cidades do país, de secretário de província do Partido, e assim por diante.

Mas, como os sírios aprenderam com suas décadas de governo autoritário, e, como a população dos EUA está aprendendo agora com um presidente que só tem apenas uma relação muito tênue com os fatos, mentir para a população não oferece nenhuma base sólida para um bom governo. Nos sete anos durante os quais eu morei na China, nenhum chinês que não fosse filiado ao Partido Comunista era capaz de me olhar nos olhos e dizer que eles estavam vivendo numa democracia.

Cui, em sua justificativa da autocracia chinesa, me disse que, para governar “um país tão grande, você precisa da experiência” de ter servido por décadas por toda parte na nação. Isso é discutível, mas é uma declaração muito mais verdadeira do que fingir que a China é democrática.

*Isaac Fish é jornalista e pesquisador sênior do Centro de Relações EUA-China da Asia Society. No momento, está tirando um ano sabático do seu trabalho na Foreign Policy Magazine."

FONTE: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/m...7y9iwfm7n/




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10-09-2019, 09:59 PM (Resposta editada pela última vez em: 11-09-2019 01:45 PM por CaféSemAçúcar.)
Resposta: #2
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
A China não destrói países, ela investe e constrói. Veja o que ela vem fazendo na África. Diferente da babilônia de revelação 18 que sempre destruiu países para explorar. A China investirá 80 bilhões de dólares no Irã em infraestruturas e também comprará o petróleo boicotado.

A China possui uma cultura formidável, um povo mais ordeiro e com uma tradição milenar. A babilônia de revelação 18 "anti-comunista" é a rainha da cabala negra, sentada sob a besta(israhell). A rainha do pornô, a rainha das drogas, a rainha da prostituição, a rainha do aborto, a rainha da mentira, a rainha da magia negra, a rainha da rebeldia.

Será mesmo que o dragão é a China?

Não tem mais jeito, a ordem e disciplina é a tônica da Ordem Mundial. A China vence com sua ditadura e disciplina em uma época de degeneração e desordem social e moral generalizado. Só punho de aço que resolve mesmo. E os EUA com sua libertinagem e decadência moral agora em diante é só ladeira a baixo. Pegue a pipoca porque daqui por diante tenho certeza que o show vai ser um espetáculo!

A mão de ferro vence a Liberdade/Libertinagem na época que vivemos.

Era a esquerda, agora ele se veste de direita liberal sionista. Troca-se a ração e seguimos para o abate. Mas os goyim estão acordando!

“Human beings are under the control of a strange force that bends them in absurd ways, forcing them to play a role in a bizarre game of deception.”
--Dr. Jacques Vallee

" Truth-seeking is a never-ending changing of directions"
--Wes Penre
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ruicoelho (16-09-2019), Xevious (11-09-2019)
11-09-2019, 11:18 AM (Resposta editada pela última vez em: 12-09-2019 10:39 AM por Bruna T.)
Resposta: #3
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
Na sequencia no post a informações que se referem a "democrática" China e seu controle de Hong Kong.

O que percebo é que ao contrario do que erroneamente a mídia quer passar, a China por onde passa, destrói a economia local, enche o pais de cacarecos e bugigangas com preços baixos, e não poderia ser ao contrario porque a qualidade da maioria dos produtos Made in China, e altamente questionável, e como se isso não fosse o bastante, se intromete em assuntos políticos.

A China, como os senhores(as) poderão observar, nos meu futuros posts sobre o tema, a China é digno representante de tudo aquilo que nos do Fórum Anti Nova Ordem Mundial, reprovamos e somos contra, onde observamos um pais antidemocrático, em que o governo espiona, manda prender e se preciso for manda matar quem ousa se levantar contra o sistema e os criticar.


História de Hong Kong

[Imagem: 2019-09-11-09-59-09-www-google-com-47bea70fdf27.png]

Conheça a história de Hong Kong desde a era neolítica até se tornar um dos centros turísticos, industriais, financeiros e comerciais mais importantes do mundo.

Historicamente, a região de Hong Kong está ocupada pelos chineses desde a era neolítica. Inicialmente, eles formavam uma pequena comunidade pesqueira, sendo a zona um refúgio de piratas e contrabandistas de ópio. No século XVII, a região foi testemunha das lutas entre a dinastia Ming e a dinastia Ping, participando da história da própria China.

[Imagem: torre-reloj-tsim-sha-tsui.jpg]

Hong Kong em guerra


É depois da Primeira Guerra do Ópio quando a ilha de Hong Kong ocupa um lugar na história ao ser cedida, com caráter indefinido, pela China à Grã-Bretanha mediante o Tratado de Nanking de 1842.

Depois da Segunda Guerra do Ópio e pela Convenção de Pequim de 1860, foram estabelecidas novas cessões à Grã-Bretanha: parte da península de Kowloon e a ilha de Stonecutters.

A superfície da colônia aumentou significativamente com a incorporação dos Novos Territórios, parte da península de Kowloon e a Ilha de Lantau, arrendados para a Grã-Bretanha por 99 anos, começando em 1º de julho de 1898 até 30 de junho de 1997.

[Imagem: templo-wong-tai-sin.jpg]

Depois do estabelecimento da República da China em 1912, Hong Kong se tornou de novo um lugar de asilo para milhares de chineses exilados procedentes do continente. Em 1937, durante a guerra da China com o Japão por Manchúria, se tornou de novo um lugar de asilo para centenas de milhares de chineses deslocados pela invasão japonesa..

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hong Kong caiu nas mãos dos japoneses, que a transformaram no centro militar de sua campanha na Ásia. Os britânicos recuperaram Hong Kong em 1945, depois da rendição incondicional do Japão.

A guerra civil entre nacionalistas e comunistas na China trouxe uma nova onda de chineses que se refugiaram no território antes e depois da vitória comunista de 1949.

Nos anos 1950, durante a guerra da Coreia, os Estados Unidos proibiram o comércio com a China comunista, o que prejudicou a atividade comercial de Hong Kong e dificultou seu crescimento econômico.

[Imagem: barco-bahia-victoria.jpg]

Crescimento de Hong Kong

A contínua chegada de chineses vindos do continente proporcionou mão-de-obra barata que possibilitou o rápido crescimento de Hong Kong, especialmente da indústria manufatureira.

[Imagem: tranvia-hong-kong.jpg]

O consequente desenvolvimento econômico transformou Hong Kong em uma das regiões mais ricas e produtivas da Ásia e, como consequência, durante a década de 1970, aumentou a afluência de refugiados do continente. No início da década de 1980, começaram a chegar grandes quantidades de refugiados do Vietnã.

Em 1982, devido à proximidade do fim do arrendamento britânico sobre os Novos Territórios, tiveram início as conversas entre China e Grã-Bretanha sobre o futuro de Hong Kong.

Pela Declaração Conjunta assinada pela China e o Reino Unido em 19 de dezembro de 1984 em Pequim, a China prometeu que, sob a política “um país, dois sistemas”, o sistema econômico socialista da China não seria aplicado em Hong Kong, comprometendo-se a respeitar o sistema legal existente em Hong Kong até 50 anos após a transferência da soberania, o que acontecerá em 2047. A China se encarregaria da política exterior e da defesa do território.

[Imagem: historia-hongkong.jpg]

A Lei Básica

Depois de 1997, Hong Kong ganharia uma constituição que seria conhecida como Lei Básica e que seria elaborada por um comitê convocado em Pequem ao qual assistiriam representantes da colônia britânica.

Em 1989, depois dos acontecimentos de Tiananmen, foram suspensos os trabalhos sobre a nova constituição e a Grã-Bretanha se negou a considerar uma possível renegociação da Declaração Conjunta.

No mês de abril de 1990, o Parlamento chinês aprovou a nova constituição, a chama Lei Básica, que inclusive permitia que algumas vagas no futuro Conselho Legislativo fossem eleitas antes de 1997.

As relações entre China e Grã-Bretanha por Hong Kong se deterioram durante 1991 devido aos desacordos sobre o financiamento de um novo aeroporto na Ilha de Lantau, sobre a qual finalmente chegaram a um acordo em novembro de 1994.

Outro motivo de conflito com a China foi dado pelo britânico Chris Patten, naquele momento Governador Britânico em Hong Kong, ao realizar reformas democráticas nos últimos anos da soberania britânica mal vistas pela China comunista.

Hong Kong também viveu um momento delicado em maio de 1992, quando o governo da região iniciou a repatriação forçosa de todos os refugiados vietnamitas.

[Imagem: hongkong.jpg]

Em 1º de julho de 1997, Hong Kong passou à China como Região Administrativa Especial, regime que finalizará em 204 com a plena integração na China.

Hoje em dia, Hong Kong é um dos centros turísticos, industriais, financeiros e comerciais mais importantes do mundo, desempenhando o papel de trampolim para o comércio e os investimentos na China continental.

FONTE: https://www.tudosobrehongkong.com/historia
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Marcelo Almeida (13-09-2019)
12-09-2019, 10:36 AM
Resposta: #4
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
Descubra quais são as motivações, os organizadores e qual a reação do regime chinês com os protestos de Hong Kong

[Imagem: 2019-09-11-10-48-19-www-huffpostbrasil-c...046c2c.png]

OBS: Não é de hoje que Hong Kong da dores de cabeça ao governo chinês, texto de 07/10/2014 10:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

Um número sem precedentes de manifestantes participou de protestos pró-democracia nos últimos dias, em Hong Kong. Na quarta (1º), o Dia Nacional da China, dezenas de milhares de manifestantes ocuparam avenidas e espaços públicos, paralisando a maior parte da cidade.

Desde o recrudescimento dos protestos, moradores de Hong Kong de todas as classes vêm saindo para as ruas para demonstrar insatisfação com o que consideram uma mudança de posição do governo chinês em relação às eleições diretas para o governo do território. Eis o que você precisa saber sobre os acontecimentos históricos.

1. A QUESTÃO

Os manifestantes estão unidos sob uma questão central: querem poder escolher seu principal líder, o executivo-chefe, sem interferência da China.

Quando o Reino Unido devolveu a colônia para a China em 1997, a cidade se tornou uma “região administrativa especial” dentro da China, com direito a um alto grau de autonomia e, no devido tempo, a um líder próprio.

Hoje, o executivo-chefe de Hong Kong é escolhido por um comitê constituído basicamente por pessoas ligadas ao Partido Comunista, mas o Artigo 45 da Lei Básica, o documento constitucional de Hong Kong, estabelece que esse cargo deve caber a uma pessoa eleita “por sufrágio universal, mediante nomeação de candidatos por um comitê amplamente representativo, de acordo com procedimentos democráticos.”

Em preparação para as primeiras eleições diretas em Hong Kong, marcadas para 2017, as autoridades de Pequim delinearam no fim de agosto os detalhes do comitê nacional que indicaria os candidatos.

Pequim se certificou de que as novas regras garantissem que os candidatos fossem submetidos à aprovação das lideranças chinesas. A decisão desagradou a população de Hong Kong, que esperava poder finalmente escolher seu líder.

2. O ESTOPIM

Os manifestantes pró-democracia de Hong Kong vêm se organizando desde meados do ano, muito antes do crescimento dos protestos nos últimos dias.

Numa tentativa de influenciar a decisão de Pequim com relação ao comitê nacional, uma coalizão chamada “Occupy Central” organizou enormes passeatas nas ruas da cidade.

Mas a coalizão não conseguiu levar a maioria da população para as ruas. Rachel Lu afirma na Foreign Policy que, até setembro, o grupo não contava com o apoio da maioria da população. Muitos moradores afirmavam aceitar a vida com as novas regras de Pequim.

Com a decisão anunciada em agosto pelo governo chinês, porém, os estudantes se juntaram aos protestos e deram nova vida ao movimento. Eles organizaram um enorme boicote na última semana, que culminou com milhares de pessoas sentadas nas redondezas da sede do governo.

As forças de segurança reagiram com violência, retirando os estudantes à força.

Quando os manifestantes bloqueram ruas no Admiralty District, no dia seguinte, a tropa de choque de novo partiu para o enfrentamento. Ao invés de conter os protestos, a resposta agressiva galvanizou o apoio ao Occupy Central.

As imagens de estudantes sendo atacados com gás lacrimogêneo e spray de pimenta levaram milhares de outras pessoas às ruas, numa demonstração de apoio ao movimento.

Os guarda-chuvas usados por muitos dos manifestantes para se proteger do gás tornaram-se símbolo dos protestos.

[Imagem: 2019-09-11-10-48-32-www-huffpostbrasil-c...dc55f7.png]

3. O CONTEXTO

Além da eleição do executivo-chefe, os manifestantes defendem outras causas.

A Reuters explica que os laços de Hong Kong com a China são complexos – uma relação muitas vezes descrita como “um país, dois sistemas”.

Ambos os lados têm divergências importantes em questões cruciais. “Não seria fácil ter um país no qual uma fronteira divide os dois lados, moedas separadas, carros que andam de lados diferentes da pista e línguas mutualmente incompreensíveis; sem falar nos sistemas políticos concorrentes e suas ideias muito diferentes a respeito de cidadania, lei e transparência.”

Nicholas Bequilin escreveu no ChinaFile que muitos moradores de Hong Kong têm se desapontado com seus líderes recentemente. Muitos acham que os governantes do território estão muito próximos dos ricos e poderosos e não defendem os interesses do cidadão comum.

Além disso, a cidade vem recebendo uma enxurrada de visitantes da China, o que vem aumentando o valor dos imóveis e o custo de vida. “O morador médio está perdendo espaço – nos transportes públicos, nos shopping centers (os maiores espaços públicos do território), nos hospitais, nas escolas, no mercado imobiliário, há muito a melhor caminho da prosperidade para os assalariados”, explica Bequilin. “Hong Kong não vai continuar sendo Hong Kong”, disse o empresário Lawrence Ku ao The Guardian, referindo-se aos visitantes chineses.

Ku também reflete o crescente sentimento na cidade de que Pequim está apertando o cerco sobre o enclave, ameaçando vozes dissonantes e levando a mais autocensura entre os cidadãos. “As liberdades estão desaparecendo desde a transição [de 1997]. Só queremos a mesma liberdade de antes”, disse Ku.

[Imagem: 2019-09-11-10-48-42-www-huffpostbrasil-c...a2b734.png]

4. AS PESSOAS

Os estudantes estão na liderança dos protestos pró-democracia, com destaque para um rapaz de 17 anos chamado Joshua Wong. Segundo o Wall Street Journal, os protestos trouxeram à tona uma enorme diferença entre as gerações.

“Os mais jovens não se beneficiaram da ascendência econômica chinesa da mesma maneira que os mais velhos, muitos dos quais ganharam dinheiro trabalhando em fábricas e investindo em imóveis. Este grupo é contra os protestos e contra a luta por menos interferência de Pequim na escolha do líder de Hong Kong.”

Sebastian Veg, diretor do Centro de Pesquisas da China Contemporânea, disse à McClatchy que os moradores mais jovens de Hong Kong também não têm a mesma conexão com a China que os mais velhos. Ele explica que, como muitos dos habitantes mais velhos viveram sob o regime britânico, eles têm uma ligação mais patriótica com Pequim dos que os membros das novas gerações.

[Imagem: 2019-09-11-10-48-54-www-huffpostbrasil-c...27261b.png]

5. A REAÇÃO DE PEQUIM

Os líderes em Pequim condenaram os protestos, mas a resposta oficial é limitada, por enquanto. Mas é improvável que Pequim ceda aos manifestantes.

“As autoridades chinesas não querem que os protestos se espalhem para o continente”, disse o analista político e historiador Zhang Lifan à Associated Press, acrescentando que os líderes do país temem um efeito dominó.

Hong Kong não é a única região do país com ambições de autonomia. “Para uma liderança que já tem de lidar com movimentos separatistas nas regiões ocidentais do Tibete e de Xinjiang, qualquer tipo de movimento de independência bem-sucedido criaria um precedente impensável”, resumiu o Guardian.

Pequim atuou de forma decisiva para evitar que as notícias sobre o movimento democrático chegassem a muitos de seus cidadãos. Os órgãos de notícias chineses mal mencionam os protestos, e a cobertura das redes estrangeiras tem sido censurada.

Surgiram relatos na segunda-feira passada de que o Instagram estava fora do ar na China. Segundo o New York Times, o departamento central de propaganda de Pequim também ordenou que qualquer menção aos eventos de Hong Kong fossem deletados de websites.

Além disso, todas as menções ao Occupy Central foram probibidas no Sina Weibo, uma plataforma de microblogs.

FONTE: https://www.huffpostbrasil.com/2014/10/0...a-na-china
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Marcelo Almeida (13-09-2019)
Maca Peruana pelo menor preço você encontra na Tudo Saudável
13-09-2019, 11:19 AM
Resposta: #5
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
A sombra da China paira sobre Hong Kong

[Imagem: 2019-09-11-10-20-29-www-google-com-e91961df4903.png]

Um país, dois sistemas. Esta foi a fórmula inventada pela China nos tempos de Deng Xiaoping para tranquilizar os opositores ao regresso à “mãe-pátria” de Hong Kong e Macau. Todavia, na realidade, não passa de um artifício cheio de contradições. Hong Kong mostra isso inequivocamente.

18 de Junho de 2019, 12:14

1. Aparentemente, tudo começou com um crime cometido em Taiwan em Fevereiro de 2018. Um jovem terá morto a sua namorada, apropriando-se, também, do seu dinheiro depositado num banco. Ambos eram cidadãos de Hong Kong. O suspeito do crime fugiu às autoridades de Taiwan para Hong Kong. Como não existe um acordo de extradição, não poderá, em princípio, ser julgado pelo crime de assassinato cometido em Taiwan. (Ver Young murder suspect’s transfer from Hong Kong to Taiwan may need special legal deal in South China Morning Post). Face a este crime que teve grande impacto público, o governo de Hong Kong decidiu avançar com uma iniciativa legislativa para modificar as leis sobre extradição. Para Carrie Lam, que chefia o Governo desta Região Administrativa Especial da China, o objectivo era “impedir que Hong Kong se tornasse um paraíso para criminosos” explorando um vazio legal — a já referida falta de legislação adequada permitindo a extradição de suspeitos / acusados de crimes. Todavia, aquilo que, à primeira vista, poderia parecer um assunto menor de legislação criminal tornou-se numa delicadíssima questão política.

A contestação movida pela população de Hong Kong originou enormes manifestações de rua. Face à contestação, o Governo de Carrie Lam decidiu suspender o processo legislativo. Mas porque deu origem a tantos protestos da população? São fundados os seus receios de perda de autonomia política, de direitos fundamentais e de liberdade? Como é que um caso que começou com um problema de extradição de um suspeito de crime de assassínio para Taiwan, se transformou numa proposta para uma abrangente legislação onde suspeitos e/ou acusados de crimes poderão ser transferidos para a China (República Popular da China)?

Apesar da retórica do Estado chinês, que fala sempre num grande sucesso desde o “regresso à mãe-pátria”, Hong Kong e a China não estão destinados a uma fácil e harmoniosa integração económica e política

2. Vejamos, primeiro, as razões mais profundas da contestação. Apesar da retórica do Estado chinês, que fala sempre num grande sucesso desde o “regresso à mãe-pátria”, Hong Kong e a China não estão destinados a uma fácil e harmoniosa integração económica e política. Os protestos de massas nas ruas sobre a mudança da lei da extradição são a face visível de um mal-estar instalado. Tem já levado alguns — e não apenas entre os mais ricos — a abandonar o território (Ver Hong Kong tycoons start moving assets offshore as fears rise; Singapore a destination, The Straits Times, 14/06/2019).

Existem múltiplas razões para isso. Há, desde logo, questões de identidade. Não é claro que a generalidade dos cidadãos de Hong Kong se veja como chineses. Um passado substancialmente diferente desde meados do século XIX — quando os britânicos ficaram com o território após as guerras do ópio de 1839/1842 e 1856/1860 — ajuda a explicar as diferenças identitárias. Esse período foi crucial para criar instituições económicas, políticas e jurídicas muito diferentes na China e em Hong Kong.

A China foi imperial até 1911, república nacionalista controlada pelo Kuomintang até 1948, e, desde o ano seguinte, tornou-se uma república popular dominada pelo Partido Comunista. A ideia de um Estado de Direito e de uma separação de poderes à maneira das democracias representativas liberais nunca foi verdadeiramente praticada na China, seja antes ou depois do Estado (re)fundado em 1949 por Mao Tsétung (Mao Zedong). Mas essas instituições “liberais-burguesas” ocidentais ganharam algum enraizamento em Hong Kong durante a permanência britânica. Como resultado, o sistema jurídico está moldado pela tradição anglo-saxónica e pelo modelo da common law que se desenvolveu numa lógica baseada em decisões dos tribunais e no precedente judicial.

Nada disto se aplica à China, onde a influência legal-política ocidental, em qualquer uma das suas versões, nunca foi grande. Para além do já apontado, o grau de riqueza e desenvolvimento de Hong Kong suplanta largamente o da China, apesar do formidável crescimento económico desta nos últimos 30 anos. A isto acresce uma população urbana e cosmopolita em Hong Kong, a qual contrasta com uma população tradicionalmente rural na China (embora hoje o país esteja numa fase de rápida urbanização e de criação de enormes urbes).

3. Tudo o que foi explicado alimenta uma desconfiança mútua entre Hong Kong e a China. Reflecte-se nos textos constitucionais. O artigo 2.º da Lei Básica de Hong Kong diz que “o Congresso Nacional do Povo autoriza a Região Administrativa Especial de Hong Kong a exercer um elevado grau de autonomia e a usufruir de poder executivo, legislativo e judicial independente”. Acrescenta, por sua vez, o artigo 5.º da mesma Lei Básica, que “o sistema e políticas socialistas não serão praticados na Região Administrativa Especial de Hong Kong e o anterior sistema capitalista e o seu modo de vida permanecerão sem mudanças durante 50 anos”, ou seja, até 2047. (A Lei Básica entrou em vigor em 1997, na altura da devolução do território à China pelo Reino Unido. Ver The Basic Law of The Hong Kong Special Administrative Region of The People’s Republic of China).

Mas esta moratória de 50 anos levanta uma questão óbvia: quando terminar, o que acontecerá a Hong Kong? Será a China que se vai aproximar do modelo de Hong Kong, assente num capitalismo liberal com um certo grau de democracia e liberdades políticas? Ou será que o processo será o inverso, e a China irá projectar o seu modelo comunista autoritário de partido único, associado a uma economia socialista de mercado, sobre Hong Kong? Para já, apenas podemos especular sobre o futuro, seja ele qual for.

O que é líquido é a Constituição chinesa, tal como existe hoje, encontrar-se em rota de colisão com o sistema capitalista e de propriedade privada de Hong Kong (e a separação de poderes e protecção de direitos fundamentais aí existente). Afirma um modelo de “propriedade pública socialista” nos seus artigos 15º e 16º (ver Constitution of The People's Republic of China). Quanto à realização da economia socialista de mercado, é feita sob a direcção única do Partido Comunista. O pluralismo político e direito à oposição não fazem parte do catálogo de liberdades.

4. Carrie Lam, que chefia o governo de Hong Kong, tem real autonomia ou é um mero instrumento do Governo chinês em Hong Kong? Para os mais críticos, não passa de uma governante “fantoche” (Ver ‘Beijing's puppet': Carrie Lam faces reckoning in Hong Kong, Guardian, 14/06/2019). A iniciativa de alterar as já referidas leis criminais para efeitos de extradição — a Fugitive Offenders Ordinance e a Mutual Legal Assistance in Criminal Matters Ordinance — reforçou essa convicção. Numa tomada de posição pública, a Ordem dos Advogados de Hong Kong (Hong Kong Bar Association, HKBA), fez uma análise particularmente crítica da iniciativa legislativa governamental (ver Observations of the Hong Kong Bar Association on the Fugitive Offenders and Mutual Legal Assistance in Criminal Matters Legislation (Amendment) Bill 2019, 2/04/2019). Nesse texto, é assinalado que o artigo 95.º da Lei Básica de Hong Kong (ver The Basic Law of The Hong Kong Special Administrative Region of The People’s Republic of China) estabelece que a Região Administrativa Especial tem possibilidade manter relações jurídicas com outros órgãos judiciais da China.

Todavia, aspecto importante, não há uma obrigação legal de o fazer. Assim, os advogados de Hong Kong contestam o argumento governamental de que essa cooperação judicial com os tribunais chineses — que não têm independência face a outros poderes do Estado, nem garantias de imparcialidade e podem aplicar a pena de morte — resulte da Lei Básica. Notam também que “o efeito prático da introdução de um novo arranjo especial sobre detenções é remover a restrição sobre pessoas detidas em Hong Kong poderem ser extraditadas para o resto da República Popular da China”. Acrescentam que isso permitiria “ao chefe do Executivo ser o único decisor na conclusão de acordos, caso a caso, com outra jurisdição, independentemente de essa jurisdição fornecer um padrão mínimo de protecção de direitos no seu sistema de justiça criminal.” Ou seja, a extradição passaria a ser feita sem um mínimo de garantias de respeito pelos Direitos Humanos.

5. Um país, dois sistemas. Esta foi a fórmula inventada pela China nos tempos de Deng Xiaoping para tranquilizar os opositores ao regresso à “mãe-pátria” de Hong Kong, Macau e Taiwan — neste último caso sem sucesso, pelo menos até agora. A solução foi pragmática e engenhosa. Todavia, na realidade, não passa de um artifício cheio de contradições: trata-se de dois sistemas económicos, políticos e jurídicos imbuídos de concepções radicalmente diferentes, seja de ser humano, seja de justiça, seja de formas de governo consideradas legítimas. Hong Kong mostra isso inequivocamente.

Quanto a Macau, tem permitido alimentar a ilusão de uma coexistência harmoniosa de dois sistemas num único país. Tem sido um território bastante dócil ao autoritarismo do Estado chinês. Provavelmente devido ao passado de uma governação portuguesa — ela própria marcada por um longo período de autoritarismo até 1974 — os cerca de 600 mil habitantes do território nunca contestaram abertamente a China como fazem os manifestantes em Hong Kong. Neste último caso, os seus mais de sete milhões de habitantes, provavelmente pelas razões já apontadas ligadas ao passado britânico e ao cosmopolitismo do território, têm uma forte aspiração democrática e de liberdade. Os actuais protestos, com impressionantes manifestações de rua, tal como ocorrido durante o ano 2014, não deixam quaisquer dúvidas quanto a isso (ver Under the umbrellas: what do Hong Kong's protesters want from China?, Guardian, 29/09/2014).




Por último, uma nota curiosa e irónica. Para acalmar os protestos — e para além da suspensão da lei de extradição —, a solução do Governo de Hong Kong parece ser imitar Macau distribuindo cheques pela população (ver Carrie Lam quer distribuir cheques pecuniários face a protestos, Hoje Macau, 14/06/2019). Resta saber se os cidadãos de Hong Kong estão dispostos a trocar os Direitos Humanos pelos cheques de Carrie Lam ou vão ceder à opressão política. O seu passado de defesa da autonomia e da liberdade não indica que o irão fazer.

FONTE: https://www.publico.pt/2019/06/18/mundo/...ng-1876801
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13-09-2019, 07:50 PM
Resposta: #6
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
O Capitalismo na China e a Democracia

[Imagem: 2019-09-11-10-36-13-forum-antinovaordemm...b68750.png]

A referência capitalista que a China comunista representa há muito deixou de espantar analistas de mercado e especialistas em desenvolvimento econômico. A estratégia liderada pelo ex-presidente norte-americano Richard Nixon – vítima de impeachment –, surpreendendo o mundo em matéria de política externa, ao estabelecer, nos anos setenta (auge da guerra fria), uma política de aproximação comercial e industrial com a China não tardou a produzir efeitos.

Preocupados com as consequências de uma China explicitamente hostil e dotada de crescente poderio político e militar, decidiram pelo caminho da proximidade, permitindo compreensões e a eliminação de mútuas desconfianças e mitos que não ajudam em nada na construção das saudáveis relações internacionais – e muito menos à paz.

Muito bem, neste episódio da história observamos um governo – o norte-americano – investindo na relação de mercado com uma nação politicamente hostil, justamente para que essa hostilidade possa ser, se não desarmada, ao menos melhor administrada.

O resultado é conhecido. Hoje, a interdependência entre os dois países oferecem a tônica para as novas polarizações de poder que devem se consolidar nos próximos tempos. Mas, observemos que tudo nasceu de um mútuo entendimento e da compreensão das singularidades entre os interlocutores, ou seja, de um lado uma nação capitalista liberal e democrática e do outro uma ditadura maoísta com um nascente capitalismo de forte indução estatal (hoje já consolidado).

Faço esse paralelo e o devido resgate histórico para oferecer um contraponto à crescente, e na minha modesta opinião preocupante, sedução que o modelo chinês exerce em parte do nosso empresariado, situação que não encontro explicação, a não ser na provável confusão entre capitalismo (induzido ou não pelo aparato estatal) e democracia.

A China de hoje é uma nação fortemente inserida na economia de mercado, mas com fundamentos e alicerces típicos de uma ditadura. É inimaginável, por exemplo, um empreendimento como Belo Monte sofrer tão implacável oposição em um país como a China, onde o confronto de ideias e posições com o Estado é tratado como caso de polícia.

O mesmo ocorre com a população operária da “magnífica e competitiva” indústria chinesa, onde condições de trabalho que beiram a escravidão jamais foram objeto de qualquer tipo de mobilização, tal qual ocorreu aqui em plena ditadura militar, com as paralizações do ABC – considerando que, na época, nos enquadrávamos no mesmo conceito de nação capitalista, com forte indução estatal e nem de longe uma democracia.

É evidente que sem democracia e sem a livre expressão da sociedade civil organizada fica bem mais fácil tocar programas estatais de desenvolvimento e manipular a indústria.

Tudo isso sem contar com a total falta de transparência, tanto nos setores de mercado – e nesse segmento destaco o sistema financeiro –, como nos institutos econômicos, deixando uma sociedade inteira, e porque não o mundo, devido à sua importância macroeconômica, à mercê das potenciais influências dos técnicos aprovados pelo partido comunista chinês.

O que vale compreender e reforçar é que o sistema político democrático liberal, com o qual nos habituamos desde a redemocratização em meados da década de oitenta e a posterior abertura dos mercados, mesmo com todas as suas imperfeições, é o grande alicerce de uma economia saudável e sustentável.

[Imagem: 20181013140432.jpeg]

Para apimentar um pouco, deixo duas questões:

1 - O que acontecerá com a China quando a sociedade que ali está não se conformar mais apenas com o acesso ao consumo e exigir, com vigor, a abertura política e os direitos civis dos seus pares de mercado (vale observar o conturbado cenário político árabe)?

2 - Você depositaria o seu dinheiro em um banco chinês e dormiria tranquilo?

Até o próximo encontro.

FONTE: https://dinheirama.com/o-capitalismo-na-...emocracia/
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14-09-2019, 03:54 PM
Resposta: #7
RE: Mais um produto falsificado Made in China: a democracia vendida por Pequim
Ativista de Hong Kong, Joshua Wong, busca apoio de Trump e do Congresso dos EUA

[Imagem: 2019-09-14-14-04-11-translate-googleuser...45d389.png]

NOVA YORK - O ativista de Hong Kong Joshua Wong pediu na sexta-feira ao presidente dos EUA, Donald Trump, que inclua uma "cláusula de direitos humanos" em qualquer acordo comercial com a China, e pediu o apoio de Washington ao movimento pela democracia na cidade.

O jovem de 22 anos pediu aos políticos americanos que aprovassem um projeto de lei expressando apoio à campanha pró-democracia durante um discurso em Nova York, poucas horas depois de chegar aos Estados Unidos.

"É importante adicionar uma cláusula de direitos humanos nas negociações comerciais e colocar os protestos de Hong Kong na agenda das negociações comerciais", disse Wong depois.

As duas maiores economias do mundo estiveram travadas em uma guerra comercial amarga no ano passado, resultando em tarifas de centenas de bilhões de dólares no comércio bilateral.

As negociações comerciais entre Pequim e Washington estão agendadas para outubro.

Wong disse que era crucial que Hong Kong fosse levada em consideração nas negociações, afirmando que enfrentava a ameaça de leis de emergência "semelhantes às leis marciais" e temia que a China enviasse tropas para a região semi-autônoma.

"Se a China não tiver a intenção de salvaguardar a liberdade econômica de Hong Kong e abrir negócios, ela também afetará e prejudicará a economia mundial", disse ele.

Wong chegou aos EUA depois de visitar a Alemanha, em busca de apoio global aos crescentes protestos pró-democracia de Hong Kong que afetaram partes do centro financeiro asiático nos últimos meses, incluindo o aeroporto.

Milhões de pessoas foram às ruas de Hong Kong nas últimas 14 semanas, no maior desafio ao domínio da China desde a transferência da cidade da Grã-Bretanha em 1997.

Pequim convocou o embaixador alemão nesta semana, depois que Wong, um dos rostos mais proeminentes nas manifestações pró-democracia sem líderes da cidade, conheceu o ministro das Relações Exteriores da Alemanha.

Wong deve comparecer a uma audiência do congresso de terça-feira em Washington sobre a Lei de Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong de 2019.

Ele se encontrará com o senador republicano Marco Rubio, crítico vocal da China, que apresentou o projeto em junho, mas não está claro se ele conhecerá alguém do governo Trump ainda.

Wong instou o Congresso a aprovar a legislação, que poderia minar os privilégios comerciais especiais de Hong Kong nos EUA, exigindo verificações regulares sobre se as autoridades estavam respeitando a Lei Básica que sustenta o status semi-autônomo da cidade.

Os manifestantes de Hong Kong têm pedido cada vez mais ajuda dos EUA nas últimas semanas. No domingo, milhares de manifestantes, alguns com bandeiras americanas, marcharam do lado de fora do consulado dos EUA em Hong Kong.

A China acusou regularmente "forças externas", principalmente os Estados Unidos, de estarem por trás dos distúrbios em Hong Kong, acusação que os países estrangeiros negam.

Wong disse a cerca de 200 estudantes da Universidade de Columbia de Nova York que o objetivo de sua visita aos EUA era colocar Hong Kong "sob os holofotes global".

"O verão do descontentamento está se tornando o ano do descontentamento", disse ele, indicando que os ativistas não recuariam até que tenham garantidas eleições livres e justas - uma promessa consagrada no acordo de entrega entre a Grã-Bretanha e a China.

FONTE: https://www.japantimes.co.jp/news/2019/0...s-support/
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