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O Que Foi Destruído em Alexandria?
13-12-2016, 08:14 AM
Resposta: #1
O Que Foi Destruído em Alexandria?
O Que Foi Destruído em Alexandria?


[Imagem: Luxor%2B%2BFoto%2BPrincipal.jpg]

Recentemente terminei a leitura de um livro bastante intrigante: "Os Livros Malditos" de Jacques Bergier, um dos autores do bestseller dos anos sessenta: "Realismo Fantástico: O Despertar dos Mágicos". Ambos os livros são interessantes, porém requerem um senso crítico e um discernimento bastante aguçados por parte do leitor. O capítulo que segue abaixo trata de um assunto que creio ser de grande valia a discussão: O que foi destruído com a Biblioteca de Alexandria?

Quais livros? Quais conhecimentos estariam lá guardados e agora estão perdidos para sempre? Quais podem ser recuperados (se é que podem)? Haveria de fato uma conspiração para ocultar tudo isso ou simplesmente foi tudo fruto de fanatismo religioso e interesse político?


Segue o capítulo:

A destruição da grande biblioteca de Alexandria foi rematada pelos árabes em 646 da era cristã. Mas essa destruição fora precedida de outras, e o furor com que essa fantástica coleção de saber foi aniquilada é particularmente significativo.

A biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu I ou por Ptolomeu II. A cidade foi fundada, como seu próprio nome diz, por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C. Escoou-se quase mil anos antes de a biblioteca ser destruída.

Alexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente construída em pedra, sem que se utilizasse nenhuma madeira. A biblioteca compreendia dez grandes salas, e quartos separados para os consultantes. Discute-se, ainda, a data de sua fundação e o nome de seu fundador

mas o verdadeiro fundador, no sentido de organizador e criador da biblioteca, e não simplesmente do rei que reinava ao tempo de seu surgimento, parece ter sido um personagem de nome Demétrius de Phalère.

Desde o começo, ele agrupou setecentos mil volumes e continuou aumentando sempre esse número. Os livros eram comprados às expensas do rei.

Esse Demétrius de Phelère, nascido entre 354 e 348 a.C., parece ter conhecido Aristóteles. Apareceu em 324 a.C. como orador público, em 371 foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 à 307 a.C.

Impôs um certo número de leis, notadamente uma, de redução do luxo nos funerais. Em se tempo, Atenas contava 90.000 cidadãos, 45.000 estrangeiros e 400.000 escravos. No que concerne à própria figura de Demétrius, a história no-lo apresenta como um juiz de elegância em seu país; foi o primeiro ateniense a descolorir os cabelos, alourando-os com água oxigenada.

Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas. Lá escreveu um grande número de obras, uma com título estranho: Sobre o feixe de luz no céu, que é, provavelmente, a primeira obra sobre os discos voadores.

Em 297 a.C., o faraó Ptolomeu persuadiu Demétrius a instalar-se em Alexandria. Fundou, então, a biblioteca. Ptolomeu I morreu em 283 a.C. e seu filho Ptolomeu II exilou Demétrius em Busiris, no Egito. Lá, Demétrius foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.

Demétrius tornou-se célebre no Egito como mecenas das ciências e das artes, em nome do Rei Ptolomeu I. Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ciências, sobretudo pela zoologia. Nomeou como bibliotecário a Zenodotus de Éfeso, nascido cm 327 a.C., e do qual ignoram as circunstâncias e data da morte.

Depois disso, uma sucessão de bibliotecários, através dos séculos, aumentou a biblioteca, aí acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradições. A biblioteca continha, portanto, documentos inestimáveis. Colecionou, igualmente, documentos dos inimigos, notadamente de Roma.

Pela documentação de lá, poder-se-ia constituir uma lista bastante verossímil de todos os bibliotecários até 131 a.C.:

Bibliotecários de a.C.
Demétrius de Phalère - à 282
Zenodotus de Éfeso 282 à 260
Callimanchus de Cyréne 260 à 240
Apolonius de Rodes 240 à 230
Eratosthenes de Cyréne 230 à 195
Aristophanes de Bizâncio 195 à 180
Apolonius, o Eidógrafo 180 à 160
Aristarco da Samocrácia 160 à 131

Depois disso, as indicações se tornam vagas. Sabe-se que um bibliotecário se opôs, violentamente, à primeira pilhagem da biblioteca por Júlio César, no ano 47 a.C., mas a história não tem seu nome. O que é certo é que já na época de Júlio César a biblioteca de Alexandria tinha a reputação corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.

Quando Júlio César chegou a Alexandria, a biblioteca tinha pelo menos setecentos mil manuscritos. Quais? E por que se começou a temer alguns deles?

Os documentos que sobreviveram dão-nos uma idéia precisa. Havia lá livros em grego. Evidentemente, tesouros: toda essa parte que nos falta da literatura grega clássica. Mas entre esses manuscritos não deveria aparentemente haver nada de perigoso.

Ao contrário, o conjunto de obras de Bérose é que poderia inquietar. Sacerdote babilônico refugiado na Grécia, Bérose nos deixou um relato de um encontro com extraterrestres: os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos.

Bérose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, até a época de Ptolomeu I. Foi sacerdote de Bel-Marduk na Babilônia. Era historiador, astrólogo e astrônomo. Inventou o relógio de sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferência da luz. Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C., nascimento, e 261, sua morte. Uma lenda contemporânea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha.

A “História do Mundo”, de Bérose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria. Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.

Encontrava-se em Alexandria, também, a obra completa de Manethon. Este, sacerdote e historiador egípcio, contemporâneo de Ptolomeu I e II, conhecera todos os segredos do Egito. Seu nome mesmo pode ser interpretado como “o amado de Toth” ou “detentor da verdade de Toth”.

Era o homem que sabia tudo sobre o Egito, lia os hieróglifos, tinha contato com os últimos sacerdotes egípcios. Teria ele mesmo escrito oito livros, e reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos egípcios e provavelmente o Livro de Toth. Se tal coleção tivesse sido conservada, saberíamos, quem sabe, tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito. Foi exatamente isto que se quis impedir.

A biblioteca de Alexandria continha igualmente obras de um historiador fenício, Mochus, ao qual se atribui a invenção da teoria atômica.

Ela continha, ainda, manuscritos indianos extraordinariamente raros e preciosos.

De todos esses manuscritos não resta nenhum traço. Conhecemos o número total dos rolos quando a destruição começou: quinhentos e trinta e dois mil e oitocentos. Sabemos que existia uma seção que se poderia batizar de “Ciências Matemáticas” e outra de “Ciências Naturais”. Um catálogo geral igualmente existia. Também este foi destruído.

Foi César quem inaugurou essas destruições. Levou um certo número de livros, queimou uma parte e guardou o resto. Uma incerteza persiste ainda em nossos dias, sobre esse episódio, e 2.000 anos depois da sua morte, Júlio César tem ainda partidários e adversários. Seus partidários dizem que ele jamais queimou livros na própria biblioteca; aliás, um certo número de livros prontos a ser embarcados para Roma, foi queimado num dos depósitos do cais do porto de Alexandria, mas não foram os romanos que lhes atearam fogo.

Ao contrário, certos adversários de César dizem que grande número de livros foi deliberadamente destruído. A estimativa do total varia de 40.000 à 70.000.

Uma tese intermediária afirma que as chamas provenientes de um bairro onde se lutava, ganharam a biblioteca e destruíram-na, acidentalmente.

Parece certo, em todo caso, que tal destruição não foi total. Os adversários e os partidários de César não dão referência precisa, os contemporâneos nada dizem e os escritos mais próximos do acontecimento lhe são posteriores de dois séculos.

César mesmo, em suas obras, nada disse. Parece que ele se “apoderou” de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes.

A maior parte dos especialistas em história egípcia pensa que o edifício da biblioteca deveria se de grandes dimensões para conter setecentos mil volumes, salas de trabalho, gabinetes particulares, e que um monumento de tal importância não pôde ser totalmente destruído por um princípio de incêndio. É possível que o incêndio tenha consumido estoques de trigo, assim como rolos de papiro virgem. Não é certo que tenha devastado grande parte da livraria, não é certo que ela tenha sido totalmente aniquilada. É certo, porém, que uma quantidade de livros considerados particularmente perigosos, desapareceu.

[Imagem: 0,,69832779,00.jpg]

A ofensiva seguinte, a mais séria contra a livraria, parece ter sido feita pela Imperatriz Zenóbia. Ainda desta vez a destruição não foi total, mas livros importantes desapareceram. Conhecemos a razão da ofensiva que lançou depois dela o Imperador Diocleciano (284-305 d.C.). Documentos contemporâneos estão de acordo a este respeito.

Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabricação do ouro e da prata. Isto é, todas as obras de alquimia. Pois ele pensava que se os egípcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um exército e combater o império. Diocleciano mesmo, filho de escravos, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284. Era, ao que tudo indica, perseguidor nato e o último decreto que assinou antes de sua abdicação em maio de 305, ordenava a destruição do cristianismo. Diocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito e começou em julho de 295 o cerco a Alexandria. Tomou a cidade e nessa ocasião houve massacres inomináveis. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada, e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade.

A tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia. Eles continham, ao que parece, as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para a compreensão dessa ciência, principalmente agora que sabemos que as transmutações metálicas são possíveis. Não possuímos lista dos manuscritos destruídos, mas a lenda conta que alguns dentre eles eram obras de Pitágoras, de Salomão ou do próprio Hermes. É evidente que isto deve ser tomado com relativa confiança.

Seja como for, documentos indispensáveis davam a chave da alquimia e estão perdidos para sempre: mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu, ela continuou sua obra até que os árabes a destruíssem completamente. E se os árabes o fizeram, sabiam por que o faziam. Já haviam destruído, no próprio Islão – assim como na Pérsia – grande número de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia.

A palavra de ordem dos conquistadores era “não há necessidade de outros livros, senão O Livro”, isto é, o Alcorão. Assim, a destruição de 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos, mas todos os livros. O historiador muçulmano Abd al-Latif (1160-1231) escreveu: “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor”. Esse Omar se opunha aliás a que se escrevessem livros muçulmanos, seguindo sempre o princípio: “o livro de Deus é-nos suficiente”. Era um muçulmano recém-convertido, fanático, odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque não falavam do profeta.

É natural que terminasse a obra começada, por Júlio César, continuada por Diocleciano e outros.

Se documentos sobreviveram a esses autos-de-fé, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e não mais reapareceram. E se certos grupos secretos possuem atualmente manuscritos provenientes de Alexandria, dissimulam isso muito bem.

Retomemos, agora, o exame desses acontecimentos à luz da tese que sustentamos: a existência desse grupo que chamamos de Homens de Preto e que constitui uma organização visando a destruição de determinado tipo de saber.

Parece evidente que tal grupo se desmascarou em 391, depois que procurou, sistematicamente, sob Diocleciano, e destruiu as obras de alquimia e de magia.

Parece evidente, também, que tal grupo nada teve a ver com os acontecimentos de 646: o fanatismo muçulmano foi suficiente.

Em 1962, foi nomeado para o Cairo um cônsul francês chamado de M. Maillete. Ele assinalou que Alexandria é uma cidade praticamente vazia e sem vida. Os raros habitantes, que são sobretudo ladrões, se encerram em seus esconderijos. As ruínas das construções estão abandonadas. Parece provável que, se livros sobreviveram ao incêndio de 646, não estavam em Alexandria naquela época; trataram de evacuá-los.

A partir daí, fica-se reduzido a hipóteses.

Fiquemos nesse plano que nos interessa, isto é, o dos livros secretos que dizem respeito às civilizações desaparecidas, à alquimia, à magia ou às técnicas que não mais conhecemos. Deixaremos de lado os clássicos gregos, cuja desaparição é evidentemente lamentável, mas escapa a nosso assunto.

Voltemos ao Egito. Se um exemplar do Livro de Toth existiu em Alexandria, César apoderou-se dele como fonte possível de poder. Mas o Livro de Toth não era certamente o único documento egípcio em Alexandria. Todos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egito teriam, talvez, solução, se tantos documentos egípcios não tivessem sido destruídos.

E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destruídos, no original e nas cópias, depois os resumos: aqueles que descreviam a civilização que precedeu o Egito conhecido. É possível que alguns traços subsistam, mas o essencial desapareceu, e essa destruição foi tão completa e profunda que os arqueólogos racionalistas pretendem, agora, que se pode seguir no Egito o desenvolvimento da civilização do neolítico até às grandes dinastias, sem que nada venha a provar a existência de uma civilização anterior.

Assim também a história, a ciência e a situação geográfica dessa civilização anterior nos são totalmente desconhecidas. Formulou-se a hipótese que se tratava de uma civilização de Negros. Nessas condições, as origens do Egito deveriam ser procuradas na África. Talvez tenham desaparecido em Alexandria, registros, papiros ou livros provenientes dessa civilização desaparecida.

Foram igualmente destruídos tratados de alquimia os mais detalhados, aqueles que permitiriam, realmente, obter a transmutação dos elementos. Foram destruídas obras de magia. Foram destruídas provas do encontro com extraterrestres do qual Bérose falou, citando os Apkallus. Foram destruídos... mas como prosseguir enumerando tudo o que ignoramos! A destruição completa da biblioteca de Alexandria é, certamente, o maior sucesso dos Homens de Preto.
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13-12-2016, 11:01 AM
Resposta: #2
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
Já li e até indiquei esse excelente livro aqui no fórum. Provavelmente muito conhecimento foi perdido lá mas felizmente todas as escolas do pensamento possuem sua própria biblioteca e seus ensinamentos que são passados para frente. Hoje temos uma rica literatura esotérica e espiritualista e creio que não nos falte nada que se perdeu em Alexandria. Na verdade, novas informações vem surgindo nas últimas décadas. Ou seja, o conhecimento é inevitável para aquele que busca. "Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.!" (Mateus 7: 7,8)

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13-12-2016, 01:28 PM
Resposta: #3
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
Excelente contribuição Rafael. Gosto quando o pessoal faz resenhas de livros ou quando trazem temas de livros.

Vou ler depois o tópico, e por conseguinte deixar minhas conclusões.

Em determinada hora, a partir de agora... Outras espécies de vida irão desaparecer da face do planeta...
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13-12-2016, 08:07 PM
Resposta: #4
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
(13-12-2016 11:01 AM)dlukynha Escreveu:  Já li e até indiquei esse excelente livro aqui no fórum. Provavelmente muito conhecimento foi perdido lá mas felizmente todas as escolas do pensamento possuem sua própria biblioteca e seus ensinamentos que são passados para frente. Hoje temos uma rica literatura esotérica e espiritualista e creio que não nos falte nada que se perdeu em Alexandria...

Nesse ponto minha visão é semelhante a do autor do livro. Creio que, infelizmente, após a queima de aproximadamente 700 mil manuscritos muita coisa fica reduzida a hipóteses. Ainda que alguns ensinamentos tenham sido passados para frente nas escolas esotéricas, faltam-nos os documentos originais e as fontes mais puras por assim dizer que poderiam confirmar ou refutar vários pontos divergentes. Um ótimo exemplo é dado pelo próprio autor no livro "O despertar dos mágicos", onde ele diz que é muito provável que os textos Alquímicos que sobreviveram tenham se misturado com o misticismo da idade média e, por fim, se tornado além de incompletos mais confusos.

Sem mencionar a questão das antigas civilizações que hoje tudo que nos resta se baseia historicamente em poucos relatos de fontes confiáveis. O resto, ainda que possua veracidade, fica impossível de ser confirmado dadas as várias versões diferentes contadas.

Espero que, de fato, tenham sobrevivido cópias, ou até originais, como Bergier dá a entender. Talvez estejam guardados a sete chaves, ou algumas ainda estão esperando serem encontradas...
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13-12-2016, 08:59 PM (Resposta editada pela última vez em: 13-12-2016 09:00 PM por Infinite.)
Resposta: #5
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
(13-12-2016 08:07 PM)Rafaelsimões Escreveu:  Nesse ponto minha visão é semelhante a do autor do livro. Creio que, infelizmente, após a queima de aproximadamente 700 mil manuscritos muita coisa fica reduzida a hipóteses. Ainda que alguns ensinamentos tenham sido passados para frente nas escolas esotéricas, faltam-nos os documentos originais e as fontes mais puras por assim dizer que poderiam confirmar ou refutar vários pontos divergentes. Um ótimo exemplo é dado pelo próprio autor no livro "O despertar dos mágicos", onde ele diz que é muito provável que os textos Alquímicos que sobreviveram tenham se misturado com o misticismo da idade média e, por fim, se tornado além de incompletos mais confusos.

Sem mencionar a questão das antigas civilizações que hoje tudo que nos resta se baseia historicamente em poucos relatos de fontes confiáveis. O resto, ainda que possua veracidade, fica impossível de ser confirmado dadas as várias versões diferentes contadas.

Espero que, de fato, tenham sobrevivido cópias, ou até originais, como Bergier dá a entender. Talvez estejam guardados a sete chaves, ou algumas ainda estão esperando serem encontradas...

Se você fala de documentos que poderiam comprovar algo sobre civilizações antigas eu concordo com você (embora existam exemplos acessíveis ainda hoje tais como a própria Bíblia, a Epopeia de Gilgamesh, as tábuas sumérias, os escritos hindus, etc). Já sobre conhecimento esotérico todo o necessário está disponível hoje. Basta ao neófito buscar com discernimento. Sobre a Alquimia, esta ciência oculta guarda muitos segredos e apesar do que diz o pensamento comum esta pouco tem a ver com química. Uma comparação mais adequada seria a agricultura. O misticismo foi necessário por muitas razões dentre as quais destaco evitar a perseguição da Igreja e garantir que o conhecimento não fosse acessível às mentes profanas. O eleito no caminho certamente utilizará da intuição e decodificará os textos alquímicos ainda disponíveis.

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Rafaelsimões (14-12-2016)
13-12-2016, 10:48 PM
Resposta: #6
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
(13-12-2016 08:14 AM)Rafaelsimões Escreveu:  Ao contrário, o conjunto de obras de Bérose é que poderia inquietar. Sacerdote babilônico refugiado na Grécia, Bérose nos deixou um relato de um encontro com extraterrestres: os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos.


Dagon?

[Imagem: up_2535.jpg]



[Imagem: pope-fish-hat-1.jpg?resize=740%2C468]



[Imagem: mitra1.jpg]



Sobre a Biblioteca de Alexandria, segundo Derek Flower apud Castro, acredita-se que muitos manuscritos preciosos foram levados para locais seguros no Egito ou mesmo colocados em esconderijos.

Fonte: http://www.memoriasocial.pro.br/document...iss264.pdf
em Alexandria

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Infinite (13-12-2016), Rafaelsimões (14-12-2016), Salsichinha (13-12-2016)
13-12-2016, 11:14 PM
Resposta: #7
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?


Dagon?[/quote]

Provavelmente sim.

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Rafaelsimões (14-12-2016), ULTRON (14-12-2016)
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13-12-2016, 11:42 PM
Resposta: #8
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
Excelente tópico. Eu que amo livros fico imaginando o quanto que se perdeu de história e conhecimento, dá até dor no coração. Mas o passado é como um chato: se repete, se repete, se repete.... digo isso porque neste ano um projeto maligno PROJETO DE LEI DO SENADO nº 146, de 2007 visa destruir o patrimônio documental brasileiro voltou a tramitar e o Sen. José Maranhão fez um parecer pela aprovação.

“Não há muita gente disposta a se sacrificar pelo que é certo, e muito menos gente que irá proteger e respeitar a humanidade de outros. Para esses, tirando comida e água não é necessário dignidade para sobreviver."(Saitou Hajime)
“Você estará lutando não só pelo seu destino… Mas também pelo destino da pessoa que você está protegendo.” (Kenshin Himura)
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14-12-2016, 08:13 AM (Resposta editada pela última vez em: 14-12-2016 08:25 AM por Rafaelsimões.)
Resposta: #9
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
(13-12-2016 08:59 PM)dlukynha Escreveu:  Se você fala de documentos que poderiam comprovar algo sobre civilizações antigas eu concordo com você (embora existam exemplos acessíveis ainda hoje tais como a própria Bíblia, a Epopeia de Gilgamesh, as tábuas sumérias, os escritos hindus, etc). Já sobre conhecimento esotérico todo o necessário está disponível hoje. Basta ao neófito buscar com discernimento. Sobre a Alquimia, esta ciência oculta guarda muitos segredos e apesar do que diz o pensamento comum esta pouco tem a ver com química. Uma comparação mais adequada seria a agricultura. O misticismo foi necessário por muitas razões dentre as quais destaco evitar a perseguição da Igreja e garantir que o conhecimento não fosse acessível às mentes profanas. O eleito no caminho certamente utilizará da intuição e decodificará os textos alquímicos ainda disponíveis.

Paz, amor e luz.

Ainda bem que existem esses exemplos, porém certamente muito foi perdido. Sobre o esoterismo, como sabe, ainda estou iniciando algumas pesquisas nisso, e, aproveitando, novamente agradeço todas as referências que já me passou. Mas, por hora, acho difícil pensar que em meio a tantos documentos perdidos, todo o necessário ainda esteja disponível. Talvez você esteja certo e seja apenas uma questão de estudo e discernimento, porém penso que esse estudo e esse discernimento seriam muito mais ricos se tivéssemos acesso a esses documentos, se não para aprofundar os conhecimentos, ao menos para ajudar a separar o joio do trigo e traçar melhor nossa história em meio a tantas correntes diferentes.
Cito, por exemplo, um trecho de uma entrevista de Samael Aun Weor sobre os pergaminhos do Mar Morto:

Citar:Todavia, há pessoas que estudam os PERGAMINHOS DO MAR MORTO. Acredito que valeria a pena estudá-los, porque contém ENSINAMENTOS ESOTÉRICOS TRANSCENDENTAIS que devidamente compreendidas poderiam iluminar muitos rincões obscuros de nossos entendimento.

Fonte

É nesse aspecto que acredito que os muitos documentos perdidos seriam de grande ajuda.

Sobre a Alquimia, disse misticismo, mas na verdade queria dizer "as ideias correntes na época". Com certeza a linguagem foi cifrada, em grande parte propositalmente. Mas creio que além disso, pode ter se misturado às interpretações dos próprios alquimistas da idade média, da mesma forma que nós tiramos conclusões diferentes sobre os mesmos textos antigos. Como muita coisa foi perdida, o exercício do discernimento se torna mais difícil, ainda que talvez possível. Enfim, são só divagações...

Abraços!

(13-12-2016 10:48 PM)ULTRON Escreveu:  ...
Sobre a Biblioteca de Alexandria, segundo Derek Flower apud Castro, acredita-se que muitos manuscritos preciosos foram levados para locais seguros no Egito ou mesmo colocados em esconderijos.

Fonte: http://www.memoriasocial.pro.br/document...iss264.pdf
em Alexandria

Primeiramente agradeço a importante contribuição ao tópico. O artigo que você citou possui uma referência bibliográfica bem interessante!

Sobre a ideia de que manuscritos importantes tenham sido levados ao Egito, acho bastante plausível. Certamente é um lugar onde ainda há muito para se descobrir. Vou consultar as referências e, caso encontre algo interessante, posto aqui.

Aproveitando, segue para Download os dois livros que citei: "O Despertar dos Mágicos" e "Os Livros Malditos".

http://static.recantodasletras.com.br/ar...943682.pdf

http://www.suaaltezaogato.com.br/arq/Est...ditos).pdf
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SE7MUS (14-12-2016), ULTRON (14-12-2016)
14-12-2016, 11:06 AM
Resposta: #10
RE: O Que Foi Destruído em Alexandria?
Os homens de preto ainda atuam hoje em dia e destroem qualquer correlação com o sobrenatural. No entanto é impossível esconder tudo, muitos segredos ficam a mercer de ordens. Vivemos em uma ilusão forjada, numa história forjada.
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