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O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
14-02-2016, 10:53 PM
Resposta: #1
O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Síndrome de Guillain-Barré


[Imagem: K64kKBQ.png]

- visão geral

O que é Síndrome de Guillain-Barré?


A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Tipos

Antigamente, acreditava-se que a Síndrome de Guillain-Barré era uma doença de um tipo só. Agora sabe-se que ela pode ocorrer de diversas formas, como:

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP)

É o tipo mais comum nos Estados Unidos. O sinal mais comum dessa forma da doença é a fraqueza muscular que começa na parte inferior do seu corpo e se espalha para cima.

Síndrome de Miller Fisher (MFS)

Aqui, a paralisia começa nos olhos. A MFS também está associada ao caminhar instável e ocorre em cerca de 5% dos pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré. É mais comum na Ásia do que em qualquer outro lugar no mundo.

Outros

Neuropatia Motora Axonal Aguda e Neuropatia Motor-sensorial Axonal Aguda são tipos menos comuns nos Estados Unidos e são mais frequentes na China, no Japão e também no México.

Causas

O Ministério da Saúde confirmou que a infecção pelo Zika Vírus pode provocar também à Síndrome de Guillain-barré.

No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus Zika foi confirmada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis pacientes com sintomas neurológicos com histórico de doença exantemática.

Deste total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-barré.

Na síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.

[Imagem: imgHandler.ashx?mid=42289]
A Síndrome de Guillain- Barré causa formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia


O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia.

A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina).

Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

Fatores de risco

A síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas inseridas dentro de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos.

Além disso, a síndrome pode ser desencadeada por:
  • Mais comumente, por uma infecção com a Campylobacter, um tipo de bactéria frequentemente encontrada em aves mal cozidas

  • Vírus Influenza

  • Vírus de Epstein-Barr

  • HIV, o vírus da Aids


  • Cirurgia


  • Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil.


Sintomas


Sintomas de Síndrome de Guillain-Barré

Os sintomas típicos incluem:
  • Perda de reflexos em braços e pernas

  • Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial

  • Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia

  • Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo

  • Pode piorar em 24 a 72 horas

  • Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça

  • Pode começar nos braços e descer para as pernas

  • Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça

  • Dormência

  • Alterações da sensibilidade

  • Sensibilidade ou dor muscular (pode ser cãibra)

  • Movimentos descoordenados


Outros sintomas podem ser:
  • Visão turva

  • Descoordenação e quedas

  • Dificuldade para mover os músculos do rosto

  • Contrações musculares

  • Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)


Os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.

A fraqueza muscular ou a paralisia afeta os dois lados do corpo. Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se propaga para os braços. Isso é chamado de paralisia ascendente.

Os pacientes podem notar formigamento, dor nos pés ou nas mãos e descoordenação. Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza nesses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.

Diagnóstico e exames


Buscando ajuda médica

Alguns sintomas são emergenciais. Isso quer dizer que, se você senti-los, você deve procurar ajuda médica imediata. São eles:
  • Respiração interrompida temporariamente

  • Não conseguir respirar profundamente



  • Babar

  • Desmaios

  • Sentir vertigem ao se levantar

  • Perda de movimentos.


Na consulta médica

Marque uma consulta com um neurologista. No consultório, procure descrever detalhadamente todos os seus sintomas.

Isso ajudará o médico a entender melhor seu caso e conseguirá fazer o diagnóstico com mais precisão. Procure esclarecer suas dúvidas também. Pergunte o que achar necessário perguntar ao especialista.

Responda também às perguntas que ele poderá lhe fazer. Veja exemplos:
  • Quais partes de seu corpo estão sendo afetadas pelos sintomas?

  • Quando os seus sintomas começaram?

  • Seus sintomas são ocasionais ou frequentes? Eles começaram de repente ou gradativamente?

  • Você tem sentido fraqueza muscular? Em apenas um lado ou em ambos os lados do corpo?

  • Você tem tido dificuldade para respirar ou para engolir?


Diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré pode ser difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Os sinais e sintomas são semelhantes aos de outras desordens neurológicas e eles podem variar de pessoa para pessoa.

Seu médico provavelmente começará seu diagnóstico fazendo perguntas sobre seu histórico clínico. Um histórico de fraqueza muscular crescente e paralisia pode ser um sinal da síndrome de Guillain-Barré, principalmente se houve uma doença recente.

Um exame médico pode mostrar fraqueza muscular e problemas nas funções involuntárias (autonômicas) do corpo, como pressão arterial e frequência cardíaca. O exame também pode mostrar se os reflexos, como os do joelho, estão diminuídos ou ausentes.

Pode haver sinais de diminuição da respiração causada por paralisia dos músculos respiratórios.

Os seguintes exames podem ser solicitados:
  • Amostra do líquido cefalorraquidiano (punção lombar)

  • Eletrocardiograma (ECG)

  • Eletromiografia (EMG), que testa a atividade elétrica nos músculos

  • Exame de velocidade de condução nervosa

  • Exames de função pulmonar


Tratamento e cuidados


Tratamento de Síndrome de Guillain-Barré

Não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, há muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.

Quando os sintomas são graves, a hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.

Nos estágios iniciais da doença, tratamentos que removem ou bloqueiem a ação dos anticorpos que estão atacando as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.

Um desses métodos é chamado de plasmaferese e é usado para remover os anticorpos do sangue. O processo envolve extrair sangue do corpo, geralmente do braço, bombeá-lo a uma máquina que remove anticorpos e depois enviá-lo novamente ao corpo.

Outro método é bloquear os anticorpos usando altas doses de imunoglobulina. Nesse caso, as imunoglobulinas são adicionadas ao sangue em grandes quantidades, bloqueando os anticorpos que causam a inflamação.

Outros tratamentos disponíveis têm por objetivo prevenir complicações.
  • Podem ser utilizados anticoagulantes para prevenir coágulos sanguíneos

  • Se o diafragma estiver debilitado, pode ser necessário o uso de um auxílio respiratório ou até mesmo de um tubo e um ventilador respiratórios

  • A dor é tratada com remédios anti-inflamatórios e narcóticos, se necessário

  • O posicionamento adequado do corpo ou um tubo de alimentação podem ser empregados para evitar engasgar durante a alimentação se os músculos usados para deglutição estiverem debilitados.


Medicamentos para Síndrome de Guillain-Barré

Os medicamentos mais usados para o tratamento da síndrome de Guillain-Barré são:

Doxiciclina

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)


Convivendo/ Prognóstico

Após os primeiros sinais e sintomas, a doença tende a agravar-se progressivamente para cerca de duas semanas.

Os sintomas atingem seu ápice em aproximadamente quatro semanas.

A recuperação começa logo depois, geralmente com duração de seis meses a um ano, embora para algumas pessoas possa demorar até três anos.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a síndrome pode evoluir algumas complicações de saúde graves:
  • Dificuldade para respirar (insuficiência respiratória)

  • Contraturas das articulações ou outras deformidades

  • Trombose venosa profunda (coágulos sanguíneos que se formam quando alguém está inativo ou confinado a uma cama)

  • Maior risco de infecções

  • Pressão arterial baixa ou instável

  • Paralisia permanente

  • Pneumonia

  • Lesões na pele (úlceras)

  • Aspiração de alimentos ou líquidos para dentro do pulmão


Expectativas

A recuperação pode demorar semanas, meses ou anos, mas não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré.

A maioria das pessoas sobrevive e se recupera completamente. Sintomas de fraqueza podem persistir em algumas pessoas por muitos anos mesmo com tratamento.

É mais provável que o prognóstico do paciente seja muito bom se os sintomas desaparecerem dentro de três semanas do início da doença.

Prevenção

Prevenção

Não há formas conhecidas de se prevenir a Síndrome de Guillain-Barré.

FONTE: minhavida.com

- Minha experiência com a síndrome de Guillain Barré



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16-02-2016, 10:20 AM
Resposta: #2
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
(14-02-2016 10:53 PM)John Dickinson Escreveu:  FONTE: minhavida.com

Obrigado por compartilhar, amigo.

GRAÇA E PAZ.

Que a Verdade do Teu Reino reine em mim!
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Elenin20182024 (16-02-2016), John Dickinson (16-02-2016)
16-02-2016, 11:35 AM (Resposta editada pela última vez em: 16-02-2016 11:39 AM por Elenin20182024.)
Resposta: #3
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Meu amigo, li esse excelente post e inicialmente levei um susto enorme:

Eu tenho tido sintomas parecidos com alguns desses, só que como isso ocorre há mais de um ano, vejo que as causas são outras:

Formigamentos - normalmente eu acordo com parte dos membros superiores em formigamento e sem qualquer movimento. Claro, é por dormir em cima do mesmo e não permitir a circulação, só que de um tempo pra cá (coisa de meses) isso tem ocorrido quando estou mesmo acordado, sem movimentar-me, deitado na cama e as vezes sinto que uma das mãos começa a formigar fortemente;

Fraqueza muscular - Desde que perdi meu código na corretora ha 4 anos e voltei para interior, e em casa, sem trabalhar, sentado nesse computador 16hs p dia, sem muito animo, e sem praticar exercícios físicos minhas textura muscular diminuiu muito e a fraqueza e fadiga idem;

Dificuldade em respirar - Já ocorreu isso algumas vezes, durante o dia, em situações normais em que de repente meu diafragma parece não ter força pra ajudar nas funções respiratórias, meu pulmão parece não receber ar e o desespero é grande. Isso ocorreu umas 3 ou 4 x de uns 2 anos pra cá;

Perda de sentidos ao levantar - Isso é comum em mim. É algo que tem ocorrido continuamente há muito tempo, tenho notado isso aqui. Não me lembro de ter isso em SP quando estava lá.

Comecei a ler isso e me alarmei, ai, vi que os sintomas são agravados em semanas e parece que isso me tirou do grupo de risco.

Antes que alguém poste que eu preciso ir a um hospital ou médico:

Sei que preciso procurar um médico, mas o sistema de saúde daqui (como em todo o território nacional) é péssimo. Até 4 anos atrás eu tinha um dos melhores planos da AMIL e fazia todos os procedimentos que precisava com excelentes profissionais e os melhores hospitais / laboratórios. Minha filha e eu utilizávamos muito preventivamente. Quando perdi meu código aos poucos fui perdendo tudo e desde então já procurei o SUS aqui e vou lhe falar: __ Se eu vou para um hospital ou posto de saúde, volto de lá com o sintoma / problema que fui acrescido de taqui cardia e nervosismo. Não se resolve o problema inicial e acrescenta-se o outro.

Uma vez eu fui à um posto de saúde para tratar de umas pontadas muito fortes no braço direito. O médico me atendeu com aquela cara de ( ta fazendo o que aqui?) e me deu uma dura (quase pulei no pescoço dele) e me receitou anti inflamatórios sem fazer qualquer exame e eu o avisei: Tenho alergias. Dei pra ele olhar a receita que tinha de um alergologista que me tratava em SP. BATATA, ele não deu ouvidos, e eu burro comprei o medicamente achando que depois de ele "fingir" que leu na minha frente tinha escolhido um anti inflamatório sem as propriedades que eu era alérgico: __ Se eu não tenho comigo a cartela de Fenerga que levo sempre tava morto!

Outra vez, fui ao Hospital Municipal para fazer uma lavagem intestinal. Passei por muitos meses (desde 2013 até quase meio de 2015) que só por misericórdia divina não adoeci. Sempre tive meus intestinos funcionando muito bem, mas ele fechou e tinha periodos que eu passava semanas sem fazer nada praticamente. Horrível.

Bem fui lá, e .... o médico não olhou pra mim, não disse coisa alguma, me deu uma ordem pra ir pra um ambulatório sujo e fazer a tal lavagem e que depois de 2 hs me atenderia: __ Fiz a coisa, e fiquei lá por mais de 5 hs e nada. Sai do quarto e fui procurá-lo, e ele não me atendeu, não havia qualquer um que me desse indicação sobre quem ou quando me atenderia. Insisti, esperei e fui embora do hospital como se não estivesse passado por ele e com minha pressão nas alturas.

Nada adiantou!

Já tive de passar pelo mesmo posto outra vez (não vou detalhar) com o mesmo médico, e já tive de ir para o Hospital por problemas coluna e outra vez pressão alta, e o filme é o mesmo.

EU DECIDI NÃO MAIS IR. FICO PIOR DO QUE QUANDO CHEGUEI.

Com certeza a causa desses sintomas são falta de exercício físico e stress, depressão que já me pegou mas que tenho tido melhoras. Uma luta interna que vou vencer.

Estou escrevendo isso, sem querer desvirtuar o tópico, mas dando uma geral aqui pra descrever a minha situação perante esses sintomas que me causou um susto e comparando já com a condição da maior parte dos brasileiros em relação ao tratamento.

Como que os que tem algo assim serão tratados nessas unidades de saúde?

Se não tivermos uma condição de tratamento particular não será fácil. No SUS, para conseguirmos uma "guia" para um especialista e nesse caso um neurologista ( eu me tratava em SP pois tenho tido um certo comprometimento motor e na fala, um tremor como se fosse um Parkinson em fase inicial mas não foi diagnosticado o Parkinson e na época a neurologista estava me tratando e tive de interromper... ) leva-se meses pra conseguir uma simples consulta!

É importantíssimo esse post meu amigo, desculpe por de repente atrapalhá-lo aqui, se com minhas linhas alguém achar que eu fugi do tópico não foi minha vontade. Desejei colaborar e enfatizar a necessidade e importância do mesmo em conjunto com o TOTAL COLAPSO de nossa nação, de nossos sistemas educacionais, econômico e da SAÚDE PÚBLICA.

Como poderemos cuidar e ter um diagnóstico de tal doença por exemplo, com o sistema da forma que temos? Não sei se outros aqui tem a mesma impressão e experiências traumáticas no sistema público, ou se outros acham que está uma maravilha...
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John Dickinson (16-02-2016), ruicoelho (21-04-2016)
17-02-2016, 08:32 PM
Resposta: #4
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Honduras tem 40 casos de síndrome possivelmente associados ao zika


Casos de síndrome de Guillain-Barre ataca sistema nervoso.

Mais de 11.400 casos de zika foram registrados no país


As autoridades de Saúde de Honduras informaram nesta segunda-feira (15) que o país registra 40 casos da síndrome de Guillain-Barre que ataca o sistema nervoso e, em alguns casos, pode ocasionar fraqueza muscular, possivelmente relacionados com o zika.

"Temos 40 casos de Guillain-Barre, dos quais dois estão respirando com a ajuda de aparelhos e os outros estão estáveis", disse o vice-ministro da Saúde de Honduras, Francis Contreras.

Segundo números oficiais, mais de 11.400 casos de zika foram registrados em Honduras, dos quais 40 correspondem a mulheres em estado de gestação, afirmou Contreras.

Contreras indicou que os 8,5 milhões de hondurenhos estão expostos "a contrair a doença", que é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da febre chicungunha e da dengue.

O vice-ministro hondurenho enfatizou que as autoridades de saúde continuarão com uma campanha nacional de erradicação dos criadouros de mosquitos iniciada há duas semanas com a participação de funcionários públicos, estudantes, igrejas, policiais, militares e representantes do setor privado, entre outros.

O vírus da zika causa manchas na pele e apresenta outros sintomas como febre, dores nas articulações, conjuntivite, dores musculares e dor de cabeça.

Além disso, o vírus foi relacionado com casos de microcefalia em recém-nascidos e transtornos neurológicos, mas ainda não há comprovação científica.

As autoridades de um hospital próximo da fronteira com a Nicarágua estão analisando desde a sexta-feira (12) o primeiro caso de um bebê nascido com microcefalia no país, possivelmente associada ao vírus da zika.

A criança nasceu na sexta de parto natural e tem uma "anomalia congênita", disse o diretor do Hospital Gabriela Alvarado, Gonzalo Maradiaga.

A mãe, uma jovem de 23 anos e cuja identidade não foi divulgada, teve contato com o vírus nos primeiros três meses de gestação, segundo as autoridades do hospital.

FONTE: globo.com
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Elenin20182024 (19-02-2016)
Shoyu Orgânico Fermentado Naturalmente Você Encontra na Tudo Saudável
18-02-2016, 08:20 PM
Resposta: #5
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
PE tem 1º caso de doença que paralisa os músculos associada a chikungunya


[Imagem: 15356276.jpeg]

O Hospital da Restauração, no Recife, divulgou o primeiro caso de miosite aguda causado pelo vírus da chikungunya. Segundo a equipe médica da unidade, apenas na Índia, entre 2013 e 2014, há registro de quatro pacientes que tiveram a doença provocada pela arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti.

A miosite acomete os músculos do paciente e pode causar além de fortes dores, convulsões, paralisia de partes do corpo como o rosto, braços e pernas, por exemplo, e do aparelho respiratório, provocando infecção grave.

A enfermidade pode ser provocada por outras infecções, como a vasculite, que é a inflamação dos vasos sanguíneos, e também por doenças musculares. Se não for tratada no início, a doença pode levar à morte.

Segundo a equipe médica, Danielle Marques de Santana, 17, de Pesqueira (PE), morreu no último dia 6 de janeiro em decorrência da miosite. Em todo o mundo, agora são três os casos de óbito.

"Fizemos todos os exames e foi confirmado que a chikungunya levou ao quadro de miosite, que por sua vez provocou uma infecção generalizada, levando Danielle a óbito. É um caso inédito no país que acende mais uma luz vermelha", afirmou Lúcia Brito, chefe do setor de Neurologia do Hospital da Restauração.

Com sintomas semelhantes à síndrome de Guillain-Barré, que pode ser causada pelo vírus da zika, a miosite se diferencia pela alta taxa de enzimas nos músculos. "Não podemos falar ainda em grupos de riscos. Mas, acredita-se em uma predisposição genética e uma baixa imunidade do paciente", disse Lúcia Brito.

Segundo a médica, o caso foi comunicado à Vigilância Epidemiológica de Pernambuco e deve ser notificado ao Ministério da Saúde. "Exigirá dos profissionais de saúde mais atenção aos sintomas dessas arboviroses. São complicações sérias que podem ser curadas, mas, mesmo assim, deixar sequelas", afirmou à neurologista.

Em parceria com a Fiocruz Pernambuco, Lúcia coordena uma pesquisa que identifica a relação das arboviroses com complicações neurológicas, em especial, a Síndrome de Guillain-Barré. Em 2015, o Estado confirmou 55 casos da doença, quatro provocados pelo vírus da zika e dez mortes.

Este ano, só nos primeiros 15 dias de janeiro, a Secretaria de Saúde de Pernambuco registrou 701 casos suspeitos de chikungunya, em 69 municípios. Desses, 36 foram confirmados.

Procurado, o Ministério da Saúde disse que ainda não foi notificado e que, por isso, não iria se pronunciar.

FONTE: folha.uol
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Elenin20182024 (19-02-2016)
18-02-2016, 09:34 PM
Resposta: #6
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Institutos do Rio montam ‘exército’ contra síndrome neurológica ligada ao zika


[Imagem: CaJ-K9yXEAA5DA5.jpg]
Paciente com a Síndrome de Guillain-Barré em El Salvador, um dos países atingidos pela doença na América Latina


O Instituto Oswaldo Cruz e a Universidade Federal Fluminense (UFF) trabalharão a partir desta semana num grande esforço conjunto unindo laboratórios e pesquisadores das duas instituições com o objetivo de estudar a síndrome Guillain-Barré.

Reação do sistema imune a agentes externos que pode levar a paralisia e até à morte, a doença tem registrado aumento em diferentes Estados e, segundo especialistas e o Ministério da Saúde, a elevação pode estar relacionada ao zika vírus.

Entre seus sintomas estão fraqueza muscular e a paralisia dos músculos, que começam pelas pernas e podem progredir ao tronco, braços e face. Em alguns casos, há a paralisia total dos membros ou efeitos graves sobre os músculos respiratórios.

A notificação de casos de Guillain-Barré ainda não é obrigatória no Brasil, o que torna difícil obter dados nacionais. No entanto, números isolados que têm sido divulgados dão uma ideia da crescente gravidade do problema.

O Hospital Universitário Antônio Pedro, da UFF, em Niterói (RJ), não costumava receber mais de cinco casos da doença por ano, mas somente em janeiro já recebeu 16.

Na Bahia, a Secretaria de Saúde estadual divulgou no final do ano passado um boletim registrando 35 casos apenas entre julho e novembro de 2015.

E no Estado de Alagoas, um hospital de Maceió, a Santa Casa do Farol, tem atendido um número crescente de pessoas com a doença. "Em 2014 atendemos somente 14 casos em todo o ano. Já em 2015 foram mais de 50, e desde o início de 2016 já foram mais 14 casos", diz o hematologista Wellington Galvão.

Diante disso e da preocupação em torno das complicações causadas pela doença, entre elas danos neurológicos e diferentes graus de paralisia muscular, o Instituto Oswaldo Cruz e o Neuro UPC, Unidade de Pesquisa Clínica em Neurologia da UFF, trabalharão em parceria em um novo projeto de pesquisa focado na síndrome.

"O estudo envolvendo os departamentos de imunologia e genômica do Oswaldo Cruz é uma cooperação de pesquisa para que possamos entender melhor por que surgem essas complicações, como melhor tratá-las e, principalmente, preveni-las", diz o neurologista Osvaldo Nascimento, coordenador do Neuro UPC e responsável pelo atendimento dos pacientes de Guillain-Barré no Hospital Universitário Antônio Pedro, da UFF, referência nacional em neuropatias periféricas.

Com 44 anos de carreira, Nascimento é um dos principais nomes do tratamento de Guillain-Barré no Brasil.

Ele diz que a cooperação deve contar ainda com colaborações da equipe do laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, chefiado pelo virologista Amílcar Tanuri, e um centro de referência em Guillain-Barré da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Para ele, a iniciativa deve reunir um "verdadeiro exército" de pesquisadores, no que classifica como "um esforço inédito de pesquisa focado na Guillain-Barré no Brasil".

"O que vamos fazer a partir de agora é montar um verdadeiro ‘exército’ de pesquisa contra a Guillain-Barré no país. Sem dúvida nenhuma é algo que nunca foi feito antes", explica.

O Instituto Oswaldo Cruz confirmou à BBC Brasil a cooperação, que ocorrerá por intermédio do seu Laboratório de Pesquisas sobre o Timo (IOC/Fiocruz).

Financiamento e objetivos


Para Nascimento, ainda não é possível estimar o número exato de pesquisadores que estará envolvido no trabalho nem o montante de recursos necessários para que a iniciativa atinja os objetivos a contento.

"Agora vamos dar início aos trabalhos e correr atrás do financiamento com o Governo Federal", diz.

O especialista afirma que além das verbas e recursos para financiar os esforços de pesquisa, é preciso investir no aumento do número de leitos do CTI do Hospital Antônio Pedro, que é federal, além da contratação de neurologistas clínicos para dar suporte à demanda crescente de pacientes e elevação da capacidade da emergência do hospital para lidar com pessoas com complicações do zika vírus.

[Imagem: 385240687.jpg]
Especialistas querem entender melhor relação entre zika vírus e aumento de casos da Síndrome de Guillain-Barré


"Nos Estados Unidos investem-se bilhões. Aqui falta investimento em equipamentos e insumos, e vamos ter que pleitear isso. Teremos que contar com verbas e condições suficientes para tornar o Antônio Pedro, que abriga o centro de referência em neuropatias periféricas, um hospital sentinela capaz de atender essa nova demanda", explica.

Nascimento diz que o Núcleo UPC compreende 16 laboratórios e 18 neurologistas especializados e que as áreas estudadas incluirão imunologia e genômica, com o objetivo de mapear melhor as manifestações neurológicas da Guillain-Barré e outras neuropatias.

Um dos atuais desafios dos médicos que deve ter avanços com os futuros resultados do estudo é o diagnóstico da doença, tido como complexo e difícil, e que costuma levar pacientes de hospital a hospital até que se conclua que o quadro é de Guillain-Barré, o que atrasa o início do tratamento.

"Um dos principais problemas é o diagnóstico. Os médicos confundem muito, o que torna mais difícil tratar essas pessoas. Há mais de 30 doenças que podem ser confundidas com a Guillain-Barré", explica Nascimento.
Notificação, zika e tratamento

A ausência de notificação obrigatória no Brasil dificulta o mapeamento de casos por todo o país.

Consultado pela BBC Brasil, o Ministério da Saúde confirmou uma elevação do número de internações por Guillain-Barré de 29,8% de 2014 para 2015, um aumento de 1.439 para 1.868 casos.

Os Estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro registram o maior número de casos.

Sobre a relação com o zika vírus, algo que os especialistas querem entender melhor, o Ministério da Saúde se posicionou em nota confirmando que a infecção pelo pelo zika pode provocar também a Guillain-Barré.

"No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao zika foi confirmada após investigações conduzidas em Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostras, de seis pacientes com sintomas neurológicos com histórico de doença exantemática. Deste total, quatro foram confirmadas com doença de Guillain-Barré", diz o documento.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece a coincidência "espaço-temporal" entre surtos de zika e a incidência da síndrome, mas, diante da escassez de dados, ainda não estabelece um vínculo direto entre as doenças.

Segundo o comunicado do Ministério da Saúde, o principal risco provocado pela Guillain-Barré é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios, devido à dificuldade para respirar.

"Nesse último caso, a síndrome pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas de suporte respiratório", diz a nota.

A doença não tem uma cura específica, e os tratamentos são voltados a reduzir a gravidade dos sintomas.

Procedimentos usados na fase mais aguda da doença são a imunoterapia com troca de plasma – para bloquear os anticorpos que atacam as células nervosas – e a administração de imunoglobulina, um anticorpo.

A maior parte das pessoas sobrevive e se recupera por completo. Esse processo, contudo, pode levar semanas ou meses, e a síndrome pode provocar deficiências que demandam reabilitação.

FONTE: bbc.com
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Elenin20182024 (19-02-2016)
26-02-2016, 10:20 PM
Resposta: #7
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Jovem com suspeita de Guillain-Barré morre em hospital no Méier


Diagnóstico, no entanto, ainda não foi fechado pelos médicos


[Imagem: bc9yW2p.png]

RIO - Uma jovem de 22 anos com suspeita da síndrome de Guillain-Barré morreu no Hospital Salgado Filho, no Méier. O diagnóstico, no entanto, ainda não foi fechado pelos médicos, segundo a Secretaria municipal de Saúde.

A síndrome de Guillain-Barré tem sido associada à infecção pelo vírus zika e já preocupa médicos e pesquisadores. A doença acomete, normalmente, o sistema nervoso periférico, podendo causar paralisias.

A paciente, informou a secretaria, chegou à unidade na madrugada de quarta para quinta-feira e, logo em seguida, morreu. Ainda não há mais detalhes, porém, sobre quais sintomas a jovem apresentou.

Desde julho de 2015, foram notificados 43 casos da síndrome no estado do Rio. Desse total, 15 casos possuem relato de manchas vermelhas na pele – principal sintoma da infecção por vírus zika – e seguem em investigação. Vinte e seis casos aguardam resultados de exames laboratoriais e 2 casos foram descartados por não possuírem quadro clínico compatível.

O GLOBO revelou na edição desta quinta-feira que, no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, há 23 casos em estudo de pacientes com a síndrome associada à infecção provocada pelo vírus zika.

O monitoramento dos casos de complicação neurológica depois de infecção pelo vírus é recomendado pelo Ministério da Saúde, mesmo que não seja possível estabelecer a correlação direta entre o vírus e a síndrome de Guillain-Barré.

A correlação entre o zika e distúrbios neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, está entre os motivos de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado a emergência internacional. No estado do RJ, a notificação é obrigatória desde julho de 2015.

Guillain-Barré é uma doença neurológica, de origem autoimune, que tem como principal sintoma a fraqueza muscular generalizada. Em casos mais graves, pode causar a paralisia da musculatura respiratória.

CONHEÇA A DOENÇA


A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica que provoca fraqueza muscular. O sistema imunológico da pessoa ataca suas células e tecidos saudáveis por engano

[Imagem: Y7FXzoT.png]

[Imagem: VG1iMu4.png]

Mortes pela doença não são comuns


Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade nos pacientes com Guillain-Barré é de cerca de 5% a 7%, e geralmente acontece devido complicações como insuficiência respiratória, pneumonia aspirativa, embolia pulmonar, arritmias cardíacas e sepse hospitalar.

Dados de 2014 do Ministério mostram que, naquele ano, 161 pessoas morreram em decorrência da síndrome. Desses, 21 foram no estado do Rio. Por ser uma doença rara, no entanto, ela não tem notificação compulsória.

No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus zika foi confirmada após investigações feitas em Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostras de seis pacientes com sintomas neurológicos. Desse total, quatro foram confirmadas com Guillain-Barré.

Em 2014, o Ministério da Saúde contabilizou, em todo o Brasil, 64.422 atendimentos ambulatoriais de pessoas com Guillain-Barré, frente a 77.259 em 2015. Em 2014, foram notificadas 1.439 internações no Sistema de Informação Hospitalar. Em 2015, o número chegou a 1.868 internações.

No estado do Rio, em 2014, foram realizados 2.605 procedimentos ambulatoriais de pessoas com Guillain- Barré e, ano passado, 2.993. Em 2014, foram notificadas 69 internações no Sistema de Informação Hospitalar. Em 2015, o número chegou a 120.

FONTE: globo.com
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26-02-2016, 10:36 PM
Resposta: #8
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Pacientes de Guillain-Barré têm inflamação até no cérebro


Hospital em Niterói tem 23 casos em estudo, com doentes que perdem força e equilíbrio


[Imagem: jl1hgzM.png]
Médica ajuda uma paciente a caminhar pela Unidade de Pesquisa Clínica em Neurologia do Hospital Antônio Pedro, da UFF: síndrome afeta a capacidade motora - Mônica Imbuzeiro / Mônica Imbuzeiro


RIO - Algumas mulheres dão passos com hesitação, se desequilibram e precisam de amparo. Perto, um rapaz caminha com dificuldade, apoiado em muletas.

O químico Leonardo Vitor Belo Pazutti se despede deles e sai confiante: teve alta na quarta-feira e deixou a Unidade de Pesquisa Clínica em Neurologia (Neuro UPC) do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O instituto, em Niterói, é referência para tratamento de Guillain-Barré. Aos 23 anos, Leonardo conseguiu se recuperar de um caso grave de uma variante da síndrome, um dos vários atendidos no lugar, e associados à infecção provocada pelo vírus zika.

Na unidade, a equipe liderada por Osvaldo Nascimento, professor titular de neurologia da UFF, tem visto crescer o número de casos.

Hoje, a rede de neurologistas criada pelo médico tem 23 casos em estudo, os mais graves de encefalite (inflamação no cérebro) e encefalomielite (no cérebro e na medula).

A síndrome de Guillain-Barré normalmente acomete o sistema nervoso periférico. Pode causar paralisias, inclusive faciais.

DOENTES PERDEM FORÇA E EQUILÍBRIO


Os médicos pedem aos pacientes que andem pelo corredor justamente porque uma das características da síndrome é afetar a motricidade. Há perda de coordenação, força e equilíbrio.

— Os casos com correlação clínica com o zika têm se mostrado mais graves. Não sabemos como o vírus poderia provocar essas doenças. Mas o fato é que temos visto variantes da Guillain-Barré com comprometimento do sistema nervoso central. Essas variantes causam encefalites e encefalomielites — explica Nascimento.

Leonardo foi um desses casos. Ele chegou a passar nove dias na UTI. Teve encefalite severa. Mas seu caso evoluiu bem e, ontem, pôde voltar para casa, acompanhado da mãe, Maria de Fátima Belo.

— Resolvemos falar sobre o caso dele para que as pessoas fiquem mais atentas aos sintomas dessa doença — diz Maria de Fátima.

Os sintomas de Leonardo começaram com formigamento nas pernas e tonteira, numa quinta-feira. No domingo seguinte, sozinho em casa, ao tentar pedir comida pelo telefone viu que não conseguia falar. Em seguida, perdeu o controle das pernas. Um dia depois, foi internado e permaneceu em estado grave por nove dias.

— Sua recuperação foi excepcionalmente rápida e nos surpreendeu positivamente — diz Nascimento.

Outro químico, o professor Jonas França Júnior, de 33 anos, não teve tanta sorte. Internado desde janeiro, ele permanece paralisado do pescoço para baixo.

Mas Nascimento acredita que Jonas tem chances de se recuperar. Uma das pacientes que aguardava atendimento ontem na unidade era Irma de Souza Leal, de 41 anos. Ela teve alta e faz reabilitação para uma paralisia facial. Irma teve sintomas de zika duas vezes. A primeira, em novembro. E a outra, quando já estava doente, em dezembro.

FILHAS BUSCOU AJUDA EM REDES SOCIAIS


[Imagem: biUHxTv.png]
Médicos avaliam os movimentos de pacientes ao caminhar, no corredor da unidade. Homem passou a usar muletas depois que teve a doença - Mônica Imbuzeiro


Moradora de Nova Iguaçu, ela chegou ao hospital da UFF após uma peregrinação por UPAs e hospitais onde os médicos sequer sabiam diagnosticar o mal que a acometia. Irma estava perdendo os movimentos. Sua filha, Ana Carolina Leal, de 20 anos, chegou a fazer campanha nas redes sociais sobre o caso da mãe.

— Não há quase informação. Tivemos sorte de minha mãe vir parar aqui. As informações sobre zika e suas complicações são muito ruins, e o atendimento na maioria dos hospitais é precário — afirma Ana Carolina.

Embora seja um oásis ajudado por recursos de projetos de pesquisa, a unidade está com a capacidade de atendimento esgotada. Consultórios organizados, equipamentos, ar-condicionado e paredes pintadas do lugar destoam do restante do hospital. Apesar disso, não há recursos para aumentar o número de pacientes.

Uma mulher de 48 anos, internada na emergência da unidade com encefalomielite, pode estar entre as últimas pessoas a conseguir uma vaga. O tratamento de um único paciente de Guillain-Barré pode passar facilmente de R$ 100 mil.

— Nossos recursos são muito limitados. E se os casos continuarem a aumentar no estado, não teremos mais capacidade de atender — destaca Nascimento.

FONTE: globo.com
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26-02-2016, 10:46 PM
Resposta: #9
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
OMS: Síndrome de Guillain-Barré cresce em cinco países


Organização busca relação entre desordem neurológica e vírus zika


[Imagem: image.aspx?id=3667690]
Profissional de saúde faz formigamento em cemitério no Peru contra mosquito transmissor do zika - MARIANA BAZO/Reuters


RIO — Uma desordem neurológica suspeita de ter ligações com o vírus zika está em ascensão em países latino-americanos, como Brasil, Colômbia, El Salvador, Suriname e Venezuela.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a rara síndrome de Guillain-Barré (SGB), em que o sistema imunológico ataca parte do sistema nervoso, provoca fraqueza progressiva nas pernas, braços e na parte superior do corpo e, por vezes, leva à paralisia total.

No contexto da epidemia do vírus zika, Brasil, Colômbia, El Salvador, Suriname e Venezuela têm relatado um aumento de SGB (Síndrome de Guillain-Barré), disse à OMS, em um relatório semanal sobre o vírus zika, que agora circula em 34 países, incluindo 26 nas Américas.

A causa do aumento da incidência de SGB (...) permanece desconhecida, especialmente com a dengue, o chicungunha e o vírus zika circulando simultaneamente nas Américas”.

Ainda não houve confirmação laboratorial da presença do vírus zika em pacientes com SGB na Colômbia e em El Salvador.

A Venezuela registrou a ocorrência de 252 casos de GBS no mesmo tempo e local de infecções do zika: “A infecção pelo vírus zika foi confirmada em três ocorrências da SGB, incluindo um caso fatal”, diz a OMS.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na última quinta-feira que três pessoas morreram de complicações relacionadas ao vírus zika e que os casos suspeitos no país subiram para 5.221.

Pelo menos entre 3 a 5% dos pacientes com SGB morrem de complicações, que podem incluir a paralisia dos músculos que controlam a respiração, infecção sanguínea, formação de coágulos do pulmão ou parada cardíaca, de acordo com a OMS.

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O Brasil está investigando a potencial ligação entre as infecções de zika e mais de 4.300 casos suspeitos de microcefalia.

Os pesquisadores confirmaram mais de 460 dessas ocorrências como microcefalia e identificaram evidências da infecção de zika em 41 dos casos, mas não provaram que a zika pode causar microcefalia.

O Brasil não deixará de sediar os Jogos Olímpicos em 2016. O risco de contrair o vírus zika é mínimo em agosto, no ápice do inverno na região e em um momento do ano em que os mosquitos estão menos ativos”, ressaltou a OMS.

FONTE: globo.com
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26-02-2016, 10:55 PM
Resposta: #10
RE: O que é Síndrome de Guillain-Barré-(SGB)
Síndrome associada ao zika que provoca paralisia explode no Rio


Hospital em Niterói já atendeu 16 pacientes com Guillain-Barré só este ano


[Imagem: 2016-883323212-201601261446468251_20160126.jpgGLOBO.jpg]
Fachada do Hospital Antonio Pedro em Niterói - Guilherme Leporace / Agência O Globo / 26-1-2016


RIO — Jovens adultos lutam para sobreviver após desenvolver uma forma severa da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que tem sido associada à infecção pelo vírus zika.

Dois dos seis internados no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, estão em estado muito grave.

Todos tiveram zika no Estado do Rio e, duas semanas depois, começaram a apresentar sintomas de comprometimento do sistema nervoso.

Alguns ficaram totalmente paralisados. Sua batalha é contra a doença e a falta de recursos públicos para dar assistência a vítimas do zika.

Em janeiro, o hospital atendeu outros dez casos, de pacientes menos graves e que já receberam alta.

INFOGRÁFICO: CONHEÇA A DOENÇA

Normalmente, não costuma receber mais de cinco por ano.

A correlação entre o zika e distúrbios neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, está entre os motivos de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado a emergência internacional.

Embora só uma parcela pequena de pessoas com zika apresente distúrbios neurológicos, estes chamam atenção pela gravidade.

Cientistas não sabem se condições preexistentes dos pacientes, como doenças autoimunes e uso de corticoides, poderiam ter ligação com o problema. Tampouco se haveria predisposição genética.

ESPECIALISTA ESTÁ ALARMADO


No Antônio Pedro, que, como tantos outros, sofre com a falta de recursos, funciona um laboratório de referência para doenças do sistema nervoso periférico na América Latina, como a síndrome de Guillain-Barré.

Há especialistas altamente capacitados. Sobram pacientes. E faltam remédios e equipamentos.

À frente do atendimento e das pesquisas sobre a relação entre zika e Guillain-Barré está o professor titular e coordenador de pesquisa e pós-graduação em Neurologia da UFF, Osvaldo Nascimento.

Ele tem trocado informações com médicos que atendem vítimas de Guillain-Barré em Pernambuco e Rio Grande do Norte, e está alarmado.

— Temos visto que os casos associados ao zika parecem ser mais severos, com lesão dos axônios (prolongamentos dos neurônios que conduzem impulsos nervosos), do que os casos clássicos de Guillain-Barré.

Além disso, o número de doentes que chegam a nós aumentou muito. Só em janeiro foram seis casos graves e outros dez com sintomas menos severos, que não necessitaram de internação — afirma Nascimento, que preside o segmento da Academia Brasileira de Neurologia no Rio.

Nascimento está entre os quase 400 pesquisadores que se uniram, na quinta-feira, à rede de pesquisa de zika, dengue e chicungunha criada pela Faperj para estimular e acelerar a luta contra a epidemia causada pelo Aedes aegypti.

— Sabemos ainda muito pouco sobre como zika causa a Guillain-Barré. E tampouco o motivo de certas pessoas apresentarem a forma branda ou assintomática de zika e outras evoluírem para um quadro tão grave.

Tampouco sabemos por que a doença parece evoluir de forma diferente.

São quadros distintos daqueles que costumamos ver com Guillain-Barré, na qual 20% evoluem com gravidade e 5% chegam a óbito, mas acontece apenas entre 0,5 e 4 pessoas num grupo de 100.000 habitantes.

O que é raro está se tornando, neste surto de infecção pelo zika, frequente.

Esperamos que a rede de pesquisa nos ajude a ter mais recursos e acelerar os estudos. É uma urgência — diz o médico.

Entre os casos mais severos que Nascimento menciona está o de um jovem completamente paralisado, que respira com a ajuda de aparelhos. Ele está consciente, mas consegue mexer apenas os olhos para se comunicar.

— É muito desesperador ver casos como esse. E temos mais um paciente na mesma situação, uma mulher. Jovens pais e mães de família são tirados de suas casas, de seus empregos por uma doença que poderia não ter acontecido, se não fosse a disseminação do vírus — frisa Nascimento.

Em alguns pacientes com zika, a Guillain-Barré compromete o sistema nervoso central, o que não costuma ser visto normalmente nesta síndrome. O tratamento desses pacientes é muito caro. E médicos como Nascimento se preocupam em como continuarão a poder atendê-los. Eles precisam de imunoglobulina e plasmaferese.

— Só o custo por dia da UTI por paciente é de cerca de R$ 10 mil. Se você incluir os remédios, chegamos à casa dos R$ 50 mil por paciente em UTI por dia. É preciso uma ação urgente de autoridades municipais, estaduais e federais. Dos 18 leitos da UTI apenas oito são viáveis, todos ocupados com doentes graves. Se vier mais um, não podemos atender.

A situação de falta de recursos para a Saúde atinge em cheio as vítimas do zika. E recuperar um paciente na UTI é só a primeira parte do drama. As sequelas costumam ser graves; muitas vezes, a reabilitação leva anos e demanda assistência altamente especializada.

— Não temos como oferecer isso. Mas temos na UTI do hospital pacientes com esclerose lateral amiotrófica, uma doença paralisante, que estão internados há anos — lamenta o médico.

FONTE: globo.com
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