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Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
31-08-2012, 08:49 PM
Resposta: #11
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Nos ensinaram, que devemos toda a vida tentar ganhar dinheiro, nos ensinaram a ser gananciosos, impregnaram nossas mentes com estes ensinamentos. Fizeram que nos ficassemos obsecados atras do dinheiro, quanto mais se quer, mas se busca.
um poço sem fundo. Como fugir disto? Dificil , depende da ambiçao de cada um. Lutar contra a nom, é refletir muito, é primeiro lutar contra nosso ego, nossa vaidade. E isto é muito pessoal, o grau de dificuldades depende unicamente de cada um. Se para uns é extremamente dificil para outros é facil. Quem acha que é muito dificil deveria buscar ajuda com quem consegue com mais facilidades. Mas e o ego deixa faze-lo ? nao nao deixa. E estes realmente bons professores, sao muito dificil de acha-los. Tenho procurado-os e nao os acho por inteiro, acho-o em fraçoes pequenas divididos por todos voces.

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
Elmer G. Letterman
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[-] O(s) seguinte(s) 3 usuários diz(em) obrigado a pequeno gafanhoto pelo seu post:
Marck Vini (27-02-2016), UltraRealista (01-09-2012), Ze_ninguém (01-09-2012)
Sabonetes naturais pelo menor preço é na Tudo Saudável
01-09-2012, 01:53 AM (Resposta editada pela última vez em: 01-09-2012 01:57 AM por Gulameko.)
Resposta: #12
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
A única "virtude" do salário-mínimo é manter no desemprego aqueles cujo trabalho vale menos que o seu valor.

No Brasil, salário-mínimo + encargos totalizam mais de 1200 reais. Quem só produz, digamos, 800 reais por mês está fadado à economia informal.
E essa bilionária na notícia, no fundo, é uma idiota. AS "CONQUISTAS" TRABALHISTAS BENEFICIAM SOBREMANEIRA OS MEGAEMPRESÁRIOS, UMA VEZ QUE FUNCIONAM COMO EFICIENTÍSSIMAS BARREIRAS DE ENTRADA PARA A CONCORRÊNCIA.

É muito fácil, para o Abilio Diniz, pagar salário-mínimo para seus empregados. Difícil é para o dono da mercearia da esquina.

Sabem quem apoiou fortemente a reforma da saúde feita por Obama? O Wal Mart!

Motivo: tal reforma obrigará que todos os empregadores contratem seguro saúde pros seus funcionários. Como 97% dos funcionários do Wal Mart já contam com esse benefício, a lei não o afetará. Mas vai afetar todos os comerciantes de bairro que tentam concorrer com ele.
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[-] O(s) seguinte(s) 1 usuário disse obrigado a Gulameko pelo seu post:
Pescada (05-09-2012)
01-09-2012, 10:04 AM
Resposta: #13
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Gafanhoto, por isso lhe chamo de crânio, você é o crânio da sinceridade e sabedoria.

Gulameko, outro aspecto na infelicidade e controle da elite sobre nós, é a "cultura" de uma prática sórdida e eu diria até desonesta.
Contrata-se um funcionário para uma função, e você o coloca para fazer diferenciadas coisas, pois como chefe pensa que, "Estou pagando o tempo do funcionário, não para ele fazer esta função"
Ok, pensamento legal na época onde nossa população não chegava nem a 2 bilhões.
Mas hoje em dia vivemos a fase do trabalho terceirizado e do funcionário especializado. Ora, se o que vemos veiculado diariamente inclusive na mídia elitista e desinformadora, de que a tendencia e a procura do mercado é por profissionais especializados, porque patrões insistem em colocar seus funcionários para serem "multi-tarefa" ? Querendo ou não, precisando de dinheiro ou não, o funcionário começa a pensar que não está sendo pago para fazer o que deveria fazer, ou que está sendo pago de menos por estar efetuando tarefas que não lhe cabem. Inconscientemente, este funcionário começara a dar sinais de desmotivação, raiva do patrão, e começara a fazer o trabalho de mal jeito. Se for de digitação, digitara menos da metade do que deveria, se for limpar, limpara horrivelmente, se for atender clientes, será super mal educado, e por aí vai... Digo, pra que uma pessoa se sentirá impelida a fazer curso que seja, vendo esta situação se repetir na sua vida profissional? E isso se torna um ciclo vicioso com a demissão deste funcionário e a entrada de outro... Essa é a causa principal ao meu ver, da precariedade de serviço a que diariamente somos expostos.

Outro ponto precário que encontramos sobre o modo de trabalho mundial e brasileiro consequentemente, é a desvalorização de certos tipos de serviço, e a SUPER ULTRA valorização de outros...
Uma empregada doméstica por exemplo, deveria receber pelo seu trabalho não menos que R$2.500 mensais. Mas quem paga isso para suas arrumadeiras? E quem pode pagar? Então, várias moças que não tem muito estudo ou estrutura, acabam indo trabalhar na casa dos outros, por um salário baixo, e caem no ciclo vicioso dito acima. Com a desvalorização da classe "diarista mensalista" várias das pessoas que seriam realmente boas em limpar a casa, cozinhar, deixar tudo certinho,
acabam que se desmotivam, devido a baixa valorização deste tipo de trabalho, e acabam fazendo um curso técnico, como por exemplo Técnico em Enfermagem, e saem por aí ferrando a veia dos outros pelos hospitais públicos e particulares pelo Brasil..
Entenderam o que eu quis falar? Não estou sendo preconceituoso, e dizendo que as pessoas não podem almejar uma coisa melhor... Estou querendo demonstrar, que as pessoas raramente tem a escolha de fazer aquilo que querem, pois seu trabalho é desvalorizado a tal ponto, que escolhem tomar como rumo algo que odeiam ou que não são boas, apenas pelo ordenado mísero no final do mês, que mal lhe dá chances de chegar com dinheiro no final do mês, imagine então segurar alguma quantia dessa em um investimento... praticamente impossível nos dias de hoje. Temos que mudar essa mentalidade,e fazer como na Noruega, Finlândia, etc... Onde um juíz ganha seus $20.000 Euros mensais, porém um garí ganha $8.000 euros, e cada um respeita a profissão do outro.
Terminando, como disse no tópico sobre a Keshe, acredito que a liberação de TODA a tecnologia existente para o uso doméstico, nos ajudaria de tal forma que provavelmente, poderíamos nos preocupar mais em fazer aquilo que gostamos, e ganhar nosso sustento e conforto atraves disto.

"O problema com o mundo é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto os estúpidos estão cheios de confiança"
Charles Bukowski
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Marck Vini (27-02-2016), Pescada (06-09-2012)
01-09-2012, 09:12 PM
Resposta: #14
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Outra alternativa para forçar a valorização do trabalho, poderia ser a GREVE GERAL, todos os trabalhadores entrando em greve juntos ao mesmo tempo, em todos os setores da economia.
Nenhuma empresa gosta de ter sua produção / serviço paralisado, então logo a chapa esquentaria.
Não sei se essa atitude daria certo, mas faria um belo caos...

Quanto á dignissima , ela está bem enganada. Aumentando o salarios as pessoas tem condições de consumir mais, e consumindo mais, aqueceria a economia por sua vez gerando mais emprego.
O desafio aí é o Governo segurar a especulação sobre os preços (inflação).
Mas quem é que quer isso? Ningém. Nenhum empresario / acionista quer ver seus lucros reduzidos em prol do bem estar da economia e do proletariado.

" Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. "
Edmund Burke.
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Marck Vini (27-02-2016)
Shoyu e Missô Orgânicos Você Encontra na Tudo Saudável Produtos Naturais
02-09-2012, 10:11 AM (Resposta editada pela última vez em: 02-09-2012 10:13 AM por JJOKER.)
Resposta: #15
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Eu tenho muitas ambições em relação a dinheiro e carreira e não tenho um pingo de vergonha disso e nem quero mudar, afinal foi graças a isso que meu vô pode fazer seu tratamento hospitalar dentro de casa com todo o conforto que merece, não digo com nobreza que faço isso apenas pelos outros primeiramente sim mas tambem por mim mesmo, eu creio que mereço todo o conforto que quero e mordomias...

Quanto ao que a indignissima estupida disse... qualquer imbecil sabe que para se ter lucro tem que se ter consumidores e os mesmos é lógico tem que ter dinheiro isso movimenta a econômia a trouxa nunca ouviu falar de capital de giro ? não porque aposto que ela tem pessoas contratadas para cuidar dos assuntos administrativos e não faz porcaria nenhuma aposto que deve ser burra feito uma porta...

A maioria das pessoas veem apenas a verdade que lhes convêm e não ela como um todo essa é a natureza egoista do ser humano e isso inclui a maioria dos aqui presentes infelizmente...
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Marck Vini (27-02-2016)
04-09-2012, 10:34 PM (Resposta editada pela última vez em: 06-09-2012 01:25 PM por Marc....)
Resposta: #16
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Esperei os colegas se expressarem antes de eu comentar aqui para um melhor entendimento.

A falta de conhecimento e do uso da razão, unidos a respostas emocionais, sem embasamento moral, sem reflexão das consequências de seus atos e ideias formadas tornam as pessoas simples massa de manobra, ou idiotas úteis, ou gado para o uso da dialética hegeliana (que vem sendo utilizada em vários graus de escala, de pequenos como esse do tópico à grandes que culminam na NOM), onde tais pessoas lutam e clamam pela sua própria, e daqueles que amam, destruição e escravidão.

Atendo-se somente ao que está mencionado no tópico, não identificamos nada sobre a senhora que possamos criticar:
[1]- Deve-se reduzir ou eliminar o salário mínimo
[2]- O corte no salário mínimo atrairá mais investidores
[3]- As pessoas que possuem inveja (pecado para os religiosos) e criticam os ricos devem trabalhar mais ao invés de beber e fumar
[4]- Os bilionários como ela são quem mais beneficia os pobres

Para que possam entender a conclusão lógica e verdadeira das afirmações acima, repasso os seguintes artigos, links e vídeo:

[1][2]




[4]
Todo o seu conforto você deve ao capitalismo e aos ricos
por George Reisman, quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os pacotes de socorro ao sistema financeiro mundial — o qual, após incorrer em práticas insensatas de expansão de crédito estimuladas pelos seus respectivos governos e bancos centrais, foi socorrido justamente por eles — em conjunto com um quadro de recessão aguda que vai se prolongando ao redor do mundo — recessão essa causada justamente por políticas governamentais — se combinaram para gerar um fenômeno semelhante ao colapso de uma enorme represa, desencadeando uma torrente não de água mas sim de ódio: ódio ao capitalismo e aos seus mais visíveis e valorosos representantes — as grandes empresas e os grandes empreendedores.

Grandes empresas e sua "ganância epidêmica" por lucros estão sendo responsabilizadas pela causa do colapso. Uma turba ignara de jornalistas e manifestantes doidivanas — que não sabem ao certo o que querem —, armados com câmeras, microfones e toda uma infinidade de guarnições da mais moderna tecnologia, em vez de se dedicarem ao tricô, estão salivando para ver grandes empresas e grandes empreendedores sendo capturados e demolidos em público, exatamente como faziam as multidões da Revolução Francesa que queriam ver os odiados aristocratas sendo levados para a guilhotina.

O que está ocorrendo atualmente ao redor do mundo não pode ser entendido sem se levar em conta a profunda ignorância que domina os intelectuais da atualidade no que diz respeito à natureza e ao funcionamento do capitalismo e da busca por lucros. Não obstante o colapso mundial do socialismo e o inegável e visível sucesso do capitalismo, grande parte do mundo intelectual apresenta uma predisposição ao socialismo e uma oposição ao capitalismo como raramente já se viu.

A grande maioria dos intelectuais de hoje — desde comentaristas de jornais e televisão até professores universitários, incluindo-se aí a maioria dos professores de economia, para não mencionar políticos e seus apologistas — considera o fracasso do socialismo e o sucesso do capitalismo como meros "fatos brutos", isto é, fatos sem bases inteligíveis, fatos que desafiam e contradizem toda a compreensão. Se quisessem realmente pensar de maneira racional, tais pessoas teriam de ler e estudar as obras de Ludwig von Mises e dos outros proeminentes teóricos da Escola Austríaca de pensamento econômico, bem como também da Escola Britânica clássica. Mas isso eles não irão fazer.

Como resultado dessa fundamental incapacidade intelectual e moral da parte deles, e de acordo com tudo em que eles ainda acreditam, o socialismo, com sua suposta preocupação para com o bem-estar de todos e sua suposta racionalidade de planejamento, deveria ter prosperado e prevalecido, ao passo que o capitalismo, com sua preocupação exclusiva com o lucro individual e sua suposta 'anarquia no sistema de produção', é quem deveria ter fracassado. Na mente dos intelectuais da atualidade, o fato de ter ocorrido o resultado oposto no mundo real é algo que deve colocar em dúvida a confiabilidade da própria razão em si — postura essa que, creio eu, ajuda enormemente a explicar a ascensão de um ostensivamente declarado irracionalismo nas últimas décadas, cujo melhor exemplo são os ataques à ciência e à tecnologia oriundos do movimento ambientalista.

Os intelectuais se agarram aos eventos da atualidade porque tais eventos parecem oferecer um alento para o desmoronamento do seu universo intelectual. Eles acreditam, pelo menos por enquanto, estarem mais uma vez na posição de professar ao mundo que seus conceitos sobre o capitalismo foram confirmados pela realidade.

Não será o objetivo deste artigo explicar as reais causas do atual cenário econômico, como a criação de dinheiro fiduciário, a expansão artificial do crédito e a manipulação dos juros, tudo isso realizado integralmente pelos bancos centrais mundiais, que nada mais são do que órgãos estatais. Tal tarefa já foi proficuamente apresentada em outros artigos deste site. O objetivo aqui será o de apresentar uma contra-argumentação aos aspectos relevantes dessa ignorância anticapitalista dos intelectuais da atualidade, demonstrando como toda a população se beneficia justamente daquilo que os intelectuais mais atacam: o interesse próprio e a busca pelo lucro dos capitalistas.

A busca pelo lucro é a base de todas as melhorias econômicas

O que os intelectuais e sua hostilidade ao lucro ignoram é que a busca pelo lucro em um livre mercado é exatamente a fonte de virtualmente todas as melhorias econômicas de uma sociedade.

Em um livre mercado, todo e qualquer indivíduo tem a liberdade de empreender e consumir sem ser tolhido por decretos, regulamentações e burocracias. Sua liberdade deve ser plena, desde que, em suas atividades, ele não agrida a propriedade, a vida e a liberdade de terceiros. Ele é livre para não sofrer coerção e força física, mas também é proibido de adquirir a propriedade de terceiros por meios desonestos, inclusive por meio da fraude. Tudo que um indivíduo receber de outros deve ser por meio da escolha voluntária destes.

Se tais condições não são respeitadas, e alguns indivíduos conseguem ganhar à custa de todos os outros por meio de força, fraude, coerção, tributação ou regulamentações, então tal situação representa uma falha de governo, não do livre mercado. O fracasso do governo está precisamente no fato de ter feito com que os indivíduos que participam do mercado fossem submetidos a tais tipos de agressão.

Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que desejam possuir. Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os consumidores. Desta maneira, a busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação, no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e menos custosos métodos de produção. O desenvolvimento de novos e melhores produtos que as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam querendo comprar, são as principais formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado.

Tão ignorado quanto isso pelos intelectuais de hoje é o fato de que a esmagadora maioria dos lucros obtidos em uma economia livre é poupada e reinvestida, e que a acumulação de qualquer fortuna em uma economia livre é o resultado da introdução de toda uma série de aprimoramentos nos bens e serviços adquiridos voluntariamente pelos consumidores. E a maneira de se criar os meios para produzir esses aprimoramentos é reinvestindo justamente a quase totalidade dos lucros obtidos. É por meio desse processo que o público geral se beneficia da riqueza dos capitalistas.

Assim, para utilizar um exemplo clássico, Henry Ford, que começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. Foi amplamente graças a ele que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903. Mais ainda: foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar. Ou seja, à medida que sua fortuna ia crescendo, Ford ia reinvestido-a exatamente na expansão da produção destes automóveis aprimorados. Em outras palavras, o outro lado da moeda da crescente fortuna de Ford foi o crescente beneficiamento do público em geral.

Um exemplo mais recente e igualmente óbvio destes mesmos princípios é o caso da Intel. No início da década de 1980, a Intel estava na vanguarda da produção daquilo que, à época, era o mais avançado chip para uso em computadores pessoais: o 8086. No entanto, a concorrência entrou no mercado e não permitiu que os altos lucros obtidos pela Intel com a comercialização deste chip durassem muito tempo. Para continuar à frente da concorrência e obtendo uma alta taxa de lucro na indústria de computadores, foi necessário que a Intel introduzisse o amplamente aprimorado chip 80286. E então a mesma história se repetiu. Para continuar obtendo uma alta taxa de lucro frente à concorrência, que estava sempre em seus calcanhares, a Intel teve de desenvolver e introduzir o 80386, e depois o 80486 e então sucessivas gerações do chamado chip Pentium.

A Intel foi capaz de fazer uma fortuna durante todo este processo. Sua fortuna foi investida exatamente na produção dos radicalmente aprimorados chips que atualmente são produzidos a uma fração do custo dos chips de uma década ou duas atrás. (Obviamente, os lucros obtidos com qualquer tipo de aprimoramento podem ser também investidos na expansão da produção de outros produtos completamente diferentes).

Tais exemplos não são isolados. O princípio que eles ilustram funcionam universalmente, e mostram a importância de se ter um livre mercado, sem regulamentações e sem a tributação do lucro.

As fortunas empresariais, em um livre mercado, são acumuladas por meio dos altos lucros gerados pela introdução de novos e aperfeiçoados produtos e também pela introdução de métodos de produção mais eficientes e menos custosos. Estes altos lucros são seguidamente poupados e reinvestidos justamente para ampliar e melhorar a produção destes mesmos produtos ou até mesmo de produtos distintos. Por exemplo, a fortuna de $6 bilhões do falecido Steve Jobs foi construída em decorrência de Jobs ter feito com que fosse possível que a Apple Computer introduzisse novos e aperfeiçoados produtos, como o iPod, o iPhone e o iPad, e então poupasse e reinvestisse uma expressiva fatia dos lucros que vieram pra ele.

Isso é algo que vale a pena ser repetido e enfatizado: as fortunas que são acumuladas desta forma são normalmente direcionadas à produção em larga escala justamente dos produtos que forneceram os lucros utilizados para acumular esta fortuna. Assim, por exemplo, os bilhões de dólares de Jobs serviram em grande parte para aprimorar a invenção e a produção de produtos da Apple. Similarmente, a grande fortuna pessoal do velho Henry Ford — adquirida em decorrência da introdução de grandes aprimoramentos na eficiência da produção automotiva, o que fez com que o preço de um automóvel novo caísse de US$ 10.000 no início do século XX para US$ 300 em meados da década de 1920 — foi utilizada para tornar possível a produção em larga escala de milhões de automóveis Ford.

Adicionalmente, as altas taxas de lucro adquiridas com produtos novos e aprimorados e com métodos de produção mais eficientes são meramente temporárias. Assim que a produção de um novo produto ou o uso de um novo método de produção mais eficiente se torna padrão em uma indústria, ele deixa de gerar lucros excepcionais. Com efeito, novos e contínuos aprimoramentos fazem com que os aprimoramentos anteriores tornem-se completamente não-rentáveis. Por exemplo, a primeira geração do iPhone, que era altamente lucrativa há apenas alguns anos, já deixou de ser ou rapidamente deixará de ser lucrativa, pois novos avanços a deixaram obsoleta.

Como resultado, a acumulação de grandes fortunas empreendedoriais requer a introdução de uma série de aprimoramentos nos produtos criados ou nos métodos de produção utilizados. Isto é um pré-requisito para se manter uma alta taxa de lucro frente à concorrência em um livre mercado. A capacidade da Intel de manter sua alta taxa de lucro ao longo de vários anos dependia completamente de sua capacidade de introduzir melhorias sequenciais em seus chips de computador. O efeito líquido desse processo foi o de fazer com que os usuários de computadores se beneficiassem de contínuas melhorias e avanços tecnológicos; e não apenas não houve nenhum custo adicional, como na verdade ocorreu um drástico declínio nos preços destes chips. Enquanto os altos lucros se basearem na redução dos custos de produção, a concorrência fará com que os preços dos produtos sejam reduzidos correspondentemente à redução dos custos de produção, o que obrigará as empresas a descobrirem novos métodos de reduzir ainda mais seus custos para manter seus altos lucros.

O mesmo resultado, é claro, é válido não somente para a Intel e seus microprocessadores, mas também para o resto da indústria da computação, na qual gigabytes de memória e terabytes de capacidade de armazenamento de disco rígido hoje são vendidos a preços menores que os preços de megabytes de memória e de disco rígido há algumas décadas atrás. Como efeito, se olharmos cuidadosamente, este princípio de produtos cada vez melhores e mais baratos a custos cada vez menores se aplica a todo o sistema econômico. Está presente tanto na produção de comida, de roupas e de abrigos quanto nas indústrias de alta tecnologia, e em praticamente todas as indústrias entre estes dois extremos.

Está presente em todas estas indústrias não obstante a inflação da oferta monetária — totalmente gerenciada pelo governo — ter feito com que os preços dos produtos aumentassem acentuadamente ao longo dos anos. Apesar disso, quando calculados em termos da quantidade de trabalho que o cidadão comum deve despender a fim de adquirir o salário necessário para comprar tais produtos, os preços de tais bens caíram fortemente.

A melhor ilustração deste raciocínio pode ser vista no aumento do padrão de vida que ocorreu ao longo dos últimos 100 anos. Em 1911, o cidadão comum trabalhava 60 horas por semana. O que ele recebia em troca da sua mão-de-obra era exatamente o padrão de vida de 1911 — um padrão de vida que não incluía bens como automóveis, ar condicionado, viagens aéreas, antibióticos, geladeiras, congeladores, filmes, televisão, videocassetes, aparelhos de DVD, Blu-ray, rádios, toca-discos, CD players, computadores, notebooks, celulares, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas e por aí vai. Em 1911, telefones e energia elétrica eram raros. Aparelhos elétricos eram praticamente desconhecidos. Telefones celulares não eram nem objetos de ficção.

Os bens que podiam ser produzidos à época, como vários tipos de comida, roupas e moradias, eram de menor qualidade e muito mais caros em termos reais do que são hoje — isto é, em termos do tempo necessário para ganhar o dinheiro necessário para adquiri-los. A alimentação, o vestuário e a moradia do cidadão comum eram muito mais modestos do que são hoje. Todos esses bens só se tornaram mais acessíveis e aumentaram em qualidade e variedade porque a busca por lucros levou ao necessário processo de corte de custos e a outros aprimoramentos no processo de produção. E todos aqueles bens que não existiam em 1911 só passaram a existir por causa da busca por lucros.

Em outras palavras, o que aumentou tão radicalmente o padrão de vida de todos foi nada mais do que a busca por lucros e a liberdade de agir de acordo com esse objetivo. A busca por lucros foi a força-motriz da produção e da atividade econômica. Em todos os lugares, em cada indústria, em cada cidade, havia homens ávidos para lucrar aprimorando produtos e métodos de produção. Eles tiveram a liberdade de fazer isso e foram bem sucedidos. Essa "ganância", "epidêmica" a ponto de se tornar generalizada, foi o que aprimorou tão radicalmente o padrão de vida do cidadão comum. É algo pelo qual todos nós devemos ser profundamente agradecidos. Caso tal "ganância" fosse menos "epidêmica" e menos generalizada, o aprimoramento do nosso padrão de vida teria sido, sem a menor sombra de dúvida, muito menos intenso.

O grau de aprimoramento do padrão de vida do cidadão médio pode ser mensurado utilizando-se o fato de que seu padrão de vida é hoje pelo menos 10 vezes maior do que era em 1911 (e essa é uma estimativa conservadora), e tal padrão é obtido trabalhando-se em média apenas dois terços do que se trabalhava em 1911 — 40 horas de trabalho por semana ao invés de 60. Assim, dois terços do trabalho realizado em 1911 hoje consegue adquirir dinheiro suficiente para comprar 10 vezes a quantidade de bens. Ou, colocando de outra forma, um simples décimo daqueles dois terços — ou 6,66% — é hoje suficiente para comprar bens equivalentes ao padrão de vida médio de 1911. Isso significa que, na média, graças à ganância de empreendedores e capitalistas, houve, desde 1911, uma queda nos preços reais da ordem de 93,33%!

Apenas este fato já deveria servir para demonstrar que o capitalismo de livre mercado — o capitalismo laissez-faire — é o sistema econômico mais ético e moral que existe. Ele é a materialização das liberdades individuais e da busca pelo interesse próprio. Ele resulta no progressivo aumento no bem-estar material de todos, algo que se manifesta no aumento das expectativas de vida e no contínuo aprimoramento do padrão de vida das pessoas.

O papel dos ricos capitalistas na melhora do nosso bem-estar

Os atuais protestos contra os ricos, contra os lucros das grandes empresas e contra a ganância partem do velho princípio marxista de que uma pequena fatia de abastados vive à custa da exploração da esmagadora maioria da população mundial. Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência. Nesse caso, os protestos mereceriam o apoio de todos os pró-capitalistas. No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido os ricos, os lucros e a ganância de forma geral.

A óbvia solução apresentada é que a população explorada — a esmagadora maioria da população mundial — confisque a riqueza da ínfima minoria abastada e a utilize para seu beneficio próprio ao invés de permitir que ela continue sendo utilizada para o benefício dessa ínfima minoria, que é supostamente formada por indignos e gananciosos capitalistas exploradores. Em outras palavras, o programa implícito por trás das atuais manifestações é o socialismo e a redistribuição de riqueza.

Deixando de lado as hipérboles utilizadas nos protestos, é verdade que uma relativamente pequena minoria da população de fato detém uma excepcionalmente grande fatia da riqueza da economia. Mas o que os manifestantes não percebem é que a riqueza dessa ínfima minoria é exatamente o que fornece o padrão de vida da esmagadora maioria.

Os manifestantes não se dão conta disso porque veem o mundo através de uma lente intelectual totalmente inapropriada para a vida sob o capitalismo e sua economia de mercado. Eles veem um mundo — que ainda existe em alguns lugares atrasados, e que era prevalecente há alguns séculos — povoado de famílias autossuficientes que vivem da agricultura de subsistência, cada uma produzindo para consumo próprio, sem nenhuma ligação com um mercado de compra e venda de bens e serviços.

Em tal mundo, quando alguém vê uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais de carga, e pergunta a quem tais meios de produção servem, a resposta é "ao agricultor e sua família, e a ninguém mais". Neste mundo, à exceção de algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuem meios de produção não podem se beneficiar dos meios de produção existentes, a menos que eles próprios de alguma maneira também se tornem proprietários de meios de produção. Eles não podem se beneficiar dos meios de produção de terceiros, a menos que herdem-nos ou confisquem-nos.

No mundo dos manifestantes, os meios de produção possuem essencialmente a mesma característica de bens de consumo, os quais, em regra, beneficiam apenas os seus proprietários. Justamente por seguirem esta mesma visão de mundo, aqueles que compartilham da mesma mentalidade dos manifestantes tipicamente imaginam os capitalistas como homens obesos, cujos pratos estão repletos de comida enquanto as massas de assalariados têm de viver à beira da fome. De acordo com essa mentalidade, a redistribuição de riqueza é simplesmente uma questão retirar a comida do prato transbordante dos capitalistas e redistribuí-la para os trabalhadores esfomeados.

Porém, ao contrário de tais crenças, no mundo moderno em que realmente vivemos, a riqueza dos capitalistas simplesmente não está na forma de bens de consumos, pelo menos não de maneira significativa. Não apenas ela está predominantemente na forma de meios de produção, como também esses meios de produção estão empregados na produção de bens e serviços que são vendidos no mercado. Em total antagonismo às condições das famílias agrárias autossuficientes, os beneficiários dos meios de produção dos capitalistas são todos os membros do público consumidor em geral, que compram os produtos dos capitalistas.

Por exemplo, sem ser dono de uma única ação de alguma grande montadora (GM, Daimler, Ford, BMW, Scania, VW, Toyota, Volvo) ou de alguma petrolífera (Exxon Mobil, BP, Shell, Chevron), qualquer pessoa em uma economia capitalista que compre os produtos destas empresas se beneficia de seus meios de produção: o comprador de um automóvel Volvo se beneficia da fábrica da Volvo que produziu aquele automóvel; o comprador da gasolina da Shell se beneficia de seus poços petrolíferos, oleodutos e caminhões-tanque. Adicionalmente, também se beneficiam destes meios de produção todas aquelas pessoas que compram produtos de clientes da Volvo ou da Shell, desde que tais meios de produção indiretamente contribuam para os produtos destes seus clientes. Por exemplo, os clientes dos supermercados cujos produtos foram entregues em caminhões feitos pela Volvo ou abastecidos com diesel produzido nas refinarias da Shell se beneficiam da existência da fábrica de caminhões da Volvo e das refinarias da Shell. Mesmo aqueles que compram produtos dos concorrentes da Volvo e da Shell, ou dos clientes destes concorrentes, também se beneficiam da existência dos meios de produção da Volvo e da Shell. Isso porque os meios de produção da Volvo e da Shell resultam em uma oferta mais abundante — e, logo, mais barata — dos bens que os concorrentes vendem.

Em outras palavras, todos nós, 100% de nós, nos beneficiamos da riqueza dos odiados capitalistas. Nós nos beneficiamos sem que nós mesmos tenhamos de ser capitalistas. Os críticos do capitalismo são literalmente mantidos vivos em decorrência da riqueza dos capitalistas que eles odeiam. Como demonstrado, os campos de petróleo e os oleodutos das odiadas corporações petrolíferas fornecem o combustível que movimentam os tratores e os caminhões que são essenciais para a produção e a distribuição de comida que os críticos comem. Os manifestantes atuais e todos os outros que têm ódio dos capitalistas simplesmente odeiam os alicerces de sua própria existência.

O benefício que os meios de produção dos capitalistas trazem aos não-proprietários dos meios de produção se estendem não apenas aos compradores dos produtos fabricados por esses meios de produção, mas também aos vendedores da mão-de-obra que é empregada para trabalhar com esses meios de produção. A riqueza dos capitalistas, em outras palavras, é a fonte tanto da oferta de produtos que os não-proprietários dos meios de produção compram, como também da demanda pela mão-de-obra que os não-proprietários dos meios de produção vendem. Donde se conclui que, quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra. Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos. Nada pode ser mais benéfico para o interesse próprio do cidadão comum do que viver em uma sociedade repleta de capitalistas multibilionários e suas grandes empresas, todos ocupados utilizando sua vasta riqueza para produzir bens que este cidadão irá comprar e para disputar a mão-de-obra que ele irá vender.

Não obstante tudo isso, o críticos do capitalismo desejam um mundo no qual os capitalistas bilionários e suas grandes empresas foram completamente banidos e substituídos por pequenos e pobres produtores, que não seriam significativamente mais ricos do que eles próprios, os críticos — o que significa que todos seriam pobres. Eles creem que em um mundo com tais produtores, produtores que não possuem o capital necessário para produzir quase nada, muito menos para conduzir a produção em massa dos produtos tecnologicamente avançados do capitalismo moderno, eles irão de alguma forma estar economicamente em melhor situação do que estão hoje. Obviamente, tais críticos e manifestantes não poderiam estar mais iludidos.

Além de não perceberem que a riqueza dessa ínfima minoria é o pilar do padrão de vida da esmagadora maioria, o que os críticos e manifestantes também não percebem é que a "ganância" daqueles que se esforçam para fazer parte da ínfima minoria — ou que se esforçam para ampliar sua posição dentro dela — é o que faz com que o padrão de vida da esmagadora maioria seja progressivamente aumentado.

A ironia fatal que está destruindo os EUA

A estagnação e o declínio econômico, os problemas do desemprego em massa e a crescente pobreza observada nos EUA nos últimos anos são o resultado de violações da liberdade individual e da busca pelo interesse próprio. O governo emaranhou o sistema econômico em uma crescente teia de regras e regulamentações paralisantes que proíbem a produção de bens e serviços que as pessoas querem consumir, e ao mesmo tempo obrigam a produção de bens e serviços que as pessoas não querem, fazendo com que a produção de praticamente tudo seja muito mais cara do que deveria ser. Por exemplo, proibições na produção de energia atômica, petróleo, carvão e gás natural encarecem o custo da energia; e com menos energia disponível para ser empregada na produção, a mão-de-obra humana tem de ser utilizada mais intensamente para produzir uma dada quantidade de bens. Isso resulta em menos bens disponíveis na economia, o que afeta a remuneração de todos os assalariados.

Gastos governamentais descontrolados e seus concomitantes déficits orçamentários, em conjunto com altos impostos sobre a renda, sobre a propriedade e sobre ganhos de capital, todos incidentes sobre fundos que caso contrário teriam sido amplamente poupados e investidos, destroem o capital do sistema econômico. Desta forma, eles impedem o aumento tanto na oferta de bens quanto na demanda por mão-de-obra, algo que mais capital nas mãos das empresas teria gerado.

E há as inúmeras e crescentes regulamentações que aumentam o custo da produção, reduzem sua eficiência e impedem novas acumulações da capital. E houve também a formação e o estouro de duas bolhas, a do mercado de ações e a imobiliária, ambas geradas pela expansão de crédito orquestrada pelo Banco Central americano e que amplificaram o consumo de capital da economia. Trilhões de dólares em capital foram destruídos.

Toda essa destruição de capital afeta a capacidade das empresas de produzir e empregar mão-de-obra. É essa perda de capital que é responsável pelo atual problema do desemprego em massa.

No entanto, não obstante toda essa maciça destruição de capital, o problema do desemprego pode ser eliminado. Porém, devido a essa perda de capital, para que tal problema seja resolvido seria necessária uma redução nos salários. Essa redução, entretanto, foi praticamente tornada ilegal em decorrência da existência de leis de salário mínimo e legislações sindicais. Tais leis impedem que os empregadores ofereçam salários menores, aos quais os desempregados estariam reempregados.

Consequentemente, por mais irônico que seja, o fato é que praticamente todos os problemas dos quais os intelectuais, os críticos do capitalismo e os manifestantes reclamam são resultado justamente da implementação de políticas que eles apóiam e nas quais eles fervorosamente acreditam. É essa mentalidade, o marxismo incrustado nela, e as políticas governamentais resultantes, que são responsáveis por tudo aquilo de que estão reclamando. Os críticos e os manifestantes estão, com efeito, na posição de autoflagelantes involuntários. Eles estão se chicoteando e, como bálsamo para suas feridas, exigem ainda mais chicotadas e algemas. Eles não veem isso porque não aprenderam a fazer a correlação entre fenômenos básicos. Eles não entendem que, ao violarem a liberdade de empreendedores e capitalistas, e ao confiscarem e consumirem suas riquezas — isto é, ao utilizarem armas de constrangimento físico e mental contra esse pequeno e odiado grupo —, eles estão destruindo as bases de seu próprio bem-estar.

Por mais que os críticos do capitalismo mereçam sofrer em decorrência dos danos causados pela aplicação de suas próprias ideias, seria muito melhor se eles acordassem para o mundo moderno e passassem finalmente a entender a verdadeira natureza do capitalismo, e então direcionassem sua ira aos alvos que realmente merecem recebê-la. Caso fizessem isso, eles poderiam, aí sim, trazer alguma contribuição real para o bem-estar econômico, inclusive o deles próprios.

George Reisman Ph.D. é o autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: http://www.capitalism.net/. Seu blog http://www.georgereisman.com/blog/.
Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque



[3]
[...]Inveja

Trata-se de uma palavra que raramente se ouve hoje em dia. Inveja não é a mesma coisa que ciúme. O ciúme é meramente um desejo de usufruir a mesma propriedade e status de uma outra pessoa. Já a inveja significa o desejo de se prejudicar alguém unicamente porque esse alguém possui alguma qualidade, virtude ou bem que você não tem. É o desejo de destruir o sucesso ou a felicidade de outra pessoa.

No mundo atual, vemos reiteradas cantilenas raivosas contra os ricos, seguidas de irados apelos para que o governo aumente a tributação sobre eles, confiscando assim boa parte daquilo que conseguiram por mérito próprio e por meio de seu esforço pessoal. Isso nada mais é do que a inveja dos incapazes sendo despejada sobre aquelas pessoas que eles, os invejosos, no íntimo sabem serem melhores do que eles próprios. E as políticas assistencialistas e redistributivistas nada mais são do que a inveja em ação.

Algumas pessoas até mesmo dizem que o que realmente importa nas políticas de redistribuição de renda não é o estado ajudar os pobres mas sim prejudicar os ricos. O mesmo raciocínio se aplica para o imposto sobre a herança, o qual arrecada relativamente muito pouco, mas faz um enorme estrago sobre pretensas dinastias familiares.

Quantos discursos feitos por políticos contra empresas, contra os ricos e contra a classe empreendedorial você já ouviu? Quantos deles são guiados puramente por esse pecado capital? Certamente quase todos. Além do confisco direto da renda, políticas antitruste que visam a destruir um determinado empreendimento simplesmente porque ele se tornou grande e bem sucedido também são resultado da inveja.

Intelectuais mais honestos costumam dizer que não há nada de errado com a inveja, pois, como eles corretamente concluem, a inveja fornece as bases para boa parte das modernas políticas públicas...

Ainda assim, trata-se de um pecado capital. E um com o potencial de destruir toda uma sociedade caso sua expansão não seja completamente contida. E em nenhum outro lugar ele é mais implacavelmente difundido e generalizado do que dentro da cultura do próprio estado, que condena de todas as formas o sucesso empreendedorial e pessoal, e abomina o mérito e o esforço próprio. [...]

Lew Rockwell
é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.
Tradução de Leandro Roque



[1][2]
Pela abolição do salário mínimo
por Hans F. Sennholz, quinta-feira, 8 de maio de 2008

Boas intenções, quando guiadas por equívocos e ignorância, podem ter conseqüências indesejáveis. E não existe melhor exemplo para esse caso do que a legislação do salário mínimo.

Sua intenção é aumentar os salários e melhorar as condições de vida dos trabalhadores pobres, mas o que a legislação realmente faz é condenar muitos ao desemprego crônico. Um salário mínimo pré-fixado pelo governo aumenta forçosamente o custo da mão-de-obra inexperiente e sem prática, mantendo-a assim fora do mercado de trabalho. No entanto, muitos políticos que não são donos e/ou administradores de negócios - e que, portanto, não empregam essa mão-de-obra — nunca se cansam de lamentar e deplorar os baixos salários, e sempre prometem que vão aumentar o salário mínimo pela força da lei e através de novas regulamentações.

O salário mínimo oficialmente determinado pelo governo federal atualmente é de $5,15 por hora; mas o valor real é muito maior. Nenhum empregador pode negligenciar os benefícios adicionais obrigatórios que ele é forçado a pagar além do salário mínimo. Ele tem que pagar os impostos relativos à Previdência Social, as taxas relativas ao seguro-desemprego, as indenizações trabalhistas, o FGTS e as férias remuneradas.

Em algumas indústrias, os benefícios pagos a trabalhadores acidentados ou incapacitados chegam a mais da metade dos salários pagos. E se o empregador tiver que arcar com os custos do seguro-saúde de seus funcionários, os custos trabalhistas podem chegar ao dobro do salário mínimo. Se os zelosos congressistas tiverem sucesso em aumentar o salário mínimo em dois ou três dólares a hora, muitos jovens estarão condenados ao desemprego permanente.

A taxa de desemprego tende a ser diretamente proporcional aos excessivos encargos trabalhistas sobre a produtividade. Muitos países europeus que têm salários mínimos oficiais maiores que $10/hora apresentam uma taxa de desemprego de dois dígitos, mesmo com os governos gastando maciçamente em projetos desnecessários, que têm o único intuito de gerar empregos temporários. Algumas vítimas prontamente cedem ao seu destino e se entregam de bom grado a uma vida indolente e ociosa, apenas tentando manter sua subsistência. Muitos outros aprendem a trabalhar no mercado negro, onde bens são produzidos e serviços são prestados violando-se as leis de salário mínimo e outros controles e regulamentações. Mas a maioria das vítimas são jovens que têm pouco treino e experiência, e que tendem a reagir furiosa e violentamente. A taxa de desemprego desse grupo chega a ser de múltiplos da taxa oficial. E se a sociedade for dividida etnicamente, a experiência e a produtividade dos mais jovens podem ser ainda mais baixas e sua taxa de desemprego pode chegar perto dos 100 por cento. Tal situação trabalhista é traduzida em ódio e fúria, o que não apenas leva a altas taxas de criminalidade, mas que também pode se transformar, a qualquer momento, em manifestações violentas produzidas por uma turba de jovens desempregados. Os distúrbios ocorridos em Paris em 2005 se assemelham claramente aos distúrbios promovidos por desempregados americanos em Watts (um distrito de Los Angeles) em 1965, em São Francisco, em 1966, em Detroit e Baltimore, em 1967, em Chicago e Cleveland, em 1968, e em Los Angeles, em 1992.

A situação é mais perigosa e explosiva em cidades e estados que têm salários mínimos muitos maiores do que aquele determinado pelo governo federal. A legislação do salário mínimo começou nos estados muito antes do surgimento do New Deal, que transformou o governo federal no principal regulador e legislador trabalhista. Após isso, os governos estaduais alegremente deram continuidade a essa marcha rumo ao aumento dos custos trabalhistas. E hoje, as taxas de desemprego estaduais tendem a indicar a força política do movimento pró-aumento do salário mínimo.

Poucos economistas têm a coragem de apontar para a regulação e a legislação trabalhista como sendo a real causa do desemprego em massa. Os poucos que reúnem a coragem de fazê-lo podem até enfatizar a infinita demanda por trabalho que haveria caso as regulamentações sumissem, mas raramente atentam para o fato de que os custos dessa mão-de-obra acabam por determinar limites para a demanda. Poucos empregadores — se algum — propositadamente comprariam uma mão-de-obra que custe mais do que produza, assim como muitos trabalhadores provavelmente não irão comprar bens de consumo que, no seu julgamento, custem mais do que realmente valham. Ainda assim, economistas que ousam apontar para a regulação e a legislação trabalhista como causas importantes do desemprego em massa são criticados, denunciados, condenados, vilipendiados e acusados de ser agentes insensíveis e inescrupulosos a soldo de empregadores gananciosos.

Políticos podem ganhar aplausos e vencer eleições com inúmeras promessas salariais e outras garantias, não importando quão irrealistas elas sejam. Alguns políticos indubitavelmente são maquiavélicos que estão totalmente a par das conseqüências nefastas de tais políticas, mas continuam a prometê-las na esperança de angariar votos. Eles podem prometer novos programas de emprego, como obras públicas, serviços públicos, associações juvenis de bairro, programas educacionais e vocacionais, e outras associações benéficas. Alguns políticos podem ser cândidos e sinceros, mas não podem ser levados a sério quando se analisa suas propostas econômicas. Eles estão completamente por fora dos inexoráveis princípios econômicos, mas são muito eloqüentes em todas as questões de política e direito. De olho nos desejos e necessidades de trabalhadores e famílias que vivem com um salário mínimo, eles apostam tudo em regulamentações e leis econômicas infundadas; e, principalmente, no poder do estado em aplicá-las.

Aliviar o desemprego causado por um salário mínimo decretado arbitrariamente significa restaurar a liberdade no mercado de trabalho; isso permitiria que o custo da mão-de-obra se reajustasse à sua produtividade, e ofereceria emprego a cada jovem — homem e mulher - disposto e pronto para trabalhar. Um mercado de trabalho livre iria receber com agrado pessoas jovens, o que não apenas iria estimular e restaurar o espírito do trabalho, mas também iria aperfeiçoar as habilidades laborais e o conhecimento prático. A produtividade dos jovens logo iria aumentar e superar o preocupante baixo nível em que se encontra atualmente, e que está condenando milhões ao ócio. A liberdade tem milhões de encantos, mesmo no mercado de trabalho.

Hans F. Sennholz (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos. Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou. Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997. Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.
Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque



Salário mínimo, estupidez máxima
por Peter Schiff, sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em um livre mercado, a demanda sempre será em função do preço: quanto maior o preço, menor a demanda. O que é surpreendente para a maioria dos políticos é que essas regras valem igualmente tanto para os preços quanto para os salários. Quando os empregadores avaliam suas necessidades de capital e mão-de-obra, o custo é um fator primordial. Quando o custo de se contratar mão-de-obra pouco qualificada aumenta, vários empregos serão liquidados. Não obstante tudo isso, aumentos do salário mínimo sempre são vistos como um ato de benevolência governamental. Nada poderia estar mais distante da verdade.

Quando algum encanamento da nossa casa entope, qual o procedimento padrão que normalmente seguimos? Fazemos um levantamento de preços com vários bombeiros hidráulicos e contratamos aquele que tem o melhor preço. Se todos os preços forem altos, a maioria de nós irá preferir pegar uma chave inglesa e uma soda cáustica, e fazer o serviço por conta própria. O mercado de trabalho funciona da mesma forma. Antes de contratar outro empregado, o empregador precisa estar certo de que esse novo empregado irá trazer um acréscimo de produtividade que exceda esse custo suplementar (o qual inclui não apenas o salário, mas todos os encargos sociais e trabalhistas.) [Para ver os números do Brasil, clique aqui].

Assim, se um trabalhador pouco qualificado for capaz de contribuir com apenas $6 por hora em termos de aumento de produtividade, tal indivíduo estará desempregado caso o salário mínimo seja fixado em $7,25 a hora.

Os trabalhadores pouco qualificados precisam lutar pelo dinheiro do empregador. E para isso eles têm de disputar tanto com os trabalhadores qualificados quanto com o capital (o maquinário). Por exemplo, se um trabalhador qualificado cobra $14 a hora para fazer um serviço que dois trabalhadores menos qualificados cobram $6,50 cada, seria economicamente sensato um empregador contratar a mão-de-obra menos qualificada. Entretanto, se o governo aumentar o salário mínimo para $7,25 a hora, esses trabalhadores menos qualificados serão "precificados para fora" do mercado de trabalho.

É exatamente por causa dessa dinâmica que os sindicatos são ferrenhos defensores das leis do salário mínimo. Embora nenhum de seus membros receba o salário mínimo, a lei ajuda a protegê-los da concorrência dos trabalhadores menos qualificados. (Sindicato nada mais é do que isso: um cartel protegido pelo estado e que expulsa do mercado de trabalho aqueles trabalhadores menos qualificados - ao mesmo tempo em que utiliza a retórica da proteção aos desfavorecidos.)

Os empregadores também têm a opção de empregar máquinas ao invés de pessoas. Por exemplo, um empregador pode contratar uma recepcionista ou investir em um sistema de atendimento automatizado. Ele fará o que for menos custoso. Assim, da próxima vez que você estiver gritando obscenidades ao telefone enquanto tenta dialogar com um computador, você já sabe em quem colocar a culpa por sua frustração.

Há vários outros exemplos de empregadores que substituem a mão-de-obra humana pelo maquinário simplesmente porque o salário mínimo deixou os trabalhadores menos qualificados pouco competitivos. Por exemplo, nos aeroportos, os carregadores de mala foram substituídos pelos carrinhos de mão (embora aqueles ainda existam informalmente). A principal razão por que os restaurantes fast-food utilizam pratos de papel e utensílios de plástico é para não ter de contratar pessoas para lavá-los.

Como resultado, muitos daqueles trabalhos que exigiam pouca qualificação e que costumavam ser o primeiro degrau da escada do mercado de trabalho foram exterminados do mercado. Você consegue se lembrar da última vez que um lanterninha o conduziu até seu assento em um cinema escuro? Qual foi a última vez que alguém - além do indivíduo que fica no caixa - não apenas empacotou suas compras no supermercado, mas também as levou até seu carro? Por falar nisso, não demorará muito para que os próprios caixas sejam "precificados para fora" do mercado e substituídos por scanners automáticos, fazendo com que você tenha de empacotar suas comprar sem qualquer ajuda. Você pode até ser capaz disso, mas e as pessoas de mais idade?

O desaparecimento desses empregos traz consequências econômicas e sociais mais amplas. Os primeiros empregos que conseguimos são um meio de aperfeiçoarmos nossas habilidades, de modo que trabalhadores menos habilidosos possam adquirir experiência e, com isso, oferecer maior produtividade para seus empregadores atuais ou futuros. À medida que suas habilidades aumentam, o mesmo ocorre com sua capacidade de obter salários maiores. Entretanto, remova o degrau mais baixo da escada do mercado de trabalho e muitos nunca mais terão a chance de subir nela.

Portanto, quando você mesmo tiver de abastecer seu carro em um posto sob chuva, não pense apenas naquele adolescente que poderia estar fazendo isso pra você; pense também no mecânico que ele poderia ter se tornado, caso as leis do salário mínimo não lhe tivessem negado um emprego. Vários mecânicos de automóveis aprenderam segredos de seu ofício quando trabalhavam como frentistas. Entre uma abastecida, uma lavagem e uma calibragem de pneus, eles passavam boa parte de seu tempo auxiliando os mecânicos e aprendendo com eles. Isso vai acabar.

Como o salário mínimo impede que muitos jovens (inclusive um número desproporcional de minorias) consigam empregos básicos, eles nunca poderão desenvolver as habilidades necessárias para aspirar a empregos que paguem melhores salários. Como consequência, vários recorrem à criminalidade, enquanto outros recorrem ao assistencialismo governamental.

Defensores do salário mínimo argumentam que é impossível sustentar uma família quando se vive apenas com um salário mínimo. Sim, é verdade. Mas isso é totalmente irrelevante, pois os empregos que pagam salário mínimo não foram feitos para sustentar uma família.

O certo seria que as pessoas optassem por não iniciar uma família até que estivessem ganhando o suficiente para sustentá-las. Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família. Será que alguém realmente acha que um adolescente que trabalha como entregador de jornal deveria ganhar um salário capaz de sustentar uma família?

A única maneira de se aumentar salários é aumentando a produtividade. Se os salários pudessem ser aumentados simplesmente por decreto governamental, poderíamos determinar o salário mínimo em $10.000 por mês e todos os problemas estariam resolvidos. Já deve estar claro para todos que, nesse nível, a maioria da população perderia seus empregos, e a mão-de-obra remanescente seria tão cara que os preços dos bens e serviços iriam disparar. Este é exatamente o fardo que as leis de salário mínimo impõem aos trabalhadores pobres e pouco qualificados - e, em última instância, a todos os consumidores.
Dado que nossos líderes não conseguem compreender sequer este simples conceito econômico, por que ainda há pessoas que acreditam que eles irão solucionar os problemas econômicos bem mais complicados que nos assombram atualmente?

Peter Schiff é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets, Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes. Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico. Veja o vídeo. Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana -- com legendas em português
Tradução de Leandro Roque



A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário
por George Reisman, terça-feira, 6 de março de 2012

A doutrina marxista sobre o suposto poder arbitrário dos empregadores em relação à determinação dos salários parece plausível à primeira vista porque ela se baseia em dois fatos óbvios, fatos que não realmente a sustentam, mas que de fato parecem ampará-la. Estes fatos podem ser descritos como a "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador". O trabalhador comum tem de trabalhar para poder se sustentar, e ele tem de encontrar trabalho em um período de tempo razoavelmente rápido, pois sua poupança não é capaz de sustentá-lo por muito tempo. E, se necessário — caso não houvesse alternativa —, ele estaria disposto a trabalhar em troca apenas de um mínimo de subsistência física. Ao mesmo tempo, o interesse próprio (o egoísmo) faz com que os empregadores, assim como quaisquer outros consumidores, prefiram pagar menos a pagar mais — pagar salários mais baixos a salários mais altos.

As pessoas juntam estes dois fatos e deles concluem que, se os empregadores possuíssem plena liberdade, os salários seriam continuamente reduzidos em decorrência do grande poder do egoísmo dos empregadores — como um enorme êmbolo comprimindo ar dentro de uma seringa — e que nenhuma resistência seria oferecida contra esta queda nos salários até o ponto em que a subsistência mínima fosse atingida. Apenas neste ponto, afirma-se, os trabalhadores se recusariam a trabalhar, pois a fome sem o esforço do trabalho seria preferível à fome misturada ao esforço do trabalho.

O que precisa ser definitivamente compreendido é que, embora seja verdade que os trabalhadores, caso fosse necessário, estariam dispostos a trabalhar em troca da subsistência mínima, e que o egoísmo faz com que os empregadores prefiram pagar menos a mais, ambos estes fatos são irrelevantes para a determinação dos salários que os trabalhadores de fato têm de aceitar no mercado de trabalho.

Comecemos com a questão da "necessidade do trabalhador". Para entender por que a disposição de um trabalhador trabalhar em troca apenas de sua subsistência é totalmente irrelevante para o salário pelo qual ele de fato trabalha, considere o exemplo análogo do proprietário de um carro que decide aceitar uma proposta de emprego para o qual ele teria de morar no centro de uma metrópole. Se ele não pode bancar os, digamos, $1.500 por mês para pagar o custo de manter seu carro em um estacionamento, e se ele não pode dedicar vários minutos do seu dia, o equivalente a alguma horas de trabalho na semana, dirigindo à procura de uma vaga na rua, ele estaria disposto, caso não encontrasse nenhuma oferta melhor, a dar seu carro para outra pessoa de graça — com efeito, a pagar para que alguém o adquirisse. No entanto, o fato de ele estar disposto a fazer isso é totalmente irrelevante para o preço que ele de fato irá aceitar pelo seu carro. Este preço será determinado de acordo com a utilidade e a escassez dos carros usados — pela oferta e demanda de tais carros. Com efeito, enquanto o número de carros usados à venda permanecer constante, e a demanda por carros usados também, não fará nenhuma diferença caso todos os vendedores de carros usados estivessem dispostos a dar de graça seus carros, ou dispostos até mesmo a pagar para que levassem seu carro. Nenhum deles teria realmente de aceitar um preço zero ou um preço negativo ou qualquer preço que fosse significativamente diferente do preço que ele de fato poderia receber atualmente.

Este ponto é ilustrado em termos do simples diagrama de oferta e demanda apresentado na figura abaixo.

[Imagem: grafico1.jpg]


O eixo vertical P denota o preço dos carros usados O eixo horizontal Q denota a quantidade de carros usados que os vendedores estão dispostos a vender e que os compradores dispostos a comprar a um dado preço qualquer. A disposição dos vendedores em vender uma determinada quantidade de carros usados a qualquer preço de zero para cima (ou, com efeito, desde menos de zero, que representaria o custo de pagar para que alguém levasse seus carros) é representado por uma linha vertical S que cruza esta quantidade. A linha vertical SS denota o fato de que os vendedores estão dispostos a vender a quantidade específica A de carros usados a qualquer preço começando desde menos de zero até o tanto que conseguirem obter pelos seus carros. O fato de eles estarem dispostos a vender por zero ou por um preço negativo absolutamente nada tem a ver com o preço que eles de fato obtêm, o qual, neste caso, é o extremamente positivo P1. O real preço que eles recebem é determinado pela limitação da oferta de carros usados em conjunto com a demanda por carros usados.

Na figura 14—1 está determinado o ponto E, o qual representa a interseção da linha vertical de oferta com a curva de demanda. O preço que corresponde à junção entre oferta e demanda é P1. O fato de todos os vendedores estarem dispostos, se necessário, a aceitar um preço menor do que P1 é, como dito, simplesmente irrelevante para o preço que eles de fato irão aceitar. O preço que os vendedores recebem em uma situação deste tipo não é determinado pelos termos em que eles estão dispostos a vender. Antes, ele é determinado pela concorrência entre os compradores pela limitada oferta colocada à venda. (Este, é claro, é o tipo de exemplo que Böhm-Bawerk tinha em mente quando declarou que o "o preço é na realidade limitado e determinado exclusivamente pelas valorações feitas pelos compradores."[1])

Essencialmente o mesmo diagrama, agora na figura 14—2, descreve a mesma situação para a mão-de-obra. Em vez de mostrar o preço, o eixo vertical agora denota o salário W. Em vez da linha de oferta de mão-de-obra ser vertical até o ponto em que os vendedores de mão-de-obra estão dispostos a pagar para se livrar de seus bens, supõe-se que absolutamente nenhuma oferta de mão-de-obra é oferecida abaixo do ponto de "subsistência mínima" M. Isto é descrito por uma linha horizontal traçada desde M e paralela ao eixo horizontal. Desta forma, a curva de oferta neste caso possui uma porção horizontal em um valor de "subsistência mínima" antes de se tornar vertical. Estas são as únicas diferenças entre as figuras 14—1 e 14—2.

A figura 14—2 deixa claro que o fato de os trabalhadores estarem dispostos a trabalhar em troca de um salário tão ínfimo como o da subsistência mínima é tão irrelevante para os salários que eles de fato acabam recebendo quanto o fato, no exemplo anterior, de os vendedores de carros usados estarem dispostos a dá-los de graça ou até mesmo a pagar para que alguém os leve. Afinal, ainda que os trabalhadores estivessem dispostos a trabalhar em troca da subsistência mínima, o salário que eles de fato obtêm sob as condições de mercado vigentes é incomparavelmente maior que W1, o que é demonstrado pela interseção — novamente no ponto E — da demanda por mão-de-obra com a limitada oferta de mão-de-obra denotada pelo ponto A no eixo horizontal. Exatamente como o valor dos carros usados, ou o valor de qualquer bem cuja oferta seja uma quantidade limitada, o valor da mão-de-obra é determinado de acordo com sua utilidade e escassez, pela demanda e pela oferta — mais especificamente, pela concorrência entre os compradores desta oferta limitada —, e não por qualquer tipo de custo de produção, muito menos por algum "custo de produção da mão-de-obra."

Tal raciocínio também ajuda a entender por que a "ganância do empregador" é, assim como a "necessidade do trabalhador" totalmente irrelevante para a determinação dos salários. Isto se torna claro tão logo pensemos no real egoísmo dos compradores. Imaginemos, por exemplo, um leilão de obras de arte. Imagine que haja duas pessoas presentes neste leilão, ambas querendo a mesma pintura. Uma destas pessoas, o senhor Beltrão, está disposto a oferecer uma quantia de até $2.000 pela pintura. O outro, o senhor Chiocca, está disposto a oferecer não mais do que $1.000.

É claro que o senhor Beltrão não quer gastar $2.000 na pintura. Esta cifra representa apenas o teto da quantia total que ele está disposto a oferecer. Ele preferiria muito mais obter a pintura por somente $200 ou, melhor ainda, por apenas $20 ou, muito melhor, de graça. O que deve ser levado em conta aqui é exatamente qual a oferta mínima que o egoísmo racional do senhor Beltrão permitirá que ele ofereça. Seria, por exemplo, do interesse do senhor Beltrão insistir em um lance de apenas $20, ou de apenas $200?

Evidentemente, a resposta para esta é pergunta é decididamente não. Isto porque se o senhor Beltrão insistir em um lance tão baixo, a inevitável consequência é que ele irá perder o leilão para o senhor Chiocca, que está disposto a oferecer mais do que $20 e mais do que $200. Com efeito, nas condições deste exemplo, o senhor Beltrão inevitavelmente perderá a pintura para o maior lance oferecido pelo senhor Chiocca caso ele insista em oferecer qualquer lance menor do que $1.000! Se o senhor Beltrão quiser obter a pintura, as condições exigem que ele oferte um lance maior do que $1.000, pois esta é a quantia que supera o lance potencial máximo do senhor Chiocca.

Este exemplo denota o princípio fundamental do real egoísmo dos compradores. Tal princípio é o de que um comprador racionalmente deseja pagar não o menor preço que ele imagina ser possível pagar, mas sim o menor preço que seja simultaneamente mais alto do que o preço máximo a ser oferecido por qualquer outro potencial comprador do bem em disputa — o qual, caso contrário, obteria o bem em seu lugar.

Princípio idêntico, obviamente, se aplica à determinação dos salários.

A única diferença entre o mercado de trabalho e o leilão de uma pintura é o número de unidades envolvidas. Em vez de uma só pintura com dois potenciais compradores, temos vários milhões de trabalhadores vendendo sua mão-de-obra e vários potenciais empregadores querendo a mão-de-obra de todos estes trabalhadores e de incontáveis milhões de outros trabalhadores. E é assim porque, da mesma forma como no exemplo do leilão de obras de arte, o fato indelével presente no mercado de trabalho é que a quantidade potencial de mão-de-obra demandada excede a oferta de mão-de-obra disponível. A quantidade potencial de mão-de-obra demandada sempre irá exceder, em muito, a quantidade de trabalho que os trabalhadores são capazes de — e muito menos estão dispostos a — realizar.

A mão-de-obra, nunca é demais recordar, é um bem escasso. É o bem mais fundamentalmente útil e escasso do sistema econômico: praticamente qualquer outro bem que seja útil é produto da mão-de-obra e possui oferta limitada unicamente em decorrência de nossa falta de capacidade ou de vontade de despender mais mão-de-obra para produzir uma maior quantidade deste bem. (Isto, obviamente, inclui matérias-primas, que sempre poderão ser produzidas em maior quantidade caso mais mão-de-obra seja direcionada para a uma mais intensiva exploração de terras e depósitos minerais que já estão sendo utilizadas em linhas de produção, ou direcionando mais mão-de-obra para a exploração de terras e depósitos minerais ainda não explorados).

Para todos os propósitos práticos, não há limites às nossas necessidades e aos nossos desejos por mais bens — ou, por esta razão, não há limites ao trabalho necessário para produzi-los. Ao termos, por exemplo, uma necessidade e um desejo de sermos capazes de gastar uma quantia cinco ou dez vezes maior do que a que gastamos atualmente, temos uma necessidade e um desejo implícitos de realizar cinco ou dez vezes mais o trabalho que atualmente realizamos, pois isto é o que seria necessário — no atual estado de tecnologia e de produtividade da mão-de-obra — para nos suprirmos com tais aumentos na oferta de bens. Ademais, quase todos nós gostaríamos de receber os serviços pessoais integrais de pelo menos várias outras pessoas. Assim, em ambos os aspectos, a mão-de-obra é um bem escasso, pois a quantidade máxima de mão-de-obra disponível para satisfazer as necessidades e desejos de um indivíduo membro comum do sistema econômico jamais poderá exceder o trabalho de apenas uma pessoa, e, com efeito, na prática, está aquém desta quantidade por causa da existência de um grande número de pessoas, mais notavelmente crianças e idosos, que são incapazes de realizar um trabalho e que devem viver como dependentes do trabalho de terceiros.

A consequência de a mão-de-obra ser um bem escasso é que os salários em um livre mercado jamais poderão cair para um nível menor do que aquele que corresponde ao ponto de pleno emprego. Se isto ocorrer, a escassez de mão-de-obra começará a ser sentida, e qualquer redução adicional nos salários seria contra os próprios interesses dos empregadores, pois desta forma surgiria uma escassez de mão-de-obra. Logo, se de alguma forma os salários de fato caíssem para abaixo do nível correspondente ao pleno emprego, seria do interesse próprio dos empregadores voltar a elevá-los.

Estes fatos podem ser demonstrados no mesmo diagrama de oferta e demanda utilizado para mostrar a irrelevância, para a determinação salarial, do fato de os trabalhadores estarem dispostos a trabalhar pela sua mera subsistência. Assim, a figura 14—3 mostra que, se os salários estivessem abaixo do seu valor de equilíbrio de mercado W1, que ocorre no ponto de pleno emprego denotado por E — se, por exemplo, eles estivessem no nível inferior W2 —, haveria uma escassez de mão-de-obra. A quantidade de mão-de-obra demandada ao salário W2 é B. Mas a quantidade de mão-de-obra disponível — cujo emprego constitui o pleno emprego — é a menor quantidade A. Portanto, ao menor salário W2, a quantidade de mão-de-obra demandada, B, excede a oferta disponível, A, na quantidade ilustrada pela distância horizontal AB.

[Imagem: grafico2.jpg]


[Continua...]
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Ze_ninguém (05-09-2012)
05-09-2012, 10:37 AM (Resposta editada pela última vez em: 05-09-2012 10:38 AM por Pescada.)
Resposta: #17
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Marc, Muito boa sua TESE DE MESTRADO... rsrsrs ... Pena que não tenho tempo de ler... rsrsrs...

Prometo voltar no feriado e ler tudo!!!

Saia do "aquário"! Pense fora da "caixinha"...
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Sabonetes naturais pelo menor preço é na Tudo Saudável
05-09-2012, 12:26 PM
Resposta: #18
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Citar:Postado por Pescada
Marc, Muito boa sua TESE DE MESTRADO... rsrsrs ... Pena que não tenho tempo de ler... rsrsrs...

Prometo voltar no feriado e ler tudo!!!

Idem.


Marc, vc está de parabéns por compartilhar conosco esse seu amplo conhecimento. De onde você tirou tudo isso? Tu é professor?
Quando eu tiver mais tempo, vou ler o restante, porque vale muito a pena.

" Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. "
Edmund Burke.
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Pescada (05-09-2012)
06-09-2012, 01:27 PM
Resposta: #19
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
[...Continuação]

[Imagem: grafico2.jpg]


A escassez existe porque o salário mais baixo W2 permite aos empregadores bancar uma mão-de-obra que eles não conseguiriam bancar caso o salário fosse W1; ou permite àqueles empregadores que conseguiriam bancar alguma mão-de-obra ao nível salarial W1 bancar agora uma quantidade maior de mão-de-obra. Em qualquer que seja o grau que tais empregadores empregarão uma fatia da mão-de-obra que não conseguiriam empregar sob outras condições, esta mesma quantidade de mão-de-obra não mais estará disponível para outros empregadores, que estão dispostos a pagar o maior salário W1.

Pelo bem da simplicidade, podemos supor que, ao nível salarial artificial W2, toda a quantidade de mão-de-obra AB é empregada por empregadores que, em outros contextos salariais, não seriam capazes de empregar esta mão-de-obra. O efeito disso será deixar uma quantidade equivalentemente reduzida de mão-de-obra disponível para aqueles empregadores que poderiam arcar com o salário de mercado W1. A mão-de-obra disponível para estes empregadores será reduzida na quantidade AC, que é precisamente igual a AB. Tal é o inevitável resultado da existência de uma quantidade específica de mão-de-obra e de parte dela ser retirada do mercado por alguns empregadores em detrimento de outros empregadores. O que um grupo ganha, o outro tem necessariamente de perder. Assim, dado que os salários agora são W2 e não W1, os empregadores que seriam capazes de bancar os salários de mercado W1 e com isso seriam capazes de obter a quantidade total de mão-de-obra A irão agora empregar somente a menor fatia de mão-de-obra C, dado que um grande volume de mão-de-obra foi retirado do mercado por empregadores que dependem do salário artificialmente baixo W2.

Os empregadores que seriam capazes de bancar o salário de mercado W1 estão em situação idêntica à do ofertante do leilão de obras de arte que está prestes a ver a pintura que ele quer comprar ser leiloada para outro ofertante que não é capaz ou não está disposto a pagar o mesmo tanto que ele estava. A maneira de visualizar esta situação é imaginar que há dois grupos fazendo seus lances pela quantidade de mão-de-obra AB: um grupo está disposto a pagar o salário de mercado W1 ou até mesmo um valor maior — um valor tão alto quanto W3 — e o outro grupo está disposto a pagar somente um salário abaixo de W1 —, um salário que deve ser tão baixo quanto W2. Na figura 14—3, a posição destes dois grupos é indicada pelas duas zonas sobre a curva de demanda: uma zona superior HE e uma zona inferior EL. O salário W1 é um pré-requisito para que os empregadores da zona superior consigam superar os lances feitos pelos empregadores da zona inferior.

A questão é: seria do interesse próprio, seria do egoísmo racional daqueles empregadores dispostos a pagar um salário W1, ou um valor maior, perder a mão-de-obra que desejam para outros empregadores que não estão dispostos a pagar um salário tão alto quanto W1? A resposta óbvia é não. E a consequência é que se, de alguma forma, o salário caísse para abaixo de W1, o interesse próprio dos empregadores que estão dispostos a pagar W1 ou mais, e que corressem o risco de perder alguns de seus empregados caso eles não pagassem esta quantia, fará com que eles elevem o salário novamente para W1. O egoísmo dos empregadores, assim como o egoísmo racional de quaisquer outros compradores, não os leva a pagar o salário (preço) mais baixo que imaginam poder, mas sim o menor salário que seja simultaneamente mais alto do que o salário máximo a ser oferecido por quaisquer outros potenciais empregadores da mesma mão-de-obra e que não estão dispostos a pagar o mesmo tanto — e que, caso contrário, obteriam esta mão-de-obra em seu lugar.

O princípio de que é contra o interesse próprio dos empregadores permitir que os salários caiam até o ponto em que criem escassez de mão-de-obra é ilustrado pelas condições que prevalecem no mercado quando o governo impõe esta escassez em decorrência de uma política de controle de preços e salários. Em tais condições, os empregadores na realidade chegam a conspirar com os empregados para que ambos se esquivem dos controles e aumentem os salários. Eles o fazem por meio de medidas como a concessão de promoções artificiais, o que os permite elevar os salários ainda dentro das normas do controle de salários.

O pagamento de salários mais altos em meio a uma escassez de mão-de-obra serve ao egoísmo racional dos empregadores porque representa o meio necessário para se conseguir e manter a mão-de-obra que eles querem empregar. Ao fornecer lances mais altos que a concorrência, formada por outros potenciais empregadores, é possível atrair trabalhadores e, ao mesmo tempo, remover qualquer incentivo para que sua atual mão-de-obra queira mudar de emprego. Isto porque tal aumento elimina a demanda artificial por mão-de-obra da parte de empregadores que dependem de um salário abaixo do salário de mercado para conseguir pagar por mais mão-de-obra. Tal princípio é, como dito, idêntico ao princípio do ofertante que quer obter a pintura em um leilão aumentando o valor de seus lances para impedir que a pintura seja adquirida por outro ofertante não disposto a pagar o mesmo tanto que ele. Fazer um lance mais alto é do seu interesse próprio, pois derruba a concorrência. Sob condições de escassez de mão-de-obra, algo que necessariamente ocorre quando os salários ficam abaixo do nível correspondente ao pleno emprego, o pagamento de maiores salários fornece exatamente o mesmo benefício para os empregadores.

Tendo por base toda a discussão acima, já deve estar claro que os salários nominais médios não são determinados nem pelas necessidades dos trabalhadores e nem pela ganância dos empregadores, mas sim, basicamente pela quantidade de dinheiro no sistema econômico e, por conseguinte, por um lado, pela demanda agregada que tal dinheiro gera por mão-de-obra e, por outro, pelo número de trabalhadores dispostos a trabalhar — ou seja, pela razão entre demanda por mão-de-obra e oferta de mão-de-obra. Também já deve estar claro que, em um mercado de trabalho livre e desimpedido, os salários nominais não podem cair para abaixo do nível correspondente ao pleno emprego.

Por fim, vale lembrar que uma redução nos salários até o ponto de pleno emprego não implica uma queda no padrão de vida do trabalhador médio. Isto é, uma redução nos salários não implica nenhuma redução nos bens e serviços que ele pode realmente comprar com seu salário — o que seria uma redução em seu chamado salário real —, pois a eliminação do desemprego criada pela queda nos salários traria não apenas um maior volume de produção, como também uma redução nos custos de produção. E ambos estes fenômenos significam preços mais baixos para os bens de consumo. Com efeito, é muito provável que os salários reais na realidade aumentassem com a eliminação do desemprego, mesmo já no curto prazo, pois não apenas os preços cairiam o mesmo tanto, ou até mais, que os salários, como também o fardo de se fornecer auxílios aos desempregados seria eliminado, tendo como resultado o fato de que os salários líquidos cairiam menos do que os salários brutos e menos do que os preços.

Quando estes fatos são considerados, torna-se claro que, sempre que as condições de mercado requererem uma redução nos salários, tal redução levará a um aumento do padrão de vida do trabalhador médio, afastando-o do nível de subsistência, e não a uma redução em direção à subsistência.

[1] Ver Eugen von Böhm-Bawerk, Capital and Interest, 3 vols., traduzido para o inglês por George D. Huncke e Hans F. Sennholz (South Holland, Ill.: Libertarian Press, 1959), 2:245.

George Reisman Ph.D. é o autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: http://www.capitalism.net/. Seu blog http://www.georgereisman.com/blog/.
Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque
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27-02-2016, 12:24 PM
Resposta: #20
RE: Mulher mais rica do mundo pede redução do salário mínimo
Os economistas austríacos que refutaram Marx e sua tese de que o trabalho assalariado é exploração


[Imagem: workers.jpg]

Políticos adoram declarar publicamente que sabem qual é o valor do salário mínimo que qualquer trabalhador no país deveria receber.

Só não explicam como chegaram a esse valor e nem muito menos por que o valor escolhido não pode ser $1 maior ou menor.

Adicionalmente, todos eles têm uma certeza: empresários, empreendedores e capitalistas são exploradores sem coração que se aproveitam da mão-de-obra de alguns de seus trabalhadores não lhes pagando a "quantia justa" que seu trabalho genuinamente merece.

O que está por trás deste pensamento sobre o valor "razoável" ou "justo" do salário mínimo é o fantasma de um pensador que há muito tempo pensava-se que teria sido relegado à lata de lixo da história: Karl Marx (1818-1883).

A teoria do valor-trabalho de Marx para o valor de um trabalhador


A concepção de Marx a respeito da "escravidão salarial" injusta que os capitalistas e empreendedores impunham a seus trabalhadores tornou-se a premissa e o grito de guerra que resultaram nas revoluções comunistas do século XX, com toda a sua destruição e terror.

Marx insistia em que o "valor real" de qualquer bem produzido era determinado pela quantidade de trabalho empregado na sua fabricação.

Se a produção de um par de sapatos consome quatro horas de trabalho, e se são necessárias duas horas de trabalho para preparar e assar um bolo, então a "taxa de câmbio" justa entre essas duas mercadorias deveria ser a de um par de sapatos por dois bolos.

Dessa maneira, esses dois bens seriam trocados a uma taxa que representa quantidades comparáveis do tempo de trabalho gasto para produzi-los.

Se o trabalho de um operário produziu, digamos, três pares de sapatos durante uma jornada de trabalho de doze horas, então o trabalhador tem o justo direito à propriedade dos três pares de sapatos produzidos pelo seu trabalho, de modo que ele poderia trocá-los pelos produtos que quisesse adquirir dos outros trabalhadores.

Contudo, insistia Marx, o capitalista que contratou o trabalhador não lhe paga um salário igual ao valor dos três pares de sapatos que este produziu. Isso ocorre, segundo Marx, simplesmente porque o capitalista é o proprietário da fábrica e das máquinas (a fábrica e as máquinas são a propriedade privada que o trabalhador utilizou para produzir esses sapatos).

Logo, estando estes bens de produção em propriedade do capitalista e não do trabalhador, o trabalhador tem de se sujeitar às demandas do capitalista, aceitando assim entregar ao capitalista uma fatia daquilo que sua mão-de-obra produz — caso contrário, morrerá de fome no frio.

O empregador paga ao trabalhador um salário somente igual a, digamos, dois pares de sapatos, desta forma "roubando" uma parte do seu trabalho.

Assim, na concepção de Marx, o valor de mercado do terceiro par de sapatos do qual o capitalista se apropriou a partir do trabalho do trabalhador seria a fonte de seu lucro, ou o ganho líquido sobre os custos de contratar o trabalhador.

Eis aí a origem da noção marxista de "renda imerecida", que seria a renda que não decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente de se ser o proprietário de um negócio privado que emprega trabalhadores que realmente fazem todo o trabalho.

O capitalista, como você vê, não faz nada.

Vive do trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escritório, com seus pés sobre a escrivaninha, fumando um charuto (quando ainda era "politicamente correto" fazer isso).

Não é de se surpreender, diante deste raciocínio sobre o trabalho, os salários e o lucro, que políticos e intelectuais não tenham apreço por capitalistas e empreendedores.

Carl Menger e o valor subjetivo das coisas


Karl Marx morreu em 1883, aos 64 anos de idade. Uma década antes de sua morte, no início dos anos 1870, sua teoria do valor-trabalho foi derrubada por diversos economistas. O mais importante deles foi o economista austríaco Carl Menger (1840-1921) em seu livro de 1871, Princípios de Economia Política.

Menger explicou que o valor de um bem não deriva da quantidade de trabalho despendida em sua fabricação. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

Assim como a beleza, o valor — como diz o velho provérbio — está nos olhos de quem vê.

O valor de um bem é subjetivo: depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém confere a esse bem (seja ele uma mercadoria ou um serviço).

Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.

Bens, ao contrário do que diz a teoria marxista, não têm valor por causa da quantidade de trabalho consumida em sua produção. Por outro lado, uma determinada habilidade de trabalho pode ter grande valor caso seja considerada útil (como um meio produtivo) para se alcançar um objetivo que alguém tem em mente.

Adicionalmente, o valor de bens idênticos decresce à medida que a quantidade delas aumenta.

E isso ocorre porque atribuímos a cada quantidade adicional de um mesmo bem à nossa disposição um propósito menos importante do que o propósito já atribuído para as unidades previamente adquiridas desse bem.

Por exemplo, à medida que acrescento camisas idênticas ao meu guarda-roupa, cada camisa extra em geral terá menos importância para mim do que as mesmas camisas que comprei anteriormente. Os economistas chamam isto de "utilidade marginal decrescente dos bens".

Ninguém paga por um bem mais do que aquilo que considera que ele vale


Assim, não há um valor mínimo "objetivo" que seja inerente ao ato de trabalhar.

Um empregador contrata trabalhadores porque estes irão ajudá-lo a produzir um produto que acredita que poderá vender a potenciais consumidores.

Na medida em que o empregador contrata trabalhadores com as mesmas habilidades específicas, cada um desses trabalhadores é alocado para uma tarefa menos importante do que aquela para a qual o trabalhador anterior, de mesma habilidade, foi contratado.

Como consequência, nenhum empregador pode pagar ou irá pagar mais por algum trabalhador do que aquilo que acredita que seus serviços valem (em termos de agregar valor às suas atividades de produção).

Sendo assim, o valor de um trabalhador depende do tanto que o empregador acredita que o bem produzido vale para o público consumidor, que é quem decide comprar — ou se abster de comprar — o bem que o trabalhador ajuda a produzir.

Suponha que um empregador acredite que algumas das pessoas de sua força de trabalho contribuem com não mais do que $ 6 por hora para fabricar um produto que ele espera vender aos consumidores.

Se o governo lhe disser que ele tem a obrigação legal de pagar a cada um de seus trabalhadores um salário mínimo que não pode ficar abaixo de $ 7,40 ou $ 10,10 por hora, não será nada surpreendente se ele optar por dispensar aqueles trabalhadores que considera custarem mais do que produzem.

Adicionalmente, outros empregos que poderiam estar disponíveis por $ 6 por hora nunca chegarão a existir.

Tudo o que um salário mínimo decretado pelo governo consegue fazer é expulsar do mercado de trabalho aqueles trabalhadores cuja contribuição para a fabricação de um produto é menor do que o valor que o governo determinou que deve ser pago a eles.

Mas o que o empregador faz exatamente?

No que ele contribui para o processo de produção, para além do trabalho feito pelos empregados contratados?

Marx, conforme vimos, argumentou que o "lucro" do capitalista seria o valor daquela fatia da produção do trabalhador que foi apropriada pelo empregador simplesmente pelo fato de ele ser proprietário do empreendimento no qual o trabalhador está empregado.

Böhm-Bawerk e a importância da poupança para a geração de empregos


Outro economista austríaco, Eugen von Böhm-Bawerk (1851-1914), que desenvolveu muitas das ideias que se originaram com Carl Menger, respondeu a Marx.

Em uma importante obra em três volumes intitulada Capital and Interest (1914), e em diversos ensaios, dos quais os mais importantes foram "Unresolved Contradiction in the Marxian Economic System" (1896) e "Control or Economic Law" (1914), Böhm-Bawerk perguntou: de onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados? E de onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores?

Como a fábrica foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

A resposta de Böhm-Bawerk foi que alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários, sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necessário.

Alguém teve necessariamente de se sacrificar, de abrir mão do consumo no presente para que essas economias estejam disponíveis no futuro para financiar o empreendimento.

Quando o empreendimento for feito, ele poderá então gerar um retorno financeiro no futuro, quando o produto houver sido fabricado e for vendido.

Um indivíduo só irá abrir mão do seu consumo no presente se ele for suficientemente compensado com um ganho futuro que faça valer a pena abrir mão desse consumo e prazer no presente.

Poupança é sacrifício e esse sacrifício tem de ser compensado.

É por isso que são pagos juros. Juros são o preço pago a alguém que optou por abrir mão do consumo presente para, com isso, obter um valor maior no futuro.

Juros são o preço que arbitram se os recursos serão consumidos no presente ou investidos para o futuro. Juros são o preço que os poupadores recebem no futuro por sacrificarem satisfações mais imediatas do presente, até que as quantias emprestadas sejam pagas de volta.

E o tomador de empréstimo paga esses juros porque ele valoriza mais o uso que fará do dinheiro e dos recursos que toma emprestado hoje do que todo o juro que pagará pelo empréstimo no futuro.

Empreendedores e capitalistas poupam os trabalhadores de terem de esperar pelos seus salários


O fato de empreendedores terem esses recursos à disposição — sejam eles oriundos de sua própria poupança passada ou de terem pegado emprestado a poupança de terceiros — significa que aqueles que ele emprega não terão de esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários pelo trabalho que realizaram durante o período de produção.

O empregador, em outras palavras, "adianta" aos trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção está em andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no futuro.

O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor.

O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

Com efeito, é por isso que é correto dizer que é o empreendedor quem de fato "faz tudo", pois sem sua disposição e capacidade para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

A apreciação deste último ponto é de importância crucial. O empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.

Empreendedores arcam com a incerteza de planejar para o futuro


Os trabalhadores e todos os demais que fornecem ao empreendedor os bens, serviços e recursos necessários para que todo o processo de produção ocorra recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito.

Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu.

Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.

Ao pagar aos seus empregados os salários que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a zero.

É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos poderão ser vendidos.

A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens, é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.

Assim, Karl Marx errou completamente ao não entender o que determina o valor dos bens, o valor dos trabalhadores no processo de produção, e o papel vital e essencial do empreendedor, que é realmente quem faz com que as coisas aconteçam.

O mal decorrente das políticas baseadas em Marx


É de pouca importância se políticos e intelectuais que vêem trabalho, salários e empreendedores sob uma ótica de conflito de classes estão cientes do quanto suas concepções a respeito do capitalismo e do mercado de trabalho são implicitamente derivadas e influenciadas pelas ruminações obsoletas de um socialista revolucionário de meados do século XIX.

O que realmente importa é que políticas econômicas baseadas nesses equívocos marxistas a respeito da natureza e do funcionamento da economia de livre mercado irão gerar malefícios para aquelas mesmas pessoas a quem, supostamente, tais políticas deveriam ajudar.

E tais políticas equivocadas destruirão ainda mais os fundamentos essenciais do sistema de livre mercado, o qual, no decorrer dos últimos duzentos anos, deu aos homens uma liberdade pessoal e prosperidade material jamais ocorrida em toda a história humana.

São políticas que destroem a liberdade que as pessoas possuem para trabalhar e se associarem livremente das maneiras que considerarem mais vantajosas, e que têm o potencial de levar a sociedade a um caminho ruinoso e conflituoso.

FONTE: mises
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17-07-2018 03:45 PM
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Direita e Esquerda dois braços - Um corpo
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
17-07-2018 03:28 PM
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Temer Decreta Intervenção Militar! Quem esperava por essa?
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
17-07-2018 03:12 PM
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Qual é a próxima conspiração?
Última Resposta Por: Beobachter
17-07-2018 10:48 AM
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Donald Trump, anti-comunista
Última Resposta Por: Beobachter
16-07-2018 10:10 PM
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Trump a caminho de reconhecer Jerusalém como capital de Israel?
Última Resposta Por: Nikoloz
16-07-2018 05:08 PM
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mensagens subliminares - satanismo na música
Última Resposta Por: CaféSemAçúcar
16-07-2018 04:48 PM
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banco SATANder promovendo ideologia de gênero, pedofilia, zoofilia e zombando Cristo
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 04:36 PM
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Polícia pode entrar em residências SEM MANDADO, decide STF
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 03:32 PM
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GUERRA CIVIL - existe alguma possibilidade disso acontecer no Brasil?
Última Resposta Por: Elenin20182024
16-07-2018 03:28 PM
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Intervenção militar no Brasil! NOM?
Última Resposta Por: Elenin20182024
16-07-2018 03:27 PM
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Últimos acontecimentos ONLINE
Última Resposta Por: Elenin20182024
16-07-2018 03:26 PM
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Clarín: Estados Unidos manejam a Lava Jato para destruir o Brasil e a América Latina
Última Resposta Por: Elenin20182024
16-07-2018 03:25 PM
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[EXCLUSIVO] Denuncia de provável FALSE FLAG feito pelo MOSSAD na copa do mundo 2018
Última Resposta Por: O Atalaia
16-07-2018 02:25 PM
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os brasileiros pagaram 1 trilhão de reais em impostos este ano o que você acha disso?
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 12:04 PM
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Empresas produtoras dos agrotóxicos, bancam turismo de fiscais brasileiros aos EUA
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 12:02 PM
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117 candidatos militares a deputado.Estratégia intervencionista,ou,garantia "monetári
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 11:12 AM
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Trump ordenou: Copa 2026 - quem não apoiasse os EUA,não teria mais o apoio americano.
Última Resposta Por: Marcelo Almeida
16-07-2018 11:01 AM
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Evolucionismo, o Conto de Fadas de Darwin
Última Resposta Por: Tutomystc O alquimista
15-07-2018 11:40 PM
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