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O Desing Estúpido!
13-09-2015, 04:10 AM
Resposta: #1
O Desing Estúpido!
[Imagem: design-tonto.jpg]


Muito se fala sobre a Teoria da Evolução e o Desing Inteligente e, obviamente, as opiniões são extremamente divergentes, sobretudo quando a religião entra no meio da discussão.

Entretanto, lendo alguns artigos da web, me deparei com esses dois que me pareceram bem interessantes.

O primeiro fala sobre os caminhos evolutivos serem fatos históricos, ou seja, transmite a noção de que nem sempre a vida evolui da forma mais "inteligente" se pensarmos a longo prazo, mas sim da única forma possível para aquele dado momento específico na trajetória evolutiva, o que, às vezes, acaba resultando em soluções anatomicamente desastrosas no futuro, e, portanto, nada inteligentes ou bem planejadas.

O segundo fala da complexidade irredutível, e sobre o fato de os seres vivos não serem assim tão irredutivelmente complexos.

Enfim, para quem gosta do assunto, vale a pena ler!

Citar:O design estúpido

Costumo falar que um fato histórico deve ser compreendido e analisado dentro do contexto histórico no qual está inserido. É muito simples dizermos que os europeus pós império romano eram um bando de sujismundos, que fugiam dos banhos como um vampiro foge de uma cruz. De fato, a queda de Roma, com suas mais de 950 casas de banho (thermae), é também a queda da higiene na Europa. Não há como não compararmos os romanos, cuja esmagadora maioria da população se banhava diariamente, com Luis XIV e seus famigerados três banhos em toda a vida adulta, e seu palácio, Versailles, que só foi ter um banheiro – para banhos – em 1768 (há uma anedota romana, em que um estrangeiro pergunta “por que vocês, romanos, tomam um banho todos os dias?”, e o romano responde “porque não temos tempo de tomar dois”). Contudo, convém considerarmos historicamente esse hábito europeu de não tomar banho. Em primeiro lugar, a ascensão do cristianismo após a queda do Império Romano reduziu ou mesmo proibiu o contato com o corpo, a limpeza das partes e a atividade, certamente erótica, do banho. Não é exagero dizer que o cristianismo, com sua pudicícia mórbida, é a religião da falta de higiene (como nos diz Foucault em seu A história da sexualidade, volume II). Além disso, convém percebermos a vertiginosa queda tecnológica, quando comparamos o Império Romano com as idades média e moderna que seguem-no. Tomar um banho quente era fácil em Roma, mas desconfortavelmente difícil na Europa medieval. Esquentar a água não é uma coisa simples, não é como entrar debaixo de um chuveiro elétrico nos dias de hoje e, pra quem nunca morou na Europa, principalmente na Europa setentrional, saiba que o troço é frio! Em terceiro lugar, o banho era uma atividade perigosa: a relação causal entre bactérias (ou microorganismos em geral) e doenças só foi estabelecida por Koch em 1876; logo, não era incomum as pessoas pensarem que o banho poderia adoecê-las. Bem, toda essa contextualização histórica não altera o terrível fedor que deveria imperar no palácio de Versailles no século XVIII. Contudo, permite que nós o compreendamos mais adequadamente, que saibamos quais suas razões.

A mesma coisa se dá com seres vivos, apesar de muitos de nós nos esquecermos disso com certa constância. Os seres vivos são fatos históricos; a morfologia de uma planta, a fisiologia de um componente celular, o comportamento de um determinado grupo animal são fatos históricos e, assim sendo, devem ser compreendidos dentro de um contexto histórico, o contexto histórico no qual surgiram e se desenvolveram.

Há inúmeras estruturas em seres vivos nas quais botamos os olhos e imediatamente nos perguntamos “mas por que isso é assim? Que coisa estúpida, que solução mal feita!”. Meu exemplo preferido, assim como de Futuyma, é o cruzamento dos sistemas respiratório e digestivo na faringe dos tetrápodos. À primeira vista, essa é uma morfologia bastante infeliz, levando milhares de pessoas à morte anualmente: muito mais simples seria construir separadamente as vias aéreas e digestivas, em paralelo. Portanto, por que um design tão desastrado e ineficaz, por que os tetrápodos foram construídos de maneira tão ineficiente? A resposta é bem simples: porque nós não fomos construídos. Esse design infeliz é fruto de uma série de eventos históricos, e deve ser compreendido como tal.

[Imagem: lungs.jpg]

Posição do pulmão (ou da bexiga natatória, dele derivada) em diferentes tetrápodos.

Para simplificarmos a história (quem quiser ler mais a esse respeito deve consultar um bom livro-texto de zoologia ou de evolução), o surgimento do pulmão nos ancestrais dos tetrápodos, ainda na água, se deu ventralmente; assim, os pulmões são estruturas que afloram ventralmente a partir do tubo digestivo. Mesmo que em seguida os pulmões tenham se movido para o mesmo plano do esôfago, ou mesmo para dorsalmente a esse, a traqueia surge ventralmente da hipofaringe. Esses ancestrais respiravam pela boca, situação em que não há diferença entre a posição ventral ou dorsal dos pulmões. Quando se deu a lenta transição da vida na água para a vida na terra, esses ancestrais pulmonados se achavam numa situação em que o ar estava acima deles, e a água abaixo (imagine um crocodilo flutuando num lago). Assim, as aberturas nasais passaram a se comunicar com a cavidade oral, permitindo que o animal respirasse de boca fechada. Contudo, estava estabelecida uma das estruturas mais desastrosas dos tetrápodos, que irá os assombrar pelos próximos 380 milhões de anos. Há diversos textos sobre esse assunto, escrito por zoólogos e biólogos evolutivos. Porém, procurando pela internet, achei esse interessante artigo, escrito por um médico, que explica a seus colegas de medicina as razões históricas desse design. Convém lembrar que médicos não têm treinamento em biologia evolutiva, o que devemos desculpar, dada a quantidade massiva de informação que seus estudos já contém (aviso para quem for ler o artigo: em medicina, anterior é o que nós em biologia chamamos de ventral e posterior é o nosso dorsal, superior é nosso anterior e inferior é nosso posterior).

Das nossas células fotorreceptoras voltadas para o lado errado (para a nuca ao invés de para a pupila, de onde vem a luz!) à Rubisco que adiciona oxigênio à ribulose, a natureza está repleta desses exemplos de estruturas desastradamente mal feitas. E aqui reside a beleza da coisa: essas estruturas, que devem ser compreendidas dentro de um contexto histórico, são excelentes evidências de que nós não fomos construídos, de que nós não fomos deliberadamente planejados; ao contrário, somos frutos de processos históricos, que chamamos de evolução.

Não pude deixar de lembrar de um interessante e bem humorado artigo da Scientific American, bem antigo por sinal, em que os autores imaginam como seria o ser humano se fosse criado do zero, numa prancheta de engenheiro, e feito para durar. O PDF desse artigo pode ser baixado aqui.

Por fim, gostaria de indicar um vídeo interessante sobre esse assunto. Estava eu lendo a coluna Dúvida Razoável, em que se discute exatamente o caso do olho dos vertebrados (convém notar que o olho dos cefalópodes tem as estruturas nas posições “corretas”), e lá achei esse vídeo do físico Neil Tyson (antes que perguntem, é ele mesmo, o sujeito daquela imagem – recuso-me, em respeito ao Dawkins, a chamar essas imagens de memes – conhecida como “Ui, que medo”):




Fonte

Citar:Design Sim, Inteligente Não: Uma Crítica da Teoria do Design Inteligente e Neocriacionismo

Artigo publicado por Massimo Pigliucci na Skeptical Inquirer. Professor adjunto de biologia evolutiva e filosofia na Universidade de Stony Brook, em Nova York, membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência. Seus ensaios podem ser encontrados na Rationally Speaking.

Traduzido por Francisco Quiumento no blog Scientia Est Potentia. Engenheiro químico e divulgador científico.

As reivindicações por Behe, Dembski e outros criacionistas do “design inteligente” que a ciência deve ser aberta a explicações sobrenaturais e que estes devem ser autorizados nos currículos escolares acadêmico, bem como do público são infundadas e baseadas em um engano de tanto o design na natureza e de que a teoria neodarwinista da evolução é tudo que necessita-se para tratar o tema.

Entre os principais expoentes da dita teoria do Design Inteligente (DI), já que assim este novo tipo de criacionismo é chamado, é William Dembski, um filósofo matemático e autor do livro The Design Inference (1998a). Nesse livro, ele tenta mostrar que deve haver um projetista inteligente por trás dos fenômenos naturais, como a evolução e a origem do Universo (veja Pigliucci 2000 para uma crítica detalhada). O argumento de Dembski (1998b) é que a ciência moderna, desde Francis Bacon tem ilicitamente caido em duas das famosas quatro tipos de causas de consideração de Aristóteles por completo, assim, restringindo desnecessariamente o seu próprio poder explicativo. A ciência é, portanto, incompleta, e a teoria do design inteligente irá corrigir este triste estado de coisas, se apenas os evolucionistas de mente fechada permitissem Dembski e companhia fizessem o trabalho.

As quatro causas de Aristóteles em ciência

Aristóteles identifica causas materiais, aquilo da qual alguma coisa é feita; causas formais, a estrutura da coisa ou fenômeno; causas eficientes, a atividade imediata produzindo um fenômeno ou objeto; e as causas finais, propósito de qualquer objeto que estamos investigando. Por exemplo, digamos que queremos investigar as “causas” da Ponte do Brooklyn. A causa material englobaria uma descrição dos materiais físicos que entraram em sua construção. A causa formal é o fato de que se trata de uma ponte sobre um curso de água, e não tanto um conjunto aleatório de peças ou de outro tipo de estrutura ordenada (como um arranha-céu). As causas eficientes foram os projetos elaborados pelos engenheiros e do trabalho de homens e máquinas que realmente montou o material físico e colocou-os no lugar. A causa final da Ponte do Brooklyn foi a necessidade de pessoas para caminhar e andar entre duas massas de terra sem se molhar.

Dembski afirma que Bacon e seus seguidores acabaram com tanto as causas formais e finais (as causas chamados teleonômicas, porque respondem à pergunta de por que algo é) para ciência livre da especulação filosófica e aterrou-a firmemente em declarações empiricamente verificáveis. Isso pode ser verdade, mas muita coisa se alterou com a obra de Charles Darwin (1859). Darwin estava se dirigindo a uma questão científica complexa de uma forma sem precedentes: ele reconheceu que os organismos vivos são claramente destinados a fim de sobreviver e reproduzir-se no mundo em que vivem, e ainda, como um cientista, ele trabalhou no quadro de explicações naturalistas de tal projeto. Darwin encontrou a resposta em sua bem conhecida teoria da seleção natural. A seleção natural, combinada com o processo básico de mutação, torna possível o desenho (projeto) na natureza sem recorrer a uma explicação sobrenatural porque a seleção é, definitivamente, não aleatória, e tem, portanto, potência “criativa” (ainda que inconsciente). Os criacionistas geralmente não entendem este ponto e acham que a seleção só pode eliminar os menos aptos, mas uma visão poderosa de Darwin era que a seleção também é um processo cumulativo análogo a uma catraca, que pode construir coisas ao longo do tempo, enquanto os passos intermédios são igualmente vantajosos.

Darwin tornou possível colocar todas as quatro causas aristotélicas de volta à ciência. Por exemplo, se fôssemos perguntar quais são as causas dos dentes de um tigre dentro de um quadro darwiniano, nós iríamos responder da seguinte maneira: A causa material é fornecido pelos materiais biológicos que compõem os dentes, a causa formal é o maquinário genético e de desenvolvimento que distingue os dentes de um tigre de qualquer outro tipo de estrutura biológica, a causa eficiente é a seleção natural promovendo algumas variantes genéticas do tigre ancestral sobre seus concorrentes, e a causa final é fornecida pelo fato de ter dentes estruturados de uma certa forma faz com que seja mais fácil para um tigre conseguir a sua presa e, portanto, para sobreviver e reproduzir-se – as únicas “metas” de cada ser vivo.

Portanto, design é uma parte muito importante da ciência moderna, pelo menos sempre que há uma necessidade de explicar uma estrutura aparentemente destinada (como um organismo vivo). Todas as quatro causas aristotélicas são totalmente restabelecidas dentro da esfera da investigação científica, e a ciência não é mutilada pelo desrespeito de algumas das causas de agir no mundo. Então o que resta do argumento de Dembski e de outros defensores da DI? Eles, como William Paley (1831) bem antes deles, cometem o erro de confundir concepção natural e design inteligente, rejeitando a possibilidade da primeira e concluindo que todo o projeto, por definição, deve ser inteligente.

Fica-se com a sensação de que Dembski está sendo hipócrita sobre Filosofia antiga. É evidente, por exemplo, que o próprio Aristóteles nunca em suas causas teleonômicas implicou design inteligente na natureza (Cohen, 2000). Seu mentor, Platão (em Timeu), já havia concluído que o criador do universo não poderia ser um deus onipotente, mas no máximo que ele chamou de Demiurgo, um deus menor que evidentemente “bagunça” com o universo com resultados mistos. Aristóteles acreditava que o alcance de Deus era ainda mais limitado, essencialmente, o papel de força motriz do universo, sem nenhuma interação adicional direto com sua criação (isto é, ele foi um dos primeiro deístas). Em Física, onde ele discute as quatro causas, Aristóteles trata a própria natureza como um artesão, mas claramente sem premeditação e inteligência. Um tigre transforma-se em um tigre, pois é da sua natureza fazê-lo, e essa natureza é devido a alguma essência física que lhe é dada pelo seu pai (hoje diríamos DNA), onde se inicia o processo de eliminação. Aristóteles faz essa rejeição clara de Deus como uma causa final (Cohen 2000) quando diz que as causas não são externas ao organismo (como um designer seria), mas interno a ele (como a biologia moderna do desenvolvimento demonstra claramente). Em outras palavras, a causa final de um ser vivo não é um plano de intenção, ou objetivo, mas simplesmente intrínseco nas mudanças no desenvolvimento do organismo. O que significa que Aristóteles identificou as causas finais com as causas formais na medida em que os organismos vivos estão em uma única causa. Ele rejeitou a chance e aleatoriedade (como fazem os biólogos modernos), mas não colocou um designer inteligente em seu lugar, contra o argumento de Dembski. Tivemos que esperar até Darwin para um avanço na concepção de Aristóteles sobre a causa final dos organismos vivos e de biologia molecular moderna para alcançar um entendimento da sua causa formal.

Complexidade Irredutível

Há dois argumentos adicionais propostos por teóricos do DI para demonstrar o design inteligente no universo: o conceito de “complexidade irredutível” e o critério de “complexidade-especificação”. A complexidade irredutível é um termo introduzido neste contexto pelo biólogo molecular Michael Behe em seu livro Darwin’s Black Box (1996). A idéia é que a diferença entre um fenômeno natural e um designer inteligente é que um objeto de design é planejado com antecedência, com premeditação. Enquanto um agente inteligente não é limitado por um processo evolutivo passo-a-passo, um processo evolutivo é a única maneira da natureza poder continuar, dado que não tem capacidade de planejamento (este pode ser submetido à complexidade incremental). A complexidade irredutível, então surge quando todas as partes de uma estrutura tem que estar presentes e funcionais ao mesmo tempo para que funcione, indicando, segundo Behe, que a estrutura foi projetada e não poderia ter sido construída gradualmente pela seleção natural.

O exemplo de Behe de um objeto irredutivelmente complexo é uma ratoeira. Se você tirar qualquer um dos elementos mínimos que fazem o trabalho a armadilha vai perder sua função, por outro lado, não há nenhuma maneira de montar uma ratoeira gradualmente a partir de um fenômeno natural, porque não vai trabalhar até o último pedaço ser montado. Premeditação e, portanto, o design inteligente, é necessário. Claro que é. Afinal, como ratoeiras comprados em lojas de ferragens são realmente produtos de origem humana, sabemos que eles são inteligentemente projetados. Mas o que dizer de estruturas biológicas? Behe alega que, embora a evolução pode explicar muita coisa da diversidade visível entre os organismos vivos, não é suficiente quando chegamos ao nível molecular. A célula e vários dos seus componentes fundamentais e vias bioquímicas são, segundo ele, irredutivelmente complexa.

O problema com esta afirmação é que ela está em contradição com a literatura disponível sobre estudos comparativos em microbiologia e biologia molecular, que Behe ignora convenientemente (Miller 1996). Por exemplo, os geneticistas estão continuamente mostrando caminhos bioquímicos que são parcialmente redundantes. A redundância é uma característica comum dos seres vivos em diferentes genes estão envolvidos na mesma ou em parte, funções sobrepostas. Enquanto isto pode parecer um desperdício, modelos matemáticos mostram que a evolução por seleção natural para produzir redundância molecular porque quando surge uma nova função, é necessário que não pode ser realizada por um gene que já está fazendo outra coisa, sem comprometer a função original. Por outro lado, se o gene se repetiu (por mutação), uma cópia é livre de constrangimentos imediatos e pode lentamente divergir na estrutura do original, eventualmente, assumir novas funções. Este processo leva à formação de “famílias” de genes, grupos de genes que claramente se originaram a partir de uma sequência de DNA único ancestral, e que agora são diversificados e executam uma variedade de funções (por exemplo, a globina, que varia de proteínas permitindo a contração muscular às envolvidas na troca de oxigênio e dióxido de carbono no sangue). Como resultado da redundância, as mutações podem derrubar os componentes individuais das vias bioquímicas, sem comprometer a função global ao contrário das expectativas de complexidade irredutível.

(Observe que os criacionistas, que nunca perdem uma oportunidade, também tentaram alegar que a redundância é outra evidência de design inteligente, porque um engenheiro iria produzir sistemas de backup – sistemas redundantes – para minimizar falhas catastróficas se a componentes primários pararem de funcionar. Apesar de muito inteligente, esse argumento ignora mais uma vez a biologia: a maioria dos genes duplicados acaba como pseudogenes, literalmente, pedaços de lixo molecular que, eventualmente, são perdidas para sempre para qualquer utilidade biológica [Max 1986].)

Para sermos corretos, existem vários casos em que os biólogos não sabem o suficiente sobre os constituintes fundamentais da célula para serem capazem de supor ou demonstrar a sua evolução gradual. Mas isto é um argumento da ignorância, e não evidência positiva de complexidade irredutível. William Paley lançava exatamente o mesmo argumento para afirmar que é impossível explicar o aparecimento do olho por meios naturais. No entanto, os biólogos sabem hoje de vários exemplos de formas intermediárias do olho, e há evidências de que essa estrutura evoluiu independentemente várias vezes durante a história da vida na Terra (Gehring e Ikeo 1999). A resposta para a clássica pergunta criacionista “Para que serve meio olho?” é “Muito melhor em tudo do que nenhum olho!”

No entanto, Behe tem um ponto sobre a complexidade irredutível. É verdade que algumas estruturas simplesmente não podem ser explicadas por processos lentos e cumulativos da seleção natural. De sua ratoeira para Paley visualizando a ponte do Brooklyn, a complexidade irredutível é realmente associada com o design inteligente. O problema para a teoria do DI é que não há nenhuma evidência até agora de complexidade irredutível em organismos vivos.

O critério da complexidade-especificação

William Dembski usa uma abordagem semelhante à Behe para suas pretensões criacionistas, em que ele também quer demonstrar que o design inteligente é necessário para explicar a complexidade da natureza. Sua proposta, no entanto, é tanto mais geral e mais profundamente falha. Em seu livro The Design Inference, (A Inferência do Design, Dembski 1998a) afirma que existem três tipos essenciais de fenômenos da natureza: “regular”, aleatório, e projetado (que ele supõe ser inteligente). Um fenômeno regular seria uma simples repetição explicável pelas leis fundamentais da física, por exemplo, a rotação da Terra em torno do sol. Fenômenos aleatórios são exemplificados pelo lançar de uma moeda. Projeto entra em qualquer momento em que dois critérios são satisfeitos: complexidade e especificação (Dembski, 1998b).

Há vários problemas com este cenário organizado. Primeiro de tudo, deixando de lado por um momento o projeto, as escolhas ainda não estão limitados a regularidade e aleatoriedade. Caos e teoria da complexidade têm demonstrado a existência de fenômenos de auto-organização (Kauffman 1993; Shanks e Joplin 1999), situações em que a ordem espontânea aparece como uma propriedade emergente de interações complexas entre as partes de um sistema. E esta classe de fenômenos, longe de ser apenas uma invenção da imaginação matemática, como Behe afirma, são reais. Por exemplo, certos fenômenos meteorológicos, como furacões não são regulares nem aleatórios, mas são o resultado de processos de auto-organização.

[Imagem: design.jpg]


Em resposta a alguns de seus críticos, Dembski (2000) afirma que o design inteligente não significa melhor projeto. A crítica de um design de qualidade inferior tem sido usada pelos evolucionistas que perguntam por que Deus faria um trabalho tão desleixado com a criação que mesmo um simples engenheiro humano pode facilmente determinar onde estão as falhas. Por exemplo, porque é que os seres humanos têm hemorroidas, varizes, dores lombares e dores nos pés? Se você assumir que foi “inteligentemente” projetado, a resposta deve ser que o designer foi bastante incompetente, algo que dificilmente agradaria um criacionista. Em vez disso, a teoria da evolução tem uma única resposta para todas essas perguntas: os seres humanos evoluíram o bipedalismo (andar com uma postura ereta), só muito recentemente, e a seleção natural ainda não plenamente adaptou nosso corpo à esta nova condição (Olshansky et al 2001). Nossos parentes mais próximos dos primatas, os chimpanzés, gorilas e outros, são melhor adaptados ao seu modo de vida e, portanto, são menos “imperfeitos” do que nós!

Dembski é, naturalmente, correto em dizer que o design inteligente não significa melhor projeto. Assim como a ponte do Brooklyn é uma maravilha da engenharia, não é perfeita, o que significa que teve de ser construído dentro das condições e limitações dos materiais e tecnologias disponíveis, e ainda está sujeita às leis naturais e decadência. A vulnerabilidade da ponte a ventos fortes e terremotos, e sua inadequação para suportar um volume de tráfego maior que para os quais foi construída não pode ser visto como semelhante à dor nas costas causadas por nossa recente história evolutiva. No entanto, a imperfeição dos organismos vivos, já apontado por Darwin, faz desaparecer a ideia de que eles foram criados por um criador onipotente e todo-bondade, que certamente não seria limitado pelas leis da Física que Ele mesmo teria criado a partir do zero.

Os quatro tipos fundamentais de Design e como reconhecê-los

Dadas estas considerações, eu gostaria de propor um sistema que inclui sugestões tanto a Behe quanto Dembski, ao mesmo tempo mostrando porque ambos estão errados em concluir que temos evidência de design inteligente no universo. A Figura 1 resume a minha proposta. Essencialmente, eu acho que existem quatro tipos possíveis de design na natureza que, em conjunto com as categorias de Dembski de fenômenos “regulares” e aleatórios, e a adição de fenômenos caóticos e auto-organização, verdadeiramente esgotam todas as possibilidades conhecidas por nós. A ciência reconhece o regular, o aleatório, e os fenômenos de auto-organização, bem como os dois primeiros tipos de projeto descrito na figura 1. Os outros dois tipos de projeto são em princípio possíveis, mas eu afirmo que não existe nem evidência empírica, nem razão lógica para acreditar que eles realmente ocorrem.

O primeiro tipo de projeto é o não-inteligente-natural, e é exemplificado pela seleção natural dentro da biosfera da Terra (e possivelmente em outros lugares do universo). Os resultados deste projeto, como todos os organismos vivos na Terra, não são irredutivelmente complexos, o que significa que eles podem ser produzidos por incremental, contínua (embora não necessariamente gradual) mudança com o tempo. Esses objetos podem ser claramente atribuídos a processos naturais também por causa de outras duas razões: eles nunca são ótimos (no sentido de engenharia) e são claramente o resultado de processos históricos. Por exemplo, eles estão cheios de lixo, peças não utilizadas ou subutilizadas, e assemelham-se a objetos similares, ocorrendo simultaneamente ou anteriormente no tempo (ver, por exemplo, o registro fóssil). Observe que alguns cientistas e filósofos da ciência se sentem desconfortáveis em considerar este “projeto” porque eles igualam o termo com inteligência. Mas eu não vejo nenhuma razão para adotar tal limitação. Se algo é moldado ao longo do tempo, por qualquer meio, de tal forma que cumpre uma determinada função, então foi concebido e é simplesmente a questão de como o design ocorreu a se concretizar. Os dentes de um tigre são claramente destinados para a eficiência em cortar a carne de sua presa e, portanto, para promover a sobrevivência e reprodução dos tigres ostentam tais dentes.

O segundo tipo de design é o inteligente-natural. Esses artefatos geralmente são irredutivelmente complexos, como um relógio desenhado por um ser humano. Eles também não são ideais, o que significa que comprometem-se claramente com as soluções para problemas diferentes (trade-offs – econômicos para a sua finalidade, “suficientes”) e estão sujeitos às restrições das leis físicas, materiais disponíveis, a perícia do projetista, etc. Os seres humanos podem não ser os únicos a gerar esses objetos, os artefatos de uma civilização extraterrestre poderiam cair nesta mesma ampla categoria.

O terceiro tipo de projeto, que é difícil, senão impossível, de distinguir a partir do segundo, é o que eu chamo de inteligência sobrenatural desleixada. Os objetos criados dessa maneira são essencialmente indistinguíveis de artefatos humanos ou por ETs, exceto que eles seriam o resultado do que os gregos chamavam de um Demiurgo, um deus menor, com poderes limitados. Alternativamente, eles poderiam ser devidos a um deus onipotente maldoso que só se diverte com produtos de qualidade inferior. A razão pela qual o design inteligente-sobrenatural-desleixado não é distinguível de alguns casos (mas por todos os meios não todos) do design inteligente natural é a famosa terceira lei de Arthur C. Clarke: do ponto de vista de uma civilização tecnologicamente menos avançada, a tecnologia de uma civilização muito avançada é indistinguível de mágica, essencialmente (como o monolito, em 2001: A Space Odyssey – 2001: Uma Odisséia no Espaço). Eu estaria muito interessado se alguém pudesse sugerir um caminho contornando a lei de Clarke.

Finalmente, temos o design inteligente-sobrenatural-perfeito, que é o resultado da atividade de um deus onipotente e todo-bondade. Esses artefatos seriam tanto irredutivelmente complexo e ótimos. Eles não seriam limitados por qualquer trade-offs ou por leis da física (afinal, Deus criou as próprias leis). Enquanto este é o tipo de Deus, no qual muitos cristãos fundamentalistas acreditam (apesar de algumas acabar com a parte onibenevolente), é evidente, a partir da existência da maldade humana, bem como das catástrofes naturais e doenças, que Deus não exista. Dembski reconhece essa dificuldade e, como já se referiu, admite que o seu design inteligente poderia mesmo ser devido a uma civilização muito avançada extraterrestre, e não a uma entidade sobrenatural em tudo (Dembski 2000).

Conclusões

Em resumo, parece-me que os principais argumentos dos teóricos do Design Inteligente não são novos nem convincentes:

Simplesmente não é verdade que a ciência não trata todas as causas aristotélicas, sempre que projeto precisa ser explicado;

Enquanto a complexidade irredutível é certamente um critério válido para distinguir entre os designs inteligentes e não-inteligentes, estas não são as únicas duas possibilidades, e os organismos vivos não são irredutivelmente complexos (e.g., ver Shanks and Joplin 1999);

O critério de complexidade-especificação foi respeitado pela seleção natural, e não pode, portanto, uma forma de distinguir design inteligente de não-inteligente;

Se o projeto sobrenatural existe em tudo (mas onde está a evidência ou lógica convincente?), este certamente não é do tipo que a maioria dos religiosos provavelmente subscrevem, e se confunde com a tecnologia de uma civilização muito avançada.

Portanto, as afirmações de Behe, Dembski e outros criacionistas (e.g., Johnson 1997) que a ciência deve ser aberta a explicações sobrenaturais e que estes devem ser autorizados nos currículos escolares acadêmicos, bem como do público são infundadas e baseadas em um engano de ambos design na natureza e do que a teoria neo-darwinista da evolução (Mayr e Provine, 1980) seja tudo sobre o assunto.

Referências

Behe, M.J. 1996. Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution. New York, N.Y.: Free Press.Cohen, S.M. 2000. The four causes. Accessed on 5/16/00 at faculty.washington.edu/smcohen.
Darwin, C. [1859] 1910. The Origin of Species by Means of Natural Selection: Or, the Preservation of Favored Races in the Struggle for Life. New York, N.Y.: A.L. Burt.
Dembski, W.A. 1998a. The Design Inference. Cambridge, UK: Cambridge University Press.
—. 1998b. Reinstating design within science. Rhetoric & Public Affairs 1:503-518.
—. 2000. Intelligent design is not optimal design. Accessed on 2/3/00 at http://www.meta-list.org.
Edis, T. 2001. Darwin in mind: Intelligent Design meets artificial intelligence. Skeptical Inquirer 25(2): 35-39.
Gehring, W.J., and K. Ikeo. 1999. Pax 6, mastering eye morphogenesis and eye evolution. Trends in Genetics 15:371-377.
Johnson, P. 1997. Defeating Darwinism by Opening Minds. Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press.
Kauffman, S.A. 1993. The Origins of Order. New York, N.Y.: Oxford University Press.
Max, E.E. 1986. Plagiarized errors and molecular genetics: Another argument in the evolution-creation controversy. Creation/Evolution 9:34-46.
Mayr, E., and W.B. Provine. 1980. The Evolutionary Synthesis: Perspectives on the Unification of Biology. Cambridge, Mass.: Harvard University Press.
Miller, K.R. 1996. The biochemical challenge to evolution. Accessed on 10/30/99 at biomed.brown.edu/faculty/M/Miller/Miller.html.
Olshansky, S.J., A.C. Bruce, and R.N. Butler. 2001. If humans were built to last. Scientific American March, pp. 50-55.
Paley, W. 1831. Natural Theology: Or, Evidences of the Existence and Attributes of the Deity, Collected from the Appearances of Nature. Boston, Mass: Gould, Kendall, and Lincoln, .
Pigliucci, M. 2000. Chance, necessity, and the new holy war against science. A review of W.A. Dembski’s The Design Inference. BioScience 50(1): pp. 79-81. January.
Roche, D. 2001. A bit confused: creationism and information theory. Skeptical Inquirer 25(2):40-42.
Shanks, N., and K.H. Joplin. 1999. Redundant complexity: A critical analysis of intelligent design in biochemistry. Philosophy of Science 66:268-282.
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13-09-2015, 10:40 AM
Resposta: #2
RE: O Desing Estúpido!
quanta embromação para tentar negar o óbvio
isso na filosofia grega se chama sofisma, a arte de enrolar com "argumentos"

veja na matemática, qual a probabilidade de uma lesma se tornar um mulherão com apenas acidentes ao acaso? é de 1 em 1 trilhão de trilhão de trilhão certamente
no fim, pela realidade estatística objetiva, as chances de termos tantos animais funcionais é extremamente improvável que tenha sido por acidente.

nem os milhões de anos ou até bilhões de anos de acidentes ao acaso seria o suficiente diante do grau de engenharia que encontramos na natureza

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[-] O(s) seguinte(s) 4 usuários diz(em) obrigado a Marcusmho pelo seu post:
Mediador (16-09-2015), ObservadorInfo (15-09-2015), Padmé Amidala (15-09-2015), sumaia (13-10-2015)
14-09-2015, 07:15 AM
Resposta: #3
RE: O Desing Estúpido!
Desconhecia este trabalho que li com alguma curiosidade. Obrigado @Padmé Amidala

A teoria do " Desing Inteligente", foi criada por forma a mascarar a verdadeira teoria criacionista, que se encontra na actualidade um pouco encostada à parede pelo mundo cientifico e pelos adeptos da evolução. Como um "casaco" que serve aparentemente para cobrir um corpo, esta nova designação, deixa mais ou menos pontos chave, conceitos adjectivados com palavras cientificas, hipóteses que aparentemente roçam o paradigma cientifico, etc, com o intuito que lhe conferir algo de cariz cientifico. Na verdade a base do criacionismo está lá bem explicita, simplesmente mudou a forma de a apresentar.

No fundo é deixar bem claro que a evolução passa necessariamente por um projecto que foi idealizado por um ser superior, mas neste caso não é necessário nem obrigatório referir explicitamente "O Criador" ou mais objectivamente o (Deus dos católicos). Resumidamente é isto, na essência é exactamente igual ao Criacionismo. De qualquer forma a ciência não considera esta teoria como algo com bases cientificas e a enquadra em algo como pseudo-ciência, mal ou bem pouco me importa a mim. Por outro lado, não sendo eu um animal religioso, nem professando nenhuma fé instituída, não compreendo ainda porque motivo é que os criacionistas insistam que a teoria da evolução e da selecção natural é um atentado e quase uma blasfémia à divindade. Sei que insistem que é uma falsidade, que tudo está deturpado e que a verdade não é esta mas sim a que propagam... desculpem mas não entro nessa.

Não consigo entender porque se sentem inferiores quando se afirma que o homem actual é fruto e produto da evolução. Atiram logo com a hipótese do (macaco!?)... humanos não vêm do macaco. Ok tudo bem, eu não me importo nada de descender de um macaco. Sei que agora não o sou e, o que já fui no passado pouco ou nada mesmo importa mno meu presente. Que tudo que existe foi criado por Deus e que Deus tudo controla e n' Ele tudo tem origem e tem fim. Ora, a meu ver, a ciência não nega isto. As dúvidas sobre a evolução são tantas que não há uma afirmação categórica e definitiva a 100% que foi assim taxativamente. Nada nem ninguém sabe ao certo como foi que tudo começou e, a meu ver nunca ninguém o irá saber. Simplesmente existem teorias... Mas por favor acho que temos que ser razoáveis, pois afirmar que o Homem tem menos de 10 000 anos sobre o planeta e que foi Deus com uma varinha mágica que tudo criou numa hora de brincadeira, porque simplesmente assim o quiz, isso não está correcto.

Li recentemente dois livros interessantes. Um, (criacionista) que até é romanceado e outro que é um livro de reflexão de uma mente brilhante. Um homem (espiritualista no verdadeiro sentido da palavra) ligado à investigação e administrador de uma gigantesca empresa farmacêutica. Depois de ler estes dois livros, fiquei satisfeito embora não me tenham demovido, mas, ao contrário de muitos criacionistas, principalmente aqui no fórum, eles conseguem cativar pela sua clareza e sabedoria. ou seja, utilizam a inteligência e o senso critico para divulgar o que pensam. Nós aqui só temos pessoas que se limitam a repetir o que lhe meteram na cabeça não utilizando o senso critico. Existe uma ou duas excepções, mas essas já as mencionei.

Deixo então os livros que referi, que devem ser lidos com calma e mente aberta, pois só assim podemos recolher frutos maduros que eles nos oferecem. Mesmo assim continuo a ser um adepto da teoria da evolução. Sendo que para se criticar ou questionar uma teoria temos que conhecer o seu oposto.


[Imagem: a_descoberta.jpg?w=207&h=305]

Título: “A Descoberta” (*)
Subtítulo: A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu

Autoria: Denis Cruz e Michelson Borges
Editora: Casa Publicadora Brasileira


[Imagem: image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsI8xBp%2F033q5...;width=150]

Título: Ser Espiritual
Subtítulo: Da Evidência à Ciência

Autoria: Luís Portela
Editora: Gradiva

Como podem constatar meus amigos criacionistas não leio só livros sobre ciência pura e dura e, muito menos sobre evolucionismo... as mentes que querem evoluir têm que ser plurais.


(*) esta obra só está disponível em Portugal na livraria do CCBasileiro.
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Padmé Amidala (15-09-2015)
15-09-2015, 01:19 PM
Resposta: #4
RE: O Desing Estúpido!
(14-09-2015 07:15 AM)ruicoelho Escreveu:  Por outro lado, não sendo eu um animal religioso, nem professando nenhuma fé instituída, não compreendo ainda porque motivo é que os criacionistas insistam que a teoria da evolução e da selecção natural é um atentado e quase uma blasfémia à divindade. Sei que insistem que é uma falsidade, que tudo está deturpado e que a verdade não é esta mas sim a que propagam... desculpem mas não entro nessa.

Não consigo entender porque se sentem inferiores quando se afirma que o homem actual é fruto e produto da evolução. Atiram logo com a hipótese do (macaco!?)... humanos não vêm do macaco. Ok tudo bem, eu não me importo nada de descender de um macaco. Sei que agora não o sou e, o que já fui no passado pouco ou nada mesmo importa mno meu presente. Que tudo que existe foi criado por Deus e que Deus tudo controla e n' Ele tudo tem origem e tem fim. Ora, a meu ver, a ciência não nega isto. As dúvidas sobre a evolução são tantas que não há uma afirmação categórica e definitiva a 100% que foi assim taxativamente. Nada nem ninguém sabe ao certo como foi que tudo começou e, a meu ver nunca ninguém o irá saber. Simplesmente existem teorias... Mas por favor acho que temos que ser razoáveis, pois afirmar que o Homem tem menos de 10 000 anos sobre o planeta e que foi Deus com uma varinha mágica que tudo criou numa hora de brincadeira, porque simplesmente assim o quiz, isso não está correcto.

Li recentemente dois livros interessantes. Um, (criacionista) que até é romanceado e outro que é um livro de reflexão de uma mente brilhante. Um homem (espiritualista no verdadeiro sentido da palavra) ligado à investigação e administrador de uma gigantesca empresa farmacêutica. Depois de ler estes dois livros, fiquei satisfeito embora não me tenham demovido, mas, ao contrário de muitos criacionistas, principalmente aqui no fórum, eles conseguem cativar pela sua clareza e sabedoria. ou seja, utilizam a inteligência e o senso critico para divulgar o que pensam. Nós aqui só temos pessoas que se limitam a repetir o que lhe meteram na cabeça não utilizando o senso critico. Existe uma ou duas excepções, mas essas já as mencionei.

Deixo então os livros que referi, que devem ser lidos com calma e mente aberta, pois só assim podemos recolher frutos maduros que eles nos oferecem. Mesmo assim continuo a ser um adepto da teoria da evolução. Sendo que para se criticar ou questionar uma teoria temos que conhecer o seu oposto.

[...]

Como podem constatar meus amigos criacionistas não leio só livros sobre ciência pura e dura e, muito menos sobre evolucionismo... as mentes que querem evoluir têm que ser plurais.

Muito obrigada pela participação no tópico, amigo Rui!

Só posso dizer que concordo plenamente contigo, e também não entendo que há de tão desmerecedor em ser um animal evoluído.

Já disse aqui uma porção de vezes que a teoria da evolução em nada é incompatível com o teísmo, é apenas uma questão de interpretar a crença religiosa à luz da ciência. O problema é que alguns crentes tentam fazer o contrário, e interpretar a ciência à luz de suas crenças, pois, alguns entendem que escrituras feitas há mais de 3.000 anos (escritas por homens como qualquer um de nós, com quase nenhum conhecimento científico se comparados a atualidade) são verdades absolutas e imutáveis, e afirmar qualquer coisa diferente dessas escrituras é blasfêmia.

Ora, talvez aí esteja a grande dieferença entre os verdadeiros cientistas e os crentes "detentores da verdade": a honestidade e a humildade, como bem já dissestes no outro tópico. Honestidade para tentar ser sempre o mais criterioso e transparente possível com os fatos, sem tentar manipular os dados em favor de seus interesses; e humildade para admitir que não sabemos de tudo, e que uma teoria científica pode ser modificada e "evoluir" conforme novas evidências vão sendo descobertas com o passar do tempo, nesse logo e interminável caminho pela busca da verdade, que por sinal jamais será totalmente revelada!
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ruicoelho (16-09-2015)
Loja Tudo Saudável
15-09-2015, 02:16 PM
Resposta: #5
RE: O Desing Estúpido!
(13-09-2015 10:40 AM)Marcusmho Escreveu:  quanta embromação para tentar negar o óbvio
isso na filosofia grega se chama sofisma, a arte de enrolar com "argumentos"

veja na matemática, qual a probabilidade de uma lesma se tornar um mulherão com apenas acidentes ao acaso? é de 1 em 1 trilhão de trilhão de trilhão certamente
no fim, pela realidade estatística objetiva, as chances de termos tantos animais funcionais é extremamente improvável que tenha sido por acidente.

nem os milhões de anos ou até bilhões de anos de acidentes ao acaso seria o suficiente diante do grau de engenharia que encontramos na natureza

Obrigada pela participação, Marcusmho.

Você já leu sobre o falseacionismo de Karl Popper?

Hoje se entende que a falseabilidade de uma teoria, por si só, não é o único ponto chave que define se a teoria é científica ou não-científica (ou pseudocientífica), principalmente se estivermos falando de "falseacionismo ingênuo". Mas ainda é de grande serventia, pois é uma das formas de verificar a falsidade de uma teoria científica.

No caso do criacionismo ou desing inteligente, sequer pode ser considerado uma teoria científica, não há evidências observáveis que possam ser falseadas. É apenas uma afirmação, que tem tanta validade quanto a afirmação que diz, por exemplo, que o mundo foi criado pelo espirro de uma vaca amarela que estava gripada.

Já a teoria CINETÍFICA da evolução, tem inúmeras evidências observáveis, como fósseis, ossadas, teste de DNA, enfim, elementos que podem ser falseados. Se uma única espécie fosse encontrada, testada e fosse comprovado que não tem nenhuma relação com as demais espécies, então a afirmação de que toda a vida do planeta descende poucos (ou até de um único) organismos, seria falsa. Se a teoria da evolução perdura até hoje, ainda que tenha "evoluído" ao longo do tempo, é porque, provavelmente, é verdadeira, embora ainda faltem peças do quebra-cabeça. Apesar de falseável, ainda não foi falseada; ao contrário, cada vez mais aparecem novas peças do quebra-cabeça corroborando com a tese inicial de que as espécies sofrem mutações evoluem para novas espécies. E me parece que você não consegue ter noção do que significam milhões e bilhões de anos.

Para saber como ocorre a evolução, talvez você devesse estudar um pouco de biologia e menos de Bíblia e, assim como o amigo Rui, se permitir ler a opinião contrária a sua para poder argumentar contra, e não passar vergonha com afirmações de que um "mulherão evoluiu de uma lesma".

E sobre a probabilidade matemática, vou te devolver em duas perguntas em forma de probleminha de matemática, e espero que você realmente calcule e poste os cálculo aqui:

Qual é a probabilidade da teoria da evolução estar certa, principalmente diante do fato de muitas evidências observáveis e testáveis terem sido apresentadas e, apesar de falseáveis, não terem sido falseadas até hoje?

Qual a probabilidade de um ser invisível e dotado de poderes mágicos ter criado todas as espécies prontas e acabadas, fazendo com que a espécie humana (talvez uma das mais inteligentes e habilidosas) tenha descendido de um único casal ancestral, que se reproduziu incestuosamente e criou uma família incestuosa de 7 bilhões de membros, contrariando tudo o que se sabe, comprovadamente, sobre genética e hereditariedade?
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ruicoelho (16-09-2015)
15-09-2015, 02:20 PM
Resposta: #6
RE: O Desing Estúpido!
Em tempo, se tiver curiosidade de ler sobre falseabilidade das teorias científicas, esses blogs têm textos bem didáticos e interessantes:

Citar:Biologia Evolutiva e Filosofia
Fonte (o texto é muito grande e o fórum não permitiu a postagem

Citar:A Evolução é Ciência, e o que ‘Ciência’ significa?

Por John Wilkens, 1997

Traduzido por Fernando Lorenzon

Sumário: Ciência não é um processo simples de falsificação de hipóteses. A filosofia da ciência não são apenas as idéias de Popper, que possuem alguns problemas reais. Evolução pode ser falseada no significado usual na prática científica.

É freqüentemente discutido, igualmente por filósofos e criacionistas, que o darwinismo não é falseável, e, portanto, não é ciência. Isto se apóia na opinião de que alguma coisa é apenas ciência se puder ser falseada, quer dizer, provada falsa, pelo menos em princípio. Esta idéia, pertencente a Popper, não é de maneira nenhuma aceita universalmente, e a história da filosofia está a fim de dar sentido a isso e às críticas que fizeram a ele.

No tempo em que Darwin estava formulando sua concepção da evolução, o exemplo prevalente da ciência era o sistema newtoniano. Leis eram supremas, e elas determinavam o resultado. A ciência procurava generalizações. Darwin tentou fazer uma ciência newtoniana, e foi ferido quando os expoentes da área como Whewell e Herschel, dois de seus conhecidos e mentores, destituíram sua teoria por ser insuficientemente parecida com o modelo de ciência deles.

William Whewell foi o primeiro verdadeiro filósofo da ciência. Ele era sucessor das escolas inglesas e escocesas de bom senso empíricas. Ele rejeitou a concepção de Hume, de que indução (provar uma regra ou lei por referência a exemplos singulares de dados e observações) não estava correta, mesmo não negando a força lógica do argumento. Não se pode provar uma universalização, não importando quantos pedaços de evidência você tem de manipular. Whewell propôs o que ele chamou de ‘consiliência de induções’ – quanto mais casos indutivos você possuir baseados em dados, mais confiável a generalização. É isto que Darwin tentou alcançar, e particularmente explica porque ele gastou tantos anos coletando caso após caso para sustentar sua teoria. Ele achava que estava percorrendo o Caminho Correto.

Uma outra escola de pensamento era o Positivismo. Estas idéias afirmavam que apenas o verdadeiro conhecimento era conhecimento científico. Isto significava que os positivistas teriam de ser capazes de distinguir entre a verdadeira ciência e as pseudociências, como frenologia, espiritualismo, e outras teorias excêntricas vindas para a cena durante o século XIX. Um positivista influente foi o físico Ernst Mach, da celebrada velocidade Mach, e dele desenvolveu-se uma escola de pensamento nos países de idioma alemão da Europa conhecido como Positivismo Lógico, sediado em Viena.

Os Positivistas Lógicos sustentavam que algo é ciência quando puder ser verificado, e eles tinham todos os tipos de regras para isso, baseadas no atestado de Hume de que qualquer coisa que não resulta logicamente de coisas práticas ou números era metafísica. Isto era equivalente a dizer que era literalmente uma tolice para os positivistas. Quando foi observado que o Princípio de Verificação era inverificável, e, portanto, uma tolice, a escola ruiu.

No entanto, ela estimulou o jovem Karl Popper a colocar à frente seu próprio modo de diferenciar notavelmente ciência (cujo exemplo foi a nova física) de pseudociência (cujos exemplos foram Marxismo e Freudianismo). Popper também aceitou a legitimidade dos enunciados metafísicos, mas negou que eles eram quaisquer divisões da ciência. A idéia de Popper (uma variedade de empirismo lógico) foi chamada de ‘falseacionismo’, e em suas versões amadurecidas acreditavam que algo é científico até onde:

I. é suscetível a ser falseado por dados,

II. é testado por observações e experimentos, e

III. faz predições.

Verdadeiros Cientistas Fazem Predições. Este era o Verdadeiro Método Científico. Uma menor preocupação com ninharia poderia ser lidada – Popper sabia que o Princípio de Falseamento não poderia ser falseado. Era abertamente metafísico. Neste contexto, faz sentido o porquê de um pró-evolucionista como Popper chamar o Darwinismo de um programa de pesquisa metafísica. Ele não era mais falseável (pensou ele) que a idéia de que matemática descreve o mundo, e era da mesma forma básica para a biologia moderna.

O medidor nos trabalhos foi jogado primeiro por sociólogos e historiadores da ciência, incluindo Robert Merton, e posteriormente Thomas Kuhn. O livro de Kuhn em particular misturou diferentes genéticas que se adaptaram. Se Popper pensou que o que ele estava fazendo era destilar a essência da ciência em um conjunto de proscrições, Kuhn e outros observaram que nenhuma ciência na realidade se parece como este modelo.

De acordo com Kuhn, você não pode nem comparar quando uma teoria é melhor que outra cientificamente, devido a cada teoria global carregar seus próprios métodos de avaliação. Mudar de uma teoria global para outra está mais ligado a uma conversão religiosa que uma decisão racional. Ciência apenas muda quando a teoria mais velha não pode lidar com um número arbitrário de anomalias, e está em ‘crise’. Quando isto ocorre, a comunidade científica age como alguém olhando para aqueles quadros de duplo aspecto, como o famoso quadro da mulher idosa/jovem. Eles ‘alternam’ de uma visão para outra, que Kuhn chamou de ‘troca de paradigma’. Ciência resiste a revoluções, e o único caminho para determinar se algo é científico é vendo o que os cientistas fazem (há uma circulariedade óbvia aqui).

Isto foi muito popular no relativístico fim da década de 1960, mas causou o aumento de alguns problemas sérios. Para começar, ninguém podia encontrar revoluções radicais nos registros históricos. Até Galileu e Newton se mostraram mais revisionistas que revolucionários. Então, o ‘paradigma’ começou a ser usado para cada nova teoria com impacto em uma disciplina (que são tudo teorias, no final das contas). Eventualmente, se torna óbvio que enquanto Kuhn fez muitas observações interessantes, não houve tal ciclo universal como ele tinha proposto na ‘vida’ de uma teoria científica. O próprio termo ‘paradigma’ foi atacado como sendo muito vago, e Kuhn eventualmente o largou em favor de outros termos mais restritos, como ‘matriz disciplinária’ e ‘exemplo’.

O amigo de Kuhn, Paul Feyerabend, agitou ainda mais as coisas por afirmar que não houve até então algo como o Método Científico. Tampouco Kuhn acreditou existir algo em um sentido mais filosófico. Feyerabend argumentou que o método era restrito a pequenas subdisciplinas, e que a qualquer circunstância quaisquer cientistas poderiam trazer para dentro qualquer coisa da astrologia a numerologia se isso ajudasse. Ele até encorajou o criacionismo inicialmente recente. Isto foi o fim extremo da abordagem “ciência é o que cientistas fazem”. Feyerabend queria que cientistas fizessem qualquer coisa que quisessem, e chamar isso de ciência.

Isso foi contrariado por Imre Lakatos, que afirmou que ciência era uma série histórica de programas de pesquisa. Enquanto eles estavam obtendo resultados, progredindo de um problema a outro, estavam ‘gerando’, ao contrário, os outros estavam ‘degenerando’. De acordo com Lakatos, um programa de pesquisa é um núcleo de teorias altamente protegido que são relativamente imunes à revisão, enquanto teorias subsidiárias são freqüentemente revisadas ou abandonadas.

Uma coisa estes três filósofos pensavam em oposição a Popper – não havia circunstância que poderia ser rejeitada como linha divisória entre ciência ‘racional’ e não-ciência ’não-racional’. Lakatos identificou o que ele chamou de Tese de Duhen-Quine – nada pode ser falseado se você quiser fazer ajustes adequados em outro lugar em seus comprometimentos teóricos. Obteve um resultado que arruína sua teoria da gravitação favorita? Então os instrumentos estão errados, ou algo está interferindo com as observações, ou há outro processo que você não conhecia, ou alguma outra teoria de fundo está errada. E o motivo disso é que todos estes movimentos são na verdade usados – eles são racionais no sentido da boa prática científica. Positivismo está irresgatavelmente morto neste estágio.

Então, qual é a diferença entre ciência e não-ciência? Há várias alternativas mutualmente compatíveis. Pragmatismo, a única filosofia originada na América do Norte, acredita que a verdade ou o valor de um relato como a teoria ou hipótese está situada em seu resultado prático. Pragmatistas dizem que ser científico é um rótulo retroativo dado a quem sobrevive testando e fazendo uma verdadeira diferença prática, como a teoria sobre um câncer afetando como aquele câncer é tratado, de forma mais bem sucedida. Progresso na ciência é o acúmulo de teorias que dão certo.

Realistas continuam a dizer que o que faz algo científico é sua modelação de realidade de forma bem sucedida, e isto fez surgir o que é conhecido como a Concepção Semântica de Teorias. Nesta descrição, o que ciência faz é criar modelos efetivos, e se um modelo encontra o critério de Lakatos para gerar um programa de pesquisa, esses modelos são assumidos como adequados e verdadeiros. E há uma pressão sociológica. Isto é divergente, mas é também totalmente relativístico (ciência é somente algo que cientistas constroem para algumas razões sociais particulares próprias), ou mais pragmatista e realístico, e compartilha um forte comprometimento para a importância e exclusividade da ciência.

De volta à evolução. Torna-se claro o motivo das repetições simplórias, até por cientistas, de que “se ela não pode ser falsificada não é ciência”, não é suficiente para rejeitar uma teoria. O que ciência é realmente é um assunto para demasiada discussão. A redescoberta pós-Merton da natureza social da ciência lançou os eternos Métodos Científicos pela janela, mas isso não significa que ciência não é mais distinguível de não-ciência.

Simplesmente não é mais fácil como alguém gostaria em um mundo ideal. Pelo que vi, não era um mundo ideal, de qualquer jeito.
Entretanto, no entendimento ordinário de falseamento, a evolução darwiniana pode ser falseada. Também, ela pode ser verificada de uma maneira não-dedutiva. Whewell estava certo no sentido de que você pode mostrar a validade relativa de uma teoria se for criticada o suficiente, e Popper tinha uma noção similar, chamada ‘verossimilhança’. O que cientistas fazem, ou ainda o que eles dizem fazer, é no fim muito pouco afetado por prescrições filosóficas a priori. Darwin estava certo em tomar a abordagem que ele fez.

É significativo que, embora freqüentemente afirmado que o Darwinismo é não-falseável, muitas das coisas que Darwin disse foram, na realidade, falseadas. Muitas de suas declarações foram de fato revisadas ou negadas; muitos de seus mecanismos rejeitados ou modificados até por quem o apoiou mais fortemente (ex., por Mayr, Gould, Lewontin, e Dawkins), e ele consideraria difícil reconhecer algumas versões da teoria moderna da seleção como sua teoria da seleção natural. Isto é exatamente o que um estudante da história da ciência poderia esperar. Ciência progride, e se uma teoria não, isso é uma forte evidência prima facie que isto na verdade é uma crença metafísica.

Uma citação final sobre Hull é instrutiva:

Outra ambigüidade ainda surge constantemente em nossas discussões sobre teorias científicas. Elas são hipóteses ou fatos? Elas podem ser “provadas”? Os cientistas têm o direito de dizer que “sabem” de tudo? Enquanto eu entrevistava os cientistas, engajado nas controvérsias sob investigação, eu perguntei, “Você acha que a ciência é provisional, que cientistas devem estar dispostos para reexaminar qualquer idéia que eles sustentam, se necessário?” Todos os cientistas que eu entrevistei responderam afirmativamente. Posteriormente, eu perguntei, “A teoria evolucionária poderia ser falsa?” A esta questão eu recebi três diferentes respostas. A maioria respondeu de imediato que não, ela não pode ser falsa. Vários oponentes do consenso então atualmente responderam que não apenas poderia ser falsa, mas que também ela era falsa. Uns poucos sorriram e me pediram para esclarecer minha questão. “Sim, qualquer teoria científica poderia ser falsa sumariamente, mas dado o atual estado de conhecimento, os axiomas básicos da teoria evolucionária são apropriadas para continuar a se levar investigações.”

Filósofos visam objetivar uma maleabilidade conceitual. Cientistas fazem isso também – quando esta maleabilidade funciona contra eles. Caso contrário, eles não se importam muito. Na realidade, eles se irritam quando algum pedante aponta isso.

A maioria dos cientistas não é inclinada filosoficamente e eles farão uso de qualquer coisa que ajude em seus trabalhos, mas não da forma como Feyerabend pensava. Cientistas reflexivos sabem que o que conta é como você questiona a questão. A maioria dos físicos não irá imediatamente pensar que a teoria atômica poderia ser falsa, também. Eles estão respondendo à questão “É mais apropriado suspendê-la mais tarde?”, não ao filosófico “poderia teoricamente ser suspensa?”, o que é um problema diferente. Filósofos fazem uma arrumação conceitual, entre outras coisas, mas cientistas são os que fazem toda a serragem na oficina, e eles precisam não ser tão arrumados. E nenhum faxineiro deve dizer a qualquer profissional (outro que não faxineiros) como deve ser feito. Criacionistas que dizem “se a evolução não é como Popper disse que ciência deveria ser, então não é ciência” são como porteiros que dizem que professores não deixam suas salas-de-aula limpas o suficiente, então não são professores. Fonte
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Eduardo - Unholy Confessions (15-09-2015), ruicoelho (16-09-2015)
15-09-2015, 09:36 PM
Resposta: #7
RE: O Desing Estúpido!
Citar:O problema é que alguns crentes tentam fazer o contrário, e interpretar a ciência à luz de suas crenças, pois, alguns entendem que escrituras feitas há mais de 3.000 anos (escritas por homens como qualquer um de nós, com quase nenhum conhecimento científico se comparados a atualidade) são verdades absolutas e imutáveis, e afirmar qualquer coisa diferente dessas escrituras é blasfêmia.

Nessa frase vc sintetizou a realidade com perfeição, não pela idéia superficial que a citação dos crentes traz, porém pelo conceito em si.

Existem religiosos que colocam as claras leis da natureza dentro do contexto religioso e metamorfam tudo para se encaixarem em suas crenças e os que compreendem que um conceito não precisa excluir o outro, mesmo sendo dois raciocínios cuja as bases são opostas ( fé e evidência ).

Existem também os céticos que excluem qualquer esperança sobre o sobrenatural mesmo que um dia já nutrirão sua fé, pois sob a luz do conhecimento enxergam que a perfeição da natureza mesmo sendo complexa e beirando o paradoxal consegue se sustentar sem nenhum outro auxílio, e também os céticos que "polimerizam" a fé com a ciência pois entendem que a noção do sobrenatural por ilimitada pode se modelar sob qualquer teoria prática ou fruto da evidenciação de qualquer fato decorrido.

De todas as "verdades" fabricadas que existem nesse mundo, nenhuma vai nos libertar, apenas a compreensao. Entretanto é mais fácil seguir uma doutrina mastigada e lutar pela vontade de terceiros do que pensar por si mesmo e compreender os próximos ao seu redor.
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Padmé Amidala (16-09-2015), ruicoelho (16-09-2015)
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16-09-2015, 01:36 AM
Resposta: #8
RE: O Desing Estúpido!
(15-09-2015 09:36 PM)Eduardo - Unholy Confessions Escreveu:  
Citar:O problema é que alguns crentes tentam fazer o contrário, e interpretar a ciência à luz de suas crenças, pois, alguns entendem que escrituras feitas há mais de 3.000 anos (escritas por homens como qualquer um de nós, com quase nenhum conhecimento científico se comparados a atualidade) são verdades absolutas e imutáveis, e afirmar qualquer coisa diferente dessas escrituras é blasfêmia.

Nessa frase vc sintetizou a realidade com perfeição, não pela idéia superficial que a citação dos crentes traz, porém pelo conceito em si.

Existem religiosos que colocam as claras leis da natureza dentro do contexto religioso e metamorfam tudo para se encaixarem em suas crenças e os que compreendem que um conceito não precisa excluir o outro, mesmo sendo dois raciocínios cuja as bases são opostas ( fé e evidência ).

Existem também os céticos que excluem qualquer esperança sobre o sobrenatural mesmo que um dia já nutrirão sua fé, pois sob a luz do conhecimento enxergam que a perfeição da natureza mesmo sendo complexa e beirando o paradoxal consegue se sustentar sem nenhum outro auxílio, e também os céticos que "polimerizam" a fé com a ciência pois entendem que a noção do sobrenatural por ilimitada pode se modelar sob qualquer teoria prática ou fruto da evidenciação de qualquer fato decorrido.

Oi, Eduardo! Obrigada pelo comentário!

Concordo com você na ideia geral. Inclusive sempre digo que manter a mente aberta é essencial para evitar dogmas e para proporcionar a própria evolução do conhecimento.

Entretanto, eu me pergunto o que é o sobrenatural? Seria o desconhecido? Se sim, nesse caso então não seria sobrenatural, seria apenas o desconhecido, ou seja, algo que é natural (enquanto parte da natureza das coisas e seu funcionamento), porém ainda ignorado por nós.

Mas se esse "sobrenatural" for entendido como uma consciência que é capaz de inclusive criar a vida e o universo, ainda assim haveria o problema de se definir o que é consciência, pois até os seres mais simples têm uma certa forma de "consciência". Mas, sinceramente, essa é uma questão que para mim tanto faz, pouco importa e não influencia nada na minha vida. O que não dá para aceitar é que hipóteses como a do desing inteligente tentem se travestir de ciência para ganhar credibilidade. É o verdadeiro "dragão na garagem", pelo menos até o momento e acredito eu que por muitos éons ainda! rsrs
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Eduardo - Unholy Confessions (16-09-2015), ruicoelho (16-09-2015)
16-09-2015, 01:34 PM
Resposta: #9
RE: O Desing Estúpido!
as evidências da teoria da evolução são falsas e são fabricadas
já o designer inteligente é cabalmente provada pela matemática estatística
as pessoas dizem que deve manter a mente aberta, mas eu não vejo isso, só trocaram um dogma pelo outro, tornaram a teoria da evolução inquestionável

veja algumas das evidências contra a teoria da evolução:
1 - A Falsa evidência da homologia e semelhança genética:
Dizem que membros semelhantes e genes semelhantes de espécies animais distintas é uma prova de que vieram de um ancestral comum, mas percebe-se que isso não é prova alguma e sim uma inferência, pois em vez de ancestralidade comum, podemos ter mais evidência de design comum destes animais desenhados por um criador. Então não há um mecanismo empiricamente demonstrado para estabelecer que as homologias sejam devidas à ancestralidade comum, ao invés de design comum. Os argumentos Darwinistas sobre a “homologia” e “genes semelhantes” são um caso clássico de raciocínio circular e inferência falsamente induzida a evidência.



2 - Os Falsos diagramas embrionários:
Ernest Haeckel, um professor alemão muito influente da Universidade de Jena. Haeckel tinha publicado uma série de gravuras em 1866 mostrando o desenvolvimento embrionário de diversas espécies(um pouco depois do livro a origem das espécies de Darwin), O propósito dos diagramas era mostrar que o ciclo de desenvolvimento no útero refletia (ou "recapitulava") os mesmos estágios pelos quais uma espécie passou durante o longo processo de sua evolução. O problema com os diagramas é que eles eram uma total fabricação. Começando com imagens legítimas dos embriões de diferentes espécies, Haeckel fez uma série de ajustes para torná-los mais similares uns com os outros. Ele misturou embriões, removeu ou acrescentou partes, mudou o tamanho relativo de diversos aspectos, identificou outros incorretamente, e distorceu de várias formas as evidências até que obteve os resultados que desejava. Lembre-se que tudo isto foi realizado em um tempo em que a ciência da Embriologia Comparada era pouco compreendida. Haecke sabia que apenas alguns poucos acadêmicos na Europa e nos EUA poderiam contestar suas afirmações, mas que, dado o prestígio da Universidade de Jena, isto era altamente improvável.

Entretanto, alguém abriu a boca e contestou. O professor Ludwig Rutimeyer, da Universidade de Basileia, demonstrou para as autoridades de Jena, em 1868, que os diagramas eram "um pecado contra a verdade científica". Por exemplo, ele pôde mostrar que Haeckel usara o mesmo desenho para ilustrar os embriões de três espécies diferentes. Haeckel foi forçado a admitir que seus desenhos continham incorreções, mas incrivelmente, foi mantido em seu cargo. Além disso, sua retratação recebeu tão pouca divulgação que a fraude toda foi exposta novamente alguns anos mais tarde, em 1874, pelo professor Wilhelm His, da Universidade de Leipzig. Ele declarou que Haeckel tinha praticado "fraude evidente" e "que tinha excluído a si mesmo de qualquer pesquisa científica séria". Alguém poderia pensar que Haeckel e seu diagrama fraudulento tivessem sido vilificados dali para frente pela comunidade científica. Mas, isto nunca aconteceu — o que é um escândalo em si mesmo. Em vez de rejeitarem a fraude cometida por Haeckel, os evolucionistas continuaram a usar seus diagramas como se fossem autênticos. Eles já foram reproduzidos em inúmeros livros-texto em todo o século 20 e ainda estão em uso hoje no próprio sistema de ensino Stephen Jay gould, um dos maiores proponentes da teoria da evolução, escreveu recentemente que nós deveríamos estar "estupefatos e envergonhados pelo século de reciclagem descuidada que levou à persistência desses desenhos em um grande número, se não na maioria dos livros modernos." (mas claro, não foi descuidado, mas proposital).



3 - A Mutação das Drosófilas:
Os evolucionistas insistem que uma série de mutações aleatórias precisam eventualmente levar ao aparecimento de uma que de algum modo confira uma vantagem real, ou potencial, a uma espécie, por menor que seja a mudança. Em sua obstinação em fornecer evidências experimentais disso, eles criaram incontáveis gerações da mosca drosófila (Drosophila melanogaster) sob condições controladas nos laboratórios e induziram mutações aleatórias em seu código genético por meio da irradiação e outros métodos. Como a mosca-da-fruta pode produzir uma nova geração a cada duas semanas, os cientistas podem observar os resultados em centenas de gerações. Quantas novas espécies foram produzidas por esse processo? Quantas novas proteínas? Quantas novas enzimas? A resposta: nem uma sequer.
Se milhões de mutações aleatórias são necessárias antes que uma mutação verdadeiramente benéfica apareça, então o que acontece com aquelas mutações que não são imediatamente fatais ou prejudicias para o organismo(portanto não selecionado pelo ambiente) e que são transmitidas para a próxima geração? Essas mutações deletérias, a partir de um ponto de vista estatístico, excederiam em muito o número de mutações benéficas. Assim, a inevitável entrada das mutações deletérias no banco genético de toda a espécie resultaria na progressiva deterioração de uma espécie e no seu eventual desaparecimento, então o mecanismo que eles estavam usando para explicar a evolução precisaria levar inexoravelmente, não à criação de novas espécies, mas à destruição das existentes!


4 - A População Humana:
De acordo com os evolucionistas, a humanidade evoluiu no Grande Vale do Rift, no nordeste da África, cerca de 200 mil anos atrás. Agora, vamos considerar por um momento as severas implicações práticas disso. Se assumirmos que a taxa de crescimento populacional entre o homem primitivo era aproximadamente similar à taxa existente hoje — pouco mais de 1% — e se assumirmos que a população humana total da Terra 200 mil anos atrás era de apenas 100 indivíduos, então ela teria crescido para vários trilhões (não bilhões) em menos de dez mil anos! Talvez a taxa anual de crescimento de 1% seja alta demais por causa dos avanços da medicina atual e da produção em massa. Entretanto, mesmo se usarmos uma taxa menor, ainda obteremos uma expansão astronômica na população em apenas alguns milhares de anos. Por exemplo, alguns historiadores reconhecem que a população do planeta como um todo durante o tempo do nascimento de Jesus Cristo era em torno de 100 milhões de habitantes. Com base na população atual (ano de 2012) de 7 bilhões, isso representa um aumento anual de longo prazo de pouco mais de um quinto de 1% (0,212%). Se aplicarmos essa mesma taxa anual de crescimento à nossa população humana que vivia no nordeste da África, ela teria crescido de 100 indivíduos para 157 bilhões em apenas 10 mil anos. Isto por que crescemos de forma exponencial em curtos espaços de tempo mesmo com taxas baixas de crescimento, nós somos os animais mais adaptáveis e menos suscetíveis a predação, mesmo com a escassez de alimento, desastres naturais e epidemias, a população voltaria a níveis altos em pouco tempo(sendo que para o ser humano é muito fácil se espalhar entre os continentes, tendo espaço de sobra para crescer, atravessar a Rússia a pé levaria apenas 70 dias, sem considerar as paradas) e o avanços tecno-científico se faria presente em uma sociedade bem povoada que logo apareceria, no entanto dizem que começamos do zero a pouco tempo atrás, se mantendo na idade da pedra por 200 mil anos e passando da idade do bronze para a eletrônica em cerca de 5000 anos.
Como você pode ver, a teoria do Grande Vale do Rift é impossível. Se extrapolarmos retroativamente a partir da população atual usando somente um taxa anual de crescimento um pouquinho maior (porém ainda conservadora) — 0,302% em vez de 0,212% — descobrimos que uma população inicial de 100 pessoas teria aumentado para 7 bilhões, a atual população mundial, em cerca de 6 mil anos. Isto é totalmente consistente com a estrutura cronológica encontrada na Bíblia.



5 - Taxas de erosão:
As medições mostram que existem rios que escavam o seu leito em mais de 1.000 mm de altura cada 1.000 anos enquanto outros só retiram 1 mm em 1.000 anos. A redução de altura média para todos os continentes do mundo é à volta de 60 mm cada 1.000 anos(chuvas, ventos e sol). Na escala de vida humana, estas taxas de erosão são pequenas. Mas para aqueles que dizem que os continentes têm bilhões de anos, as taxas são avassaladoras. Uma altura de 150 quilómetros de continente seria erodido em 2,5 bilhões de anos. Desafia o bom senso. Se a erosão tem estado a atuar ao longo de milhões de anos, não haveria continentes na terra. Este problema foi levantado por um número de geólogos que calcularam que a América do Norte deveria ter sido aplanada em 10 milhões de anos se a erosão se tivesse mantido à velocidade atual. Este é um espaço de tempo ridículo se compararmos com os supostos 2,5 bilhões de anos dos continentes que eles dizem ter.(sobre as placas tectônicas, podem elevar montanhas, mas continentes em placas que entram de baixo delas, como a índia, sumiria em muito menos tempo devido a taxa de erosão)


6 - Coluna geológica (inversões):
Segundo a coluna geológica, a várias camadas que se sobrepõe na crosta terrestre onde os fósseis mais antigos ficam abaixo e os mais recentes acima, entretanto, A famosa falha de carreamento Heart Mountain , no Wyoming, tem mantido os geólogos perplexos há anos; de acordo com a datação pelos fósseis, os estratos mais antigos, com uma espessura entre 450 a 500 metros e entre 50 a 100 km de extensão, estão colocados por cima dos mais recentes. Argumenta-se que a parte mais antiga foi levantada e transportada por cima da mais recente; Pierce (1957) admite que esta explicação ortodoxa é fantástica mas que não encontra uma explicação alternativa (Taylor 1996, 448).
Contrariando o princípio dos fósseis "antigos" e "novos" conforme os paleontólogos os classificam, existem longas faixas onde as coisas estão invertidas. Os fósseis antigos encontram-se situados por cima dos fósseis novos no Glacier National Park no Canadá (com 800 km de comprimento), na China e na Escandinávia (com 140.000 km 2 de extensão). Em vários lugares encontram-se camadas pré-cambrianas (as mais antigas) sobre um leito cretáceo. E nos estados de Tennessee e Geórgia (E.U.A.) uma grande "falha" estende-se por centenas de quilómetros em que os depósitos cambrianos se sobrepõem aos depósitos carboníferos. Isto, em termos evolucionistas, representa uma inversão na ordem dos acontecimentos em, pelo menos, 300 milhões de anos (Santos 1988)



7 - Meteoritos fósseis:
Excetuando os estratos superiores da Terra, os meteoritos fósseis são muito raros, o que demonstra que os estratos não estiveram expostos durante milhões de anos.



8 - Oceanos Poluídos pelo Sal e níquel:
O processo evolucionário necessita de milhões de anos para operar com sucesso. Entretanto, mesmo se a Terra tivesse apenas 10 milhões de anos de idade — uma fração do tempo necessário para a “evolução” ocorrer — os oceanos do mundo estariam tão fortemente carregados com depósitos de sal e de outros minerais solúveis que estariam tão mortos quanto o Mar Morto. Considerando a quantidade de níquel existente nos oceanos e tendo em consideração a taxa a que o níquel está a ser adicionado à água devido aos meteoritos, o tempo de acumulação corresponde a alguns milhares e não milhões de anos (Baker 1998, 25).


9 - Campo magnético da terra:
Na década de 70, o professor de física Dr. Thomas Barnes reparou que medições feitas desde 1835 mostravam que este campo estava a decair 5% por século (medições arqueológicas mostram também que o campo era 40% mais forte do que hoje no ano 1.000 a.C.). Barnes calculou que a corrente não poderia estar a decair há mais de 10.000 anos, ou então a sua potência original seria tão grande que derreteria a terra. Este modelo é, obviamente, incompatível com os milhares de milhões de anos necessários aos evolucionistas (Creation 20(2):15 March-May 1999)



10 - DNA em fósseis:
Muitos cientistas relataram terem descoberto DNA em fósseis que se diz terem milhões de anos. Alguns relataram ter reavivado bactéria dos intestinos duma abelha, supostamente com 15-40 milhões de anos. E, mais recentemente, investigadores alegam ter reavivado bactérias de rochas que se diz terem a idade de 250 milhões de anos. Agora alguns geólogos e microbiologistas em Inglaterra relatam ter encontrado DNA em pequenas inclusões em cristais de sal variando de “idade” entre 11 e 425 milhões de anos. As suas descobertas foram publicadas no prestigiado jornal Nature (Fish 2002). O DNA fragmenta-se em cadeias com 100-200 unidades de comprimento, que, a água apenas, iria fragmentar completamente em menos 50.000 anos, e que, a radiação de fundo apenas, iria eventualmente destruir a informação no DNA, mesmo na ausência de água e oxigénio. Existem pessoas bem conhecidas e respeitadas que acreditam que o DNA não pode sobreviver mais do que 100.000 anos ou à volta disso. A sua constituição química básica significa que as suas ligações se desfazem.


11 - Dinossauros não mineralizados:
Muitos restos de dinossauros ainda não estão completamente mineralizados. Mais de metade do fóssil é ainda osso original e não pedra! Alguns até possuem substâncias químicas da altura em que o animal estava vivo (proteínas e aminoácidos)! Alguns fósseis de peixe ainda mantinham o cheiro a peixe quando foram descobertos. (Taylor 1989, 28)


12 - Conflito com Outros Ramos da Ciência (Segunda Lei da Termodinâmica) e a trivialização da complexidade:
Todos os ramos da ciência — com uma exceção — reconhecem e aceitam a Segunda Lei da Termodinâmica. Essa lei diz que todos os processos ordeiros no universo estão se movendo continuamente para um estado menos ordeiro. Em resumo, eles estão se deteriorando. O exemplo mais óbvio é a perda progressiva do calor. Cada objeto, grande ou pequeno, terrestre ou interestrelar, está perdendo calor por meio da radiação. Esse calor nunca pode ser recuperado em sua totalidade, o que significa que todo sistema ordeiro eventualmente perderá calor e morrerá, a não que mais calor seja adicionado a partir de outra fonte.
Por exemplo, vemos que a energia necessária para que a matéria morta se torna-se viva é colossal: Existem 135 x 10^165 possíveis combinações para a hemoglobina. Para se realizar as combinações necessárias seria consumida a energia e a matéria de 10 sextilhões de universos por segundo, durante 10 trilhões de trilhões de anos para se produzir as combinações de hemoglobina, por acaso(ASIMOV, Issac. The genetic code). Essa lei recebe o respeito em todos os ramos da ciência, exceto na Biologia Evolucionária. Por quê? Porque ela refuta um dogma fundamental da Evolução — que um sistema ordeiro pode avançar, de forma puramente acidental e entrar em um estado mais ordeiro. Em resumo, a Segunda Lei da Termodinâmica, que algumas vezes é chamada de Lei da Entropia, garante que nada nunca pode evoluir. Portanto, a não ser que outros ramos da ciência estejam seriamente errados, a assim chamada ciência da Evolução é completamente falsa.


13 - Proto-Galáxias (galáxias primitivas):
Os proponentes do Big Bang acreditam que ao olharem cada vez mais longe no espaço, estão a olhar para trás no tempo muitos bilhões de anos, para uma época muito mais próxima do chamado acontecimento primordial - o Big-Bang, as galáxias nestas regiões seriam bem jovens e primitivas no início do universo, Contudo, em vez de observarem qualquer “Proto-Galáxia” eles vêm “galáxias normais, com grandes famílias de estrelas” ou seja, galáxias que para eles seriam velhas demais ou evoluídas demais para estar nos primórdios do universo. (Creation ex nihilo 21(3) 1999, 9)


14 - Acumulação:
Se o universo foi originado pelo "Big Bang", então a matéria devia estar distribuída uniformemente. Contudo o universo contém uma distribuição da massa extremamente desigual. Isto significa que a matéria está concentrada em zonas e planos à volta de regiões relativamente vazias. As galáxias distantes estão agrupadas como continentes cósmicos para além de extensões de espaço quase vazias.




15 - Planetas do sistema solar diferentes:
Todos os planetas do sistema solar são diferentes uns dos outros, até os satélites. (Kerr 1994, 1360) Como consequência disto, todas as velhas teorias sobre a evolução da terra e do sistema solar (a hipótese nebular, a teoria da onda, etc.) são impossíveis, pois dizem que todo o sistema solar derivou de um mesmo material.




16 - Planetas esfriando:
Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão estão esfriando. Júpiter, por exemplo, irradia mais ou menos o dobro da energia que recebe do Sol; Saturno, o triplo. Se o sistema tivesse bilhões ou mesmo milhões de anos, esses cinco planetas estariam absolutamente congelados há muito tempo. (A Família Int. “Contato” nº 15)


17 - Datações:
Existem pelo menos seis métodos radiométricos disponíveis. A data que se assume que a amostra tem determinará qual o método que será usado porque cada um deles dará um resultado diferente.
Por exemplo: quando ossos de dinossauro contendo carbono são encontrados, não se lhes faz datação com C-14 porque o resultado seria de apenas alguns milhares de anos. Visto que isto não estaria de acordo à data assumida baseada na coluna geológica, os cientistas usam outro método de datação de modo a se obter uma idade mais próxima do resultado desejado. Todos os resultados radiométricos que não estão de acordo com as idades pré-designadas na coluna geológica são rejeitadas. (Hovind 1998, 47)


18 - Decaimento constante:
O decaimento radioativo tem sido considerado como sendo um processo constante, que ocorre por transmutação aleatória dos átomos do elemento instável. Quando estamos perante um número elevado de átomos existe uma certa certeza estatística de que em qualquer momento um número específico de átomos estará num processo de decaimento ou mudança espontâneo. Estes números dar-nos-ão a taxa de decaimento mas tudo está baseado no pressuposto de que se trata de um processo aleatório. No entanto, trabalhos estatísticos levados a cabo por Anderson e Spangler (1973) mostraram que, de fato, o processo de decaimento não é aleatório; isto significa que a taxa de decaimento não pode ser conhecida ao certo, pondo em questão todo o processo de datação radiométrica (Anderson 1972).
"É óbvio que as técnicas radiométricas podem não ser os métodos de datação absolutos que afirmam ser. As estimativas de idade em um determinado estrato geológico, medidos por diferentes métodos radiométricos são frequentemente diferentes (às vezes em centenas de milhões de anos). Não existe absolutamente um 'relógio' radiológico confiável de longo prazo." [The Science of Evolution, Macmillan, Nova York, 1977].



19 - Carbono-14:
O método do Carbono-14 foi inventado por Willard Libby no início da década de 1950 na Universidade de Chicago. Embora não sejam de desprezar, os métodos de datação são sobre-valorizados. Willard Libby disse que o seu método só era correto para objetos com apenas alguns milhares de anos. O Carbono-14 (o isótopo instável do estável Carbono-12) é formado na atmosfera pela ação dos raios cósmicos sobre os átomos de Azoto-14 (Nitrogênio-14) do ar. Contudo, a instabilidade relativa deste Carbono-14 origina que ele comece imediatamente a decair para Nitrogênio-14, a forma isotópica estável do carbono. A "meia-vida" do Carbono-14 (o tempo que leva para metade do Carbono-14 de um sistema dado decair de volta a Nitrogênio-14) é aproximadamente de 5.730 anos. Por isso, depois de mais ou menos seis meias-vidas, ou seja, à volta de 35.000 anos, não existiria praticamente nenhum Carbono-14 para ser medido (alguns cientistas afirmam poder medir quantidades extremamente pequenas até aos 80.000 anos, ou 14 meias-vidas, mas isso é muito duvidoso). O radiocarbono (Carbono-14) não devia encontrar-se em rochas “antigas”, mas encontra-se! Uma vez mortas as criaturas, o radiocarbono existente nos seus organismos devia decompor-se rapidamente. Após milhões de anos, os seus restos estariam completamente livres de radiocarbono. Mas as amostras de materiais orgânicos retirados de todas as camadas de rocha, como fósseis, carvão, calcário, gás natural e grafite, têm todas radiocarbono mensurável. Estas descobertas são relatadas na literatura científica secular com frequência (mas geralmente são rejeitadas como erros de medição, sendo estes erros de medição muito improvável pois os instrumentos são de alta precisão).

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Série de vídeo SAINDO DA MATRIX entenda tudo sobre as conspirações
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16-09-2015, 01:57 PM
Resposta: #10
RE: O Desing Estúpido!
Algumas fraudes da teoria da evolução:


• O Homem de Java

O paleontologista holandês Eugene Dubois descobriu resíduos fossilizados de um fragmento craniano, um fêmur e alguns dentes em Java, em 1891, e prontamente declarou que eles pertenciam a um hominídio primitivo, que chamou de Pithencanthropus erectus. Essa descoberta provou ser imensamente influente e foi inserida nos livros-texto de ciências desde então. Mas, durante trinta anos, Dubois negligenciou e deixou de informar o público que ele também encontrara dois esqueletos humanos perto do mesmo local do "Homem de Java". Qualquer interpretação realista dos dados levaria à conclusão que o fêmur era de fato humano, exatamente como os dois crânios, mas que o fragmento craniano era de um macaco. Retendo as informações sobre os dois crânios, Dubois estava praticando uma simples e bem-conhecida fraude.

Observe também a credulidade dos cientistas que estavam preparados para aceitar como definitiva a tênue "evidência" apresentada por Dubois. Quem examina os obscuros anais da Paleontologia, descobre rapidamente que o realismo e o senso comum são muitas vezes colocados de lado, no ímpeto obsessivo de provar que o homem evoluiu a partir de um macaco. Não importa o quão triviais ou patéticas sejam as evidências, desde que sejam suficientemente obscuras para enganar o público.

• O Homem de Piltdown

Quando os resíduos fossilizados de uma caveira e de uma mandíbula foram encontrados em uma escavação em Piltdown, na região sul da Inglaterra, em 1912, muitos dos principais paleoantropologistas do mundo saudaram a descoberta como evidência de uma nova espécie do hominídeo primitivo, o elo ausente que há muito tempo era procurado entre o macaco e o homem moderno. Somente em 1953 é que o fóssil de Piltdown foi exposto como uma invenção, que combinou a caveira de um homem moderno com a mandíbula inferior de um orangotango. Em resumo, uma fraude deliberada. Os dentes tinham sido dispostos lado a lado e os ossos descoloridos de forma a se aproximarem daquilo que os evolucionistas esperavam encontrar. Isto deveria ter alertado o mundo todo sobre a falta de cuidado e a ingenuidade da comunidade paleontologista como um todo, e para a desonestidade clara de um núcleo dela, mas os livros-textos e as revistas científicas preferiram explicar o incidente como um episódio infeliz e isolado.

Normalmente, a comunidade científica se refere ao incidente de Piltdown como uma fraude, como se tivesse sido algo fundamentalmente inofensivo. Mas, ele não foi apenas uma fraude, foi um crime. A indisposição continuada da comunidade evolucionista de descrever a fraude de Piltdown como um crime e não apenas como uma simples fraude, indica a contemporização, preconceito e duplicidade que ainda infecta os membros dessa comunidade.

• O Homem de Nebraska

Em 1922, um evolucionista (e eugenista) de destaque, Henry Osborn, declarou que um dente de fóssil encontrado cinco anos antes no estado americano de Nebraska era prova conclusiva de espécies até então desconhecidas de hominídeos. O Homem de Nebraska, como ele ficou conhecido, foi citado nos livros-texto como evidência da Evolução e de que a humanidade tem sua orígem no macaco. Algumas publicações até mesmo reproduziram uma ilustração criada por um artista de qual seria o aspecto desse homem. Entretanto, nem todos os cientistas ficaram convencidos e se tornou claro após alguns anos que Osborn e seus apoiadores estavam grandemente enganados.

O dente era na verdade de uma espécie extinta de porco. Sim, um porco. Esse triste episódio destacou novamente a disposição de um grande segmento da comunidade científica de acreditar em afirmações apetitosas, porém baseadas em "evidências" ridiculamente triviais — neste caso o dente de um porco. Essa tendência nunca diminuiu e os paleontologistas continuam desavergonhadamente a proclamar descobertas e avanços que não têm validade científica. Mas, como o trabalho deles é revisado por seus próprios pares — que possuem a mesma atitude elástica para o rigor científico — ele nunca é colocado seriamente em questão.

• Os Diagramas dos Embriões, de Haeckel

Dubois, o criador do Homem de Java, era discípulo do "grande" Ernest Haeckel, um professor alemão muito influente da Universidade de Jena. Haeckel tinha publicado uma série de gravuras em 1866 mostrando o desenvolvimento embrionário de diversas espécies. O propósito dos diagramas era mostrar que o ciclo de desenvolvimento no útero refletia (ou "recapitulava") os mesmos estágios pelos quais uma espécie passou durante o longo processo de sua evolução.

Os Diagramas de Haeckel se transformaram em um dos maiores instrumentos de propaganda na história. Quase que imediatamente, eles pareciam fornecer evidências irrefutáveis que a Evolução era verdadeira. Estudantes universitários na Europa e nas Américas se convertiam aos milhares vendo os sedutores diagramas.

O problema com os diagramas é que eles eram uma total fabricação. Começando com imagens legítimas dos embriões de diferentes espécies, Haeckel fez uma série de ajustes para torná-los mais similares uns com os outros. Ele misturou embriões, removeu ou acrescentou partes, mudou o tamanho relativo de diversos aspectos, identificou outros incorretamente, e distorceu de várias formas as evidências até que obteve os resultados que desejava. Lembre-se que tudo isto foi realizado em um tempo em que a ciência da Embriologia Comparada era pouco compreendida. Haecke sabia que apenas alguns poucos acadêmicos na Europa e nos EUA poderiam contestar suas afirmações, mas que, dado o prestígio da Universidade de Jena, isto era altamente improvável.

Entretanto, alguém abriu a boca e contestou. O professor Ludwig Rutimeyer, da Universidade de Basileia, demonstrou para as autoridades de Jena, em 1868, que os diagramas eram "um pecado contra a verdade científica". Por exemplo, ele pôde mostrar que Haeckel usara o mesmo desenho para ilustrar os embriões de três espécies diferentes. Haeckel foi forçado a admitir que seus desenhos continham incorreções, mas incrivelmente, foi mantido em seu cargo. Além disso, sua retratação recebeu tão pouca divulgação que a fraude toda foi exposta novamente alguns anos mais tarde, em 1874, pelo professor Wilhelm His, da Universidade de Leipzig. Ele declarou que Haeckel tinha praticado "fraude evidente" e "que tinha excluído a si mesmo de qualquer pesquisa científica séria".

Alguém poderia pensar que Haeckel e seu diagrama fraudulento tivessem sido vilificados dali para frente pela comunidade científica. Mas, isto nunca aconteceu — o que é um escândalo em si mesmo. Em vez de rejeitarem a fraude cometida por Haeckel, os evolucionistas continuaram a usar seus diagramas como se fossem autênticos. Eles já foram reproduzidos em inúmeros livros-texto em todo o século 20 e ainda estão em uso hoje.

• A Monera de Haeckel

Como muitos dos primeiros evolucionistas, Haeckel era panteísta e racista. Ele nutria uma profunda aversão à verdade bíblica e queria que o povo alemão adorasse a deusa Vênus. Ele era favorável à eliminação das crianças fracas e deformadas por meio do aborto e do infanticídio, à esterilização em massa de milhões de pessoas "inferiores" e à introdução de um programa nacional de eutanásia para aplicar um "envenenamento rápido e indolor" em milhares de "incuráveis".

Haeckel também tinha sua própria versão do truque da Célula Simples. Ele alegava que uma substância gelatinosa primitiva nas profundezas dos oceanos, carregada com microorganismos até aqui desconhecidos, que ele chamou de monera, funcionava como um tipo de mecanismo universal para transformar ingredientes inorgânicos em células vivas. Embora ele não tivesse evidência alguma para sua teoria da monera, sua reputação era tal que ela foi aceita por muitos cientistas em toda a Europa como um fato estabelecido.

O evolucionista inglês T. H. Huxley descobriu aquilo que ele acreditava ser evidência da monera em amostras de lodo dragado do fundo do oceano Atlântico, e até nomeou a nova "espécie" como Bathybius haeckelii. Entretanto, alguns anos mais tarde, um químico do navio descobriu que o álcool usado para preservar as amostras de lodo podia produzir um amorfo precipitado, que Huxley tinha erroneamente considerado como evidência de vida orgânica. Se essa notícia hilariante não tivesse sido suprimida, o escândalo que provocaria teria destruído as reputações de muitos importantes cientistas em toda a Europa.

Huxley era um manipulador ambicioso. Ele formou um grupo de cientistas proeminentes que exerceu uma extraordinária influência sobre o sistema científico britânico no período de 1865-1890. Conhecido como Clube X, o grupo definia a agenda e decidia as prioridades das instituições de liderança, como a Sociedade Real e a Associação Britânica para o Progresso da Ciência. O grupo dele também indicava colegas evolucionistas para os cargos de direção em outras instituições, garantindo assim que o sistema científico britânico continuasse a ser dominado por indivíduos que compartilhassem o desprezo pela verdade bíblica.

Em sua biografia de Charles Darwin, os autores Adrian Desmond e James Moore descreveram apropriadamente o clube como "um tipo de loja maçônica darwiniana". Aparentemente eles não chamavam a si mesmos de Clube X porque não tivessem objetivos claramente definidos — é óbvio que tinham — mas porque não queriam que o público reconhecesse a determinação deles em "profissionalizar" a ciência, eliminando todas as referências a um Criador e colocando no lugar aquilo que os autores Desmond e Moore chamaram de "um sacerdócio intelectual".

Clubes similares existiam também nos EUA e na França. Esse tipo de manipulação continua até hoje, não apenas na Grã-Bretanha, mas em toda a Europa e nos EUA, garantindo assim que teorias com motivações políticas, como a Evolução, a Grande Explosão, Inteligência Extraterrestre e Aquecimento Global recebam fachada científica, amplo financiamento para pesquisa e sejam usadas para fins de propaganda.

Poderíamos apresentar muitos outros exemplos. Tomados coletivamente, eles retratam uma disciplina dirigida pela irracionalidade, auto-engano, interesses velados, práticas científicas descuidadas e uma extraordinária desconsideração pelos padrões mínimos de integridade científica.

Considere apenas o seguinte:

1 - Por que os evolucionistas continuam a afirmar que a existência de uma versão com penas do Archaeopteryx, o suposto elo perdido entre os répteis e os pássaros, foi confirmado pelas evidências fósseis, quando já ficou comprovado que o único exemplar do fóssil foi uma falsificação criada pelo homem?

2 - Por que os evolucionistas continuam a afirmar que as diferentes "espécies" de um determinado passarinho das remotas Ilhas Galápagos são prova da Evolução, quando são apenas variedades de um genoma comum, exatamente como as raças caninas?

3 - Por que os evolucionistas continuam a promover a mariposa apimentada como prova de uma evolução, quando se sabe há muito tempo que o mesmo genoma é capaz de produzir toda a variação observada?

4 - Por que os evolucionistas continuam a afirmar que a mosca-da-fruta com quatro asas, que foi desenvolvida por meio de mutação genética artificial em laboratório é uma nova espécie, e não uma versão geneticamente danificada da original?

5 - Por que os evolucionistas continuam a proclamar o assim chamado "Diagrama do Cavalo" como evidência da Evolução quando muitos de seus próprios colegas o rejeitam como uma mera hipótese, pois até mesmo o hyrax (um animal parecido com o coelho, que ainda é encontrado hoje na África) é retratado como uma espécie extinta de cavalo? (Novamente, preciso lembrar os leitores que não estou inventando tudo isto.)

6 - Por que a categoria de fóssil conhecida como Australopithecus afarens ainda está sendo anunciada como um elo perdido se já foi demonstrado há muito tempo que o exemplar melhor conhecido ("Lucy") — uma pequena coleção de ossos sem descrição — era simplesmente um macaco sem qualquer capacidade de andar como um bípede?

7 - Por que os evolucionistas ainda se referem à existência do assim chamado órgãos vestigiais como evidências de Evolução se tantos de seus melhores exemplos — as amígdalas, as glândulas pineal e pituitária — e o assim chamado DNA "descartável" são há muito tempo conhecidos como trapaças científicas dos piores tipos?

8 - Por que os evolucionistas ainda tentam defender a opinião que as bactérias desenvolvem resistência aos antibióticos por meio de um processo de Evolução, se é bem conhecido que essa resistência já está presente em uma porcentagem mínima da população hospedeira e que a morte em massa de suas companheiras simplesmente permite que esse minúsculo remanescente floresça?

9 - Por que os evolucionistas ainda falam sobre a existência de genes similares entre as espécies como evidência de um antepassado comum, se é bem conhecido que nenhum relacionamento causal ou de desenvolvimento de qualquer tipo já foi demonstrado? A mesma sequência de informações incorporada em duas sequências maiores pode realizar funções drasticamente diferentes em cada caso. Por exemplo, a sequência numérica 123 tem funções totalmente diferentes nos números 123456789 e 987654123. Esta é mais uma das muitas ideias estúpidas que passam por evidência no mundo maluco da Evolução.

10 - Por que os evolucionistas continuam a retratar a "co-evolução" ou co-dependência entre as espécies como prova da Evolução se, na realidade, ela somente serve para destacar que o conceito da Evolução é realmente sem sentido? Por exemplo, certa espécie de planta somente pode ser polinizada por certa espécie de pássaro, que por sua vez é totalmente dependente daquela planta para obter seu alimento. Nenhuma das duas espécies pode existir sem a outra. Que esse tipo de acordo possa ter aparecido de forma acidental é bilhões de vezes mais improvável que a "Evolução" de qualquer uma das duas espécies separadamente. Mas, no mundo maluco da Evolução, quanto mais improvável for uma possibilidade, mais ela é considerada válida.

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Série de vídeo SAINDO DA MATRIX entenda tudo sobre as conspirações
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"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões." (Joel 2:28-30)
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