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O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
26-09-2012, 02:04 PM (Resposta editada pela última vez em: 03-10-2012 09:56 AM por WaitingForTheEnd. Razão da Edição: Mudando o título)
Resposta: #1
O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)




Dilma na ONU: Um apelo por uma ordem mundial democrática

[Imagem: 2568148-8686-rec.jpg]


Num mundo carente de líderes que consigam olhar além de seus próprios problemas e preconceitos nacionais, o discurso pronunciado pela presidenta Dilma Rousseff na manhã desta terça-feira (25), na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, foi um pronunciamento de estadista.

Ele continha um diagnóstico dos problemas mundiais, uma denúncia do papel exclusivista dos países ricos e uma proposta global para a saída da crise econômica que vai completar cinco anos e não dá sinal de ceder.

A temática do pronunciamento de Dilma foi o extenso leque dos problemas que afligem o mundo. Foi um discurso multifocal, pode-se dizer. Abordou desde a crise econômica (que se agravou, segundo ela, ganhando "novos e inquietantes contornos") até as ameaças à paz. Solidária, condenou o bloqueio imperialista a Cuba, país amigo e internacionalista, que dá grande contribuição às nobres causas da humanidade. Reiterou a defesa do reconhecimento da Palestina como Estado independente como condição fundamental para a paz no Oriente Médio. E ganhou fortes aplausos ao rejeitar, vivamente, a crescente onda de preconceito anti-islâmico cujo centro está nos EUA e na União Europeia.

Disse um não muito claro a qualquer solução militar para a crise síria, cuja solução deve ser encontrada no campo da diplomacia e da negociação; ao mesmo tempo, condenou a violência que lá ocorre. O único reparo que poderíamos fazer é quando atribui maior responsabilidade ao governo de Damasco, quando se sabe que a escalada de violência deriva principalmente dos grupos terroristas e mercenários armados e financiados desde o exterior, que a presidenta também condenou.

[Imagem: palestina-brasil1.jpg]


Dilma bateu duro nas políticas monetárias expansionistas dos países ricos, dos EUA sobretudo, cujo objetivo é desvalorizar suas moedas para aumentar a exportação de suas mercadorias, prejudicando o comércio externo e a economia dos países emergentes, com o resultado de agravar “ainda mais o quadro recessivo global". Os países ricos, constatou, “não encontraram caminho para ajuste fiscal e estímulo ao desenvolvimento e demanda necessários para interromper a recessão e garantir crescimento econômico”.

Fez uma consistente crítica aos países ricos e discorreu sobre a maneira eficaz de enfrentar a crise econômica, preconizou o abandono das políticas ortodoxas de responsabilidade fiscal e a adoção de medidas de estímulo ao crescimento. Nesse sentido chamou a atenção para a urgência de políticas de combate à fome e à miséria, lembrando que o Brasil vem fazendo sua parte ao resgatar da pobreza cerca de 40 milhões de pessoas.

A presidenta do Brasil recusou com veemência a classificação como protecionistas de medidas de autodefesa econômica tomadas pelos países emergentes, criticando diretamente a tentativa do governo dos EUA de pressionar o Brasil contra elas. "Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas como protecionismo", disse.

[Imagem: dilma%2Be%2Bobama.jpg]


Apontou o desenvolvimento recente da América Latina como um exemplo para o mundo ao adotar e fortalecer políticas de integração regional e de cooperação pacífica entre as nações, com inclusão social e políticas de apoio ao desenvolvimento e ao combate à pobreza.

Sua referência à “primavera árabe” trouxe um puxão de orelhas nos países dominantes ao relacionar entre suas causas a miséria, o desemprego, a falta de oportunidade e de liberdades civis, ao lado de outra, mais profunda, o colonialismo: "Não é difícil encontrar nesses acontecimentos as marcas de ressentimentos históricos provocados por décadas de políticas coloniais ou neocoloniais levadas a cabo em nome de uma ação supostamente civilizatória”, acusou Dilma, dirigindo-se explicitamente aos países imperialistas.

[Imagem: brasil_mundo.jpg]


O sentido progressista da política externa brasileira – soberana e assertiva, multilateralista e propulsora de uma nova ordem multipolar – manifestou-se no momento em que defendeu a ampla reforma dos organismos internacionais, principalmente do Conselho de Segurança da ONU, que deixou de refletir o mundo atual e tem sido “substituído por coalizões que se formam à sua revelia e sem seu controle”, no qual o “uso da força vem ganhando ares de opção aceitável”. Sua reforma, enfatizou, é de “imperiosa urgência”.

O discurso pronunciado por Dilma Rousseff aponta para saídas e elas não estão no campo militar, no recurso às armas. Dentro da melhor tradição da diplomacia e da política externa brasileira, foi um chamado ao entendimento, à cooperação, à negociação – um chamado pelo desmonte das travas exclusivistas que impedem o crescimento econômico e ameaçam a paz no mundo. Foi o discurso da presidenta de uma nação que com justa razão aspira a um maior protagonismo internacional.

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26-09-2012, 03:08 PM
Resposta: #2
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial
Gostaria de acrescentar o texto na íntegra.

[Imagem: 1-3514-898ca.jpg]


Discurso da Dilma Rousseff, na abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas

Senhor presidente da Assembleia Geral, Vuk Jeremic,
Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
Senhoras e senhores Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e senhores,

Mais uma vez uma voz feminina inaugura o debate na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Para muitos, nós, mulheres, somos a metade do céu, mas nós queremos ser a metade da Terra também, com igualdade de direitos e oportunidades, livres de todas as formas de discriminação e violência, capazes de construir a sua emancipação, e com ela contribuir para a plena emancipação de todos.

Senhor Presidente,

Um ano após o discurso que pronunciei nesta mesma tribuna, constato a permanência de muitos dos problemas que nos afligiam já em setembro de 2011. Quero hoje voltar a discutir algumas destas questões cuja solução é cada vez mais urgente.

Senhor Presidente,

A grave crise econômica, iniciada em 2008, ganhou novos e inquietantes contornos. A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão nas economias desenvolvidas com reflexos nos países emergentes, inclusive o Brasil.

As principais lideranças do mundo desenvolvido ainda não encontraram o caminho que articula ajustes fiscais apropriados e estímulos ao investimento e à demanda indispensáveis para interromper a recessão e garantir o crescimento econômico.

A política monetária não pode ser a única resposta para resolver o crescente desemprego, o aumento da pobreza e o desalento que afeta, no mundo inteiro, as camadas mais vulneráveis da população.

Os Bancos Centrais dos países desenvolvidos persistem em uma política monetária expansionista que desequilibra as taxas de câmbio. Com isso, os países emergentes perdem mercado devido à valorização artificial de suas moedas, o que agrava ainda mais o quadro recessivo global.

Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas como protecionismo. Devemos lembrar que a legítima defesa comercial está amparada pelas normas da Organização Mundial do Comércio. O protecionismo e todas as formas de manipulação do comércio devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.

Não haverá resposta eficaz à crise enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países e os organismos multilaterais como o G-20, o FMI e o Banco Mundial. Esta coordenação deve buscar reconfigurar a relação entre política fiscal e monetária para impedir o aprofundamento da recessão, controlar a guerra cambial e reestimular a demanda global.

Sabemos, por experiência própria, que a dívida soberana dos Estados e a dívida bancária e financeira não serão equacionadas num quadro recessivo, ao contrário, a recessão só agudiza esses problemas. É urgente a construção de um amplo pacto pela retomada coordenada do crescimento econômico global, impedindo a desesperança provocada pelo desemprego e pela falta de oportunidades.

Senhor presidente,

Meu país tem feito a sua parte. Nos últimos anos mantivemos uma política econômica prudente, acumulamos reservas cambiais expressivas, reduzimos fortemente o endividamento público e com políticas sociais inovadoras, retiramos 40 milhões de brasileiros e brasileiras da pobreza, consolidando um amplo mercado de consumo de massa.

Fomos impactados pela crise, como todos os países. Mas, apesar da redução conjuntural de nosso crescimento, estamos mantendo o nível de emprego em patamares extremamente elevados. Continuamos reduzindo a desigualdade social e aumentando significativamente a renda dos trabalhadores. Superamos a visão incorreta que contrapõe, de um lado as medidas de incentivo ao crescimento, e de outro, os planos de austeridade. Esse é um falso dilema. A responsabilidade fiscal é tão necessária quanto são imprescindíveis medidas de estímulo ao crescimento, pois a consolidação fiscal só é sustentável em um contexto de recuperação da atividade econômica.

A história revela que a austeridade, quando exagerada e isolada do crescimento, derrota a si mesma. A opção do Brasil tem sido a de enfrentar, simultaneamente, esses desafios.

Ao mesmo tempo em que observamos um estrito controle das contas públicas, aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e educação.

Ao mesmo tempo em que controlamos a inflação, atuamos vigorosamente nas políticas de inclusão social e combate à pobreza. E, ao mesmo tempo em que fazemos reformas estruturais na área financeira e previdenciária, reduzimos a carga tributária, o custo da energia e investimos em infraestrutura, em conhecimento para produzir ciência, tecnologia e inovação.

Há momentos em que não podemos escolher entre uma coisa ou outra. Não há este tipo de alternativa. Há que desenvolvê-las de forma simultânea e articulada.

Assim como em 2011, senhor presidente, o Oriente Médio e o Norte da África continuam a ocupar um lugar central nas atenções da comunidade internacional. Importantes movimentos sociais, com distintos signos políticos varreram regimes despóticos e desencadearam processos de transição cujo sentido e direção ainda não podem ser totalmente estabelecidos.

Mas não é difícil identificar em quase todos esses movimentos um grito de revolta contra a pobreza, o desemprego, a realidade da falta de oportunidades e de liberdades civis, impostas por governos autoritários a amplos setores dessas sociedades, sobretudo às populações mais jovens.

Não é difícil, igualmente, encontrar nesses acontecimentos as marcas de ressentimentos históricos, provocados por décadas de políticas coloniais ou neocoloniais levadas a cabo em nome de uma ação supostamente civilizatória. Pouco a pouco, foram ficando claros os interesses econômicos que estavam por de trás daquelas políticas.

Hoje, assistimos consternados à evolução da gravíssima situação da Síria. O Brasil condena, nos mais fortes termos, a violência que continua a ceifar vidas nesse país.

A Síria produz um drama humanitário de grandes proporções no seu território e em seus vizinhos. Recai sobre o governo de Damasco a maior parte da responsabilidade pelo ciclo de violência que tem vitimado grande número de civis, sobretudo mulheres, crianças e jovens. Mas sabemos também da responsabilidade das oposições armadas, especialmente daquelas que contam com apoio militar e logístico de fora.

Como presidenta de um país que é pátria de milhões de descendentes de sírios, lanço um apelo às partes em conflito para que deponham as armas e juntem-se aos esforços de mediação do representante especial da ONU e da Liga Árabe. Não há solução militar para a crise síria. A diplomacia e o diálogo são não só a melhor, mas, creio, a única opção.

Ainda como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais. O Brasil é um dos protagonistas da iniciativa generosa “Aliança de Civilizações”, convocada originalmente pelo governo turco.

Com a mesma veemência, senhor Presidente, repudiamos também os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.

Senhor Presidente,

Ainda com os olhos postos no Oriente Médio, onde residem alguns dos mais importantes desafios à paz e à segurança internacional, quero deter-me mais uma vez na questão israelo– palestina.

Reitero minha fala de 2011, quando expressei o apoio do governo brasileiro ao reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas. Acrescentei, e repito agora, que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional.

Senhor presidente,

A comunidade internacional tem dificuldade crescente para lidar com o acirramento dos conflitos regionais. E isto fica visível nos impasses do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esse é um dos mais graves problemas que enfrentamos. A crise iniciada em 2008 mostrou que é necessário reformar os mecanismos da governança econômica mundial. Na verdade, isto até hoje não foi integralmente implementado.

As guerras e os conflitos regionais, cada vez mais intensos, as trágicas perdas de vidas humanas e os imensos prejuízos materiais para os povos envolvidos demonstram a imperiosa urgência da reforma institucional da ONU e em especial de seu Conselho de Segurança.

Não podemos permitir que este Conselho seja substituído – como vem ocorrendo – por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e à margem do direito internacional. O uso da força sem autorização do Conselho, uma clara ilegalidade, vem ganhando ares de opção aceitável. Mas, senhor Presidente, definitivamente, não é uma opção aceitável. O recurso fácil a esse tipo de ação é produto desse impasse que imobiliza o Conselho. Por isso, ele precisa urgentemente ser reformado.

O Brasil sempre lutará para que prevaleçam as decisões emanadas da ONU. Mas queremos ações legítimas, fundadas na legalidade internacional. Com esse espírito, senhor presidente, defendi a necessidade da “responsabilidade ao proteger” como complemento necessário da “responsabilidade de proteger”.

Senhoras e senhores,

O multilateralismo está hoje mais forte depois da Rio+20.

Naqueles dias de junho, realizamos juntos a maior e mais participativa conferência da história das Nações Unidas, no que se refere ao meio ambiente, e pudemos passos firmes rumo à consolidação histórica de um novo paradigma: crescer, incluir, proteger e preservar, ou seja, a síntese do desenvolvimento sustentável.

Agradeço especialmente o empenho do secretário-geral Ban Ki-moon e do embaixador Sha Zukang, que tanto colaboraram com o Brasil, antes e durante a Conferência.

O documento final que aprovamos por consenso no Rio de Janeiro não só preserva o legado de 1992, como constitui ponto de partida para uma agenda de desenvolvimento sustentável para o século XXI, com foco na erradicação da pobreza, no uso consciente dos recursos naturais e nos padrões sustentáveis de produção e consumo.

As Nações Unidas tem pela frente uma série de tarefas delegadas pela Conferência do Rio, somos parceiros. Menciono aqui, em particular, a definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

A Rio+20 projetou um poderoso facho de luz sobre o futuro que queremos. Temos de levá-lo avante. Temos a obrigação de ouvir os repetidos alertas da ciência e da sociedade, no que se refere à mudança do clima. Temos de encarar a mudança do clima como um dos principais desafios às gerações presentes e futuras.

O governo brasileiro está firmemente comprometido com as metas de controle das emissões de gás de efeito estufa e com o combate, sem tréguas, ao desmatamento da Floresta Amazônica.

Em 2009, voluntariamente, adotamos compromissos e os transformamos em legislação. Essas metas são particularmente ambiciosas para um país em desenvolvimento, um país que lida com urgências de todos os tipos para oferecer bem-estar à sua população.

Esperamos que os países historicamente mais responsáveis pela mudança do clima, e mais dotados de meios para enfrentá-la, cumpram também com suas obrigações perante a comunidade internacional. Outra iniciativa das Nações Unidas que o Brasil também considera importante, que saudamos, é o lançamento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito – 2011/2020. O Brasil está mobilizado nas ações de proteção à vida, que assegurem a redução dos acidentes de trânsito, uma das principais causas de morte entre a população jovem do mundo. Para isso, nosso governo está desenvolvendo uma ampla campanha de conscientização em parceria com a Federação Internacional de Automobilismo.

Senhor Presidente,

Em um cenário de desafios ambientais, crises econômicas e ameaças à paz em diferentes pontos do mundo, o Brasil continua empenhado em trabalhar com seus vizinhos por um ambiente de democracia, um ambiente de paz, de prosperidade e de justiça social.

Avançamos muito na integração do espaço latino-americano e caribenho como prioridade para nossa inserção internacional. Nossa região é um bom exemplo para o mundo. O Estado de Direito que conquistamos com a superação dos regimes autoritários que marcaram o nosso continente está sendo preservado e está sendo fortalecido.

Para nós, a democracia não é um patrimônio imune a assaltos, temos sido firmes, - Mercosul e Unasul - quando necessário, para evitar retrocessos porque consideramos integração e democracia princípios inseparáveis.

Reafirmo também o nosso compromisso de manter a região livre de armas de destruição em massa. E nesse ponto, quero lembrar a existência de imensos arsenais que, além de ameaçar toda a humanidade, agravam tensões e prejudicam os esforços de paz.

O mundo pede, em lugar de armas, alimentos, para o bilhão de homens, mulheres e crianças que padecem do mais cruel castigo que se abate sobre a humanidade: a fome.

Por fim, senhor Presidente, quero referir-me a um país-irmão, querido de todos os latino-americanos e caribenhos: Cuba. Cuba tem avançado na atualização de seu modelo econômico. E para seguir em frente nesse caminho, precisa do apoio de parceiros próximos e distantes. Precisa do apoio de todos. A cooperação para o progresso de Cuba é, no entanto, prejudicada pelo embargo econômico que há décadas golpeia sua população. É mais do que chegada a hora de pôr fim a esse anacronismo, condenado pela imensa maioria dos países das Nações Unidas.

Senhor presidente,

Este ano, assistimos todos aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, organizados brilhantemente pelo Reino Unido. Com o encerramento dos Jogos de Londres, já começou, para o Brasil, a contagem regressiva para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, que serão precedidas pela Copa do Mundo de 2014.

A cada dois anos, durante os Jogos de verão e de inverno, a humanidade parece despertar para valores que nos deveriam inspirar permanentemente: a tolerância, o respeito pelas diferenças, a igualdade, a inclusão, a amizade e o entendimento, princípios que são também os alicerces dos direitos humanos e desta Organização.

Ao inaugurar esta sexagésima sétima Assembleia Geral, proponho a todas as nações aqui representadas que se deixem iluminar pelos ideais da chama olímpica.

Senhoras e senhores,

O fortalecimento das Nações Unidas é extremamente necessário neste estágio em que estamos, onde a multipolaridade abre uma nova perspectiva histórica. É preciso trabalhar para que assim seja. Trabalhar para que, na multipolaridade que venha a prevalecer, a cooperação predomine sobre o confronto, o diálogo se imponha à ameaça, a solução negociada chegue sempre antes e evite a intervenção pela força.

Reitero que nesse esforço, necessariamente coletivo, e que pressupõe busca de consensos, cabe às Nações Unidas papel privilegiado. Sobretudo, à medida que a Organização e suas diferentes instâncias se tornem mais representativas, mais legítimas e, portanto, mais eficazes.

Muito obrigada

Fonte:
Voltaire Net

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26-09-2012, 03:24 PM
Resposta: #3
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Na realidade achei em geral positivo o discurso da Dilma, criticou os rebeldes (errr, terroristas) da Síria, as políticas de austeridade no mundo inteiro, o monopólio do Conselho de Segurança da ONU e o pedido de reconhecimento do estado palestino.

De negativo é claro, novamente a falácia do aquecimento global (aqui renomeado de mudança climática), e o apelo a cooperação com o FMI e o Banco Mundial (agentes da NOM). Quero ler novamente para poder opinar melhor.

[]s
Admin

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26-09-2012, 03:41 PM (Resposta editada pela última vez em: 27-09-2012 10:27 AM por Pescada.)
Resposta: #4
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Tive a mesma percepção...
Discurso meio a meio, mas no geral bom e inesperado. Fiquei me perguntando o que a levou a isto.
Foi na contra-mão de todos os governos anteriores - o dela mesma inclusive...

Saia do "aquário"! Pense fora da "caixinha"...
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26-09-2012, 03:46 PM (Resposta editada pela última vez em: 26-09-2012 03:51 PM por WaitingForTheEnd.)
Resposta: #5
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Colega admin e Pescada, para mim, está reunião da ONU foi uma "última" definição de quem vai ficar ao lado de quem na Terceira Guerra Mundial.
Parece que o atual Governo do Brasil já escolheu o seu lado...
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26-09-2012, 11:14 PM
Resposta: #6
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Dilma critica ações dos EUA no Oriente Médio

[Imagem: usa-e-brasil.jpg?w=700]


A presidente Dilma Rousseff apresentou ontem divergências acentuadas em relação ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ao abrir a 67ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, ela apontou “ilegalidade” nas coalizões lideradas por Washington sem participação do Conselho de Segurança da ONU e no apoio logístico e militar à oposição na Síria.

“Não há solução militar para a crise na Síria. A diplomacia e o diálogo são, não só a melhor, mas a única opção”, disse Dilma. “O uso da força sem autorização do Conselho de Segurança é uma ilegalidade clara que vem ganhando ares de opção aceitável.”

Ela avaliou que o Conselho de Segurança acompanha “imóvel” as intervenções dos EUA no Oriente Médio. “Não podemos permitir que esse conselho seja substituído, como vem ocorrendo, por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e à margem do direito internacional.”

Para Dilma, o mundo vê “consternado” à evolução da “gravíssima situação da Síria e a atacou o regime de Bashar Assad. “O Brasil condena, nos mais fortes termos, a violência que continua a ceifar vidas nesse país. A Síria produz um drama humanitário de grandes proporções”, disse. “Recai sobre o governo de Damasco a maior parte da responsabilidade pelo ciclo de violência que tem vitimado o grande número de civis, sobretudo mulheres, crianças e jovens”, prosseguiu. “Mas, sabemos também da responsabilidade das oposições armadas, especialmente daquelas que contam crescentemente com apoio militar e logístico estrangeiro.”

[Imagem: EUA.jpg]


Dilma deixou clara sua oposição às intervenções dos EUA no Oriente Médio. Ela reiterou que as ações de extremistas na região não justificam preconceito contra a comunidade islâmica. “Como presidente de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro nesse plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico.”

Dilma não deixou de lamentar a morte do embaixador dos Estados EUA Christopher Stevens e outros três diplomatas na Líbia. “Com a mesma veemência repudiamos os atos de terrorismo que vitimaram os diplomatas.”

O discurso da brasileira sobre o Oriente Médio não alterou as posições dos membros influentes da ONU, mas agitou a plateia. A fala da presidente em relação à Síria arrancou aplausos da plateia em dois momentos. Ela também foi aplaudida, pela terceira vez, ao defender um assento da Palestina como membro pleno da ONU.

[Imagem: naderian20101222021157700.jpg]


Presidente dos EUA

Horas depois, em seu discurso, o presidente norte-americano, Barack Obama, atacou a intolerância e o extremismo, defendeu a Primavera Árabe e, mais uma vez, insistiu que os EUA não aceitarão o avanço dos planos iranianos. “Um Irã nuclear não é uma ameaça que pode ser contida. Seria uma ameaça para Israel, para as nações do Golfo e para a estabilidade da economia global”, disse.

A declaração ocorreu em meio a pressões do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, que acusa o governo americano de não impor limites ao programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, tem fins civis.

Mesmo dizendo que “o futuro da Síria não pertence a um ditador que massacra seu próprio povo”, ao se referir a Bashar Assad, Obama não mencionou uma intervenção militar e tampouco declarou apoia à oposição.

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admin (27-09-2012), Pescada (27-09-2012), watchman (27-09-2012)
27-09-2012, 03:13 PM
Resposta: #7
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Dilma deveria criticar a cristofobia, não a islamofobia, diz Malafaia

[Imagem: pastor-silas-malafaia.jpg]


Silas Malafaia acompanhou o discurso que a presidenta Dilma Rousseff fez nesta terça-feira na reunião da ONU. Em sua fala, a presidente afirmou que o Ocidente é islamofóbico e defendeu a criação do Estado da Palestina.

Ao escrever sobre o que foi falado no evento que contou com a participação de grandes líderes políticos do mundo, Malafaia criticou a posição da presidente por ela não ter citado que no Oriente os cristãos sofrem perseguições e enquanto que no Ocidente não há impedimentos em relação à liberdade religiosa.

“Que declaração estúpida da presidente, querendo fazer média com as nações muçulmanas. Por que em qualquer país democrático do ocidente eles são livres para suas práticas religiosas”, disse Malafaia.

Na fala de Dilma Rousseff ela diz lamentar com “repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais”. O discurso acontece diante de uma série de manifestações contra um filme anti-islã produzido nos Estados Unidos.

[Imagem: Pastor%2BSilas%2BMalafaia%2B%2B%2BEvan%2...de%2B2.JPG]


“A presidente Dilma perdeu sim, a oportunidade de falar da Cristofobia, onde nos países muçulmanos como Indonésia, Nigéria, Irã e etc… Pastores e cristãos são presos e assassinados, Igrejas com gente dentro são queimadas, proibição de abertura de igrejas cristãs, e uma verdadeira perseguição religiosa”, protestou o presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Outro assunto questionado pelo pastor Silas Malafaia é referente ao apoio que o governo brasileiro tem dado para a criação do Estado Palestino. “Israel é o único Estado democraticamente pleno no Oriente Médio. Os que governam os palestinos são grupos terroristas que pregam a eliminação do Estado de Israel, e que praticam atentados contra a soberania deste Estado. Como Israel poderá reconhecê-los?”.

“Os palestinos são de origem árabe, não possuem cultura palestina, possuem uma língua e cultura árabes. Milenarmente aquelas terras pertencem a Israel, creio que haverá paz (tirando aqui a questão escatológica e espiritual) quando eles reconhecerem o Estado de Israel como uma nação soberana”, afirma Malafaia.

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rdz8773 (28-09-2012), Vanessa_Michael (27-09-2012)
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27-09-2012, 03:24 PM
Resposta: #8
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
(27-09-2012 03:13 PM)WaitingForTheEnd Escreveu:  “A presidente Dilma perdeu sim, a oportunidade de falar da Cristofobia, onde nos países muçulmanos como Indonésia, Nigéria, Irã e etc… Pastores e cristãos são presos e assassinados, Igrejas com gente dentro são queimadas, proibição de abertura de igrejas cristãs, e uma verdadeira perseguição religiosa”, protestou o presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Concordo, isto de fato ocorre, porém não de forma generalizada, embora preocupante.

(27-09-2012 03:13 PM)WaitingForTheEnd Escreveu:  Outro assunto questionado pelo pastor Silas Malafaia é referente ao apoio que o governo brasileiro tem dado para a criação do Estado Palestino. “Israel é o único Estado democraticamente pleno no Oriente Médio. Os que governam os palestinos são grupos terroristas que pregam a eliminação do Estado de Israel, e que praticam atentados contra a soberania deste Estado. Como Israel poderá reconhecê-los?”.

“Os palestinos são de origem árabe, não possuem cultura palestina, possuem uma língua e cultura árabes. Milenarmente aquelas terras pertencem a Israel, creio que haverá paz (tirando aqui a questão escatológica e espiritual) quando eles reconhecerem o Estado de Israel como uma nação soberana”, afirma Malafaia.

Esse cidadão deveria estudar história. Falar bobagens desse tipo só o faz perder a razão nos pontos onde a possui, desacreditando seu discurso como um todo...

Saia do "aquário"! Pense fora da "caixinha"...
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27-09-2012, 08:27 PM (Resposta editada pela última vez em: 19-10-2012 02:26 PM por Sann.)
Resposta: #9
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Apenas isto a dizer amigo pescada:

VALE A PENA LER!!!!!!

É necessário fazer alguma coisa para mudar esta situação. Não basta votar melhor, temos que colocar a opinião pública contra este estado de podridão que nos sufoca para poder pressionar o governo (leia-se: executivo, legislativo e judiciário) a, realmente, promover profundas mudanças éticas e morais neste país.

ATO DE REPULSA

Quando ouvimos frases como as escritas abaixo, infelizmente temos que engolir e ficar quietos!!!

"O Brasil não é um país sério"
(Charles de Gaule).

"Que país é este que junta milhões numa marcha gay, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?"

(07/07/2011 Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País)

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.


Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, bem menos do que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.

Precisamos urgentemente de um choque de moralidade nos três poderes da união, estados e municípios, acabando com os oportunismos e cabides de emprego.

Os resultados não justificam o atual número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Temos que dar fim a esses "currais" eleitorais, que transformaram o Brasil numa oligarquia sem escrúpulos, onde os negócios públicos são geridos pela "brasiliense cosa nostra".

O país do futuro jamais chegará a ele sem que haja responsabilidade social e com os gastos públicos.

Já perdemos a capacidade de nos indignar.

Porém, o pior é aceitarmos essas coisas, como se tivesse que ser assim mesmo, ou que nada tem mais jeito. Vale a pena tentar.

Participe deste ato de repulsa.

REPASSE! NÃO SEJA OMISSO.
E vai continuar assim durante anos, se nada fizermos, não levantarmos nossas bandeiras contra toda essa corja que hoje habita os corredores dos poderes públicos.

Eu estou fazendo a minha parte, faça a sua,
repasse!

[Imagem: globo+manipula.jpg]




[Imagem: Perigo_Rede_Globo_by_Latuff2.jpg]





[Imagem: Rede+Globo+-+Manipuladora_thumb%5B5%5D.jpg]





[Imagem: Estuprando-sua-cabe%C3%A7a..jpg]
[/color]


[Imagem: palhaco.jpg]



[Imagem: brazil.jpg]



"De tanto ver triunfar a maldade,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos homens,
O homem chega desanimar-se da virtude,
A rir-se da honra
e ter vergonha de ser honesto..."

(Rui Barbosa)
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Pescada (09-10-2012), rdz8773 (28-09-2012)
28-09-2012, 02:58 PM
Resposta: #10
RE: O Brasil na Nova Ordem Mundial - Dilma na ONU (25/09)
Por que Dilma tem medo do Irã?

Gostaria muito de saber por que democratas, como a presidente Dilma Rousseff, têm tanto medo do Irã.

O medo é tamanho que Dilma cometeu um equívoco grave no seu discurso de inauguração da Assembleia-Geral da ONU, anteontem.
Ao se referir à crise na Síria, Dilma, corretamente, jogou sobre a ditadura de Bashar Assad "a maior parte da responsabilidade pelo ciclo de violência que tem vitimado grande número de civis, sobretudo mulheres, crianças e jovens".

[Imagem: 1013793.jpeg]


Até aí, tudo OK. Por fim, a diplomacia brasileira estabelece a responsabilidade principal pela carnificina na Síria.
Mas, na frase seguinte, Dilma comete uma omissão grosseira: "Mas sabemos também da responsabilidade das oposições armadas, especialmente daquelas que contam com apoio militar e logístico de fora".
Não, presidente, não são só as oposições armadas que gozam de apoio militar e logístico externo.

A ditadura Assad conta também com a única intervenção do exterior oficial e publicamente admitida, no caso do Irã.
O Itamaraty e/ou seus assessores diplomáticos deveriam ter repassado à presidente declarações feitas domingo pelo comandante da Guarda Revolucionária iraniana, major-general Mohammad Ali Jafari, confessando a presença na Síria da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária.

É oficial, portanto, ao contrário das notícias de que a Arábia Saudita e o Qatar estão dando apoio aos rebeldes. Devem estar dando mesmo, mas, se o governo brasileiro acha que a solução da crise passa pela negociação entre os atores sírios, a presidente não poderia omitir-se em relação ao Irã.
Ainda mais que Dilma disse também que não é aceitável que "este Conselho [o de Segurança] seja substituído --como vem ocorrendo-- por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e à margem do direito internacional".

[Imagem: charge_lula_barack_ira.jpg]


A intervenção do Irã para coligar-se com a ditadura síria é, obviamente, à margem do direito internacional, para não mencionar que não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.
Compare agora a omissão de Dilma com a afirmação de seu colega Barack Obama --presidente de um país com o qual o Brasil mantém, faz tempo, uma "parceria estratégica", convém lembrar: "O Irã restringe os direitos de seu povo, enquanto continua alimentando um ditador em Damasco e exportando o terrorismo a outros lugares".

Se o medo de Dilma é o de ser patrulhada pelos hidrófobos da esquerda por coincidir com Obama, que ouça sua parceira Cristina Kirchner. Ela preside um país que pediu à Interpol que expedisse ordem de prisão e de extradição para a Argentina de oito cidadãos iranianos --entre eles o atual ministro da Defesa, Ahmed Vahidi.

São todos eles acusados pelo atentado de 1994 contra uma entidade da comunidade judaica na Argentina.
Dilma já acusou os Estados Unidos de hipocrisia em matéria de direitos humanos, citando o caso de Guantánamo como suposta prova. OK, tem razão. Mas não é hipócrita --e covarde-- silenciar sobre o Irã?

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