Loja Tudo Saudável



Responder 
 
Avaliação do Tópico:
  • 0 Votos - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Modus Operandi do Jornalismo
28-11-2018, 12:59 PM
Resposta: #71
RE: Modus Operandi do Jornalismo
A IMPRENSA É PAGA PARA ENGANAR SEU PÚBLICO - OLAVO DE CARVALHO



Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
[-] O(s) seguinte(s) 1 usuário disse obrigado a Bruna T pelo seu post:
Marck Vini (07-09-2019)
Desodorante Bion Vitta sem Alumínio ou Triclosan Você Encontra na Tudo Saudável Produtos Naturais
28-11-2018, 02:17 PM (Resposta editada pela última vez em: 28-11-2018 05:32 PM por BioMachine.)
Resposta: #72
RE: Modus Operandi do Jornalismo
Melhor deixar só uma imagem...

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcTZbKqgUb6i3zjjSGrvn...6oCUHgm5B_]
Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
20-01-2019, 12:49 PM
Resposta: #73
RE: Modus Operandi do Jornalismo
10 estratégias de manipulação midiática

[Imagem: homem-com-televisao-no-lugar-da-cabeca.jpg]

Ainda que possamos estar pouco familiarizados com seu nome, devemos a Sylvain Timsit uma contribuição importante. No ano de 2002, esse escritor francês formulou as 10 estratégias de manipulação midiática, das quais os poderes políticos e econômicos se valem para controlar de forma massiva os cidadãos. Embora já tenham se passado 15 anos, seu decálogo continua sendo um argumento muito poderoso e vigente atualmente.

Esse trabalho é considerado uma classificação de manobras de manipulação de massas. Seu propósito, segundo o próprio autor, é criar indivíduos dóceis, submissos e obedientes, assim como fazer emergir o capitalismo, a desigualdade e o neocapitalismo.

A publicação de Timsit tornou-se viral em poucos minutos. Sua autoria foi erroneamente atribuída ao escritor norte-americano Noam Chomsky, embora seja verdade que existem certas contribuições do pensamento de Chomsky nos pressupostos, sobretudo em relação à análise crítica do papel da mídia de massa na sociedade. As 10 estratégias de manipulação da mídia enunciadas pelo escritor francês são as seguintes:

[Imagem: e0k3a8vtnuyp97fh9.png]

1. Distração
A distração consiste em conseguir desviar a atenção do público de assuntos importantes. Por exemplo, disseminando notícias que distraem e informam sobre assuntos banais ou menos relevantes socialmente.

O objetivo é distrair e manter a mente das pessoas ocupada. Dessa maneira, os indivíduos acabam se deixando levar pelo que esses meios oferecem. Deixam de questionar por que determinadas informações não são divulgadas e acabam se esquecendo dos verdadeiros problemas sociais.

[Imagem: homem-sem-ce-rebro.jpg]

2. Problema – Reação – Solução
Esse método é equivalente a lançar um “balão de ensaio” na política. Isto é, consiste em testar a população divulgando rumores ou ideias para avaliar como essas seriam recebidas pelos indivíduos.

Seu formato midiático consiste em criar um problema para rapidamente, com base na resposta do público, solucioná-lo e, assim, estabelecer-se como salvadores sociais.

3. Gradualidade
Procura manipular os cidadãos de tal forma que que aceitem decisões socialmente injustas. Isso é feito de maneira progressiva, pouco a pouco e em anos sucessivos.

Por exemplo, se o objetivo é eliminar 80% da equipe de funcionários de uma grande empresa pública, o meio de comunicação dono dessa informação vai incorporando notícias negativas a respeito da mesma (declínio nas vendas, queda na bolsa, rumores de oferta pública de aquisição…). Assim, aos poucos, vai conscientizando e preparando os cidadãos para a “grande notícia”. Se dessem logo o golpe, poderiam provocar uma revolta social.

4. Adiar
Outra estratégia de manipulação midiática de Timsit é a de apresentar as decisões impopulares como “necessárias”, “para um futuro melhor” ou “para o nosso próprio bem”. Fazem com que o público acredite ingenuamente que os sacrifícios dos cidadãos realmente vão resultar em uma notável melhoria futura.

Assim, os indivíduos vão se acostumando a viver de forma insatisfatória, e como efeito do hábito, acabam normalizando suas circunstâncias marginais. No futuro, a população já estará resignada e sem capacidade de demandar aquilo pelo qual lutava em um primeiro momento.

5. Infantilizar o público
Quanto maior a pretensão de manipular os indivíduos, mais se opta por usar um tom infantil. Em muitas ocasiões, os meios se dirigem aos espectadores como se fossem crianças. Usam argumentos, personagens ou entonações doces que tratam as pessoas como se tivessem pouca maturidade ou fossem mentalmente fracas. O objetivo é, como dissemos no início, provocar uma reação também submissa e dócil na população, sem traços de senso crítico.

[Imagem: balanca-da-justica-desequilibrada.jpg]

6. Apelar à emoção
O aspecto emocional é muito mais potente do que uma reflexão limpa e puramente objetiva. Os meios de comunicação apelam para essa dimensão afetiva e sensível que todos nós carregamos dentro de nós.

Dessa forma, afetam o senso crítico de todos os cidadãos e controlam seus raciocínios. Lembre-se de como o medo é poderoso e de como é capaz de mobilizar as pessoas para uma causa supostamente “maior”.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade
Para o escritor francês, os meios de comunicação preferem um público distante da intelectualidade e da cultura. Mantê-lo isolado de todo tipo de saber e conhecimento permite manipulá-lo mais facilmente, evitando que possa adotar atitudes de insubordinação ou rebeldia. A informação é poder.

8. Estimular a continuidade da mediocridade
Intimamente ligada com a anterior, essa é uma das estratégias de manipulação da mídia que passa mais despercebida: os programas oferecidos pela televisão correspondem aos gostos dos cidadãos ou são impostos pela mídia? Isto é, vemos o que queremos ou o que querem que vejamos?

Para Timsit, é muito evidente: vivemos hipnotizados pelo consumismo e pela banalidade. Não nos preocupamos em conhecer o que acontece ao nosso redor porque estamos treinados por uma mediocridade complacente.

[Imagem: mulher-com-as-maos-na-cebeca.jpg]

9. Autoculpabilidade
Ao mesmo tempo em que somos educados na ignorância, os meios de comunicação nos fazem acreditar que somente nós somos culpados por nossas desgraças. E que nossa pouca capacidade nos transforma em pessoas infelizes e fracassadas. Eles buscam que nós incriminemos a nós mesmos e nos culpemos. Assim, inativam a mobilização social.

10. Conhecimento total do público
Para poder controlar, é preciso conhecer, e as oligarquias atuais se encarregaram perfeitamente disso. Para o autor francês, os avanças psicológicos, sociais e tecnológicos permitem às grandes empresas saber como cada indivíduo respira. O “sistema” nos conhece e, graças a esse poder, consegue exercer a manipulação que mais convém a cada momento.

Esse decálogo com as estratégias de manipulação da mídia de Timsit é um dos mais empregados atualmente para estudar os sistemas de poder. Você conhece mais métodos de controle da população em massa que são usados hoje em dia pela mídia?

FONTE: https://amenteemaravilhosa.com.br/10-est...midiatica/

A Televisão Não é a Verdade – Legendado



Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
[-] O(s) seguinte(s) 3 usuários diz(em) obrigado a Bruna T pelo seu post:
Doc S (20-01-2019), Marck Vini (07-09-2019), Xevious (21-01-2019)
27-01-2019, 10:47 AM
Resposta: #74
RE: Modus Operandi do Jornalismo
Outra prática usada pela imprensa, é comprar informações, as vezes a peso de ouro, e de forma ilegal as divulgar, seja para obter audiência ou desmoralizar desafetos.

Não estou querendo dizer que Flavio Bolsonaro é algum santo, ou por ser filho do presidente, deva ser protegido pela Lei, nada disso, mas divulgar informações sigilosas, antes da justiça as analisar e dar o parecer final, uma rede de televisão de terceira categoria, não pode e nem deve se portar como a dona da verdade, e preciso que a justiça aplique uma punição exemplar na Rede Globo


Procurador do Rio acusado de vazar informações para incriminar Flávio Bolsonaro

[Imagem: e0r4njo7s803ubohl.png]

Ação na Justiça denuncia vazamento de informação sigilosa do Coaf, pelo procurador-geral de Justiça do Rio Janeiro para atingir Flávio Bolsonaro

O escritório de advocacia Adão Paiani & Advogados Associados, representado pelo advogado Adão José Correa Paiani entrou com uma ação no Conselho Nacional do
Ministério Público, endereçada à procuradora-geral da República, Rachel Dodge, sobre o suposto vazamentos de informações sobre as investigações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que envolvem o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) e correm em segredo de justiça.

O advogado denuncia o encontro entre o procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, José Eduardo Gussem, e o jornalista Octávio Guedes, da GloboNews. De acordo com a ação, o procurador teria vazado informações sigilosas com o intuito de prejudicar Flávio Bolsonaro .

A ação diz que as fotos mostrando o almoço entre os dois "na antevéspera do vazamento de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( COAF ) sobre a movimentação financeira do deputado estadual, e Senador da República Eleito, Flávio Bolsonaro; e de declarações do próprio Procurador-Geral de que o referido parlamentar estaria sendo investigado pelo MP-RJ, juntamente com outros 26 deputados estaduais; mas com inegável ênfase no seu nome, aparentemente pelo fato de tratar-se do filho do Presidente da República."

O documento ainda reitera que nenhuma das partes negou os "objetivos" da reunião. "O jornalista Octávio Guede, da GloboNews, inclusive, afirmou em declaração veiculada pela emissora na qual trabalha que estava 'atrás de informações', 'ouviu vários especialistas, aproveitando pra ouvir também o Gussem'; e 'não revelou nada que está sob sigilo, mas até poderia', o que faz presumir, evidentemente, que recebeu informações abrigadas sob sigilo de parte do seu interlocutor", diz a ação.

O advogado ainda diz que a conduta do procurador foi "antiética, imoral e ilegal" e acusa a GloboNews de ser um "veículo de imprensa notoriamente engajado na persecução pessoal e política do Presidente da República, de seus familiares e demais integrantes de seu campo político".
Ao final da ação, o advogado pede que o Conselho Nacional do Ministério Público que seja suspensa a prática de qualquer ato representado por Gussem e ainda diz que o órgão deve aplicar medidas disciplinares ao procurador.

De acordo com o advogado Adelmo Emerenciano, Professor da EDB, Mestre e Doutor em Direito, “o direcionamento e a espetacularização de investigações em curso desmoraliza a autoridade pública que é a primeira que deve zelar pelo respeito à lei fortalecendo a consciência republicana do povo. Se provado que dados sigilosos das investigações foram divulgados, poderá ter ocorrido, em tese, violação ao artigo 325 do Código Penal brasileiro que tipifica a violação de sigilo funcional . Mas isso dependerá, se for admitido o requerimento, das apurações requeridas."

Em entrevista recente, Flávio Bolsonaro falou sobre o encontro de Gussem com o repórter. De acordo com senador eleito, existem "muitas coisas estranhas, ilegalidades flagrantes, claras" nas investigações no Ministério Público.

FONTE: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica...rador.html
Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
receitas para secar em 30 dias
06-09-2019, 01:02 PM
Resposta: #75
RE: Modus Operandi do Jornalismo
O jornalismo precisa praticar a transparência de uma maneira diferente para recuperar a credibilidade

[Imagem: 2019-09-06-11-49-46-translate-google-com...94299e.png]

Translate by Google

A confiança do público na mídia continua pairando perto de todos os tempos , impulsionada por percepções de que o setor de notícias é partidário e vende informações imprecisas (“notícias falsas”), além de ambivalência sobre as notícias das mídias sociais.

De acordo com um novo relatório da Fundação Knight sobre a confiança da mídia, a transparência é um fator essencial para restaurar a confiança.

Embora as organizações de mídia promovam o valor inerente da transparência , elas geralmente não explicam o que isso significa na prática.

Por outro lado, pesquisas em organizações empresariais apontam para um significado mais claro e práticas mais específicas de transparência que, se aplicadas ao jornalismo, poderiam ajudar os jornalistas a recuperar maior confiança do público.

Como é a transparência agora?

Existem muitas definições de transparência no jornalismo .

O Código de Ética da Sociedade de Jornalistas Profissionais define transparência como "explicando as decisões de alguém ao público". O relatório recente do financiador de mídia da Knight Foundation referiu-se à transparência no jornalismo como "revelando potenciais conflitos de interesse e disponibilizando material de reportagem adicional aos leitores. . ”

Ambas as definições sugerem que a transparência deve constituir algum tipo de explicação para o consumidor sobre a tomada de decisão envolvida na história.

Elas poderiam ter a forma de divulgações editoriais que explicariam, por exemplo, se havia uma reação adversa a uma história, por que um editor sentiu que uma história era digna de destaque, como no caso do The New York Times que descreve um nacionalista branco .

Ou podem ser uma “história por trás da história”, publicada como uma barra lateral que explica como e por que uma história foi relatada, como o Vice News fez ao cobrir a limpeza étnica na República Democrática do Congo.

[Imagem: 2019-09-06-11-50-27-translate-google-com...e18fc3.png]

Na prática, no entanto, a transparência no jornalismo é frequentemente tratada como uma transação simples entre as organizações de notícias e seu público. Dois exemplos comuns são jornalistas vinculados a fontes de dados originais que fornecem evidências das alegações de uma matéria ou organizações de jornalismo sem fins lucrativos que listam seus patrocinadores.

Porém, pesquisas em gerenciamento organizacional mostram que, embora os aspectos de transparência e explicação da transparência sejam importantes para a construção da confiança, eles não são suficientes e precisam ser coordenados. De fato, praticando apenas uma versão parcial da transparência, o jornalismo pode muito bem estar se prejudicando e prejudicando ainda mais a confiança do público em seu trabalho.

Onde a transparência é insuficiente

Os estudiosos organizacionais Andrew Schnackenberg e Edward Tomlinson propuseram que a transparência nas organizações na verdade consiste em três partes: divulgação (a informação é divulgada em tempo hábil), precisão (a informação está correta) e clareza (a informação é compreensível no contexto pelo público-alvo) .

Para entender como essa definição de transparência pode ajudar as organizações de mídia, considere um exemplo recente em que a mídia relatou uma controvérsia sem o benefício dos três elementos.

Provocado pela revelação de que a página do anuário de 1984 de um governador da Virgínia tinha uma foto de um homem de blackface, o USA Today divulgou recentemente uma história sobre racismo nos anuários da faculdade .

Os repórteres revisaram mais de 900 anuários de 120 faculdades e universidades publicadas nas últimas décadas para a matéria. A história que eles escreveram descreve a difusão de imagens racistas nos anuários das universidades. (Este artigo menciona uma imagem racista de nossa própria universidade, Rochester Institute of Technology .)

O USA Today também publicou uma história por trás da história , cujo objetivo declarado era “ser o mais transparente possível sobre o que descobrimos”. O artigo suplementar descreveu o processo pelo qual as fotos foram identificadas e analisadas.

A história suplementar declara: “Encontramos fotos questionáveis ​​praticamente em todos os lugares que olhávamos - o que equivalia a uma montagem de fanatismo casual todos os dias, comemorado entre páginas que capturavam a vida cotidiana nos campi. Muitas das fotos não tinham legendas, dificultando, em alguns casos, a determinação do que estava acontecendo. É possível que alguns tenham participado de uma peça da escola ou tenham tido outras explicações. Mas construímos nosso relatório em torno de imagens com pouca ou nenhuma ambiguidade. ”

Esta história suplementar parece ser uma tentativa de fornecer alguma clareza sobre a história principal, ajudando o leitor a entender a motivação e o processo para escrever a história principal.

A história suplementar, no entanto, não fornece clareza total. Não há imagens das fotografias ofensivas em seu contexto maior nos anuários, por exemplo. Da mesma forma, a história suplementar carece de divulgação; não existe uma lista abrangente dos 900 anuários ou das 120 escolas pesquisadas.

[Imagem: 2019-09-06-11-50-38-translate-google-com...073240.png]

Acreditamos que fornecer clareza (exemplos em contexto) e divulgação (uma lista de fontes) permitiria aos leitores verificar independentemente os dados da história.

Neste exemplo, o uso da definição de transparência de Schanckenberg e Tomlinson poderia ter levado a um melhor jornalismo - a uma história em que os leitores pudessem confiar mais plenamente.

Competência, integridade, benevolência

Com base em pesquisas anteriores sobre confiança , Schnackenberg e Tomlinson sugerem que uma maior transparência pode melhorar a confiabilidade nas organizações, ajudando a melhorar a percepção do público sobre sua competência, integridade e benevolência. Esses são os três principais componentes da confiança.

Como isso seria transferido de uma empresa tradicional para uma organização de notícias?

A organização noticiosa relataria os eventos de uma maneira compreensível e precisa e atuaria de acordo com seus valores declarados, e seu objetivo principal seria servir ao interesse público.

Portanto, quando uma organização de notícias divulga - na medida do possível - suas fontes e sua própria motivação para fazer uma história, ela ajuda a criar percepções de integridade e benevolência. Quando se esforça para trazer clareza e precisão ao explicar o contexto geral de uma história, ou quando fornece insights sobre seus próprios processos de tomada de decisão, ajuda a criar percepções de competência e integridade.

Como não fazer transparência

Para entender como a definição mais nítida de transparência emprestada da pesquisa organizacional pode ajudar as organizações de notícias a criar confiança, considere a rede de notícias a cabo CNN. Recentemente, ela contratou Sarah Isgur Flores , porta-voz do ex-procurador geral Jeff Sessions, para liderar sua cobertura eleitoral em 2020.

Como observou o New York Times , Flores foi contratado como "editor político, não especialista, e partindo de um governo no qual o presidente critica rotineiramente a mídia, incluindo a CNN".

O próprio repórter de mídia da CNN, Brian Stelter, escreveu sobre as contratações e os protestos associados sobre um hack político sendo colocado no comando de reportagens supostamente objetivas. Sua reportagem verificou o relatório inicial de Politico , e Stelter escreveu sobre o emprego anterior de Flores como líder. Foi uma tentativa de trazer transparência às ações da CNN.

Mas os executivos da CNN não falariam em atribuição pela Stelter para defender a contratação, preferindo fornecer respostas anônimas.

Assim, enquanto Stelter tentava contar a “história por trás da história”, ele foi rejeitado por sua própria rede.

Isso foi confuso para o público que tentava entender a contratação de Flores como editor político.

Se a CNN tivesse aceitado uma definição e prática de transparência que incluísse precisão, divulgação e clareza, talvez elas pudessem ter pensado melhor em como essa contratação seria percebida e como poderiam comentar publicamente sobre ela.

No final, Flores anunciou que será analista política em vez de editora - uma mudança no título que ela, e não a CNN, iniciou.

Quando um conceito importante como transparência é aplicado apenas parcialmente, ele leva a uma espécie de armadilha de transparência. As organizações de mídia podem acreditar que estão agindo de forma transparente, mas tentativas incompletas de transparência podem prejudicar a credibilidade e, portanto, causar mais mal do que bem.

FONTE: http://theconversation.com/journalism-ne...ity-111474
Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
[-] O(s) seguinte(s) 2 usuários diz(em) obrigado a Bruna T pelo seu post:
Marck Vini (06-09-2019), mbastos73 (07-09-2019)
18-09-2019, 07:18 PM
Resposta: #76
RE: Modus Operandi do Jornalismo
A formação de uma sociedade do medo através da influência da mídia

[Imagem: 2019-09-18-18-04-44-www-justificando-com...f806af.png]

Por Raquel do Rosário e Diego Augusto Bayer

A Mídia tem um papel importante no campo político, social e econômico de toda sociedade. Através desse mecanismo essa instituição incute na população uma consciência, uma cultura, uma forma de agir e de pensar.

O crime desperta curiosidade na população por apresentar uma ameaça. A mídia atua explorando essa fragilidade humana estimulando a sensação de insegurança. A televisão tornou-se um fenômeno em massa, assim como, a alta taxa de criminalidade e, com isto, também cresce a sensação de medo e insegurança em toda população.

Por nos encontrarmos em uma crise de credibilidade política, os telejornais procuram outras categorias informativas para traduzir o interesse da sociedade — geralmente notícias violentas. Assim, a curiosidade pela narração do crime e suas possíveis consequências acabam por ser uma das causas de uma nova cultura de violência, em que essa aparece como um fato normal, corriqueiro, que faz parte do cotidiano.

Não há com um grau de certeza a confirmação de que os meios de comunicação influenciem na opinião pública, o fato é que existe uma influência mútua entre o discurso sobre o crime — atos violentos — e o imaginário que a sociedade tem dele e entre as notícias e o medo do delito. Com isso, pode-se sustentar que existe uma relação sólida entre as ondas de informação e a sensação de insegurança.

A televisão se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer lar e, hoje, informar é fazer assistir. Quando a transmissão é ao vivo, as imagens passam uma veracidade ainda maior aos telespectadores que deixam de lado as possíveis consequências do fato noticiado.

Em uma sociedade como o Brasil, com altos índices de criminalidade, acabam por encontrar um mecanismo de escape na tela da televisão. Conforme relatam Cristiano Luis Moraes e Marlene Inês Spaniol, os medos passam a ser dramatizados em histórias de vingança e de criminosos que são levados aos tribunais e posteriormente à prisão. Isso leva a sociedade a reagir contra o crime como se ele fosse um drama humano, levando-nos a crer que os delinquentes são em maior número e praticam mais delitos do que realmente o são.

A origem do Medo

Desde muito pequeninos aprendemos a temer o medo e a confiar em celestiais criaturas e muitos passam a serem nossos monstros, concepções imaginárias que nos assombram em um quarto escuro, em um sonho, em uma visita ao médico ou dentista, em situações que estamos longe de nossos genitores e nos sentimos ameaçados. No início de nossa existência tudo é seguro, puro e invisível aos olhos. À medida que nos tornamos maiores – criança, adolescentes, jovens, adultos e idosos – o medo passa a ser um de nossos principais inimigos e será ele que, em muitos momentos, nos impedirá de seguir nossos sonhos, de arriscar uma tentativa ou de fazer uma mudança radical. O medo passa a ser parte de nossa vida e em tudo que fazemos sempre estará presente de alguma forma e por algum motivo. Assim, aprendemos a temer o medo.

Segundo Bauman (2008, p. 8), medo é o nome que damos a nossa incerteza: nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito. Vivemos numa era onde o medo é sentimento conhecido de toda criatura viva.

Boldt (2013, p.96) assinala

Tema central do século XXI, o medo se tornou base de aceitação popular de medidas repressivas penais inconstitucionais, uma vez que a sensação do medo possibilita a justificação de práticas contrárias aos direitos e liberdades individuais, desde que mitiguem as causas do próprio medo.


O medo pode surgir das mais variadas maneiras e nascer de qualquer canto de onde vivemos, inclusive, em nossos próprios lares. Temos medo de comida envenenada, de perder o emprego, de utilizar transporte público, de pessoas desconhecidas que encontramos na rua, de pessoas conhecidas também, de inundações, de terremotos, de furacões, de deslizamento de terras, da seca. Temos medo de atrocidades terroristas, de crimes violentos, de agressões sexuais, de água ou ar poluído, de entrar na própria casa e de sair dela, de parar no semáforo. Temos medo da velhice e de ficarmos doentes, de sermos ameaçados, furtados ou roubados. Temos medo da bolsa de valores e da crise econômica. Temos medo de voar de avião. São tantos os nossos medos que não caberia aqui relatarmos todos.

Para Bauman (2008, p.18), riscos são perigos calculáveis. Uma vez definidos dessa maneira, são o que há de mais próximo da certeza. Ou seja, o futuro é nebuloso e as pessoas não deveriam se preocupar em vencer ou não qualquer situação de risco porque, talvez, nunca se chegue a enfrentá-la. Mas, deve prever e tentar evitar oferecendo a si mesmo um grau de confiança e segurança, ainda que sem garantia de sucesso.

A mídia pode ser considerada aqui uma causadora da proliferação do medo na sociedade, pois o medo deixou de relacionar-se a estórias de contos e mitos, da imaginação durante reuniões de família, para ser um aglomerado de imagens e informações que a televisão transmite todos os dias dentro de cada lar e para todas as famílias. A sociedade deixou de imaginar os contos para viver na realidade concreta as situações que são transmitidas através dos telejornais e programas de entretenimento.

O mundo líquido mostrado por Bauman é uma espécie de irrealidade dentro da qual estamos mergulhados, um mundo de aparência absoluta, de ameaças que quase nunca se configuram reais, mas que nos são mostradas cotidianamente, principalmente pela mídia. Diante disso, ele expõe o medo como uma forma inconstante. Podemos ter medo de perder o emprego, medo do terrorismo, da exclusão. O homem vive numa ansiedade constante, num cemitério de esperanças frustradas, numa era de temores.

E, assim, passamos a construir inimigos e fantasmas, nos deixando levar por todo tipo de informação que nos é imposta sem nem ao menos questionar a real veracidade dos fatos. É inegável que vivemos em uma sociedade violenta, com altos índices de barbáries, mas o problema não está na prevenção de possíveis ameaças, mas em considerar que tudo e todos possam ser ameaçadores. Ou seja, viver em alerta constante, excluindo pessoas e julgando indivíduos sem nem ao menos conhecer por medo do perigo que esse indivíduo possa lhe trazer.

O sentimento de insegurança não deriva tanto da carência de proteção, mas, sobretudo, da falta de clareza dos fatos. Nessa situação difunde-se uma ignorância de que a ameaça paira sobre as pessoas comuns e do que deve ser feito diante da incerteza ou do medo. A consequência mais importante é uma crise de confiança na vida, uma vez que, o mal pode estar em qualquer lugar e que todos podem estar, de alguma forma, a seu serviço, gerando uma desconfiança de uns com os outros.

A influência da mídia e sua relação com o medo

A mídia tem por objetivo atender as expectativas imediatas dos indivíduos. Ela pode ser definida como o conjunto de meios ou ferramentas utilizados para a transmissão de informações ao público assumindo um papel muito importante na formação de uma sociedade menos conflituosa. Porém, em uma realidade complexa como a nossa, a mídia desempenha um papel garantidor da manutenção do sistema capitalista, fomentando o consumo, ditando regras e modas e agindo sobre interesses comerciais.

A mídia notoriamente tem papel importante na conjuntura social atual, pois exerce influência em todos os campos, seja na família, na política e na economia, incutindo na população uma forma de agir e pensar importante para a manutenção da ordem.

A mídia, quando tomou corpo de mercadoria, era disponibilizada somente para as famílias mais abastadas. Aos poucos esse público foi sendo ampliado e o acesso a esse tipo de informação chegou também à população menos favorecida ocasionando o que temos hoje, um público em massa dos meios de informação através, principalmente, da televisão.

Schecaira (apud BAYER, 2013) entende que a mídia é uma fábrica ideológica condicionadora, pois não hesitam em alterar a realidade dos fatos criando um processo permanente de indução criminalizante. Assim, os meios de comunicação desvirtuam o senso comum através da dominação e manipulação popular, através de informações que, nem sempre, são totalmente verdadeiras.

Com isso, propagando o medo do criminoso (identificado como pobre), os meios de comunicação aprofundam as desigualdades e exclusão dessa parcela da sociedade, aumentando as intolerâncias e os preconceitos. Utiliza-se do medo como estratégia de controle, criminalização e brutalização dos pobres, de forma que seja legitimo as demandas de pedidos por segurança, tudo em virtude do espetáculo penal criado pela imprensa.

Criam-se normas penais para a solução do problema, porém, o Direito Penal passa a ser apenas um confronto aos medos sociais, ao invés de atuar como instrumento garantidor dos bens juridicamente protegidos.

Hoje, vivemos em constante situação de emergência e deixamos de perguntar pelo simples fato de estar provada a barbaridade dos outros. A partir daí, muros são construídos para separar a sociedade. Há muros que separam nações entre pobres e ricos, mas não há muros que separam os que têm medo dos que não têm (COUTO, 2011).

A manipulação das notícias através dos meios de comunicação aumentam os medos e induzem ao pânico, reforçando uma falsidade à política criminal e promovendo a criminalização e repressão, ofertando ao sistema penal uma legitimação para uma intervenção cada vez mais repressiva, criando um verdadeiro Estado Penal.

A mídia exerce influência sobre a representação do crime e também do delinquente em razão do constante destaque que se dá aos crimes violentos. Assim, a mídia vai colaborando o processo de construção de “imagem do inimigo” – no Brasil quase sempre como dos setores de baixa renda – mas também auxilia na tarefa de eliminá-los, desconsiderando da ética e justificando a opressão punitiva.

Através de uma seleção de conteúdos a mídia tem o poder da construção da realidade, que é um poder simbólico. Esse poder simbólico procura reproduzir uma ordem homogeneizada do tempo e do pensamento, com um único objetivo, a dominação de uns sobre os outros. Com isto, criam sujeitos incapazes de contestar o que se lhes é apresentado de forma a garantir a ordem, a torná-los submissos e dominados.

A mídia incute na sociedade uma política de higienização e rotulação dos desiguais que devem ser banidos da convivência social. Diante da propagação dessa política, cada vez mais os cidadãos são colocados diante de questões criminais que parecem nunca se resolver provocando uma sensação de intranquilidade e medo. Esse último, por sua vez, é agravado pela sensação de vulnerabilidade e de impossibilidade de defesa.

A realidade entre medo e verdade

A frequente exposição da crescente criminalidade através da mídia cria um sentimento de insegurança irreal, sem qualquer fundamento racional.

Na realidade, o principal objetivo da mídia é chamar a atenção do público e obter lucro. Assim, a mídia passa a utilizar expedientes sensacionalistas com fatos negativos como crimes e catástrofes, disseminando um sentimento de insegurança no seio social, ocasionando o surgimento da cultura do medo e formando uma “Sociedade do Medo”. Ou seja, nem tudo que vimos nos telejornais são de extrema veracidade, grande parte desta informação tem uma intenção do porque ser transmitida e, essa intenção, estará sempre relacionada a um fim lucrativo e dominador social.

De acordo com Silveira (2013), para dar sustentação ao ciclo que por diversas formas fomenta o consumo e acarreta o lucro, a mídia, seguindo os ditames da indústria cultural, interage com o público receptador das informações de uma forma muito particular, visto que consegue se adaptar perfeitamente às mais diversas classes, idades e tipos de pessoas, buscando uma relação com o público médio.

Há mais medo do que medo propriamente dito. A televisão tenta retratar os fatos de forma a tornar a informação o mais real possível aproximando os acontecimentos do cotidiano das pessoas e fazendo-as crer que aquela situação de risco poderá acontecer a qualquer momento dentro de suas próprias casas, nos seus grupos sociais. Assim, os telejornais propagam informações sensacionalistas através da exploração da dor alheia, do constrangimento de vítimas desoladas e da violação da privacidade de algumas pessoas. Para chamar a atenção do público, ainda lançam mão de outros recursos semelhantes, como a incitação de brigas entre vizinhos nos bairros populares e os crimes de violências sexuais cometidos por membros de uma mesma família.

Desta forma, mesmo que estejamos mais seguros do que em toda história da humanidade, mesmo assim, as pessoas continuam a se sentir ameaçadas, inseguras e apaixonadas por tudo aquilo que se refira à segurança e à proteção. Isso se dá através do que Silveira (2013) chama de “cultura do medo”, ou seja, o que tem levado as pessoas a intensificarem suas próprias medidas visando uma suposta diminuição de vulnerabilidade, como a construção de muros e barreiras, assim como a se isolarem dentro de suas próprias casas, evitando sair a eventos e espaços públicos por medo da violência, o que configura uma mudança radical de comportamento, algo que beira a paranoia.

Esta forma de isolamento dos conflitos ocasiona uma espécie de divisão social, onde as pessoas economicamente privilegiadas passam a ocupar bairros considerados “nobres” e condomínios vigiados continuamente, restando para a camada mais pobre da população, territórios completamente negligenciados pelo Estado, locais em que a “elite” busca o distanciamento, diz Silveira (2013). E complementa ainda Silveira (2013, p. 300) que “O homem enfrenta grandes dificuldades em conseguir ver o outro como um semelhante e não como um concorrente a ser eliminado”.

Toda essa realidade que se forma na “cultura do medo” acaba por contribuir para o reforço dos preconceitos na esteira da ignorância e da insegurança. Com isso, cria-se a “Sociedade do Medo” aqui abordada que, além de cruel e preconceituosa, passa a ser ignorante e submissa a tudo que lhe é apresentado como verdade absoluta.

César Vinícius Kogut e Wânia Rezende Silva expõe que o medo é fenômeno de paralisação do senso normal da vida, altera relações de formas e espaços, traz à tona uma imagem duvidosa, reflete insegurança, tristeza e dá noção de fragilidade. Por isso, uma das missões fundamentais do Estado deveria ser realizar ações para minimizar problemas e reduzir o medo proporcionando à população uma melhor qualidade de vida, libertando os indivíduos desse sentimento para que vivam em segurança.

Saber que este mundo é assustador não significa viver com medo. Nossa vida está longe de ser livre do medo, assim como, livre de ser livre de perigos e ameaças, porém, não podemos permitir que o que vimos na TV influencie nossa vida a ponto de pararmos de viver, a ponto de guardarmos sonhos que gostaríamos de realizar ou de nos impedir de promover uma mudança. Não devemos nos preocupar com o que ainda não aconteceu, mas procurar sim evitar situações que possam nos colocar em risco e, até mesmo, nos proteger do perigo. Tudo, porém, sem permitir que o medo e a insegurança tome conta de nosso ser e do que somos.

Julga-se importante estabelecer os limites éticos da atuação da mídia, de forma que, respeitem a ordem legal, discipline as atividades e defina suas responsabilidades em relação às pessoas atingidas pela informação que se divulga, sem, é claro, que se perca o direito de informar e de ser informado. É preciso que a mídia banalize menos e instrua mais, sem decidir por si o que as pessoas devem pensar e a forma como elas devem agir em relação ao que foi noticiado.

Por vivermos em uma sociedade complexa, onde o Estado já não mais é capaz de cumprir com seu papel de proporcionar segurança à população, facilita ainda mais a instalação do medo inconsciente das pessoas.

Assim, resta à sociedade acreditar naquilo que é transmitido pela mídia e esperar por um futuro melhor, com menos violência e crimes hediondos. Até lá, a vida segue com uma completa divisão social, na medida em que a elite escolhe seus inimigos nas camadas mais pobres da população e continuam condenando aqueles que menos recursos têm: os já predestinados ao fracasso no sistema.

Como expõe Loïc Wacquant: “tranque-os e jogue fora a chave’ torna-se o leitmotiv dos políticos de última moda, dos criminólogos da corte e das mídias prontas a explorar o medo do crime violento (e a maldição do criminoso) a fim de alargar seus mercados”. Afinal, é esta política que ultimamente tem ganho voto e feito os políticos se elegerem.

Agora, quando os seus direitos e suas garantias fundamentais forem tiradas, só lhe restará sentar no meio fio e chorar, afinal, você pode ter legitimado tudo isso. Cuidado, muito cuidado.

Raquel do Rosário é Formada em Letras pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE); Especialista em Inglês como segunda língua pela Central Piedmont Community College (CPCC) – Carolina do Norte / USA; Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Lisboa / Portugal; Graduanda do Curso de Direito pelo Centro Universitário – Católica de Santa Catarina / Brasil. Email: raquelteacher@hotmail.com

Diego Bayer é Advogado criminalista, Doutorando em Direito Penal, Professor de Penal e Processo Penal da Católica de Santa Catarina e autor de obras jurídicas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAYER, Diego Augusto. A Mídia, a reprodução do medo e a influência da política criminal. In. Controvérsias Criminais: Estudos de Direito Penal, Processo Penal e Criminologia. Jaraguá do Sul. Letras e Conceitos. 2013.
BAUMAN, Zygmunt. Medo Líquido. Tradução, Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; Ed. 2008.
BOLDT, Raphael. Criminologia midiática: Do discurso punitivo à corrosão simbólica do Garantismo. Curitiba: Juruá, 2013.
KOGUT, César Vinícius & SILVA, Wânia Rezende. A Mídia e seus Efeitos sobre o Medo Social. SESP– UEM.
MORAES, Cristiano Luis de Oliveira & SPANIO, Marlene Inês. Punição e mídia: análise de alguns aspectos que influenciam na violência e na criminalidade.
PELUZO, Vinicius de Toledo Pisa. Sociedade, mass media e Direito Penal: uma reflexão. Revista da Escola Paulista da Magistratura, 2003.
SILVEIRA, Felipe Lazzari da. A cultura do medo e sua contribuição para a proliferação da criminalidade. 2º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade. Santa Maria / RS UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, 2013.
WACQUANT, Loïc. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos. Trad. Nilo Batista. Rio de Janeiro: Revan, 2001.


FONTE: http://www.justificando.com/2014/12/12/a...-da-midia/
Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
19-09-2019, 11:00 AM
Resposta: #77
RE: Modus Operandi do Jornalismo
Um livro contra as Fake News

[Imagem: 2019-09-18-20-58-18-www-estudosnacionais...fdf50a.png]

A imprensa, que surge no século XV com a promessa de popularizar o conhecimento e o acesso às informações, até então restritas a pequenos círculos de ricos e letrados, ao mesmo tempo se torna um veículo de controle de narrativas, de massificação do pensamento, de universalização da mentira.

Toda a história do ocidente moderno, nos seus recortes políticos, econômicos, religiosos, estéticos etc., deve levar em conta a influência dos grandes canais de mídia que, desde o começo, sempre estiveram nas mãos, não da massa popular, sua pretensa beneficiária, mas de alguns poucos que possuíam os meios de bancar suas operações.

Decorre disso que a imprensa se tornou, nos últimos séculos, um Quarto Poder e isso, sobretudo, no XX, quando se criou meios de propagação de larguíssimo alcance, como o rádio e a TV. Daí para frente a mídia de massas passou a ser a menina dos olhos de quem quisesse impor-se política, econômica ou culturalmente nos países ocidentais ou ocidentalizados – o quer dizer, quase a totalidade do planeta.


Acontece que no início desse nosso século, a internet rompeu com a hegemonia da mídia tradicional que, desde Gutemberg, vinha impondo às populações indefesas os arbítrios e desejos do político ou do grande magnata que tivesse poder suficiente para governar a mente e a pena de escritores, jornalistas, roteiristas, diretores e todo esse universo que o filósofo Olavo de Carvalho apelidou como o Coletivo das Redações.

E essa ruptura desfraldou um conflito outrora velado, porque unilateral – só a grande mídia, detentora dos meios, atacava, mentia e oprimia o povão que, desarmado para uma tal guerra, ou aceitava resiliente o que se lhes impunham como a verdade patente, ainda que seus olhos de cidadão comum não pudessem atinar com aquilo no mundo dos fatos, ou ficava desinformado, alheio a tudo que ocorria no mundo para além do seu muito restrito campo de visão.

Daí que a internet seja o campo de batalha nesse confronto da mídia versus o povo, aquela sendo representada pelas grandes empresas de comunicação, com todo seu gordo poder econômico, seu sofisticado aparato técnico, seu time de medalhões da comunicação e todo um exército de novos jornalistas que se criam nas universidades, ano a ano, todos prontos a manterem a tradição hegemônica da grande mídia e estoutro, o povo, que tem se informado por sites e blogs outsiders, correntes em aplicativos de mensagens e postagens nas redes sociais em geral. É um verdadeiro Davi contra Golias.

Nesse embate franco, as primeiras grandes vitórias do povo foram algumas surpresas políticas como o sim no Brexit, a eleição de Donald Trump e a vitória de Jair Bolsonaro. Todos fenômenos gestados, nascidos e desenvolvidos nas redes sociais.

Esses eventos, entretanto, fizeram com que se ligasse as antenas de alerta dos poderosos da mídia. E o contra-ataque veio, primeiro, com a categorização de tudo que não vinha da mídia oficial como fake news – termo popularizado por Trump justamente para classificar atuação da grande mídia norte-americana na corrida eleitoral que o levou à Casa Branca. O segundo passo foi lançar as fact-checking, agências de checagem, pretensamente isentas, que iriam dizer o que é e o que não é verdade na internet.

Nem uma coisa nem outra, até agora, funcionou. Os dois lados seguem entrincheirados e não há o menor sinal de trégua de parte a parte.


Por tudo isso é indispensável e leitura do novo livro de Cristian Derosa Fake News: Quando os Jornais Fingem Fazer Jornalismo. O autor, mestre em Fundamentos do Jornalismo, explica com detalhes a crise que a grande mídia tem enfrentado nesse novo contexto.

Um dos motivos temáticos do livro é o artigo The Science of Fake News, publicado na conceituosa revista Science. No artigo de múltiplos autores, fica clara a tentativa de relacionar o fenômeno das fake news com os movimentos populares que na Europa e EUA se levantaram em reação aos malefícios políticos, culturais e espirituais do globalismo – sustentado ideologicamente pelos grandes canais de comunicação. Para os autores, notícias falsas sempre existiram, mas, agora, e só agora, tem uma versão “politicamente orientada”.

No entanto, nem os autores do artigo nem a grande mídia, preocupadíssimos com a credibilidade e a orientação política das notícias, parecem ter se engastado com a declaração de Fernando de Barros e Silva, da Revista Piauí, que confessou em um podcast ano passado que a linha editorial da Folha de São Paulo iria no sentido de “prejudicar Bolsonaro fingindo fazer jornalismo” – frase emblemática que ganhou sua homenagem como subtítulo da obra de Derosa. Tampouco houve indignação com a confissão de Constança Rezende, do Estadão, de que estava cobrindo o caso Queiroz para arruinar o governo Bolsonaro.

Nas palavras de Cristian, um dos objetivos da sua obra é justamente demonstrar que, se existem notícias falsas na internet, dessas clickbait, de coloração sensacionalista, produzida por canais independentes – e isso, sem dúvidas, existe – há, por outro lado, uma massa densa de fake news meticulosamente produzidas pela mídia mainstream para emplacar essa ou aquela agenda político-ideológica ou para menoscabar esse ou aquele grupo que lhes pareça hostil.

O interessante é que ele demonstra, em uma abordagem histórica do jornalismo, que até certo momento havia alguma conexão entre a mídia de massas e o povo. Os penny press, o jornalismo de centavos, foi muito popular em várias partes do mundo. Inclusive, grandes jornais atuais, que vociferam contra a liberdade de se informar na internet, como o The New York Times, tinham nas suas origens exatamente esse modo de noticiar mais ao gosto do populacho. Os penny press seriam como o nosso Notícias Populares, periódico brasileiro que fez sucesso nos anos 70 e 80 e que encerrou as atividades em 2001, conhecido por suas capas chamativas, exageradas, com títulos como Nasceu o Diabo em São Paulo. É o tipo de jornalismo apelativo, feito para vender fácil e barato para um público que não esteja lá tão interessado na verdade cabal dos fatos.

Esse tipo de jornalismo existe hoje nos sites caça-clique. Esses canais geralmente criam um título extravagante para ganhar o acesso, o clique, sem se preocupar com a veracidade da informação. E esse é um tipo de conteúdo que circula velozmente nas redes sociais, sobretudo em correntes do WhatsApp.

No entanto, a grande mídia de hoje, que também teve seu início com o penny press (que Cristian chama no livro de Jornalismo Sensacionalista), para se manter economicamente teve de migrar para o jornalismo de assinaturas. A ideia era produzir conteúdo de melhor qualidade para um público selecionado que estivesse buscando meios de se informar com credibilidade (a essa modalidade ele chama Jornalismo Integrador, antítese do anterior). Entretanto, esse modelo, para vingar, teve que apelar para os grandes empresários, para ricos patrocinadores, para os governos. Daí que a mídia, como diz Cristian, “acabou trocando o patrão popular pelo patrão empresarial e governamental, rendendo-se às grandes agendas funcionalistas da transformação social”.

Quer dizer, há potencialmente fake news de ambos os lados, na grande mídia e na mídia independente – ainda que os guardiões da moralidade jornalística, que falam desde suas bancadas no horário nobre para milhões de pessoas, nunca admitam a possibilidade de que eles mesmos as produzam, e aos borbotões.

Diz Cristian:

“Hoje, os herdeiros do jornalismo integrador são o politicamente correto, os proponentes de uma Nova Ordem Mundial, a Globo, a Folha, para os quais o jornalismo tem a função de transformar a sociedade através da conscientização e promoção da cidadania. O tipo sensacionalista marginalizou-se e migrou para a internet, encontrando refúgio em blogs e páginas de Facebook”.

Entretanto, no atual contexto, a internet, ainda que produza aos montes o jornalismo de centavos e o caça-cliques, é uma terra de liberdade na medida em que é melhor a possibilidade de escolher entre milhares de meios de informação, muitos dos quais pouco ou nada confiáveis, do que se submeter aos caprichos de meia dúzia de grandes grupos que se reúnem e pautam a percepção de um país inteiro em torno de algum fato para que um ou dois poderosos se saiam favorecidos.

Ademais, há uma série de boas empreitadas na mídia independente, sites e blogs que não caem nem na tentação sensacionalista e nem na venda de consciências para o patrão rico ou político influente. E essa é a conclusão razoável a que chegamos com a leitura da obra de Cristian Derosa.

Portanto, o tema central da obra são as fake news. O autor descreve o fenômeno, investiga suas causas e analisa como esse termo chave – as fake news – se articula nessa contemporânea guerra de narrativas que se dá entre o povo e a grande mídia.

Mas o assunto não se esgota aí. Como eu disse no prefácio dessa obra que tive a honra de escrever, “desde esse eixo-motivador [as fake news], o autor analisa também: as diferentes maneiras de se fazer jornalismo; as técnicas de contextualização e como elas podem servir de instrumento à manipulação do público; a utopia da “era das informações” na crise do mundo ocidental; o drama da espiral do silêncio; as relações entre o ambiente social e a criação de notícias; os usos da autoridade científica para fins escusos no jornalismo atual; e as palavras-gatilho usadas pelos jornalistas tendenciosas para inibir não só nossas ações, como nossos sentimentos e até pensamentos”.

Tudo com o olhar de quem conhece o assunto na teoria e na prática.

Além de tudo isso, o livro se torna ainda mais importante uma vez que é o primeiro estudo sério que se faz desses fenômenos fora dos círculos de influência da esquerda acadêmica. Quer dizer, é a primeira reação qualificada, à direita, em um debate até aqui uníssono, já que representantes do establishment universitário e midiático, com todo o aparato técnico e financeiro a seu favor, tem produzido freneticamente livros, teses, artigos, documentários, reportagens e tudo o mais para reforçar o estereótipo distorcido de que só a “extrema direita”, “os conservadores”, os “bolsonaristas” etc., produzem notícias falsas na internet.

Enfim, Fake News: Quando os Jornais Fingem Fazer Jornalismo, é uma obra que merece leitura atenta por todos aqueles que amam a liberdade de expressão que as redes possibilitaram e que, por isso mesmo, encerram as fileiras dos que lutam por uma mídia independente – que não depende dos metacapitalistas para pagar as contas –, conectada ao povo – ou seja, não quer lhes impor uma agenda oculta tramada desde alguma saleta em Genebra ou Xangai – e que preza pela verdade jornalística acima de qualquer coisa.

FONTE: https://www.estudosnacionais.com/reporta...fake-news/
Encontrar todas as respostas deste usuário
Adiciona agradecimento Citar esta mensagem em uma resposta
Desodorante Bion Vitta sem Alumínio ou Triclosan Você Encontra na Tudo Saudável Produtos Naturais
Responder 


Tópicos Similares
Tópico: Autor Respostas Visualizações: Última Resposta
  O jornalismo hipócrita da Rede Globo e da mídia nacional GU4RD1ÃO 23 18,682 19-09-2019 10:13 AM
Última Resposta: Marcelo Almeida
  A guerra desproporcional do poder público contra o jornalismo independente. Cimberley Cáspio 3 609 26-11-2018 08:11 AM
Última Resposta: Tecnocrata

Ir ao Fórum:


Usuários visualizando este tópico: 1 Visitantes
Tópicos relacionados...

Publicidade:
Receitas para Secar em 30 dias

Recomende o Fórum


Sites Associados: Dossiê Vacina HPV
Registro de Efeitos Adversos das Vacinas
Rastreando Chemtrails
Site Notícias Naturais
Fórum Notícias Naturais Blog Anti-Nova Ordem Mundial

Pesquisar

(Pesquisa Avançada)

Olá, Visitante
Olá Visitante!
Para participar do fórum, é necessário se Registrar.



  

Senha
  





Usuários Online
Existem no momento 102 usuários online.
» 1 Membros | 101 Visitantes
Beobachter

Estatísticas do Fórum
» Membros: 21,248
» Último Membro: being4u
» Tópicos do Fórum: 26,480
» Respostas do Fórum: 281,223

Estatísticas Completas

Tópicos Recentes
Você já sofreu Bullying ou Rejeição?
Última Resposta Por: Alimah
Hoje 01:42 AM
» Respostas: 14
» Visualizações: 8077
Como vc lida com pessoas agressivas virtuais ou nao ?
Última Resposta Por: Alimah
Hoje 01:31 AM
» Respostas: 25
» Visualizações: 4405
Alerta - 03_11_2019 - Possível False Flag em Seattle - Gatilho para WW3
Última Resposta Por: Velho Druida
Ontem 08:18 PM
» Respostas: 17
» Visualizações: 928
A campanha de ódio, mentiras e desinformação contra a ativista Greta Thunberg
Última Resposta Por: dyego.jhou
Ontem 06:00 PM
» Respostas: 74
» Visualizações: 3238
13º no Bolsa Família? E a indenização bilionária pelo prejuízo de bilhões de reais?
Última Resposta Por: Beobachter
Ontem 05:13 PM
» Respostas: 4
» Visualizações: 126
Forças Ocultas (Forces Occultes)
Última Resposta Por: manueltiago
Ontem 01:17 PM
» Respostas: 6
» Visualizações: 403
O problema do Brasil é o Brasileiro.
Última Resposta Por: ULTRON
Ontem 10:02 AM
» Respostas: 59
» Visualizações: 3037
Biblioteca Virtual Anti-NOM -- Livros Raros
Última Resposta Por: Jaqueprado
Ontem 01:16 AM
» Respostas: 76
» Visualizações: 99336
Padre afirma que o Papa Francisco em breve ungirá o líder global
Última Resposta Por: Juquinha
16-10-2019 10:27 PM
» Respostas: 3
» Visualizações: 248
O Brazil com "Z" de Ama'Z'ônia
Última Resposta Por: Velho Druida
16-10-2019 09:38 PM
» Respostas: 112
» Visualizações: 4890
Olavogate: Olavo de Carvalho / Sidi Muhammad seria um agente a serviço do Sionismo?
Última Resposta Por: Juquinha
16-10-2019 09:37 PM
» Respostas: 133
» Visualizações: 83189
Um apanhado em OUT de 2019
Última Resposta Por: Beobachter
16-10-2019 07:05 PM
» Respostas: 6
» Visualizações: 358
Coringa - a ideologia da destruição.
Última Resposta Por: Xevious
16-10-2019 02:05 PM
» Respostas: 20
» Visualizações: 940
Banimento do usuário Rui Coelho
Última Resposta Por: Supermoderador
16-10-2019 10:21 AM
» Respostas: 52
» Visualizações: 2526
Banimento do usuário Café sem açúcar.
Última Resposta Por: pequeno gafanhoto
14-10-2019 06:23 PM
» Respostas: 11
» Visualizações: 959
Glenn Greenwald envolvido na desestabilização do Equador?Quem é esse cara afinal?
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
14-10-2019 04:22 PM
» Respostas: 2
» Visualizações: 371
30 lições de Olavo de Carvalho
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
14-10-2019 04:15 PM
» Respostas: 0
» Visualizações: 157
Últimos acontecimentos ONLINE
Última Resposta Por: NoNOM
14-10-2019 10:45 AM
» Respostas: 1402
» Visualizações: 246182
Echelon – A rede de espionagem global
Última Resposta Por: Bruna T
12-10-2019 08:56 PM
» Respostas: 7
» Visualizações: 2343
Os segredos do Paralelo 33
Última Resposta Por: Bruna T
12-10-2019 04:00 PM
» Respostas: 11
» Visualizações: 16098
A Vacina contra o Zika Vírus Modificará Geneticamente seu DNA
Última Resposta Por: Alimah
12-10-2019 12:09 PM
» Respostas: 7
» Visualizações: 2146
Porte de arma
Última Resposta Por: Velho Druida
11-10-2019 08:01 PM
» Respostas: 8
» Visualizações: 413
Revelação: Você sabia que "666" não é o número da Besta?
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
11-10-2019 03:01 PM
» Respostas: 2
» Visualizações: 181
Vídeo Impressionante - O Ritual Maçônico
Última Resposta Por: Bruna T
10-10-2019 09:24 PM
» Respostas: 74
» Visualizações: 61943
Algumas músicas anom
Última Resposta Por: Bruna T
10-10-2019 08:59 PM
» Respostas: 201
» Visualizações: 35149
Linhas de Ley
Última Resposta Por: Bruna T
10-10-2019 06:23 PM
» Respostas: 0
» Visualizações: 137
Porque Tesla acreditava que os números 3, 6 e 9 são segredos para o nosso universo
Última Resposta Por: Bruna T
10-10-2019 05:18 PM
» Respostas: 3
» Visualizações: 1928
Quem são os ultrarricos no mundo, um grupo que tem fortuna equivalente a 16 brasis
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
10-10-2019 03:45 PM
» Respostas: 1
» Visualizações: 144
Como denunciar um crime virtual – Passo a passo
Última Resposta Por: DeOlhOnafigueira
10-10-2019 03:14 PM
» Respostas: 4
» Visualizações: 339
Aquecimento Global: A maior farsa de todos os tempos
Última Resposta Por: Bruna T
10-10-2019 02:55 PM
» Respostas: 1
» Visualizações: 157

Lista completa de tópicos

Divulgue o fórum em seu site!

Camisetas:
camisetas resista à nova ordem mundial