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Suicídio Nos Tempos Atuais
23-11-2013, 12:51 AM
Resposta: #11
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
(22-11-2013 05:11 PM)rasabino Escreveu:  Esta é a resposta: CULPA! Para se evitar o suicídio deve-se afastar o sentimento da CULPA.

Pois é amigo! Basicamente é isso mesmo.

Tendo em vista essa questão, um bom artigo a respeito, para aprender a conviver com este sentimento, que está constantemente presente na vida de muitos.

Parece longo, mas é uma leitura bem interessante:

COMO LIDAR COM O SENTIMENTO DE CULPA

A nosso favor ou contra nós, em algumas alturas da nossa vida apodera-se de nós um sentimento de culpa. Se a interpretação da culpa nos servir, nos engrandecer e for adaptativa e adequada funcionará certamente como um elemento para o nosso desenvolvimento pessoal. No entanto, muito de nós sentimo-nos culpados com bastante frequência levando-nos para caminhos auto-depreciativos e destrutivos. É uma parte natural da vida e realmente desempenha uma função adaptativa que nos ajuda a aprender com as experiências dolorosas ou assustadoras. Apesar da crença comum em contrário, a experiência da culpa não é totalmente negativa, improdutiva e destrutiva. Saiba como lidar com o sentimento de culpa, aprendendo a retirar o que lhe serve, a minimizar os danos e a enfrentar a vida por outra perspetiva.

“Culpa”é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo que gostaríamos de não fazer ou de não ter de o fazer.

A mente ativa a preocupação, revê vezes sem conta as escolhas ou ações e os resultados envolvidas, experienciamos um enorme sentimento de remorso que, para muitos parece um misto de náusea e um senso palpável de arrependimento muito significativo.

SENTIMENTO DE CULPA: PARA O BOM OU PARA O MAU

Estes desconforto de “opiniões” são percepcionados como indesejáveis, pensamentos intrusivos que geralmente não exercem uma função adaptativa. E muitas vezes eles não são. Mas, em alguns casos eles são realmente adaptativos, assim como praticamente todos os mecanismos físicos e mentais nos nossos corpos. Se adoptarmos uma perspectiva evolutiva, os sentimentos de culpa e remorso têm funções adaptativas, têm um elevado valor de sobrevivência na maioria das situações. No entanto, apesar disso para alguns de nós, e devido a uma avaliação desadequada e exacerbada das situações, a culpa e remorso, viram-se contra nós, tornam-se num terrível problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.

Retenha: A culpa e o remorso podem trazer-nos esclarecimento, mas aplicado de forma inadequada, podem causar-nos complicações. A culpa pode ser saudável, mas igualmente destrutiva.

Aquilo que dizemos a nós mesmos de forma repetida e recorrente vais ficando enraizado na nossa mente. O que dizemos a nós mesmos e a forma como dizemos, na verdade, pode ter efeitos enormes. É como se algumas partes do nosso interior, os processos mentais inconscientes ficassem mais sintonizados com o que dizemos a nós mesmos em silêncio ou em voz alta. É importante ter cuidado acerca da forma como você diz as coisas para si mesmo quando está a passar por dificuldades, lutas ou arrependimentos. Deve tentar ter o mesmo cuidado a falar para si, tal como teria se falasse com um amigo que está a passar por dificuldades ou que tenha feito algo do qual não se orgulhe.

A CULPA COMO UM PROCESSO MENTAL DE ENORME POTENCIAL

Após um acontecimento significativamente assustador, embaraço ou doloroso, depois de uma grande dor, um medo, um trauma, um grande erro ou o que quer que o tenha magoado, o cérebro automaticamente inicia uma revisão repetitiva dos elementos envolvidos. Quando este processo é ativado, quando ocorre nas nossas mentes é iniciado por processos inconscientes e vivenciamos isso conscientemente através de sentimentos indesejáveis e fora do nosso controlo. Esta revisão de experiências significativas são apenas pensamentos indesejados ou memórias indesejáveis, quando não há sentimento de culpa. Quando existe um sentimento de culpa ou arrependimento, é porque se accionou o processo repetido de revisão da situação e consequentemente do sentimento recorrente de culpabilização.

CONFIGURAR ALARMES E ALERTAS DA SITUAÇÃO

Os nossos cérebros estão preparados para analisar as experiências consideradas intensas e “registando-se” na memória todos os sentimentos desconfortáveis e negativos como elementos, que podem servir como marcadores no futuro, para “lembrar-nos ” de experiências passadas, na esperança de podermos agir de forma mais adequada na próxima vez. Por exemplo, ao caminharmos por uma parte específica da cidade, se formos ameaçados ou atacados, provavelmente posteriormente teremos de lidar com um monte de memórias indesejada, da próxima vez que começarmos a ir novamente nessa direção, mesmo que realmente não nos lembremos do que tinha acontecido, uma espécie de alarme soará na mente.

Retenha: A culpa pode motivar e estimular uma revisão completa de erros, aumentar a vigilância e cautela no futuro, dar uma sensação de ser responsável e promover a aceitação social e de estima.

No entanto o sentimento de culpa pode torná-lo emocionalmente desequilibrado, deixá-lo transtornado, diminuir a sua auto-estima, destruir a sua esperança, fazê-lo sentir-se estúpido, estragando a sua vida e eventualmente das outras pessoas significativas para si. O sentimento de culpa pode ainda fazê-lo ficar agarrado ao passado, impossibilitando que continue a levar a sua vida para a frente e a viver no presente.

AVALIAR AS SITUAÇÕES COM PRECISÃO

Ao avaliar com precisão os erros e situações negativas nas quais nos encontramos ou estamos atravessando, leva-nos a atravessar por um período de tempo onde as memórias e pensamentos emergem nas nossas mentes espontaneamente, acompanhado de sentimentos de angustia, acionando-se alarmes de alerta na forma de preocupações. Isso pode ser bom ou pode ser mau, dependendo de como fazemos uso da experiência sentida. Será que a culpa contribui para sermos mais inteligentes? Não. Não, porque o ser humano tem a benção da linguagem e do pensamento complexo. Com uma linguagem que pode manipular conceitos e interpretar situações e emoções como nenhum outro ser vivo. O sentimento de culpa (destrutiva) deve-se ao processo de revisão e ensaios, que é implementada com a nossa decisão de escolha, depois de algo negativo ter acontecido. Mas o que nós ensaiamos na nossa mente, faz a diferença entre tornarmo-nos mais inteligentes e funcionais ou tornarmo-nos menos capazes e inadequados.

Nós, seres humanos podemo-nos tornar mais ou menos inteligentes (com respostas mais ou menos adequadas aos nossos objetivos), porque podemos escolher os elementos que estamos a ligar (“emparelhar”) no nosso processo de raciocínio (forma de pensar). Por exemplo, analise a situação em que alguém depois de ficar acordado a noite toda, vai conduzir, adormece e tem um acidente. Se ele usa o processo natural de culpa para ruminar e recriminar-se acerca de ser irremediavelmente estúpido, e um falhado, ele está a queimar o cérebro desnecessariamente.

A ideia fundamental, é a de que nada lhe serve estar a usar o seu cérebro para pensar/ruminar de forma depreciativa acerca de si mesmo. Ele vai tornar-se mais incapaz do que antes do acidente. Ou, se perante as mesmas circunstâncias, ele usa o processo de culpa e recriminação por ter esquecido o pé de coelho da sorte (ou qualquer outra coisa associada à sorte), ele não vai ser mais esperto e raciocinar de forma mais adequada, provavelmente irá prejudicar-se ainda mais (isto assumindo que o pé de coelho não dá sorte.) Ou, se ele usa medicamentos, álcool, drogas, hipnose ou qualquer um dos milhares de distrações possíveis para evitar qualquer sentimento de culpa, ele não vai ser mais inteligente. Perder a oportunidade de aprender algo realmente importante através da experiência terrível que foi acidente de carro, é o que o sentimento de culpa promove, porque irá aumentar a probabilidade de fazer a mesma coisa de novo, como fez antes do acidente.

Mas, se ele usa a culpa para censurar-se por não dormir o suficiente e, em seguida pensar em ir dirigir sonolento, da próxima vez que esses elementos ocorrerem juntos, ele vai ficar nervoso antes de entrar no carro devido à ideia de ir dirigir, ou ele pode até ficar nervoso na noite em que tiver de permanecer acordado até tarde. Assim, ele pode ter espatifado um carro, mas ficará muito menos propenso a cometer esse erro novamente. Pelo menos ele retirou algo de positivo e construtivo do seu infortúnio (aprendeu que irá proteger-se em situações semelhantes no futuro). Esta é sem dúvida uma forma de pensamento positivo perante uma situação catastrófica.

O TERRÍVEL PESO DA AUTO-PUNIÇÃO

Algumas pessoas sentem que devem punir-se com a negação ou com a auto-sabotagem, como punição, quando se sentem “culpados”. Elas não acreditam que os sentimentos de culpa são castigo suficiente para o seu mal-estar.

Às vezes, retardar uma recompensa ou uma coisa boa, pode ajudar a sentir-se menos culpado. Na verdade, isto não passa de uma ilusão. A auto-punição, na grande maioria das vezes pode machucar ainda mais a pessoa que vive com o sentimento de culpa. Na medida em que a punição sobrecarrega a mente com o sentimento negativo, toda a aprendizagem a partir da experiência e do sentimento de negatividade será distorcida ou perdida. As únicas coisas que realmente são prejudicadas quando a punição é demasiado dura, são o auto-respeito e consciência. Diminuir o auto-respeito fará aumentar probabilidade da pessoa não se preocupar em magoar-se. Diminuir a consciência é o mesmo que diminuir a inteligência. Não se tem uma atitude muito inteligente (adequada) sendo hostis para nós mesmos, isto faz com que o nosso padrão mental fique alterado e nos turve a mente.

QUANDO NÃO APRENDEMOS COM OS ERROS

Porque razão por vezes não conseguimos aprender com alguns erros que cometemos na vida? A razão para tal, é que deixamo-nos turvar por erros de raciocínio. Viramo-nos contra nós numa altura em que mais nos deveríamos ajudar. Reconhecer o erro só é benéfico, se depois conseguirmos manter um equilíbrio emocional que jogue a nosso favor. É necessário que nos coloquemos num estado onde possamos accionar todos os nosso recursos para agir, minimizando o erro, evitando que volte a acontecer, ou antecipando novas situações para que não volte a ocorrer.

Frequentemente atendo pessoas em terapia que se queixam de que as suas vidas parecem estar a desmoronar-se. Elas relatam ter mais problemas com a vida à medida que o tempo vai passando. Dizem-me que acham que deveriam ter aprendido alguma coisa com a vida e com os erros que cometeram. E na verdade todos nós deveríamos, mas como as coisas não acontecem como queremos, o melhor que podemos fazer é, quando tomamos consciência disso, procurar uma forma de não continuar a fazer o que temos vindo a fazer até à data.

Quando nos viramos contra nós, muitos são os problemas emocionais que podem emergir, dificultando-nos o raciocínio. No entanto, alerto para o fato de existir uma mistura de comportamentos e atitudes que aumentam a vulnerabilidade aos problemas psicológicos:

Auto-punição. Um sentimento de raiva e frustração auto-dirigido, que emerge de se pensar que os sentimentos de culpa não são suficientemente punitivos.

Auto-avaliação depreciativa. uma avaliação negativa acerca de si mesmo, depreciando o seu caráter e inteligência ao invés de avaliar a situação e comportamentos que levaram ao problema.

Os problemas tornam-se preocupantes por mau uso do sentimento de culpa. Quando nos fundimos a alguns dos nosso sentimentos, e passamos a agir exclusivamente de acordo com eles, corremos o risco de tomar decisões que nos prejudicam porque agimos em modo emocional, deturpando as avaliações e consequentemente os passos para a solução.

Curiosidade: Os ratos e coelhos ou outros animais, executam as suas vidas com base nas emoções. Nos seres humanos as emoções e os sentimentos podem orientar e ajudar, mas não são o pensamento lógico. As emoções na grande maioria das vezes são accionadas de forma inconsciente no nosso cérebro. Elas ajudam, informam, direccionam e sugerem. Fato, que reforça a necessidade e utilidade de aprender a gerir as emoções.

Mas também temos linguagem e pensamento lógico. Temos outras áreas no nosso cérebro onde processamos pensamentos muito complexos, onde podemos manipular ideias complexas de forma complexa. Os sentimentos raramente são mais precisos do que um pensamento lógico e estruturado, embora muitas pessoas possam julgar que são, porque são mais fortes e fazem-se sentir no nosso organismo provocando mal-estar, ou pelo contrário enorme satisfação.

Os sentimentos são formas rudimentares de informação (ainda que muito necessária), porque eles são gerados por áreas do nosso cérebro que são primitivas. Os sentimentos por vezes são formas muito sutis de informação, são formas imprecisas que nos podem colocar em apuros, se não forem descodificadas pela consciência. Os sentimentos para nos servirem de forma apurada devem passar pelo filtro do nosso pensamento lógico.

CULPA, APENAS UM SENTIMENTO E NÃO UMA EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO

Ter um sentimento de culpa não implica necessariamente que você tenha de se sentir culpado. A culpa é simplesmente um sentimento, uma experiência mental e física que ocorre no nosso corpo (experiência interna), um programa do nosso cérebro que é executado em resposta a um resultado negativo percebido de alguma natureza. Não é um monte de informações refinado, na verdade é uma informação sutil que emerge de uma reação, não muito mais que isso. É um sinal enviado ao cérebro, ou criado no próprio cérebro que permite accionar um conjunto de processos mentais para pensar de novo sobre as coisas. A experiência de culpa (a culpa descabida e incapacitante) na nossa mente, tem a ver com um processo de ruminação, devido à constante atenção que damos ao assunto que nos perturba e preocupa, criando-se um ciclo vicioso sobre um conjunto de pensamentos que se ligam entre si, mas que no entanto não levam à construção válida de uma resposta ou resultado que ajude na resolução do problema.

Um exemplo de sentimentos de culpa onde não há nada para se sentir culpado é a tristeza como reação à culpa que muitas pessoas experimentam quando morre (neste caso, de acidente) um ente querido. O sobrevivente fica obcecado com as coisas possíveis que poderia ter feito de maneira diferente, e eventualmente evitado a morte. (“Se eu não estivesse no trabalho, ele não teria morrido.” “Se eu me tivesse certificado que tivesse tomado o café da manhã, ele poderia ter tido reações mais rápidas.”

“Se eu não tivesse comprado aquele vestido preto , isso não teria acontecido. “O sobrevivente também pode ficar obcecado com a sensação de que havia um erro que ele ou ela fez, e que o outro era incapaz de identificar. (“Eu sei que havia algo que eu deveria ter feito diferente, mas eu não consigo descobrir o quê.”) Um problema semelhante ocorre quando um indivíduo está envolvido num grave acidente que não tinha nada a ver com o que o indivíduo estava fazendo (ou seja, , um avião cai em casa durante a madrugada, um rajada balas que são disparadas por um atirador enlouquecido num restaurante). Seria normal (mas inadequado) ficar obcecado com a experiência, revendo um e outra vez os acontecimentos e ações antes da catástrofe, mesmo que se reconheceu que, logicamente, não poderia haver nada para se sentir culpado.

O que exemplifiquei, não pretende transmitir a ideia que o sentimento de culpa não possa existir ou que seja um “pecado” quando o sentimos, nada disso. Obviamente que perante determinados cenários catastróficos ou negativos, e em reação a eles, se possam gerar determinados sentimentos de culpa. No entanto, importa referir que na grande maioria das vezes, esse sentimento é muito destruidor, não trazendo alívio nenhum à dor já infligida pelo acontecimento negativo.

A reação de culpa é como que uma “fuga” interminável, não dá descanso, não orienta, não permite a reestruturação, devido ao constante sentimento de remorso. Este remorso, consome os recursos mentais, impedindo que a pessoa consiga pensar de forma clara e baseada em fatos concretos.

SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA COM O SENTIMENTO DE CULPA

Tenha cuidado, muito cuidado naquilo que vê de errado. As circunstâncias podem ser várias, mas é de sua conveniência esclarecer acerca do quê, e porque é que deve sentir-se culpado, ou se você deve sentir-se culpado acerca de tudo, ou até se é a única pessoa culpada. Ainda que faça mais sentido falarmos de responsabilidade. Uma excelente estratégia de clarificação, embora não infalível, de verificar se você acha que deve sentir os sentimentos de culpa, é perguntar a um amigo: Como é que ele lidaria com a situação se fosse com ele, e estivesse a sentir-se dessa forma?

Você acha que o seu amigo sentir-se-ia culpado como seu comportamento, e em caso afirmativo, por quanto tempo? Se você está esperando mais de si mesmo ou a ser demasiado duro, ou mais crítico do que você pensaria ser adequado para um amigo, pare com isso.

Um filho que se vê forçado a colocar os pais num lar de idosos por terem necessidades médicas, e que como alternativa, seria tê-los em casa e deixá-los morrer por causa da má assistência médica, pode sentir um profundo sentimento de culpa (que não é saudável nem ajudará à situação). Seria desapropriado sentir-se culpado por não ser enfermeiro ou não ter ganhado na loteria para que pudesse ter sido capaz de contratar enfermeiros para prestarem cuidados ao pais em casa.

O SENTIMENTO DE CULPA APROPRIADO

Quando os sentimentos de culpa são apropriados, vivê-los pode não parecer em nada que nos atrapalhem ou nos retirem clareza de pensamento. Esses sentimentos, podem fazer de você uma pessoa melhor, mais consciente, mais inteligente e mais capaz de evitar consequências idênticas no futuro. A auto-punição aplicada de forma prática num grau adequado e de forma saudável, é enriquecedora para si e para aqueles ao seu redor. Por outro lado, a auto-punição que serve e tem como fins a punição de si mesmo é disfuncional, contraproducente, perigosa e prejudicial para si e para os outros.

Como qualquer punição, os sentimentos de culpa e/ou as maneiras de agir consigo devido a sentir-se culpado, são demasiado intensas, então os sentimentos de culpa podem causar danos. A consequência a longo prazo do abuso prolongado imposto por alguém ou por si mesmo, é que você torna-se despreocupado, passando a agir de forma cada vez mais hostil consigo e com os outros (especialmente aqueles se preocupam com você). Você fica mais confuso e menos capaz de aprender com os erros, sentido-se cada vez mais “estúpido” e fora de controlo.

A PERDA DE AUTO-RESPEITO É PREJUDICIAL

Quando perdemos o respeito por nós mesmo, seja por algo que fizemos e nos sentimos culpados e diminuídos, seja porque sofremos consequências impostas por outros, como maus tratos, vergonha extrema, exturpação, desrespeito, na grande maioria das vezes o nosso comportamento sofre mudanças bruscas e desajustadas em resposta à situação traumatizante. Sentimo-nos tão mal, e ficamos com uma ideia tão deturpada de nós, que tendencialmente agimos contra nós. Provavelmente porque, os sentimentos experienciados geram confusão e raciocínios distorcidos, levando a comportamentos baseados em sentimentos desajustados e irrealistas.

Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.

Atenção: Mesmo que se sinta culpado, não é sinónimo que você tenha de fazer coisas que lhe sejam prejudiciais e não sejam do seu interesse. O sentimento deve ser analisado de forma construtiva, reorientando o seu foco atencional para uma atitude positiva e construtiva.

QUANDO A CULPA É DISFUNCIONAL OU PERMANECE MUITO TEMPO

Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.

Procurar ajuda profissional nestas situações de pensamento incapacitante e auto-destruidor, é a melhor coisa que pode fazer. Algumas sessões com um terapeuta, podem contribuir muito para o alívio do seu mal-estar, pode evitar viver com essa terrível dor emocional e/ou auto-sabotagem e raiva auto-dirigida.

Alguns tipos de medicamentos para a ansiedade, num primeira fase também podem ser úteis, principalmente porque podem ajudar a reduzir os sintomas físicos de mal-estar.

No entanto, importa alertar para o fato de que usar medicação ou qualquer tipo de programa de auto-ajuda para forçar-se a si mesmo a parar de pensar de forma depreciativa ou de sentir-se culpado, pode ser contraproducente se isso for contra as suas crenças e coisas em que acredita. Qualquer pessoa que se sinta incapaz de abandonar os sentimentos de culpa incapacitantes depois de uma quantidade razoável de tempo, deve pelo menos procurar um ou dois amigos para discutir a situação. Se isso não for suficiente deverá ponderar a possibilidade de procurar ajuda profissional (consultas de psicologia), para abordar o problema.

Se você acha que está em dívida para com o mundo sentido-se culpado sobre algo que você fez, a auto-sabotagem não é apropriada. Embora possa funcionar como um alívio temporário e sentir-se melhor no momento, esse tipo de comportamento só prejudica e prolonga o sofrimento. Se você sente o peso da responsabilidade através do sentimento de culpa, você precisa cuidar bem de si mesmo, para que possa ser capaz de ter comportamentos e atitudes positivas. O comportamento auto-destrutivo, é uma forma distorcida de processamento mental. Não faz bem a ninguém, nem em nenhuma circunstância.

E VOCÊ, COMO LIDA COM O SENTIMENTO DE CULPA?

Todos nós, num ou outro momento das nossas vidas, tivemos de lidar com o sentimento de culpa e injustiça relativamente a algo. Partilhe connosco as suas histórias e estratégias para lidar com esse sentimento de culpa.
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LucianoR (23-11-2013), rasabino (23-11-2013)
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23-11-2013, 03:51 AM
Resposta: #12
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
Alguns chamam suicidas de covardes, por não seguirem enfrente diante de problemas ou dificuldades. Mas olhando por outro lado, é preciso coragem para se matar, pois há tantas pessoas insatisfeitas e sem esperança de vida melhor, mas que não tem coragem de tirar a própria vida. E diz-se que as pessoas com desejo de suidídio, na verdade, não querem de fato morrer, querem apenas colocar um fim em seu sofrimento.

Eu tenho uma visão espiritualista. Acredito que as coisas boas e más pelas quais passamos na vida, são para nosso aprendizado. Não adianta tentarmos evitar ou fugir, passamos pelo que é necessário para nossa evolução. Quando alguém comete suicídio, está apenas adiando, jogando para frente o que deveria atravessar agora; por isso, é algo inútil.

Compreendo que é mais fácil falar do que fazer, mas mesmo sentindo forte angústia e dores psicológicas intensas,é necessário ter uma visão além do material, acreditar e compreender que nosso corpo não é apenas o corpo físico... Devemos manter a calma e confiar no futuro. Mas aí há uma dificuldade, pois cada indivíduo tem o seu conceito do que considera verdadeiro. Então, dizer isso para uma pessoa que crê apenas na vida atual e/ou que não crê na existência de seres superiores é um tanto complicado.
__________________________________

Li que as causas mais comuns de suicídio são transtornos mentais e uso abusivo de alcool e drogas(então é interessante um atenção maior da sociedade para essas pessoas) e que no Brasil, diferente da maioria dos países, o índice é muito maior entre jovens. E numa época onde se fala tanto em feminismo e há um apelo para o sofrimento feminino, 80% dos casos são de homens.
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peagha (24-11-2013), rasabino (23-11-2013)
23-11-2013, 04:01 AM
Resposta: #13
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
Gostaria de partilhar com os amigos minha experiência pessoal por considerar que pode ser útil.
Aos 18 anos de idade sofri um terrível acidente, tive fratura no crânio e rompeu a membrana que reveste o cérebro (a meninge).
A dor era insuportável (nunca senti dor tão lancinante em toda a minha vida, não chega nem perto de quando tive meu joelho esmagado em outro acidente, mas isso é outra história...).
A única coisa em que eu pensava, a única coisa que eu queria, era morrer, entenda, eu faria qualquer coisa para conseguir morrer e a dor acabar.
Foram dias com um líquido claro-avermelhado, levemente viscoso, saindo de meu crânio, sendo impedido de dormir, sem nenhum remédio para aliviar a dor e a cada segundo das 24 horas de cada dia a única coisa que eu queria era morrer, mas estava impossibilitado de dar fim a minha vida.
Como estava lúcido, o médico precisava de minha autorização para me operar, disse que se eu não fosse operado morreria, não havia nenhuma chance, mas, se fosse, minha chance seria de cerca de 10% de sobreviver e que perderia algumas funções do cérebro e o sentido do olfato. Optei por não ser operado e, contrariando tudo o que era possível, sobrevivi. A única explicação que o médico deu para meu caso é que foi um milagre.
Depois de alguns anos me formei em Direito, nessa época já trabalhava para o Ministério Público, trabalhava com um Promotor extraordinário, pessoa muito inteligente e íntegra, que havia sido delegado de polícia. Descobri que ele e outros poucos eram exceção, os outros, a maioria, melhor nem comentar..., mas posso dizer que colaboram muito para que esse país seja uma merd...
Queria ser delegado de polícia, passei no concurso e fazendo parte do sistema, notei que o sistema estava totalmente errado, lutei por anos tentando melhorar a Segurança Pública e em determinado momento me chamaram para trabalhar no Conselho de Segurança. Achei que era a minha chance de fazer uma revolução...
Com acesso a tudo dentro do governo, fui fazer um levantamento de como o dinheiro para a Segurança Pública era gasto...
Fiquei perplexo. Descobri quadrilhas especializadas em desviar o dinheiro público da Segurança Pública, milhões e milhões todos os meses... Fui verificar se o mesmo acontecia com as outras áreas do governo, e, em todas, principalmente na Saúde, Educação, Cultura e Desporto essas quadrilhas estavam presentes, como enormes parasitas sugando tudo de um corpo, deixando somente o mínimo para que ele continue existindo...
Entenda, mesmo que houvessem trilhões, de nada adiantaria, porque para todas as áreas há esquemas muito bem montados para o desvio da maior parte do dinheiro...
Depois que levantei todas as informações e PROVAS, meu objetivo era levar todos que comandavam essas organizações para a cadeia. Eu queria causar uma revolução que certamente mudaria o país e acabaria com a “roubalheira”.
Nesse momento minha vida praticamente acabou...
Do dia para a noite conheci na carne como o mundo e o sistema funciona.
Descobri que somente fui tão longe porque fiz todo o levantamento pessoalmente e sozinho, sem revelar o que estava fazendo a ninguém.
Quando procurei pessoas que até então tinham minha total confiança, toda a minha vida desmoronou. Fui preso, acusado de crimes que não cometi, causando surpresa e espanto a todos os meus colegas, pois todos que me conhecem sabem que sempre pautei minha vida pela honestidade e seriedade e sempre lutei pela verdade e pela justiça. Os colegas mais próximos para os quais revelei o trabalho que eu estava fazendo notaram que eu mexi com uma entidade poderosa demais, quase absoluta, e se afastaram de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa...
Durante o cárcere, recebi algumas visitas dizendo que eu tive sorte, pois o costume é de mandar matar...
Acontece que eu nunca tive e não tenho medo de morrer e depois de 30 dias fui solto e parti pra cima como um leão enfurecido, sabe o que fizeram? Eles sabiam de meu ponto fraco: minha esposa. Acusaram ela de praticar crimes e ameaçaram de prendê-la e fazer barbaridades... resultado: finalmente conseguiram que eu recuasse. Joguei a toalha, desisti de tentar consertar o mundo.
O pior de tudo não encontrei uma única pessoa dentro do governo que me apoiasse na luta contra essas organizações criminosas. Nem no Ministério Público, nem no Judiciário, nem em lugar nenhum, muito pelo contrário, todos foram alinhados (consciente ou inconscientemente) a serviço dessas organizações.
Caí em profunda depressão e finalmente percebi que esse mundo simplesmente não presta, não há nada de bom nele, não há nada que valha à pena. Vivemos numa sociedade completamente inconsciente, escrava de espertalhões desde tempos imemoriais...
O mundo inteiro está ocupado e contaminado com toda essa sórdida e nojenta sociedade que cultua o dinheiro e se orienta pela cobiça, luxúria e egoísmo e vive em completa inconsciência e ainda por cima somos forçados a viver inseridos nessa escravidão imunda.
Muitos poucos conseguem enxergar o mundo como ele realmente é e, hoje, eu sei que não somos suficientes para mudar absolutamente nada. A mudança que queremos ver no mundo deve começar por nós mesmos, mas isso não muda o mundo, nunca mudou. O que não podemos deixar é que o mundo nos mude, não podemos deixar que toda essa nojeira nos contamine, pois não estamos isentos disso e ser diferente requer esforço diário e consciente.
Não considero suicídio como um ato covarde. Se suicidar requer coragem. Considero como um opção personalíssima que deve ser muito bem ponderada. Suicídio é uma alternativa, um ato radical de rejeição a alguma coisa. Todavia, nem para isso as pessoas possuem qualquer preparo. A visão sobre os problemas que nos afligem mudam, conforme a pessoa amplia sua capacidade de compreensão. Um problema que hoje parece gravíssimo, daqui a algum tempo pode nos parecer quase insignificante. Aqui o grande problema da escolha de algo tão radical. Sempre que considerei o suicídio como alternativa, mesmo depois de anos, o suicídio continua com o mesmo status de boa alternativa para aquela ocasião, tão boa quanto qualquer outra, mas se tivesse optado por ele não poderia fazer agora esse silogismo.
Àqueles que não compreendem, o que posso dizer é que respeitem a opção daquele que se foi, pois, mesmo que para outros o problema parecia não ser grande o suficiente, para aquela pessoa causou dor tão intensa em seu ser que tornou-se insuportável.
O que as pessoas próximas deveriam ter feito é ter notado enquanto ainda era tempo! Ter notado o quanto seu amigo ou parente estava sofrendo e ter dado todo apoio e ajudado a ampliar sua capacidade de entendimento a ponto de perceber que o problema pode ser superado e que não está sozinho.
Para os suicidas, como eu, opte por lançar-se primeiro a uma situação extrema de sobrevivencialismo, pois nessas situações damos um choque de consciência em nós mesmos e nosso foco muda. Porém, se mesmo assim, optar pelo suicídio, se possível, opte por uma forma lenta e retornável, como se abster de comer, pois você terá tempo de repensar todo o problema e reavaliar por muitos dias se realmente quer se manter nesse firme propósito.
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23-11-2013, 07:23 AM
Resposta: #14
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
Tema bem polêmico mesmo!!
Uma coisa que vejo é que atualmente estamos condicionados a pensar MUITO MAIS em PROBLEMAS do que coisas boas, ou seja, nossa mente está sempre procurando o lado ruim das coisas. Nao culpo ninguem por isso, pois se olharmos para a influência midiática sempre está nos bombardeando com COISAS RUINS, nossa mente entra nessa rotina, e traz isso pra nossa vida.
E isso tudo gera MEDO, MEDO DA VIDA, menos medo de se matar... é algo complicado mesmo.
POR CADA SER HUMANO SER DIFERENTE, CREIO QUE A SOLUÇÃO PARA OS DIVERSOS CASOS SEJA DIFERENTE TAMBÉM.

"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João 8:32

"Só o conhecimento liberta o homem" - Enéas Carneiro
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rasabino (24-11-2013)
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23-11-2013, 08:09 AM (Resposta editada pela última vez em: 23-11-2013 08:10 AM por rasabino.)
Resposta: #15
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
É impressionante como o conceito acerca do "poder" pode nos influenciar para o bem ou para o mal.

Tanto a sensação de impotência como a de ter todo poder acerca de algo pode nos catapultar para a "morte" ou para "vida".

Li o depoimento do nosso amigo @Haroldo Lucca e fiquei impressionado como o poder ou a falta dele pode nos afetar.

Penso que a questão da culpa como bem foi apresentada pelo post do nobre colega @Jeyjin está intrinsecamente relacionada com a questão do PODER.

A humanidade desde seus primórdios foi regida pelo PODER. Na verdade, são sete conceitos que regem a humanidade:

A "GLÓRIA", a "FORÇA", a "HONRA", o "DOMÍNIO", O "LOUVOR", a "GRANDEZA" (OU MAJESTADE) E O "PODER".

Quando em algum momento sentimos que algum destes conceitos não nos é facultado, não nos está disponível, e percebemos nossas limitações, de seres finitos e incapazes, tentamos encontrar respostas.

A falta de respostas, de compreensões, de discernimentos acerca destes conceitos gera em nós a desistência de buscar o significado de vida, pois sem a presença de algum dos conceitos acima citado faz com que a vida perca seu sentido e eficiência, donde vem o sentimento de angústia profunda, gerando os mais perversos encarceramentos que podem levar a nossa alma. Eu chamo isto de INFERNO!

No amor,
Roberto A. Sabino

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Jeyjin (23-11-2013), LucianoR (24-11-2013)
23-11-2013, 02:36 PM
Resposta: #16
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
(22-11-2013 10:36 AM)WolfBrazil Escreveu:  (...)
Peço aos membros que teçam comentários de como entender melhor e evitar mais perdas de jovens na nossa sociedade, famílias estão sendo destruidas nesse problema que acho evitável, a morte se tornou banal infelizmente!
(...)

Boa tarde a todos. É sempre importante entender a origem das palavras. Regra geral derivam do Grego, Latim e, mais recentemente na Europa urgem já algumas línguas que se entende terem origem na língua mais antiga do oriente, o Sânscrito. É o caso do húngaro que é de origem Indo-Europeia. Mas para que tanto palavreado quando falamos de suicídio? Simples, gosto de ir à origem.

A palavra suicídio deriva do latim onde a junção de duas palavras diferentes deram origem a uma só. A saber são elas o prefixo - sui - que significa: si mesmo e, o outro prefixo - caederes - que significa acção ou intenção de matar. Ficaria então "suicaedares" que deu origem ás língua actuais (latinas) suicídio no caso português.

Adiante com a conversa pois não é esse o motivo do tópico. Fundamentalmente, e podem verificar na Web, existem 4 tipos de suicídios motivados por 4 causas diferentes. Não incluiria aqui para já os casos de morte assistida, (clinicas na Suíça onde o paciente é aconselhado ao melhor modo de por termo à vida. Aqui pode ser cometido o acto pelo médico, que administra o produto letal, ou, por exemplo, o acto de deixar à mão do suicida o produto aconselhado para melhor concluir o processo de suicídio sem dor e sem mágoa, passando assim a ser o paciente o responsável pelo acto).

1º: O suicídio (egoísta), ou seja alguém que põe termo à vida para parar um sofrimento que já não suporta.
2º : O suicídio (altruísta), ou seja onde alguém põe termo à vida por uma causa social. Poderá ser exemplo a imolação pelo fogo perante a sociedade afim de sensibilizar toda a opinião pública para uma causa.
3º : O suicídio anónimo, talvez o mais complexo de entender. Este acontece quando a pessoa não s adapta ás normas sociais e leis que organizam a sociedade e, acabam por colidir com a maneira de estar de ser e viver indivíduo. Como se torna impossível uma adaptação social ou a pessoa se isola e fica louca ou não aceita viver sobre as rédeas das normas sociais e como tal entende que é impossível continuar a viver. Este tipo de suicídio acontece muito com os presos políticos.
4º : O suicídio designado de fatalista, tem por base um modo de vida completamente dominado por outrem, onde a pessoa deixa de ser livre e passa a viver em função de alguém. Exemplo máximo, a escravatura. é a maneira ideal da pessoa fugir ao seu interminável trajecto.

Deixando de lado os aspectos técnicos da questão, poderíamos abordar o suicídio de um ponto de vista estritamente pessoal. Ou seja será a minha opinião em relação ao tema. Para já, por incrível e politicamente incorrecto, o gesto de suicídio é sempre um gesto de fraqueza por um lado e, por outro um gesto de coragem. Fraqueza por que revela que desistimos de lutar por algo que queríamos concretizar, de coragem, pois mesmo uma mente perturbada tem a noção que vi por termo à sua vida e, isso não deve de ser nada fácil para quem o faz.

Os casos de suicídio não são ao que parece exclusivos do ser humano. Isto é que intriga. é sobejamente conhecido o suicídio em massa dos grandes mamíferos aquáticos. porquê? ainda não se sabe. Quanto ao ser humano, regra geral é motivado por uma frustração profunda onde alguém não consegue ver saída para o problema que enfrenta. Agora pergunto: Qual de vós já equacionou colocar-se numa situação deste tipo. O que faria?
Tem um cancro em fase terminal com poucas semanas de vida. As dores são uma constante que não o abandonam e sabe que caminha, com todo aquele sofrimento, a passos largos para a morte. Em que pensa?
Está preso ou condenado injustamente a prisão perpétua ou à pena capital (injustamente) incapaz de provar a sua inocência tendo noção que alguém um dia o virá buscar para o matar (de uma forma civilizada, veja-se a hipocrisia). Se pudesse o que faria? Esperava tranquilo ou antecipava a hora do acto?

Depois de todas estas conjecturas é licito perguntar se o suicídio não será algo muito pessoal e, se devemos ou não condenar o acto em si. Terminaria aqui, com a certeza de que falta muito para dizer, mas não é realmente o local indicado por questões de espaço e frieza da comunicação escrita, uma vez que suicídio mexe com afectos e sentimentos. O suicídio é certamente algo de muito pessoal e solitário
.

"A melhor morte é aquela que nos agrada."
Montherlant , Henri
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Jeyjin (23-11-2013), LucianoR (24-11-2013), rasabino (24-11-2013), T.G (23-11-2013)
23-11-2013, 03:35 PM
Resposta: #17
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
(22-11-2013 11:25 AM)ronaldo sarmento Escreveu:  Direito de se tirar a própria vida? O tópico é para se discutir esse "direito"? Pensei que era um tópico para que as pessoas pudessem opinar como lidar para que os jovem ainda vivos, não tivessem esses pensamentos de suicídio. Isso não está claro, mas se é isso que interpretei é o fim da picada.

O que foi discutido é, viver é um direito e não uma obrigação. Ninguém deve ser obrigado a fazer o que não quer, inclusive viver.
Tenho uma opinião pessoal sobre isto, e ela é bem clara, suicídio é o maior crime que pode ser praticado pelo ser humano, um ato abominável, mas que infelizmente sempre esteve presente na história da humanidade. É um mecanismo falho para a fuga dos problemas, mas que ultimamente tem sido incentivado pelo atual sistema, é triste. Não tenho mais o que escrever, o tema já foi muito bem tratado pelos membros @Jeyjin e @LucianoR, no mais, desejo muito discernimento para quem atente para um ato como este, sempre optem pela vida, é o melhor caminho.
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Jeyjin (23-11-2013), LucianoR (23-11-2013), rasabino (24-11-2013)
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23-11-2013, 04:08 PM (Resposta editada pela última vez em: 23-11-2013 04:12 PM por Alkin.)
Resposta: #18
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
Tive dois amigos em momentos distintos da minha vida que escolheram esta via de escape.

Apesar de entender que o homem tem total direito de escolher entre a vida e a morte. Não é fácil.

Acho que suicídio não é para os fracos e sim para os fortes, requer uma coragem quase sub-humana pois é algo totalmente condenável por tudo e a todos além da dor que nesse caso fica em segundo plano.


Não conseguiria tomar esta atitude pois como agnóstico tendendo a querer que haja um Deus com todos os aspectos positivos, não teria coragem de fazer isso e depois se arrepender no outro lado (se é que há outro lado).

"O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter." - Sartre

E quando não conseguimos eis que surge as decepções e o momento de total fraqueza que muitos não conseguem superar. É necessário se prender em algo, nem que seja material. Devemos tentar sempre superar, pensar positivo, olhar o problema de outra maneira e seguir em frente. Porque tentar? A resposta não sei mas é bom acreditar que haja alguma recompensa no final, se não tiver pelo menos poderei dizer que cheguei ao fim.
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rasabino (24-11-2013)
23-11-2013, 10:17 PM
Resposta: #19
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
(22-11-2013 11:25 AM)ronaldo sarmento Escreveu:  
(22-11-2013 10:58 AM)WolfBrazil Escreveu:  
(22-11-2013 10:48 AM)Tabosa Escreveu:  Sei que meu comentário vai ser polêmico, mas vou dizer a minha opinião sobre o tema suicídio:

Eu acho que o suicídio é um DIREITO de todo ser humano.

Todo ser humano tem o direito de decidir quando deve acabar.

Não julgo a pessoa que se suicida. Pelo contrário, respeito totalmente sua decisão. Agora, só acho que as pessoas devem pensar muito bem antes de tomar uma decisão dessas, pois é uma decisão irreversível. Tem que ter muita certeza de que é isso realmente que você quer.

É exatamente por isso que criei esse tópico, obrigado amigo, você abriu um leque de situação que não mencionei, o suicídio é uma via de dois lados, como um "livre arbitrio", mas vale a pena abreviar a vida e jogar tudo fora?

Direito de se tirar a própria vida? o tópico é para se discutir esse '' direito'' ?pensei que era um tópico para que as pessoas pudessem opinar como lidar para que os jovem ainda vivos, não tivessem esses pensamentos de suicídio. Isso não está claro, mas se é isso que interpretei è o fim da picada.

Esse fórum atualmente anda com certos usuários que fazem o título "Anti Nova Ordem Mundial" ser contrariado. Eu não posso citar nomes, mas é só dar uma olhada, nos tópicos os que sempre estão contra a postagem, e muitas vezes respondem quase que atacando o autor do tópico. Enquanto esse gentinha estiver aqui e se mais que eles aparecem, aí isso aqui vira *****.
Dá pra perceber os alienados do sistema entrando aqui e tentando fazer os usuários rejeitarem as ideias contra a nova ordem mundial, fiquem atentos...
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23-11-2013, 11:09 PM
Resposta: #20
RE: Suicídio Nos Tempos Atuais
Podemos enxergar os motivos do suicidio nos outros. mas nao podemos dizer que estamos livre dele.
Damos conselhos para outros mas nao aceitamos para nos estes mesmos conselhos.
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rasabino (24-11-2013), yoda (01-12-2013)
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